Uma ação atribuída ao PCC, o Primeiro Comando da Capital, mostrou a ousadia em se desafiar o poder público e a sociedade. No sábado (12/8), dois funcionários da TV Globo – um jornalista e um assistente técnico foram sequestrados. O auxiliar técnico foi libertado por volta das 22h30, perto da sede da TV, na zona sul de São Paulo. Os criminosos exigiram que ele levasse um vídeo para exibição na emissora. Se a exibição não fosse feita, o repórter poderia ser morto. A exigência foi atendida na madrugada do domingo (13/8).
No vídeo, um homem encapuzado reclamou de maus tratos nas cadeias e no RDD – Regime Disciplinar Diferenciado. Trechos do comunicado foram extraídos de um parecer do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça (Veja a comparação no fim do texto). O trecho é o que expressa o argumento técnico contra o tratamento excepcional dado aos líderes do PCC.
Ao reproduzir a parte do documento do governo em que se diz que “o Regime Disciplinar Diferenciado agride o primado da ressocialização do sentenciado, vigente na consciência mundial desde o iluminismo e pedra angular do sistema penitenciário nacional”, o comunicado troca “iluminismo” por “ilusionismo”.
A menção ao mais severo sistema de cumprimento de pena reacendeu a discussão sobre o uso generalizado do RDD. Pelo regime, que o advogado Luís Guilherme Vieira conta ser um fruto da ideologia paulista, os presos ficam isolados do mundo e de outros condenados. Têm direito a apenas uma hora de sol por dia e sofrem outras restrições. “É uma máquina de trucidar mente humana”, indigna-se Vieira. “O ser humano é essencialmente social. O preso não perde a sua dignidade só porque está preso.”
O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio não entra no mérito se o RDD é constitucional ou inconstitucional. Mas ressalta que o Estado deve preservar a integridade física e moral de presos. “Deixar um deles sem banho de sol, por exemplo, é castigo que contraria a Constituição.” Marco Aurélio considera que “a pretexto de se impor disciplina em um ambiente em que é impossível a disciplina por causa da superpopulação carcerária, acaba-se atropelando a Constituição”.
Segundo o ministro, não há dúvidas de que o Estado falha na custódia de presos. Se eles cometem crimes, têm de ser processados e condenados, mas não submetidos a regras que violem a integridade física e moral. “A bandeira não é a mais simpática de se defender em um momento que a sociedade está insegura e quer exacerbação no tratamento de condenados”, diz. Mas faz questão de ressaltar: “preso não é animal”.
O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Tadeu Cury, afirma que o RDD é inconstitucional à primeira vista. Ele diz que não pode haver diferença no cumprimento de pena para dois condenados que cometeram o mesmo tipo de crime em um presídio.
Para o desembargador, a alternativa seria o governo construir presídios especiais em que presos fossem submetidos ao mesmo tipo de regime ou se mudar a Constituição para permitir o tratamento desigual em casos excepcionais. Cury considera que há discriminação quando apenas um preso que comete o mesmo crime que outro é colocado no RDD.
Ele defende a “repressão ao crime como única solução” para o problema de segurança pública, mas com a ressalva de que as regras devem valer para todos os condenados que cometeram crimes iguais. Caso contrário, é desrespeitado o artigo 5º da Constituição, diz. Segundo Cury, é preciso aplicar repressão ao crime para que não se instale o caos, mas sempre com a observação das regras constitucionais.
Caso a caso
O advogado criminalista Luiz Flávio Gomes considera que o RDD não é inteiramente inconstitucional. Para ele, existem três hipóteses previstas para o preso ser submetido ao regime e uma delas é constitucional. “Quando o preso comete crime dentro do sistema prisional, a sanção pelo ato de vandalismo é constitucional”, explica.
Gomes considera que, nas outras duas hipóteses previstas – quando o preso faz parte de organização criminosa ou quando apresenta periculosidade alta – o regime diferenciado é inconstitucional. “Nestes casos, os critérios ficam muito subjetivos.”
Leia o comunicado do PCC
Como integrante do Primeiro Comando da Capital, o PCC, venho pelo único meio encontrado por nós para transmitir um comunicado para a sociedade e os governantes.
A introdução do Regime Disciplinar Diferenciado [RDD] pela Lei 10.792/2003, no interior da fase de execução penal, inverte a lógica da execução penal. E coerente com a perspectiva de eliminação e inabilitação dos setores sociais redundantes, leia-se “a clientela do sistema penal”, a nova punição disciplinar inaugura novos métodos de custódia e controle da massa carcerária, conferindo à pena de prisão o nítido caráter de castigo cruel.
O Regime Disciplinar Diferenciado agride o primado da ressocialização do sentenciado vigente na consciência mundial desde o ilusionismo e pedra angular do sistema penitenciário.
A LEP, já em seu primeiro artigo, traça como objetivo do cumprimento da pena a reintegração social do condenado, a qual é indissociável da efetivação da sanção penal. Portanto, qualquer modalidade de cumprimento de pena em que não haja constância dos dois objetivos legais – castigo e a reintegração social –, com observância apenas do primeiro, mostra-se ilegal, em contradição à Constituição Federal.
Queremos um sistema carcerário com condições humanas, não um sistema falido, desumano, no qual sofremos inúmeras humilhações e espancamentos.
Não estamos pedindo nada mais do que está dentro da lei. Se nossos governantes, juízes, desembargadores, senadores, deputados e ministros trabalham em cima da lei, que se faça justiça em cima da injustiça que é o sistema carcerário, sem assistência médica, sem assistência jurídica, sem trabalho, sem escola, enfim, sem nada.
Pedimos aos representantes da lei que se faça um mutirão judicial, pois existem muitos sentenciados com situação processual favorável, dentro do princípio da dignidade humana.
O sistema penal brasileiro é, na verdade, um verdadeiro depósito humano, onde lá se jogam seres humanos como se fossem animais.
O Regime Disciplinar Diferenciado é inconstitucional. O Estado Democrático de Direito tem a obrigação e o dever de dar o mínimo de condições de sobrevivência para os sentenciados. Queremos que a lei seja cumprida na sua totalidade. Não queremos obter nenhuma vantagem.
Apenas não queremos e não podemos sermos (sic) massacrados e oprimidos. Queremos que: 1 – As providências sejam tomadas, pois não vamos aceitar e não ficaremos de braços cruzados pelo que está acontecendo no sistema carcerário.
Deixamos bem claro que nossa luta é contra os governantes e os policiais. E que não mexam com nossas famílias que não mexeremos com as de vocês. A luta é nós e vocês.
Compare os trechos plagiados pelo PCC (grifados)
Parecer do CNPCP
O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, reunido no dia 14 de abril de 2003, após analisar o Substitutivo ao Projeto de Lei n. 5.073/2001, vem assim se manifestar:
Tal como redigido, o Substitutivo subverte os princípios que informam as diretrizes de política penal e penitenciária nacionais, consagradas pela Constituição Federal e pelos tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil e materializados nos dispositivos da Lei de Execução Penal.
De pronto, ressalta que o Regime Disciplinar Diferenciado agride o primado da ressocialização do sentenciado, vigente na consciência mundial desde o iluminismo e pedra angular do sistema penitenciário nacional, inspirado na Escola da Nova Defesa Social. A LEP, já em seu primeiro artigo traça como objetivo do cumprimento de pena a reintegração social do condenado, a qual é indissociável da efetivação da sanção penal. Portanto, qualquer modalidade de cumprimento de pena em que não haja a concomitância dos dois objetivos legais, o castigo e a reintegração social, com observância apenas do primeiro, mostra-se ilegal e contraria a Constituição Federal.
Trecho do comunicado do PCC
O Regime Disciplinar Diferenciado agride o primado da ressocialização do sentenciado vigente na consciência mundial desde o ilusionismo e pedra angular do sistema penitenciário.
A LEP, já em seu primeiro artigo, traça como objetivo do cumprimento da pena a reintegração social do condenado, a qual é indissociável da efetivação da sanção penal. Portanto, qualquer modalidade de cumprimento de pena em que não haja constância dos dois objetivos legais — castigo e a reintegração social —, com observância apenas do primeiro, mostra-se ilegal, em contradição à Constituição Federal.

"O Regime Disciplinar Diferenciado agride o primado da ressocialização do sentenciado vigente na consciência mundial desde o ilusionismo..."
Pois é, não faltam "ilusionistas" no Brasil, falando em nome de direitos humanos e princípios constitucionais. Vamos ceder às exigências do PCC e implorar por piedade. É o jeito...
Não se trata de ceder aos criminosos. Além disso, muito além, trata-se de cumprir nossa Constituição e a LEP. Não é isso que queremos? Então que se mude a lei, mas mesmo assim não será retroativa em respeito ao princípio de que leis mais duras não retroagem. É o fim da picada, mas estamos sendo chamados à ordem e ao estado de direito por criminosos!
Em S. Paulo passamos todos os limites, primando pela truculência para resolvermos problemas sociais e de simples cumprimento das penas. Vejam que não negam suas dívidas, pedem cumprimento da lei! E quem pode atirar a 1ª pedra, quando não damos condições dignas nem aos jovens que procuram trabalho, um simples trabalho? Cadê trabalho digno e remunerado? Vamos para de hipocrisia e, como primeiro passo, cumprir a lei.
