O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro, anunciou nesta sexta-feira (11/8) o cancelamento de sua participação no programa Roda Viva da TV Cultura. Em outro canal, a TV Bandeirantes anunciou que dedicará o próximo Canal Livre, no dia 21, a um direito de resposta em favor do Partido dos Trabalhadores. No programa desta semana, Saulo atribuiu ao PT os atentados e ataques tidos como da facção criminosa denominada PCC.
Os dois anúncios têm em sua raiz o traço mais marcante do secretário: a sua impressionante ousadia. No programa da Bandeirantes, logo no primeiro bloco, ele quis tirar de cena o advogado especialista em Direitos Humanos, Oscar Vilhena. A emissora manteve Vilhena no ar, mas Saulo não deu espaço para que o advogado pudesse se manifestar. O secretário chegou a mandar o advogado “buscar sua turma”, acrescentando o comentário de que os defensores dos direitos humanos “falam muito, mas saem daqui e vão tomar cerveja, enquanto eu saio e vou combater bandidos”. Os entrevistadores, por sua vez, saíram dali todos com a mesma impressão: a coragem física de Saulo é impreessionante.
A TV Cultura não anunciou o motivo do cancelamento do programa. Chegou-se a cogitar de que o secretário não gostou da escalação dos entrevistadores. A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança negou a possibilidade com veemência. Mas não informou qual novo compromisso o fez desistir da entrevista.
A vigorosa atuação de Saulo no Canal Livre seguida da desistência do programa da TV Cultura remeteu a outras atitudes do secretário, como a ordem de prisão ao dono de um restaurante paulistano que gerou uma queixa-crime contra ele por abuso de autoridade.
Enquanto o Tribunal de Justiça paulista discutia se aceitava ou não a propositura de ação penal por parte do Ministério Público, em depoimento na Assembléia Legislativa, contrariado com a pressão de deputado oposicionista, Saulo teria tapado o microfone e dirigido sonoro palavrão ao parlamentar.
A coragem cinematográfica de Saulo, que é oriundo do Ministério Público, rende-lhe a admiração ou, ao menos, a inquietação de quem constata que São Paulo tem um secretário valente e destemido em uma cadeira especialmente perigosa. Mas gera também desafetos. É o caso de um juiz cujo filho foi arrolado junto a um grupo de rapazes que teria praticado um furto na casa do secretário em Aldeia da Serra — área residencial requintada de São Paulo. Atribui-se ao juiz ressentimento e revolta pela forma como se procederam as investigações policiais, por envolver a casa do secretário de Segurança do estado.
A audácia de Saulo parece ilimitada. Seus desafetos o chamam de “Erasmão tucano”, numa jocosa remissão a outro secretário de Segurança, o coronel Erasmo Dias, que fez fama no mesmo cargo durante o regime militar. Depois de se ver pressionado pelo Ministério Público — que insistiu na reabertura do “Caso da Castelinho” (quando um ônibus lotado de criminosos foi crivado de balas e seus ocupantes todos mortos) e denunciou-o por abuso de autoridade, mais recentemente — ele reagiu à altura. E trabalhou abertamente pela candidatura de Carlos Henrique Mundi, contra a postulação do atual procurador-geral de Justiça, Rodrigo Pinho. Mundi tornou-se conhecido pela veemente defesa que fez da invasão do Carandiru, no governo Fleury.
A coleção de episódios o coloca como um alvo fácil para “a turma dos direitos humanos”, como ele chama seus críticos. Mas uma coisa é certa: alinhado com a maior parcela da população — em especial com a “elite branca” do governador Cláudio Lembo — isso ele está.

