Balanço da violência: 39 policiais e 38 suspeitos mortos

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou no inicio da noite desta segunda-feira (15/5) que 91 suspeitos de participar de atos de violência em São Paulo foram presos desde a noite de sexta-feira (12/5), quando teve início a onde de ataques atribuídos à facção criminosa Primeiro Comando da Capital. A Secretaria também informou, que na noite de segunda-feira, todoso os presídios do estado estavam sob controle das autoridades, sem nenhuma rebelião em curso.

No balanço da Secretaria 81 pessoas foram mortos, dos quais 39 são policiais, quatro civis e 38 suspeitos de participar dos ataques. Foram incendiados 56 ônibus e oito agências bancárias foram atacadas. Outros alvos foram: prédios públicos, bases comunitárias da Polícia, além de servidores públicos de corporações militares, civis e estaduais.

Dos policiais assassinados, 22 são PMs, além de seis policiais civis, três guardas civis metropolitanos, oito agentes de segurança penitenciária, e quatro civis que, de alguma forma, estiveram envolvidos em conflitos.

Estão feridos: 49 policiais militares, seis policiais civis, oito guardas civis metropolitanos, um agente de segurança penitenciária e 15 civis. O total de criminosos feridos já está incluído entre os 91 presos pela Polícia.

Balanço das ocorrências até a noite de segunda-feira

• Número de ataques: 180

– inclui 56 a ônibus e 8 a bancos

• Total de presos: 91

• Total de mortos: 81

– Policiais militares: 22

– Policiais civis: 6

– Guardas Metropolitanos: 3

– Agentes Penitenciários: 8

– Cidadãos: 4

– Suspeitos: 38

• Total de feridos: 49

– Policiais militares: 19

– Policiais civis: 6

– Guardas Municipais: 8

– Agentes Penitenciários: 1

– Cidadãos: 15

• Presídios rebelados: 0

marilia disse:
15 de maio de 2006 às 22:03

Como podemos ver estamos cada vez mais nas mãos dos bandidos.Onde já se viu numa cidade como São Paulo o povo correr para ficar dentro de suas casas trancados para ter segurança,pois os bandidos estão soltos, e a Policia não estar protegendo nem a si mesmo já não estamos mais seguros.Vemos cada vez mais os governantes preocupados em encher os bolsos de dinheiro dos cofres públicos.Se com a educação pública eles não se preocupam imagina com a nossa segurança.
Temos varios projetos de leis boas necessarias para combater a crimilidade,só que para serem aprovadas tem que ser votadas e isso não e muito importante lá em Brasilia, o que mais importa e votar a favor de absorvição de deputados cassados.
O Brasil está só precisando de Governantes serios, e de Policia que não se entreguem a chantagen de bandidos.O que infelizmente não é o que estamos vendo.

RBS disse:
15 de maio de 2006 às 23:11

Coronel Ubiratan para Presidente ! E Rota na rua para garantir o direito de ir e vir do cidadão de bem !

Aliás, que saudades da Rota...quem viveu aquele tempo sabe que bandido tremia ao ver policial, Respeitava autoridades, etc.

Armando do Prado disse:
15 de maio de 2006 às 23:43

A hidra começa a colocar sua cabeça de fora. É assim que os covardes que matam presos sem armas, torturam presos, matavam estudantes desarmados, mas, que na hora da luta contra soldados armados fugiam para os regaços das mamães, como os "valentões" argentinos que na hora do vamos ver afinaram. Aqui não foi difente. Na hora da luta contra homens armados amarelaram, como prova a luta do Ribeira e do Araguaia. Agora, as viúvas de Médici, vêm falar em notórios fascistas como Ubiratan, Erasmo Dias, et caterva, só faltando invocar o Adolfinho das Áustrias de guerra. A questão principal é que as oligarquias estão vendo a água bater nos seus bunbuns, sem dó nenhum. É meus caros, o mundo está mudando, não havendo mais espaço para escravidão e ignorância permanente.

Francisco Francelino da Cruz disse:
16 de maio de 2006 às 01:05

É lamentável que vejamos um episódio tão degradante e funesto como este que está acontecendo em São Paulo. É uma demonstração clara da falência da segurança pública brasileira. Enquanto milhões de reais são roubados pelos bandidos de gravata e paletó, a segurança pública fica sucateada, a mercê da ação de bandidos, trapos, lixos humanos, a ameaçar a segurança de nossa combalida nação, enquanto o Governo Federal corta verbas da segurança pública e destina-as aos caixas 2, aos mensalões, aos valeriodutos. Que vergonha! É preciso agir com os bandidos com o rigor que eles merecem, e o que é que eles merecem? me responda Brasil; me responda presidente Lula; me respondam senhores Ministros do STF; do STJ; me respondam senhores Senadores e Deputados Federais! O Brasil não ficará sossegado, enquanto continuar a assistir o afrouxamento das instituições e o fortalecimento das facções criminosas!