Complementando: como podemos ser um pouco justos com um secretário da (in)segurança truculento, bravateiro e irresponsável? Vingança gera violência, que é o que estamos experimentando. Chega de retóricas, Constituição neles: nos governantes e nos criminosos!
É simplesmente incrível!
Num país onde os próprio profissionais do direito defendem a truculência policial e o desrespeito aos direito humanos, é o próprio PCC que propõe uma discussão sobre a inconstitucionalidade do RDD, um regime ineficiente que - até agora - apenas resultou no crescimento e fortalecimento das facções criminosas dentro e fora dos presídios.
Parabéns ao Ilustre Secretário da Segurança (?) Pública de SP e ao picolézinho de chuchu, que o colocou no cargo.
De quebra, parabéns ao PSDB/PFL que governam (?) o Estado há 12 anos.
Esta é, data vênia, a minha opinião.
Um abraço a todos.
Enfim, apesar de não ser pela vertente, digamos assim, sem ficha criminal, o brasileiro surpreende e desmente os sociólogos e jornalistas que diziam que o povo brasileiro não tinha coragem. Seja como for, aí está o PCC para desmentir tudo isso. Ao vivo, a cores e hoje no horário nobre.
Em entrevista ao noticiário do SBT em 14 de junho, na época dos primeiros combates (sim, já podemos usar esse termo), o juiz Sebastião Luiz Amorim da Apamagis, expressou abertamente o receio dos magistrados e suas providências: troca de chapas de carros oficiais e carteiras funcionais deixadas em casa. Bem, nesse ponto pelo menos os sociólogos e jornalistas estão certos: o povo brasileiro não tem coragem, se entendermos como povo brasileiro a quase totalidade da cúpula política e judiciária. Está aí o juiz que não nos deixa mentir.
Hoje, até assessoria de imprensa o PCC tem. Mas não apareceram para dizer que estão com medo. Ao contrário dos membros desse nosso desordenamento político e jurídico. Alguns elogiam o secretário de segurança pública de são Paulo, dizendo que ele tem coragem. Pelo que vimos na imprensa até agora parece que tem. Contra quem seja incapaz de reagir, como um dono de um restaurante e um manobrista de estacionamento.
Se tivessem coragem, tal qual John Wayne nos filmes de faroeste, iriam para o trabalho armados e prontos para se defenderem. A diferença é que John Wayne tinha coragem e lutava pela justiça, pelo que era certo. Por isso não tinha medo. Punha o Colt 45 no coldre e caminhava pelas ruas sem se esconder.
Então é compreensível que esses outros corram disfarçados. Fazendo uma reflexão sobre coragem nessas adversidades, o que é trocar as chapas dos carros oficiais e esconder a carteirinha de juiz? É a mesma coisa que pôr um capuz como o porta-voz do PCC. Cada um tem seus motivos para cobrir o rosto. Mas o bandido é mais corajoso pelo que temos visto.
Ocorre hoje que essa cúpula política e judiciãria percebe uma coisa: a festa acabou. Ainda não apagaram as luzes, não recolheram as mesas, mas acabou. Pela vertente criminal de uma sociedade cansada, espoliada e sofrida, a cujos lamentos e sofrimentos essa cúpula ficou insensível durante 21 anos, hoje eles começam a viver a absoluta certeza de que tudo o que temiam começa a tomar forma. E uma forma concreta, muitas vezes fatal. Seja como for há uma revolta. E atrás dessa vertente criminosa virá a revolta da população.
No fundo é até saudável que tudo aconteça assim. Tivemos durante esse tempo todo que assistir ao verdadeiro massacre que essa estrutura política e judicial provocou entre a população. Boa parte dos que hoje abrem fogo contra esse sistema são os filhos do desespero resultante de tudo isso. E as primeiras vítimas na linha de fogo tem sido os policiais, que em sua maior parte sempre se revoltaram contra sentenças e atitudes de muitos representantes do judiciário, mas tiveram que cumprir tais decisões. E pior ainda, muitas vezes tiveram que servir de escolta de proteção a políticos que, esses sim, deveriam estar enfiados nas prisões horrendas que ajudaram a criar com seu descaso e corrupção.
Mas tudo isso começa a mudar. A festa acabou, a revolta começou e John Wayne caminha tranqüilo. Pelo menos os que tem a índole dele.
Landel (http://vellker.blog.terra.com.br)
Hipocrisia é aproveitar da crise para disseminar ideologias políticas. Não podemos falar em Direitos Humanos para presos enquanto a sociedade não tiver os seus direitos respeitados. Direito do cidadão de ir e vir sem ter o receio de perder sua vida, direito à saúde, ao trabalho dígno e não à esmola, direito de ser livre e não viver enclausurado em sua própria casa. E esse desrespeito não ocorre somente no Estado de São Paulo e sim em todo o país.
Se é para cumprir a lei, comecemos lá de cima. Primeiramente,cadeia para os corruptos que nós mesmos elegemos. Que do Governo Federal saiam os repasses de verbas para os Estados para que estes tenham condições de aplicá-los em políticas públicas. Em seguida, parem de viver de "ilusionismo" como diz o PCC. Coloquem seus filhos à frente desses marginais e vocês verão o que eles entendem por "direitos humanos". Sejamos realistas e não míopes. A batalha é política e não jurídica. Acordem!
Realmente o RDD é muito complicado. Complicado ao intimidar o pobre marginal que usa fuzis de U$ 5.000,00 mas que nem têm o que comer, os dedicados advogados que nem têm procuração em nenhum processo do preso que visitam e que vivem da atividade de "pombo correio representante de empresas de celulares criativos" e principalmente de "Otoridades" que lucram imensamente com o a mina de ouro que o PCC é para os corruptos.
É lamentável perceber que os estudantes de Direito continuam tão ingênuos como nos meus tempos de faculdade, totalmente influenciáveis pelos grupos mencionados. Este Direito - feito de costas para o Brasil e de frente para a Europa (como corretamente disse o nosso Governador) está fadado a ser uma peça ridícula na história jurídica deste país. Quantos destes nossos juristas, nossos doutrinadores sabem que erraram enormemente, totalmente mas se recusam a admitir este erro. A Lei têm sido cumprida sim, e cumprida com o zêlo e retidão que nunca tiveram antes, a polícia está sempre sendo acompanhada e criticada e nunca foi neste país tão correta e democrática como hoje. O erro está sim nestas Leis ineficientes, neste sistema cheio de invenções que só fez prejudicar o país. Nossas Leis foram feitas para presos políticos por ex- presos políticos não para criminosos orgulhosos de sua ocupação. Este sistema teve muito tempo para comprovar a sua eficácia e só demonstrou o contrário. Exemplo: se praticamente 10% dos presos não retornam das saídas temporárias quantas milhares de fugas estas saídas já permitiram? Dezenas de milhares sendo otimista, e elas foram interrompidas quando o milésimo preso fugiu? Não, estão sendo mantidas pelo verniz de cultura e civilidade do conceito empregado, funciona? Ajuda? Detalhes.
E a população e as milhares de vítimas feitas por estes fugitivos? Apenas um problema da polícia e do governo, a comunidade jurídica nada têm a ver com isso. A luz do nobre olhar destes nossos grandes juristas, todos os que sofrem são barbaros no lodo comum dos reles mortais.
Aplausos estudantes, aplausos a eles. Vocês também entrarão para a História junto com toda esta ineficiência pomposa.
Peço apenas aos corretos o apego a Democracia e o fortalecimento de nossas instituições, este é o único caminho comprovado de crescimento e viabilização para qualquer Nação.
Os governos federal e estadual, por incrível que pareça, agora estão no caminho certo. Precisam transferir os líderes para o RDD de Pres. Bernardes e o presídio federal de Catanduvas.
E aumentar o prazo do RDD para 4 anos.
Se o Estado pedir arrego, eles montam em cima (mais ainda). O Estado que não se defende põe em perigo a democracia.
Reforçando o comentário vejam o desabafo do Alexandre Garcia.
http://www.youtube.com/watch?v=WG3WrOwiSlk&NR
Desculpe-me, citar Alexandre Garcia é o mesmo que recomendar a leitura do "Minha Luta" para vítima do holocausto. Esse senhor foi fiel servidor da ditadura e linha dura.
Precisamos de overdose de Constituição: nos dirigentes da (in)segurança em S. Paulo e nos criminosos. O resto é farofa.
Enfim, apesar de não ser pela vertente, digamos assim, sem ficha criminal, o brasileiro surpreende e desmente os sociólogos e jornalistas que diziam que o povo brasileiro não tinha coragem. Seja como for, aí está o PCC para desmentir tudo isso. Ao vivo, a cores e hoje no horário nobre.
Em entrevista ao noticiário do SBT em 14 de junho, na época dos primeiros combates (sim, já podemos usar esse termo), o juiz Sebastião Luiz Amorim, da Apamagis, expressou abertamente o receio dos magistrados e suas providências: troca de chapas de carros oficiais e carteiras funcionais deixadas em casa. Bem, nesse ponto pelo menos os sociólogos e jornalistas estão certos: o povo brasileiro não tem coragem, se entendermos como povo brasileiro a quase totalidade da cúpula política e judiciária. Está aí o juiz que não nos deixa mentir.