A Segurança Pública nesse Estado de São Paulo é uma lástima. Outro dia vi a mesa de trabalho do Dr. Saulo, o Secretário. Vi numa foto do jornal o Estado de São Paulo. A mesa estava uma zona, repleta de documentos, pastas e sabe-se mais o que. O moço desrespeita todo mundo e agora quer culpar o PT pela tragédia do PCC. Não gosto do PT, mas chegar a esse denominador comum só demonstra que a zona daquela mesa de trabalho tem refletido na cabeça do Secretário e pior, na organização do Estado de São Paulo. Não seria melhor assumir a tragédia e ficar quieto ? A polícia paulista é péssima, tem policial passando fome e necessidade familiar, a polícia paulista não tem o mínimo crédito para com a população, é faz de conta pra cá e pra lá. Chega Dr. Saulo. Vossa Excelência precisa reciclar, estamos em pleno século XXI !
Otavio Augusto Rossi Vieira, 39
advogado criminal em São Paulo.
Não adianta reclamar do Ilustre Secretário.
Aliás, e por uma questão de lógica, não haveria mesmo como ele ser melhor que o seu padrinho, ou seja, o picolézinho de chuchu.
Pobre SP...
Coragem física? Mas, de onde tiram essas bobagens? Erasmo Dias era dado a esses rompantes também, claro, cercado de brucutus qualquer um é valente. Entretanto, quando um ladrão entrou no seu apartamento, ficou quietinho e quase morreu de medo (ele declarou na época, mal balbuciando), como qualquer um.
Lembra os "valentes" torturadores brasileiros e argentinos. "Valentes" na frente de crianças e adolescentes, mas quando tiveram que enfrentar os ingleses, no caso argentino, ou Lamarca (Capitão Guimarães chorou na noite anterior com medo dos tiros certeiros do guerrilheiro) e o Araguaia, no caso brasileiro, tremiam, choravam e se entregavam sem dar um tiro. Essa é a coragem desses justiceiros de 5ª categoria.
Destrambelhado e irresponsável é o que esse secretário da (in)segurança é. O governador "Não me lembro" já deveria ter demitido esse "dinossaulo". S.Paulo não merece tanta truculência.
E, finalmente, jornalista não deveria ajudar a criar mitos como o da propalada coragem física.
Dijalma Lacerda.
Eu não vou jogar pedra no secretário, até pelo fato de que entendo que ele,sendo um homem de gabinete, está passando por momentos delicados com a série anômala de acontecimentos pela qual passa a terra de Tibiriçá, sob sua batuta no pertinente à segurança. Aliás, a nossa torcida, diga-se, é para ele, ou melhor, pelo que ele representa enquanto estiver no cargo, isto é, a segurança do Estado de São Paulo. Seria o cúmulo se fosse diferente.
Agora, pedindo vênia para uma manifestação isenta, penso que o nobre secretário, membro do Ministério Público do Estado de São Paulo (este tão necessário à administração da Justiça quanto o é a Advocacia pela disposição expressa da CF/88 em seu artigo 133) que é, deveria abster-se de colocações verbais contrárias ao legítimo e democrático exercício da defesa dos Direitos Humanos pelos Advogados, já que a tal defesa, não custa lembrar, estão OBRIGADOS pelo juramento que fizeram ao receber sua Carteira de Identificação de Advogado, ex vi do Artigo 44 da chamada "Lei Batochio" (Lei 8906/94).
Seria ainda bom ser lembrado, que um país hoje, mercê da globalização, só recebe investimentos e ingestão de capitais na conformidade da seriedade com que aplica sua política de Direitos Humanos.
Ainda, caso o Brasil achasse que não deveria se curvar aos princípios da famosa "Chartre du Citroen", haveria de se recusar a ser consignatário, como hoje é, do Pacto de San José da Costa Rica.
Pelo que leio e ouço sobre o Dr. Saulo, acho que suas atitudes estão corretas, (acredito que quando erra é pensando o melhor para o caso) pois muitos destes que o acusam se tiverem problemas quanto segurança vou procura-lo e lembra-lo que o conhecem e estão presisando de ajuda.