Augusto J. S. Feitoza disse:
16 de maio de 2006 às 07:10

O fracasso da pregação neoliberal
nem precisou ser decretado.
Ele foi estampado, nestes últimos dias,
em toda a sua fúria, nos rostos
aterrorizados do povo do Estado de São
Paulo. Com sangue e lágrimas.
Os políticos tucanos e pefelistas, seus
maiores arautos, seus mais ardorosos
defensores, agora se escondem,
encolhidos em sua covardia.
Mas, talvez nem se importem com as
vidas inocentes que foram ceifadas.
Afinal, "os meios justificam os fins"
e tragédias são lugar comum no meio
capitalista.

Augusto J. S. Feitoza disse:
16 de maio de 2006 às 07:23

Faz-se mister que a Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, ao invés de estar debatendo com fervor partidário o "impeachment" do Presidente da República, debata franca e abertamente, com a urgência e relevância que o caso requer, a postura e a participação direta de seus filiados na brutal e sanguinária tragédia que assolou São Paulo nestes últimos dias.
Com a palavra o Sr. Busato.

Embira disse:
16 de maio de 2006 às 07:27

Tem gente atribuindo a onda de violência em São Paulo ao comando de Marcola, o intelectual do PCC. A violência, porém, uma vez insuflada, caminha com as próprias pernas. Não foi o PCC que inventou os tumultos em São Paulo – já houve muito tumulto, em outras épocas. Há uns vinte anos, eu estava em um ponto de ônibus em Pinheiros e, naquele tempo, havia tumulto nesses locais: os desordeiros empurram para dentro do ônibus quem estivesse na fila, fosse velho ou criança. Outros entravam no coletivo pelas janelas. Aí chegaram quatro PMs em um Opala. Um apontou a escopeta C14 e os outros foram descendo a borracha. Não ficou ninguém no ônibus, nem fora dele. Não me lembro se foi nessa mesma época que saqueavam supermercados e entravam nos trens do metrô saltando sobre as roletas, sem pagar passagem. Essa violência toda nem sempre obedece a um plano pré-estabelecido, ou a um comando. Após jogos de futebol, vemos torcedores quebrando mesas e cadeiras de restaurantes, às vezes, sem nenhum motivo que justifique essas atitudes. Retrocedendo bastante no tempo, lembramos que na Revolução Francesa uns queriam transformar a sociedade e lutavam pelos ideais de liberdade e igualdade, mas, outros praticavam a violência gratuita, como mostra Charles Dickens em “Um conto de duas cidades”. Esses fatos levaram Madame Roland a dizer, no patíbulo: "Liberdade, quanto crime se comete em seu nome". A longo prazo, a violência só pode ser combatida com educação, planejamento familiar, emprego e distribuição de renda; no curto prazo, porém, a única solução está na borracha.

Enzo Scavone Junior disse:
16 de maio de 2006 às 07:39

E um absurdo como a inércia governamental, a falta de pulso para combater o crime organizado e a incapacidade de nossos governantes de conduzir uma politica de segurança pública acarretem para a população o transtorno e o clima de guerra que nossa cidade viveu ontem, dia 15/05/2006.
Nas propagandas dos partidos vemos pela televisão só promessas e pseudo-realizações que não ajudam a população.
E lamentável como PTs, PSDBs, e outros Pes da vida no fundo ludibriam os eleitores com vãs promessas.
Ontem deu para chegar a uma só conclusão as grandes metropoles vivem nas mãos e no comando do crime organizado.
Iso e vergonhoso!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Reginaldo disse:
16 de maio de 2006 às 09:22

Concordo plenamente tanto com o Enzo como com o Augusto. Nenhum direito é absoluto e, as prerrogativas, bem como os direitos humanos não devem ser instrumentos para a vilânia e a torpeza. Da minha parte não voto em mais ninguém, e, ninguém me convence de que o governo não negociou. Agora, todos os políticos aparecem na televisão dizendo que a polícia paulista é boa, eficiente, mas na hora de dar uma remuneração digna, alegam tudo quanto é bobagem. Embira citou o "Um Conto de Duas Cidades", mas para espelahr bens os políticos brasileiros trago a baila a Revolução dos Bichos. Quem nunca leu, leia pois reconhecerá muito político brasileiro. Alckim de adeus à presidência.

Jose Antonio Dias disse:
16 de maio de 2006 às 18:01

Será que os os idiotas, defensores dos direitos humanos, estão pensando em fazer alguma coisa em favor dos policiais moortos?

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