Hoje, até assessoria de imprensa o PCC tem. Mas não apareceram para dizer que estão com medo. Ao contrário dos membros desse nosso desordenamento político e jurídico. Alguns elogiam o secretário de segurança pública de são Paulo, dizendo que ele tem coragem. Pelo que vimos na imprensa até agora parece que tem. Contra quem seja incapaz de reagir, como um dono de um restaurante e um manobrista de estacionamento.
Se tivessem coragem, tal qual John Wayne nos filmes de faroeste, iriam para o trabalho armados e prontos para se defenderem. A diferença é que John Wayne tinha coragem e lutava pela justiça, pelo que era certo. Por isso não tinha medo. Punha o Colt 45 no coldre e caminhava pelas ruas sem se esconder.
Então é compreensível que esses outros corram disfarçados. Fazendo uma reflexão sobre coragem nessas adversidades, o que é trocar as chapas dos carros oficiais e esconder a carteirinha de juiz? É a mesma coisa que pôr um capuz como o porta-voz do PCC. Cada um tem seus motivos para cobrir o rosto. Mas o bandido é mais corajoso pelo que temos visto.
Ocorre hoje que essa cúpula política e judiciãria percebe uma coisa: a festa acabou. Ainda não apagaram as luzes, não recolheram as mesas, mas acabou. Pela vertente criminal de uma sociedade cansada, espoliada e sofrida, a cujos lamentos e sofrimentos essa cúpula ficou insensível durante 21 anos, hoje eles começam a viver a absoluta certeza de que tudo o que temiam começa a tomar forma. E uma forma concreta, muitas vezes fatal. Seja como for há uma revolta. E atrás dessa vertente criminosa virá a revolta da população.
No fundo é até saudável que tudo aconteça assim. Tivemos durante esse tempo todo de assistir o verdadeiro massacre que essa estrutura política e judicial provocou entre a população. Boa parte dos que hoje abrem fogo contra esse sistema são os filhos do desespero resultante de tudo isso. E as primeiras vítimas na linha de fogo tem sido os policiais, que em sua maior parte sempre se revoltaram contra sentenças e atitudes de muitos representantes do judiciário, mas tiveram que cumprir tais decisões. E pior ainda, muitas vezes tiveram que servir de escolta de proteção a políticos que, esses sim, deveriam estar enfiados nas prisões horrendas que ajudaram a criar com seu descaso e corrupção.
Mas tudo isso começa a mudar. A festa acabou, a revolta começou e John Wayne caminha tranqüilo. Pelo menos os que tem a índole dele.
Landel ( http://vellker.blog.terra.com.br )
Data venia, o RDD é uma atentado à Constituição, principalmente, ao artigo 5º, incisos II, XXXIX e XLVI.
Essa aberração nasceu aqui em S.Paulo exatamente para fazer frente ao PCC que nascia. Foi tão "eficiente" que esse grupo se fortaleceu e ainda deu origem a outros grupos menos poderosos.
Posteriormente, baseado na resolução paulista, veio a Lei 10792/2003 (lei Beira-Mar), que consubstancia o atual RDD.
A solução já está na LEP, mormente nos artigos 5º e 6º, que pregam a separação dos presos conforme seus antecedentes, periculosidade, etc.
Insistir nesse instrumento é dar carta branca a autoridades incompetentes para aplicar sanções ao arrepio do Estado Democrático de Direito.
Criminosos como Marcola e Beira-Mar, definitivamente, não podem ser tratados como criminosos comuns. "Iguais perante a lei" significa que devem ser tratados desigualmente, na medida em que se desigualem, na definição de Ruy Barbosa. E são eles próprios os responsáveis por essa desigualdade, daí devem ser rigorosamente isolados dos outros presos e de funcionários e perder o direito ao sigilo no contato com advogados e parentes, justamente para que não transmitam seus "salves" e outras instruções criminosas.
Esse rigor especial se justifica por tempo limitado e pode ser aperfeiçoado com medidas que não comprometam a segurança (aumentar o período do banho de sol, por exemplo).
Agora, se o governo for ceder à chantagem, mais exigências virão por aí.
Certos operadores do direito precisam urgentemente rever seus conceitos, talvez deixando de ler "Mein Kampf" e voltando a ler´o clássico Beccaria e o sempre ótimo "Vigiar e Punir".
Insistir no RDD é querer botar fogo no circo. Ninguém em sã consciência pode defender essa aberração, salvo se for candidato a Nero, mormente tendo formação jurídica. Vamos parar de brincar de John Wayne.
Não posso apoiar a atitude dos integrantes do PCC para conseguirem que sua nota fosse divulgada. Deveriam ter procurado um outro meio para obter o mesmo resultado. Certamente o encontrariam, sem a necessidade de ofender a ordem jurídica.
Por outro lado, inclino-me a concordar com suas reivindicações. O RDD é flagrantemente inconstitucional e não se pode ferir a Carta da República no calor das paixões. Excepcioná-la sob pífios argumentos para impor tratamento degradante e discriminar (como a própria denominação do regime indica - "diferenciado", que é o mesmo que discriminado) o indivíduo afigura-se, isso sim, um atentado maior do que qualquer delito que o indivíduo possa cometer, pois trata-se do Estado manipulando as instituições para violar a regras da Constituição sob o pretexto de poder cumprir seu dever. É daqueles absurdos que venho denunciando há tempos, pois o Estado tem o dever ético mínimo de não violar a ordem jurídico-constitucional para preservar a lei, sendo inadmissível transgredir uma regra para impor outra alegando que somente assim é que será possível assegurar a vigência da última.
(a) Sérgio Niemeyer
sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Estivéssemos em um país sério, de Primeiro Mundo, certamente, após demonstração tão grotesca de afronta ao Estado de Direito Constituido, teríamos a resposta legal da criação de um regime ainda mais duro que o RDD.
Talvez de trabalhos forçados por mais da metade da pena ou integral em solitária, sem sol, sem visitas e sem direito a progressão. Bem como a revogação e supressão dos privilégios de visitas intimas, saídas temporárias, progressão de regime, recebimentos de "jumbos" e outros quetais.
Ceder à bandidos é perder o controle da situação. É validar o excuso em detrimento do cidadão cumpridor de suas obrigações.
Fossem as nossas autoridades judiciárias e administrativas voltadas ao bem comum e à proteção dos cidadãos de bem, (como nos EUA, na Alemanha ou na Inglaterra), e estas querelas acerca da constitucionalidade ou não de tratamentos mais "adequados" a bandidos irrecuperáveis nem existiria. A sociedade tem o direito de ver excluidos de seu seio, permanentemente, os indivíduos que pretendem o prejízo da legalidade, da ordem social e da segurança.
Mas aqui é a "advogadolandia", a "terra dos bananeiros", aonde bandido bom é bandido solto e, enquanto vagabundo recebe visita intima e saída temporária, o cidadão de bem é premiado com um "super" salário mínimo.....
Efetuei meu comentário sem antes ter lido muitos dos que aqui se manifestaram. Após observá-los, tenho a impressão que o Brasil acabou. "Operadores do Direito" torcendo e apoiando a ação de facínoras contra a sociedade. Em alguns comentários "jorra o gozo" daqueles que parecem gostar de ver "a sociedade pagar por querer impor a ordem". Patético.
Falam da coragem do PCC em contrapartida à covardia de Magistrados, falam do PCC chamando a atenção da sociedade! Meu Deus!
Realmente, os Magistrados são covardes, pois fossem "homens de verdade" e aplicariam, à partir de agora, somente a pena máxima, a todos os casos. Fosse o Poder Judiciário menos "covarde" e hoje o STF determinaria Sumula declarando expressamente a constitucionalidade do RDD, da determinação de regime integral fechado a quaisquer crimes, bem como o fim da progressão de regime quando bem o magistrado da causa entender.
Repito, estivéssemos em um país de Primeiro Mundo e os lideres deste grupo de terroristas denominado PCC já teriam sido decaptados em praça pública. (basta que se lembre da reação de israel à morte de seus atletas em Munique, ou as determinações das policias inglesa e americana que, quando em risco a sociedade, atire primeiro e pergunte depois)
Me refiro sempre a EUA, Inglaterra, Alemanha e outros porquanto seus regimes de Direito são muito mais antigos, testados e eficiêntes que o nosso. Aliás, ao que parece, o nosso involuiu. Exemplo: em 1835, temendo revoltas de "negros escravos" após assassinatos perpetrados por tais agentes contra fazendeiros, o Estado editou a Lei que determinava o fim dos recursos criminais (ali adequadamente denominados chicanas) nos crimes contra a vida perpetrados pelos escravos bem como a aplicação, quase obrigatória, da pena capital a seus agentes. Resultado, enquanto no Haiti e em outros paises americanos pululavam revoltas de escravos, aqui reinou a paz até a Lei Aurea. Tempos extremos exigem medidas extremas.
Sem isso, falece o Estado de Direito e reina a anarquia.
Ou a sociedade responde na medida da ameaça que sofre, ou até desproporcionalmente, pois a comunidade sempre deverá prevalecar ao particular no caso do mesmo agir contra legem, ou padece a sociedade em benefício de agentes que sequer mereceriam ter nascido.
"Não posso apoiar a atitude dos integrantes do PCC..." (Sérgio Niemeyer)
Ainda bem! Ficamos agradecidos.