Caro Professor Armando do Prado,
Parabéns pelo seu comentário no que diz respeito aos covardes e asquerosos golpistas tupiniquins, que tanto gostavam de demonstrar sua "coragem e valentia" na frente de crianças e jovens, desde que devidamente protegidos pelas armas e brucutus.
E hoje, como não poderia deixar de ser, os outrora "leões" da ditadura não passam de meros "gatinhos", cujos familiares se envergonham até mesmo de soletrar seus sobrenomes em público.
E tais "gatinhos", creio eu, ainda permanecem no país somente por serem protegidos pela tal da Lei de Anistia, pois os que foram covardes a ponto de usurparem o poder pela força das armas certamente não seriam corajosos o bastante para serem julgados por um tribunal legalmente constituído.
Por outro lado, vale lembrar que mandar prender dono de restaurante com a ajuda de grupo de elite da polícia paulista parece ser até fácil... Mas difícil mesmo deve ser controlar o PCC, cujo surgimento, organização e fortalecimento se deu exatamente durante os 12 anos do atual governo (?) do PSDB/PFL em SP.
Por fim, e quanto ao Ilustre e competente Secretário de Segurança (?) Pública de SP, vale lembrar que, a exemplo do ex-governador Fleury (aquele mesmo, em cujo governo houve o Massacre do Carandirú), ele é oriundo do MP paulista...
Coincidência ou não, que cada um tire sua própria conclusão!
Esta é, data vênia, a minha opinião.
Um grande abraço.
Truculência e verborragia são a marca registrada desse Secretário, que não resolvem o problema de segurança da população paulista. Se ele falasse menos e agisse mais, com certeza, São Paulo não estaria vivendo esse clima de terror.
Esse secretário nada tem de ousado ou corajoso. Ele é estúpido mesmo! E sua postura de pitbull de salão esconde, isso sim, um medo psicótico e uma covardia latente. É bem como diz o ditado: "Cão que ladra, não morde!". Alguém desequilibrado como ele não deveria nunca ocupar uma pasta sensível e difícil como a da Secretaria de Segurança Pública.
Palmas para ele. Precisamos de gente corajosa, para calar a boca desses idiotas da turma dos direitos humanos. Por causa deles chegamos ao ponto de termos Senador de São Paulo, Suplicy, visitando seqüestrador em hospital. Beatriz
Coragem física? Mas, de onde tiram essas bobagens? Erasmo Dias era dado a esses rompantes também, claro, cercado de brucutus qualquer um é valente. Entretanto, quando um ladrão entrou no seu apartamento, ficou quietinho e quase morreu de medo (ele declarou na época, mal balbuciando), como qualquer um.
Lembra os "valentes" torturadores brasileiros e argentinos. "Valentes" na frente de crianças e adolescentes, mas quando tiveram que enfrentar os ingleses, no caso argentino, ou Lamarca (Capitão Guimarães chorou na noite anterior com medo dos tiros certeiros do guerrilheiro) e o Araguaia, no caso brasileiro, tremiam, choravam e se entregavam sem dar um tiro. Essa é a coragem desses justiceiros de 5ª categoria.
Destrambelhado e irresponsável é o que esse secretário da (in)segurança é. O governador "Não me lembro" já deveria ter demitido esse "dinossaulo". S.Paulo não merece tanta truculência.
E, finalmente, jornalista não deveria ajudar a criar mitos como o da propalada coragem física.
