Ravi Peixoto

é doutor em direito processual pela Uerj, mestre em Direito pela UFPE, procurador do município do Recife, professor da Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e advogado.

Opinião: Pessoa natural e controle de constitucionalidade

O CPC de 2015, entre as suas novidades, trouxe a regulação da figura do amicus curiae, que já era admitida em alguns procedimentos específicos, como o controle concentrado de constitucionalidade, generalizando-o para que seja admitido em qualquer processo. Além disso, para efeitos do objeto deste texto, houve a expressa admissão da atuação da pessoa natural […]

Ravi Peixoto: Os honorários nos processos que envolvem a Fazenda 

No Recurso Especial 1.789.913/DF[1], foi submetido ao STJ o seguinte questionamento: quais os critérios para a fixação de honorários advocatícios nas causas que envolvem a Fazenda Pública nos processos regidos pelo CPC de 2015? Para que se possa explicar o entendimento do STJ, é importante uma breve apresentação ao leitor da regulação do CPC/2015 e […]

Ravi Peixoto: Resistência do STJ em modular efeitos é evidente

Um tema que recebeu grande destaque no CPC/2015 foram os precedentes, com diversos textos normativos regulando vários de seus aspectos, inclusive as suas eficácias. Dentre esses subtemas, destaca-se o da modulação de efeitos, a qual possui, no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, um caminhar bastante irregular, mesmo após a entrada em vigor do novo […]

Opinião: Intimação é nula se foi publicada com número errado da OAB

Em 2010, o STJ fixou, no julgamento do recurso especial 1.131.805/SC, a tese n. 286, segundo a qual “A ausência ou o equívoco quanto ao número da inscrição do advogado na Ordem dos Advogados do Brasil – OAB não gera nulidade da intimação da sentença, máxime quando corretamente publicados os nomes das partes e respectivos […]

Ravi Peixoto: STF pode modular efeitos em embargos de declaração

1. Cabimento dos embargos de declaração para suscitar a modulação de efeitos A modulação de efeitos é um tema que sempre foi alvo de diversas discussões, mas que agora está em grande destaque devido ao recente julgamento do RE 574.706 decidido no regime de repercussão geral, em que foi fixada a tese 69, segundo a […]

As possibilidades trazidas pelo novo regime da coisa julgada

1. Da coisa julgada A coisa julgada é, para usar expressão da lei, “a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso” — artigo 502, CPC/2015. Ao falar de autoridade, como bem lembra Cabral, o legislador quis fugir da discussão sobre se a coisa julgada é ou não eficácia[1]. […]

Ravi Peixoto: Novo CPC altera citação e possíveis posturas do réu

A citação é considerada “uma condição de eficácia do processo em relação ao réu (artigo 312, CPC/2015) e, além disso, requisito de validade dos atos processuais que lhe seguirem”.[1] Para que o processo possa ser eficaz perante o réu[2] é imprescindível a existência e a regularidade da citação, com a exceção das hipóteses de indeferimento da […]

Ravi Peixoto: A Fazenda e a audiência de conciliação no novo CPC

1. Os meios consensuais de resolução de conflitos e o poder público Inicialmente, é preciso que seja desfeito o mito de que a indisponibilidade do interesse público teria aptidão para impedir acordos pelos entes públicos. A verdade é que nem todo direito indisponível implica a impossibilidade de haver transação que o envolva[1]. Veja-se, como exemplo, que […]