O RDD pode ser compatibilizado com a ordem jurídica e constitucional, assim como a Lei dos Crimes Hediondos.
Os presos são "discriminados" em relação a nós que estamos em liberdade porque atuaram de modo a ensejar essa "discriminação", da mesma forma que se há de isolar dentro do sistema penitenciário aqueles que estejam comprometendo a ordem e a disciplina interna e externamente às prisões.
Um erro básico da LCH é sua incidência a todos os casos de tráfico, atingindo um enorme contingente de presos cuja grande maioria não precisava ser enquadrada com o rigor da LCH.
Autores dos demais crimes hediondos merece tal repressão e o segundo erro básico da lei foi deferir livramento condicional aos 2/3 de pena quando esse marco deveria servir apenas para efeito de progressão ao semi-aberto.
Desculpem-me pela insistência, mas precisamos é de "choque de constitucionalidade" e respeito pelas leis em vigor, inclusive a LEP.
Para aqueles que acham que existe lassidão nas leis em vigor, a solução é simples: procurem candidatos a deputado federal e senador que pensem assim também, elejam-nos, preparem projetos de leis e emendas constitucionais(o número de deputados para tal não é muito difícil) e, pronto, teremos leis adequadas ao gosto da penalização máxima. Enquanto isso não acontece devemos continuar a respeitar as normas em vigor, principalmente a Constituição Cidadã que tanto nos custou em lutas e vidas. Os aventureiros não podem abrir caminho para outra "redentora". Uma foi suficiente!
Meu Santo Deus, quantas barbaridades!
É, meus caros amigos Luismar, Caiçara e Sander, a coisa está braba!
Muito certo quem disse, esta lei foi feita para terroristas por ex-terroristas.
Um dos primeiros atos do infaustuoso ex secretário da "justiça" do Governo Montoro foi acabar com o DOPS, exclusivamente por revanchismo esquerdista ("esquerdismo, doença infantil do comunismo" é o nome de uma obra de V.Lenin).
Resultado, ficou privada a polícia e assim, toda a população, do ÚNICO órgão capaz de fazer inteligência policial, especializado que era, desde a década de 20. E nem se mencione a "faz-me rir" ABin e nem a Polícia Federal, filha bastarda da Polícia Civil de São Paulo (até as décadas de 60/70, a TERCEIRA MELHOR POLÍCIA DO MUNDO, depois da Scotland Yard e do FBI).
E por aí fomos... O Sr. "picolezinho de chuchu" não faz leis, mormente a ridícula Lei de Execuções Penais e nem as interpreta (como a recente e brilhante decisão do Emmo. STJ de que a posse de celulares nos presídios não ocnsitui falta grave!!!!).
Os fatos estão aí, ao alcançe de todos, que existam opiniões como o professor (coitados dos seus alunos)Armando Prado, contrárias a esses fatos é que é abismante.
Aliás, falando no professor, acho oportuna a reprodução da carta abaixo, escrita por um professor de verdade em resposta a um artigo enviado por um seu aluno:
"Muito prezado Eder, Salve Maria.
Li o artigo que você me enviou sobre penas e crime.
Ele se insere na onda universal, insuflada pelos inimigos de Deus, no sentido de diminuir, e até de abolir, as penas para os que cometem crimes.
Para isto, o autor - muito tacanho -recorre as chavões costumeiros contra a Idade Média, dizendo e reproduzindo a opinião liberal sobre penas, como tendo respaldo na ciência jurídico penal, e nas estatísticas.
Tudo isso para concluir que o crime é fruto mais das condições econômico-sociais que gerariam a exclusão, do que de RESPONSABILIDADE PESSOAL.
Ora, tudo isso é absolutamente gratuito.
Para começar, tenho a certeza de que esse mesmo jornalista, antes de ir dormir, fecha janelas e portas de sua casa a chave, trinco e tranca. Liga o alarme, e paga o vigia noturno.
Que é isto senão vigiar ?
Quanto ao punir, ele, caso possa, resistirá a algum assaltante, ou pelo menos, chamará a polícia em seu socorro, logo que tenha uma oportunidade.
Isso é uma reação natural correspondente ao instinto de conservação ao direito de legítima defesa.
Mas, quando ele escreve, ele se esquece do que ele mesmo faz.
Dizer que vigiar e punir são conceitos "medievais" é desconhecer a História e desconhecer a realidade que nos cerca.
Que faz Israel, hoje, com os terroristas e homens-bomba?
Vigia e pune.
Alguém de juízo normal pediria que Israel não vigiasse, e que não punisse os autores dos atentados terroristas?
(Não estou aprovando as represálias terroristas de Israel, que são absurdas. Nem estou dando juízo sobre o problema palestino. Estou apenas argumentando a favor da vigilância e da punição de crimes).
Que faz a polícia em todo o mundo?
Vigia.
Que fazem os tribunais em todo o mundo?
Punem.
Disse eu "em todo o mundo". E já tenho que me corrigir.
Isso não é bem exato, pois que, no Brasil, se a polícia vigia e age, a mídia protesta.
E se algum criminoso bárbaro mata os próprios pais, logo a mídia arranja um psicólogo que dá entrevistas, explicando e, de certo modo, justificando o criminoso e o crime. Amaciando a reação e a indignação contra o crime hediondo.
O assassino, então, é logo apresentado como um desajustado psicologicamente, como vítima da miséria, da falta de educação etc. E, depois de ser ou inocentado, ou punido levemente, é entrevistado, adulado... e promovido.
Não foi o próprio Ministro da Justiça do Brasil que pediu a diminuição das penas para os autores de crimes hediondos, sob a alegação que não há mais espaço nas cadeias, e que isto obrigaria a soltar os criminosos?
Mas então, fechem-se os tribunais, para que não se punam os criminosos, já que as cadeias estão cheias.
Que absurdo !
Que "raciocínio" incrível esse do Ministro. E da Justiça!
Assim está o Brasil.
A impunidade é a lei.
Que punição tiveram os filhos de juízes que incendiaram o índio pataxó em Brasília ? (Crime que foi logo imitado, diga-se de passagem).
Que punição tiveram os estudantes que mataram um garçom a pancadas, no Espírito Santo?
E os que mataram o estudante chinês, num trote de calouros, na Faculdade de Medicina, em São Paulo?
Estão soltos, e dando entrevistas. E clinicando.
Que punição exemplar tiveram aqueles que mataram uma artista de TV a tesouradas ?
Receberam pena curta e estão soltos.
E famosos...
Que punição foi dada ao cearense que seqüestrou Abílio Diniz?
A esquerda eclesiástica, com Dom Paulo Evaristo Arns à frente, defendeu os seqüestradores, procurou fazer com que se lhes dessem penas brandas. Um dos seqüestradores punidos, cumpria pena no Ceará. Mas, logo lhe deram, liberdade condicional.
Agora, ele foi preso de novo com 9 kg de cocaína e armas.
Com armas! Imagine-se! Apesar da lei do desarmamento!
Como no Brasil se atrevem os ladrões e criminosos a não respeitar a lei do desarmamento?
A utopia sonha... Enquanto a realidade tem pesadelos!
Os utópicos sonham... Vivem no mundo da lua, enquanto no mundo real, os homens de carne e osso, são esfaqueados na sua carne viva, e quebrados em seus ossos concretos.
Quanto ao argumento de que a causa da criminalidade seria a falta de educação
escolar, ou a falta de condições econômicas, se deveria perguntar como então muitos de nossos políticos são conhecidos e reconhecidos corruptos, se têm muito dinheiro e são formados em Faculdades de Direito, ainda que de marca barbante? Instrução e status não lhes faltaram...
E será mesmo que basta ser doutor e ser rico para ser bonzinho?
Será mesmo que todo analfabeto e pobre tende ao crime?
Ora, isso é que é um escandaloso preconceito contra os pobres e a favor dos ricos e diplomados.
E o caso recente de uma moça, estudante de Direito, de família rica, que matou os pais?
Ela possuía um bom status social, estudava na PUC de São Paulo, - numa Universidade Católica! - não era excluída e, entretanto, matou os pais.
E nem falo do crime da Rua Cuba, - rua de bairro rico - crime que aconteceu numa noite de Natal. Esse crime não foi esclarecido, porque não se pensou na hipótese mais óbvia: foi o Papai Noel que, entrando pela chaminé, numa casa rica, matou marido e mulher. Na certa, era um Papai Noel "excluído"...
E o Promotor Público que matou a mulher grávida?
Ele foi condenado, mas...
E a punição?
Sentenciado, ele fugiu, e nunca mais foi encontrado.
Certamente foi culpa da sociedade...
É tão difícil encontrar um Promotor!
Onde está Igor?
Devia-se fazer um joguinho: "aonde está o Igor?"
A impunidade é total.
Dos crimes cometidos, uma ínfima parcela é investigada, e somente um muito pequeno número de assassinos são presos.
Dos que são presos, uma ínfima parcela é punida.
Dos que são punidos, a maioria é solta muito rapidamente, sob pretextos legais vários.
Logo, são postos na rua sob "liberdade condicional"... Isto é, para que possam
cometer novos crimes....
Condicionalmente.
O que não é uma consolação para as novas vítimas.
E os crimes bárbaros e atrozes cometidos na rebeliões da Febem e de presídios?
Quem investiga esses crimes?
Ninguém.
Quem os pune?
Ninguém.