Primeiramente, gostaria que a doutora(?) Beatriz voltasse aos bancos escolares. É uma verdadeira anta fascista de tênis. Deve ter tido espasmos, na época do massacre do Carandirú. E na época do DOI CODI e da Operação Bandeirantes, nas quais participava aquele coronel torturador que foi nosso adido militar no Uruguai, deveria colaborar com a ditadura,na certa como alcaguete. Quanto à valentia desse asno, que é o secretário de (In)Segurança de S.Paulo, a afirmação na nota (Rambo II, a missão) é risível e de muito mau gosto. Seus meneios e "pitis" nos levam a pensamentos sombrios(sem nenhum preconceito, é claro). É lastimável que um Estado como o de São Paulo deixe permanecer em cargo tão importante um asno como esse cavalheiro. Nesta oportunidade, gostaria de desculpar-me com o asno, doce e pacífico animal.Tipos como esse vão levar o meu candidato à Presidência a uma severa derrota eleitoral em outubro. E ainda com familiares trabalhando na Daslu...e impedindo CPIs que desejavam investigar seu governo. Mário Covas , com todo o respeito, deve estar se virando no túmulo! Estão substimando a capacidade de entendimento da nobre população paulista. Sou solidário com Mário de Andrade quando aponta a adiposidade dessa incrível burguêsia paulista como fator degenerador dessa falsa elite. Serão devorados, dentro de alguns anos, por esses lumpens que hoje se escondem nos vão das pontes e viadutos e que são sumariamente eliminados pelo aparelho repressor estatal.
Oito dos comentários até aqui publicados, contra dois (dos quais apenas um é doentiamente favorável ao psicopático sujeito), mostram que há uma maioria de pessoas sensatas, democráticas e sensíveis que acessam o CJ.
Ainda bém, e parabéns a todos.
"Coragem física" não é necessariamente um elogio, pois homens bombas, militares suicidas e outros também têm, mas o termo está mal aplicado (qual é a coragem de ocultar cadáveres com tiros na nuca, de quemquer que sejam). Uma cenoura para o jornalista que escreveu essa nota.
Ele é arrogante, incompetente e mal criado. Tem a teu favor seguranças pagos pelo dinheiro do povo. Além de não convencer ninguém pelo que fala, ele demonstra despreparo psicológico para estar investido em cargo tão importante para o povo paulista.
O secretário, incompetente, procura notoriedade através da prepotência, enquanto o PCC manda e desmanda em SP.
Sem dúvida alguma,trata-se de um ditador que tenta parecer democrático.
SECRETÁRIO, COLOQUE SEU BONEZINHO E TIRE SEU TIME DE CAMPO QUE O SENHOR É INCOMPETENTE PARA SER SECRETÁRIO EM SP.
SE MANDA CARA!
63-9999-7700(VINÍCIUS)
Seria "Coragem física" um eufemismo para truculento, mau educado, arrogante, prepotente e ranço da ditadura? Nem falo da incompetência, pois ela é tão evidente que nem precisa ser comentada. São Paulo não deveria ter um desequilibrado como esses no comando de tão importante secretaria, mas o que devemos esperar de um governo estadual totalmente omisso e incompetente, que deixou esse câncer chamado PCC se desenvolver nas entranhas das prisões paulistas? Essa facção não surgiu na semana passada nem no mês passado, como alguns tentam dizer, ela tem mais de 8 anos de existência, coincide com o início da desastrosa e arrogante administração tucana.
Alem de ser arrogante, pretotente, o secretário tambem é mentiroso, prometeu entregar o cargo caso o governo federal liberasse o dinheiro para o sistema de segurança.O dinheiro foi liberado e o secretario deixou de cumprir com sua palavra.Em resumo, o Governo de geraldo Alckmin foi pautado pela impunidade com respado do Ministerio público e do tribunal de contas do estado.
A incompetência e má-fé do Sr. Secretário de Seg. Pública é notória, e o mesmo está no comando de uma equipe que vem sendo sistematicamente derrotada pela criminalidade, então, pelo respeito aos princípios da moralidade e eficiência que devem pautar os atos dos administradores públicos e seus agentes, não vejo mais como sustentar a permanência do atual secretário, pois os fatos, causas e consequências são cristalinos.
A sua ida recente até a Assembléia, acompanhado de uma caravana de policiais que foram gentilmente "convidados", simplesmente já bastaria para afastá-lo do cargo por em tese restar configurada a ocorrência de um ato caracterizado como de improbidade administrativa. (v. artigo 11 da Lei 8.429/92)
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