Nas cadeias, há liberdade para matar, porque nem se investigam quem foram os culpados, e muito menos se os pune.
E como punir um assassino que já cometeu 15 homicídios e foi condenado a 375 anos de cadeia?
Dar-se-lhe-á um aumento de pena de mais 30 anos?
Cumprirá ele, então, 405 anos de prisão?
Claro que não.
Um famoso líder do crime organizado - no Brasil a única coisa que parece bem organizada é o crime - promoveu uma rebelião na qual ele fez massacrar seus rivais de tráfico e nada lhe aconteceu.
E se acontecesse? E se esse criminoso fosse processado e punido? Teria 200 anos de pena a cumprir.
Mas assim como no Brasil um litro não tem mil mililitros, assim 200 anos de cadeia neste país equivalem a 30... Teoricamente.
200=30.
É a matemática judicial brasileira.
Quando os 30(= 200), na prática, podem valer 6 anos de cadeia só.
Por bom comportamento...
O sistema penal brasileiro - com banho de sol, TV e telefone celular - é uma piada.
Que só a Mídia e certo pessoal da OAB e da CNBB levam a sério.
Afirma o articulista que a punição não diminui a criminalidade.
Com que base ele afirma isso?
Com base nenhuma.
Com base no palpite!
É puro palpite!
É chute.
Mas como somos os ex-campeões mundiais de futebol, o que vale no Brasil é o chute.
E palpite tem enorme importância na ciência nacional.
Não é no palpite que palpita a vida de muitos?
Não é isso que prova o jogo do bicho?
Caminhe-se pela ruas do Rio, e se verá o palpite dominando a vida, e proclamado
nos postes.
Nada como um bom palpite.
"Vai dar a brabuleta"! "Vai dar o 13!"
E o pais aposta num bom palpite, como aposta num candidato nas eleições.
"Vai dar a brabuleta...
Pois que é o palpite se não filho do subjetivismo filosófico?
O filho espúrio do achismo.
Se cada um tem a SUA verdade, porque o palpite não pode ser arvorado em
argumento?
Afinal, estamos no tempo bem moderno em que palpite é VERDADE para os intelectuais.
E os "intelectuais" - de poucas letras -são entrevistados como sumidades pela Mídia - de três letras - como se fossem oráculos da infinita Sabedoria...global.
Daí, nosso articulista, tratando das penalidades e da vigilância, se atreve a dar palpites com maior seriedade, como se fossem provas científicas.
Quando são apenas palpites.
"Vai dar brabuleta!", também em matéria de Direito penal.
Ora, aqui mesmo, neste país em que tudo vale, e que, por isso mesmo, nem a vida, nem a verdade, nem a justiça nada mais valem, aqui mesmo, onde os Bingos são proibidos e funcionam aberta e descaradamente, aqui mesmo se tem uma prova de que punindo, o crime diminui, sim.
A lei do cinto de segurança. - símbolo do garreotamento do povo e do enforcamento da liberdade individual - essa lei era desrespeitada por todo o mundo, ufanamente.
Pois era só uma lei. Sem punição. Pois não proclamou Getúlio de falecida memória: "A lei, ora a lei..."
Bastou, porém, aumentar a pena de multa pelo não uso do cinto de segurança, bastou tornar salgada a multa para essa simples irregularidade, e colocar fiscais de trânsito, faminta e participativamente "vigilantes da lei e da justiça", em cada esquina, que o povo todo se amarrou nos bancos dos automóveis.
"Tá loco! A multa é grossa!"
Logo, a punição favorece a obediência à lei.
Na Arábia, conta-se que as joalherias ficam abertas quando o dono vai almoçar. Ele deixa apenas uma vassoura atravessada na porta aberta da joalheria, enquanto ele vai comer tabule, e ninguém entra.
Por que será?
Por que será que na Arábia não dá... "a brabuleta"?
Será que todo esse respeito árabe pela propriedade alheia vem do fato de que, lá, todo mundo é instruído e rico como petroleiro?
Será que lá, na Arábia, só tem Ali Babá, e que aqui só tem os 40 ladrões?
Ah Se fossem só quarenta!...
Ou será que esse respeito às joalherias, na Arábia, mesmo de portas abertas, -
escancaradas como boca de banguela de um dente só (a vassoura atravessada na porta) - será que é porque, lá, os ladrões são punidos com a amputação da
mão esquerda, ao primeiro roubo, e com a amputação do pé no segundo roubo. E
com a amputação da cabeça, ao terceiro roubo?
Veja bem que não estou defendendo a pena bárbara da mutilação. Estou apenas argumentando que a punição séria diminui os crimes.
Prova de que a punição séria diminui os crimes é que em Paris, entre 1749 e 1789, quando havia cerca de 600.000 habitantes, houve apenas DOIS crimes de homicídio.
Você não me acredita!
Dois crimes em quarenta anos! É que garante o historiador Hugues de Monbas, no seu livro "La Police Parisienne sous Louis XVI" (Hachette, Paris, 1949, pp.221-222).
Eu tenho esse livro.
Eu o li.
Não estou jogando na "brabuleta". Pois não sou "intelectual" para dar palpite.
E na França do século XVIII, havia a pena de morte!
Vai ver que era por causa da pena de morte que havia tão poucos crimes na Paris de antes da Revolução Francesa, revolução filantrópica feita por "intelectuais" que eram contra a pena de morte. Que acreditavam em Rousseau e na bondade natural do homem. E que o homem não precisava nem ser vigiado nem punido com a morte caso cometesse crimes. Intelectuais que acabaram por inventar e aplicar a guilhotina nos católicos. Pois os católicos não tinham bondade natural.
Eram medievalistas e feudais.
Assim são os intelectuais...
Aqui, no Brasil, há mais assassinatos do que houve mortes em várias guerras. Aqui se matam dezenas de milhares de pessoas por ano. As estatísticas explodem. E nem todos os crimes são computados. Mas a pena de morte não pode ser estabelecida porque é "medieval".
Entretanto os "intelectuais" à lá esse bizarro semi-frei Betto - porque o semi-frei Betto se julga um "intelectual", afinal de contas escreveu LIVROS !!! Ele é editado em vários países - não se opõem ao fuzilamento no paredón de Fidel Castro. Paredón aplicado até a quem tenta fugir da liberdade e do plano "Comida Zero" do paraíso cubano.
Que se pede aos clamores, hoje, ao Estado? Que vigie melhor, e que puna mais.
E isso é o que povo quer.
Dizem que o povo é soberano e que governo deve fazer a vontade do povo.
Mas quando o povo praticamente inteiro clama, pede e grita pela pena de morte, os jornalistas na Mídia, os "intelectuais" nas cátedras universitárias, assim como os padres, nas festinhas, garantem que, nesse caso, o povo está "equivocado" e que ele deve ser "conscientizado".
O povo deve acreditar nos "intelectuais" de batina e sem batina. Ou de batina, só às vezes: vai dar a "brabuleta".
É só abrir mais Faculdades - essa praga comercial que vende diplomas em cada bairro - que vai dar a "brabuleta".
O povo devidamente alfabetizado e conscientizado fará que só dê a "brabuleta".
Tudo vai dar certo.
Não haverá mais crimes. Não será preciso mais ter guardas de segurança. Nem muito menos, de segurança para os guardas. Ou contra os guardas.
Só haverá Alis Babás.
Os quarenta ladrões serão aposentados e farão cursos de Educação Cívica. E só cuidarão de clubes da Terceira Idade (Onde organizarão inocentes bingos para
as velhinhas passarem o tempo).
Não há duvida, com a conscientização só vai dar a "brabuleta"
Entretanto, esses jornalistas,intelectuais e padres, de cerveja ou whisky na mão, aprovam o aborto, que nada mais é, do que a mesma pena de morte para quem não cometeu crime algum.
Aprovam a lei das células-tronco, contrabandeada na safra de soja.
Em nome da ciência. Para a quimérica cura de doenças hoje incuráveis.
Que bonzinhos!
Quanta caridade!
Herodes teria vergonha dessa incoerência cínica.
Estamos, hoje, num país das Arábias!
Antes fosse!
Pelo menos lá, no deserto, não se lêem artigos de jornalistas que bancam "intelectuais".
E no deserto não dá "brabuleta".
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli."
É preciso falar muito mais?
AONDE ESTÃO OS HOMENS DE BEM DESTE PAÍS?!
Se nossos politicos não estão com coragem de mudar as Leis, repasse para nós...o povo. Vamos usar as urnas para dar ao povo o direito de decidir se devemos dar oportunidade para nossas vidas e de nossos filhos ou para a de quem está matando pouco a pouco todos nós.
As vezes tenho a nitida sensação que alguns aqui estão felizes com tudo o que tem acontecido...quem sabe donos de empresa de segurança, vendedores de armas, etc. Aqueles que prosperam seus negocios em momento de crise de segurança...Pois não é possível alguem apoiar ou achar que não se deva tomar atitudes energicas num momento critico como esse...
Contra fatos não há argumentos:
Segundo o último relatório da ONU a respeito da matéria, a PM de SP é a polícia que "mais mata em serviço no mundo" (observe-se que foram computadas apenas as mortes "assumidas" pela própria polícia, com exceção das velhas histórias de "encontro de cadáveres", "mortes por brigas entre quadrilhas rivais", etc).
Logo, conclui-se que, se truculência policial resolvesse o problema, viveríamos num verdadeiro "paraíso tropical"...
Mas o que mais impressiona não é ver um Secretário de Segurança (?) Pública (nomeado por um iluminado picolézinho de chuchu que quer comandar o país para extender o exemplo de segurança pública paulista a todo o território nacional) acreditar que a truculência resolva alguma coisa (como ele mesmo fez com o dono do restaurante que "ousou" dirigir-lhe a palavra)...
O mais impressionante é constatar que o Ilustre Secretário tem, entre seus discípulos, vários profissionais do direito, que vivem repetindo o velho e inútil discurso do aumento da truculência estatal como forma milagrosa de se estancar o problema social da violência.
É como se porrada e bala fossem amedrontar os bandidos, quando todos nós sabemos que, infizmente, os bandidos não temem nada disso.
Mas como esperar que as pessoas entendam que violência gera violência é esperar muito em uma republiqueta das bananas subdesenvolvida como a nossa, vamos à guerra (como, inclusive, conclamou o PCC em seu último "comunicado" divulgado pela Globo)!
E salve-se quem puder (estou me referindo a nós, cidadãos comuns, pois o Ilustre Secretário de Segurança (?) certamente anda em carro blindado e cercado de seguranças armados)!
Esta é, data vênia, a minha opinião.
Um grande abraço a todos.
Pois é, caro "Comentarista", a turma do quanto mais truculência melhor, não se cansa, querem levar para toda Pindorama a experiência extraordinária (sic) de S. Paulo, via "chuchu" da opus dei. Tem um que insiste em misturar o Estado com a religião, esquecendo que somos laicos há mais de 100 anos. Fundamentalismos só no Oriente Médio. Poupe-nos.
Os truculentos ficaram 20 anos no poder (1964 a 1984) e o que conseguiram foi que perdemos duas décadas na história de Pindorama.
Aqui em S. Paulo, 12 anos parece que não foram suficientes, querem continuar a obra de aniquilamento da ordem.
Gostem ou não, estamos num Estado Democrático de Direito, sob uma Constituição Social e Cidadã. E pior para a elite: a PF continuará a prender os bandidos do colarinho branco e o operário sapo barbudo será reeleito, provavelmente, ainda no 1º turno. Sinto muito, mas a história avança através do povo, enquanto os truculentos lamentam a perda dos privilégios.
Li com muita atenção as orientações dos especialistas ouvidos pela redação do CONJUR e os comentários relativos ao texto da reportagem. Não posso deixar de mencionar a brilhante explanação de Richard Smith e dizer que concordo com ela em gênero, número e grau, principalmente no que diz respeito à “brabuleta”.
O falatório embasado em publicidade enganosa (que, diga-se de passagem, é especialidade dos militantes de esquerda) transformou Cuba em um paraíso da liberdade, o nazismo no grande mal do século passado (quando sabemos que embora o nacional socialismo seja asqueroso, o comunismo matou – e ainda mata – muito mais gente), Israel no vilão do Oriente Médio (dane-se que seu povo é covardemente atacado dentro do próprio território), os EUA em povo opressor dos pobres e inimigo da Democracia, o crime em um reflexo da pobreza e, para espancar ainda mais a lógica, o aumento da criminalidade em conseqüência da lei de crimes hediondos.
Haja imaginação. Como diria nosso amigo, “acho que vai dar brabuleta”.
Um dos melhores exemplos da “técnica da brabuleta” é a alardeada relação entre crime e pobreza. Embora ela em alguma medida possa existir, não deve ser apontada como um dogma, na medida em que já se provou que o principal vetor da criminalidade é outro, a desordem.
Isso foi demonstrado no estudo “The Police and Neiborghood Safety”, produzido pelo cientista político James Q. Wilson e pelo psicólogo criminologista George Kelling, publicado em 1982 na revista Atlantic Monthly. O resultado dessa pesquisa foi confirmado em novo estudo, intitulado “Disorder and Decline: Crime and the Spiral of Decay in America Neighborhoods”, promovido em 1990 por Wesley Skogan, professor da Universidade Northwestern. E, por fim, no ano de 1996, George Kelling e Catherine Coles publicaram o trabalho definitivo sobre o tema, denominado “Fixing Broken Windows – Restoring Order and Reducing Crimes in Our Communities”, em se demonstrou que as linhas condutoras da criminalidade são a desordem e a impunidade.
Todo esse trabalho científico serviu como sustentação para a eficiente política de tolerância zero aplicada em Nova Iorque, que só não é julgada eficaz por quem é acometido de alguma doença ideológica. Para esses, não interessa se há ou não efetiva redução da criminalidade, porque a solução partiu dos EUA e, na cabeça de esquerdopatas, não devemos importar soluções ianques, afinal eles são muito maus. Melhor é ficarmos com a nossa criminalidade exacerbada.
A propósito, deixo duas considerações do mestre Damásio de Jesus, publicadas na Revista Logos, n.º 01:
1) “Por outro lado, nas discussões e propostas referentes à prevenção da criminalidade, nota-se claramente a presença de dois grupos antagônicos. O primeiro deles é o denominado Movimento de Lei e Ordem. Seus adeptos postulam penas altas – quando não a própria pena capital – para os delitos mais graves e repressão policial intensa à criminalidade. Acreditemos ser um de seus modelos o adotado em Nova Iorque pelo Prefeito Rudolph Giuliani, com sua política de tolerância zero ( broken windows), que, SEM DÚVIDA, REDUZIU SUBSTANCIALMENTE A CRIMINALIDADE NAQUELA CIDADE”.
2) “Também nos parece simplificado dizer que a causa maior do crime é a pobreza, decorrente das desigualdades sociais. Essa formulação, em primeiro lugar, parece-nos um tanto preconceituosa, pois parte do princípio errôneo e injusto, muito disseminado em certas camadas da burguesia, de que todo pobre é um criminoso em potencial e, pois, deve ser visto com desconfiança e hostilidade pelas classes mais elevadas e pelos órgãos policiais. Na realidade, criminosos os há em todas as classes sociais, inclusive na classe média e na classe alta. E a imensa maioria da população de baixa renda em nosso país ainda é, felizmente, constituída por gente honesta, ordeira e trabalhadora. É possível que, considerando-se o número de delinqüentes de cada classe social proporcionalmente ao número de integrantes da mesma classe, a porcentagem de delinqüentes de condição social mais elevada seja igual ou até maior”.
E, a despeito do sucesso da aplicação da teoria das janelas quebradas, nosso universo acadêmico, tão respeitado e admirado mundo afora (!?), torce o nariz para a realidade e pretende combater a violência com flores.
Além de ensinarem que o crime resulta da pobreza, nossos grandes autores são adeptos do direito penal mínimo. Isso quando não sustentam o abolicionismo penal como solução para o crime (?).
Cada um é livre para pensar o que quiser, mas nas faculdades esse princípio não está em voga, ao menos no que diz respeito à teoria do delito; fala-se em direito penal mínimo como se essa fosse a única forma de aplica-la. E, se o funcionalismo sistêmico é mencionado, o é apenas para anteceder qualificativos como facista, reacionário etc. Fala-se até que esse sistema penal é preconceituoso, quando na verdade esse argumento é que é discriminatório, visto que tem como base a noção de que só os pobres é que são desordeiros. Portanto, não se faz um estudo sério sobre o tema no Brasil. O mesmo digo sobre a aplicação da pena.
Nossos doutores consideram a ressocialização como a principal característica da pena. Partem do mesmo princípio de Russeau e sua teoria do bom selvagem, apontando que o homem em estado de natureza é sempre bom, como já havia alertado nosso colega Richard Smith. Por isso tanta leniência: indulto disso, indulto daquilo, visita íntima, progressão mesmo em crimes graves, livramento condicional etc.
Em primeiro lugar, é obvio que as pessoas esperam a punição do infrator pela retribuição do mal que ele praticou (pena também é castigo). Em segundo plano, essa idéia de que todos têm conserto não tem nada de científica. Existe gente boa e gente ruim. Não é possível consertar a todos. Tem razão o professor Günter Jakobs ao sustentar que existem pessoas que devem ser afastadas definitivamente do convívio em sociedade. A situação que temos hoje é a seguinte: a democracia dá garantias a que o sujeito atente contra ela própria e não seja devidamente punido. Considero que está mais do que na hora de tratarmos os desiguais de forma desigual, mediante a adaptação do direito penal do inimigo a nossa CF.
Especificamente em relação ao RDD, penso que não é objeto de qualquer inconstitucionalidade. É a própria CF que confere à lei a atribuição de regular a execução da pena.
É no mínimo ridículo dizer que esse regime de pena fere a dignidade humana. O que fere a dignidade é o sujeito ficar com mais 300 presos em um espaço projetado para 30. Agora, falar que deixar o criminoso sozinho em uma cela é atentatório a direitos fundamentais é o cúmulo da retórica. Ele deve ficar lá, sozinho, não só por motivos de segurança, mas para pensar se realmente vale a pena praticar infrações penais em organização criminosa. E o que dizer da inconstitucionalidade alegada pelo limite de exposição à luz solar, em uma hora ao dia ? Eu não estou preso, mas gostaria de ter uma horinha diária para tomar sol. Penso que muitos de vocês também.
Um dos especialistas diz que não pode haver diferença no cumprimento de pena para dois condenados que cometeram o mesmo tipo de crime. Por isso o regime diferenciado seria inconstitucional. Se eu não me engano o princípio da isonomia, aquele cujo fundamento aristotélico é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, ainda vige. Além do mais, foi própria CF que atribuiu à lei a execução da pena. Se ela o faz do modo que observamos no RDD, por que motivo seria inconstitucional ?
Em relação aos dados apresentados pelo colega Comentarista, é verdade, contra fatos não há argumentos, principalmente se os fatos são manipulados por quem os apresenta. Quando se fala que a polícia de SP é a que mais mata, esquece-se (talvez de propósito) que o número de crimes por aqui é também superior àquele que se verifica em praticamente todos os países do globo. Taí mais um exemplo de aplicação da tática da brabuleta...
Meu carissimo Comentarista:
Com efeito, faço minhas as suas palavras:
"CONTRA FATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS"
FATO 1 - Por causa de uma política penal utópica e cheia de benefícios aos criminosos (ops, reeducandos) vivemos uma situação de descalabro absoluto.
A Lei de Execuções Penais, por exemplo, principia estabelecendo que a pena não é somente para punição, mas para a reinserção do indivíduo à Sociedade.
Magnifico! Mas como disse o Garrincha para o treinador na preleção técnica; "mas 'seu' Feola, o senhor já combinou isso tudo com os russos?"
Maravilha! Mas o sr. utópico legislador combinou isso com os marginais? Sim, porque para o camarada cometer o(s) crime(s) e se sujeitar à punição legal, precisou do seu livre-arbítrio. Como impor ao indivíduo a ressocialização, que em tese, deveria interessar precipuamente a ele mesmo?
FATO 2 - Por força de diversos governos que aí tivemos, houve uma tremenda emasculação da Polícia, com o afastamento dos eus melhors elementos dirigentes e o favorecimento de notórios "maçanetas" que nunca prenderam ninguém. Com isso e ainda mais com a competição permanente com a Polícia Militar, o bater-de-cabeças foi inevitável;
FATO 3 - Inegável. A marginalidade tem o seu próprio código de conduta, a famosa "lei-do-cão". Essas normas não-escritas, porém estritamente vigentes, punem com severos castigos (espancamento, mutilação) faltas aparentemente singelas (soltar pum na hora da distribuição da bóia, furtos de objetos dos companheiros, etc.) e com a Pena de Morte aqueles considerados mais severos (delação, estupro, desrespeito à visita, etc.).
Ora, pergunto eu então: como podemos ser "mais realistas do que o rei"? Na prisão há ordem, ordem ferreamente imposta por quem tem poder para tanto.
Como supor que os marginais "da pesada" vão entender outra linguagem? Lendo Hobbes para eles? Recitando Dante?
O advento do PCC inclusive, trouxe uma violação daquela "lei-do-cão", por exemplo com o sequestro de visitantes, na sua maioria, mulheres e crianças, durante as rebeliões. Em outros tempos os seus lideres seriam devidamente "justiçados" pela massa, durante a noite.
Porém, com o seu contínuo fortalecimento e com a ilusão que passam de invulnerabilidade e de batalha pelos direitos dos outros presos, vão subvertendo até mesmo esta "lei".
Bandidos são como ratos, quando cercados ou quando começa o tiroteio para valer correm e se rendem pusilanimamente.
Sim, o respeito à Lei é bom, útil e necessário; mas considerando-se que a maioria esmagadora da população faz o possível para praticar isso, mas um grupo de marginais vem ASSASSINANDO e ATERRORIZANDO, impunemente, essa mesma população, o que fazer?
O que fazer então, em LEGÍTIMA DEFESA dessa SOCIEDADE?
Não obtive resposta até agora. Ou melhor, "respostas" li várias, escritas neste espaço e pelos jornais. Entre elas:
a) discutir o problema (!), b) respeitar a LEP, c) construir escolas (!!), d)empreender obras de saneamento (!!!), e) criticar a polícia, f) xingar o Marcola de "cara-de-mamão", g) não votar no "Chuchuzinho", h) votar no Lula, etc.
Todas medidas de intenso alcance, não acha? Eu acho que os vagabundos estão cagando nas calças.
Um abraço.
p.s. O Sr. "Picolézinho de Chuchu" ao contrário de quase todos os outros luminares do PSDB e até do PT também não é um "iluminado". Talvez até porisso a sua candidatura esteja recebendo tanto "apoio" assim no seu próprio partido.
Ao caro professor:
Eu não desejo trazer discussões políticas para este espaço, mas ante ao seu desejo, quase erótico, da reeleição do Nefasto ainda no primeiro turno da próximas eleições (fique esperando), penso que é conveniente a reprodução do artigo abaixo, o qual recebi ainda hoje:
"PEQUENAS COMPARAÇÕES PERTINENTES:
Diamantina, interior de Minas, 1914. O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos,
ganha seu primeiro par de sapatos. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém.
Com inúmeras dificuldades, concluiu o curso de Medicina e foi se especializar em Paris. Como presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras e amantes; humilde e obstinado, foi (e é ainda) admirado por todos.
Brasília, 2003. Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de "não ter estudado". Acha bobagem falar inglês. "Tenho diploma da vida", afirma. E para ele basta. Meses depois, diz que ler "é muito chato". Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e nem trabalhar.
Londres, 1940. Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro Winston Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste então para que, ao menos, vão a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha mais velha ainda entra para o exército britânico, como tenente-auxiliar-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos bombardeios. Hoje ela é a rainha Elizabeth II.
Brasília, 2005. A primeira-dama Marisa requer cidadania italiana - e consegue.
Explica, candidamente, aos jornalistas, que quer "UM FUTURO MELHOR PARA OS SEUS FILHOS".
Washington, 1974. A imprensa americana descobre que o presidente, Richard Nixon está envolvido até o pescoço, no escândalo de espionagem de Watergate.
Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.
Brasília, 2005. Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em "caixa 2", Lula é instado a se explicar. Mesmo ante as muitas provas, Lula continua repetindo o "eu não sabia de nada!", e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi "traído", mas não conta por quem.
Londres, 2001. O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido,
embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia porém descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu depois desculpas públicas ao povo, pelos erros do filho.
Brasília, 2005. O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões
de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um centésimo
disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho
nessa "sujeira". Pergunta-se: com essa declaração, ele mesmo estava reconhecendo a existência de "sujeira" por trás da negociata?
Nova Délhi, 2003. O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo
para suas viagens. Adquire um, excelente e brasileiríssimo, um EMB-195, da EMBRAER, por US$ 10 milhões.
Brasília, 2003. Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil
não serve. Gasta US$ 57 milhões com um, de um consórcio franco-alemão e manda decorar a aeronave nos EUA, com um luxo só comparável aos dos sultões do Oriente, montados em seus petrodólares."
Querem mais?
Meu caro comentarista:
Em apoio ao que eu disse, acerca de como as politicagens emascularam a nossa Polícia, tomo a liberdade de contar mais uma de minhas historinhas:
Você por acaso sabe como acabou por ocorrer a prisão e a confissão da Matricida/Parricida e dos "zés-manés" por ela industriados?
Não? Então eu vou contar, principiando por mencionar que antigamente, como hoje, as delegacias de polícia compunham-se de um plantão, no andar térreo, para o registro das ocorrências e da chefia, no andar superior, aonde se precedia à ronda distrital (extinta, por pressão aguda da PM!) e à investigação dos crimes de autoria desconhecida registrados no plantão.
Resulta disso, que aqueles crimes tinham um prazo de investigaçãode 25 a 20 dias, findo este prazo e se a cehfia não conseguisse solvê-lo, então o boletim de ocorrência era encaminhado para o DEIC.
Hoje em dia não, os boletins são encaminhados imediatamente para o DEIC, o DENARC ou para a Homicídios.
Foi o que aconteceu no caso do assassinato dos Richtofen. Elaborado o boletim de ocorrência no Plantão do 27º. Distrito, este subiu imediatamente para homicídios.
Os "tiras" de lá, muito embora já tivessem suspeitado de participação de gente de dentro da residência (ausência de arrombamento, cobertura do rosto de uma das vítimas, etc.) relutava em suspeitar da Besta-fera, preferindo encaminhar as suas suspeições para a empregada ou para o irmão Andreas (!). Tudo numa autêntica "bateção-de-cabeça".
A ponto de, quando protocolarmente intimado a prestar declarações, o namorado da Besta-fera, o pai, que o acompanhava, desdenhou das investigações, dizendo ao chegar, perante as câmaras que tinha os holerites de todos os investigadores "no seu bolso".
Neste ínterim, o Delegado Titular do distrito, Dr. Enjolras, querendo saber como andava o caso registrado na sua delegacia, encarregou um investigador, também tira "da antiga", de dar uma "olhada" no caso.
Dirigindo-se à casa dos Cravinhos, soube, por meio de indagações na vizinhança, que o namorado da Indigna tinha um irmão (fato este completamente desconhecido para a Homicídios!) e mais, que este irmão havia se mudado para a casa da avó, dois dias após o crime.
Seguindo para a casa da avó, pode apurar o tira, que o referido irmão havia comprado "uma motona". Quando chegou, o irmão foi preso (Oh!...Sem mandado!) e a moto apreendida. Interrogado na delegacia o irmão disse aonde havia comprado o veículo. Desta feita, dirigindo-se à concessionária, o investigador apurou que a compra da moto fora feita "in cash", em dólares!
E no boletim de ocorrência constava a subtração de dólares da cena do crime.
Bingo! Ante a todas essas evidências, o camarada confessou tudinho!
Então o delegado fez um pacote com a moto, a nota fiscal, o indivíduo, a confissão, etc. e mandou tudo para delgada de Homicídios e a sua perplexa equipe.
Chamada no Departamento de Homicídios, a COVARDE Besta-fera, ao ver os dois irmãos presos, desabou no imediato instante e confessou tudo, como a todo pusilânime e covarde soi acontecer.
Moral da história: e se tivessemos dependido apenas das potentissimas e incisivas investigações da D. Delegada?
Ah, sim, perguntar-me-eis: e o que isso tem a ver com o mencionado?
Tem a ver que o Dr. Enjolras foi PUNIDO com a sua remoção para o 35º. DP na Vila Guarani, pela sua "violação de protocolo"?
O QUE DEVEMOS FAZER?
Caro Richard Smith (Consultor),
Contra fatos não há argumentos:
O picolézinho-numerário, embora não seja (ainda) um "iluminado", não consegue empolgar ninguém...
É constatação unânime, entre todos os analistas políticos (entre os quais vários que fazem oposição ferrenha ao Lulinha), que, no partido do picolézinho, reina um verdadeiro clima de velório, tamanha a falta de empolgação com o tecnocrata de deixou SP na situação em que se encontra hoje.
E enquanto isso, como se não bastassem os meses a fio de bombardeio diuturno contra o Lulinha, os petistas continuam empenhados para que ele seja reeleito, trabalhando em tempo integral - e gratuitamente - em favor do presidente-operário.
Finalmente, vale observar as últimas pesquisas eleitorais, que - unânimes - apontam para o crescimento do Lulinha e para a queda do insosso representante da "oposição" (se é que ela pode ser chamada assim), demonstrando que a eleição será verdadeiramente decidida ainda no primeiro turno.
Contra fatos não há argumentos.
O povo já oPTou!
Literalmente.
Um grande abraço.
Meu caro Comentarista:
Será que oPTou mesmo? Será que os desmemoriados e sem-vergonha-na-cara são tantos assim?
Ainda tem o horário eleitoral. Vamos ver o que acontece?
Um abraço.
p.s. Eu não creio que ele venha a se "iluminar" um dia. Com certeza.
Interessante coincidencia. O documento é copia conhecida e o estilo tambem é conhecido. Alguém arrisca um palpite da motivação?.
Prezados,
Como ainda gastamos tempo discutindo os direitos deles quanto se quer exigimos os nossos??? Enquanto reviso os impostos que tenho pra pagar, os gastos mensais com segurança, construindo minha própria prisão, eu cidadã me nego a batalhar melhores condições por quem sem o menor constrangimento ou razão mata.
Brasil, ACORDA!
Ana Cristina.
Será que já pensaram no passivo social, que deixam instalados a cada dia no seio da sociedade, gerando o pior dos crimes que é o medo nas pessoas?
E cadê a política social largamente difundida pelo PT, onde está?
Ressocialização? Direitos dos presos? O que dizer das penas que temos de pagar para viver sem nenhuma segurança e ter que assistir esta forma de encarar a lei? Perguntem sobre os direitos do bombeiro morto em São Paulo ou os do turista português barbaramente assassinado no Rio de Janeiro. E de tantos outros... Fala sério!
De acordo. Preso não é animal, porém o comportamento que os levou à prisão é execrado pela sociedade. E mesmo sob o jugo da Justiça, parte dos detentos agem como se estivessem numa colônia de férias, pagas pela "caça" que virou a população. Estes sim, reféns de um Estado incapaz de cumprir com uma Constituição talvez equivocada, mas que temos e dita as regras a ser seguidas. A Carta Magna é de 1988, sofreu inúmeras emendas e, ainda assim, os Três Poderes constituídos parecem incapazes de garantir o disposto nos Art. 5° e 6°. E durma-se com um barulhos desses...
Penso que é chegada a hora de colocar de lado a hipocresia.
Quando leio noticias que envolvem marginais, vejo que para eles existem um enorme aparato de salvaguardas de seus direitos constitucionais, tais como direitos humanos, membros do Poder Judiciários, do Ministério Público, Politicos, Sociólogos, etc., defendendo que eles não são animais.
Dizer que os mesmos são animais é uma ofensa aos próprios, haja vista que estes matam para garantir sua sobrevivência, aqueles, matam por prazer para garantir maior território para venda de drogas.
Por outro lado, quando colocaram uma pistola em minha cabeça ao chegar de um curso de aperfeiçoamente jurídico, adentrando em minha casa, ameaçando minha família (tenho dois filhos que à época tinham 7 e 3 anos), e "limparam" a casa, nenhum representante destes setores foi ter comigo.
Há um bordão que entendo refletir um pouco a situação: - DIREITOS HUMANOS PARA HUMANOS DIREITOS.
De outro lado, penso que, em se colocando todos os marginais como os MARCOLAS, FERNANDINHOS BEIRA MAR, ELIAS MALUCO e tantos outros forem colocados no RDD, estaremos dando o primeiro passo, no sentido de demonstrar para a população que o poder público está fazendo algo.
Para finalizar, já que o Brasil copia bastante coisa dos EUA, porque não copiar a forma de tratamento que lá é dada aos marginais perigosos?????? Lá eles andam de corrente nos pés e nas mãos.
Mas lá é lá, aqui é aqui. Lá quem tem direitos são os cidadãos trabalhadores e honestos, aqui, quem tem direito são marginais como os citados acima, mas também os mensaleiros, os sanguessugas,e o Presidente que nada sabe, inclusive não sabe governar.
o desmonte da Polícia Civil de São Paulo começou ainda no final do governo militar pelo tristemente celébre governo Maluf. Houve um verdadeiro "loteamento" dos cargos de planejamento e gestão, por policiasi desonestos e, pior, INCOMPETENTES, gente que nunca prendeu ninguém na vida. O curso de investigador foi reduzido ao mínimo, com o "caboclo" saindo da academia, com pouco mais de 60 dias de treino e após ter dado 12 tiros de revólver!
A Polícia MIlitar, na sua eterna competição e ciumeiras para com a Polícia Cívil, aproveitou-se deste quadro para reforçar as suas posições e exigir aumento de poder (neste contexto é que foram extintas as rondas distritais e outras da Polícia Civil, como a RONE, que eram responsáveis pela "espinha dorsal" da prevenção da criminalidade).
Daí para a frente foi uma descida só. O governo Montoro foi extremamente equivocado no quesito. Permitiu a boçalidade esquerdista/revanchista do seu secretário Luiz Carlos Dias da extinção do DOPS e da retirada forçada dos seus arquivos para a Polícia Federal, foi inaugurou a complacência governamental com "movimentos sociais" (e a sua subseqüente desmoralização), com o episódio da derrubada das cercas do Palácio dos Bandeirantes, etc.
Agora, vamos devagar também. Repito: o Governador Alckmin, em que pese a sua "herança maldita" na segurança pública NÃO EDITA LEIS (como a imbecil e pretensiosa Lei das Execuções Penais) e nem as INTERPRETA (como no casos dos seguidos benefícis concedidos aos marginais pelo Judiciário).
Então vamos com um pouco mais de calma no linchamento furioso de Alckmin, de longe, o melhor candidato entre os que estão aí. É só raciocinar um pouco.
Não há que se discutir por menhum aspecto a atitude da Globo em divulgar as imagens do PCC.A preservação de uma vida se sobrepõe a qualquer outro principio de moralidade da imprensa.O RDD deveria ser estendido a todos os praticantes de crimes hediondos, não só aos chefes de facções criminosas.Discute-se nesse regime que os presos deveriam ter direito a banho de sol etc..enquanto o único direito de suas vítimas é o descanso em baixo da terra.
O picolézinho-numerário de chuchu, em cujo "governo" o PCC nasceu e se tornou o que é hoje, bem que poderia ser colocado - a título de "estágio" - no RDD, juntamente com o Marcola, pra ver se aprende como "administrar" alguma coisa!
O resto é conversa de inconformados com o crescimento do Lulinha, em cuja reeleição o povo parece já ter oPTado.
É inacreditavel que depois de tudo que se passou e ainda se passa com a falta de segurança publica, tem advogado e jurista defendendo os coitados dos presos. O presidiarios tem direitos constitucionais e os cidadãos que pagam impostos e custeiam esses terroristas, não tem direitos constitucionais.
O artigo 5 da Constituição não da so direitos aos presos, mas a todo cidadão de bem, e pensar em ressocialização depois de tudo é UTOPIA
Gostaria de externar meu apoio aos comentários do Sr. Richard Smith, Caipira, dentre outros, que não aceitam passivamente o atual estado das coisas, onde um criminoso confesso tem mais direitos que um cidadão de bem. Certamente alguns dirão que essa mesma lei irá me beneficiar se um dia eu precisar. Acredito que não, pois não sou ladrão, homicida, sequestrador ou corrupto. Aos que se enquadram no perfil bom proveito, enquanto isso a sociedade sofre!
Estar a favor ou contra métodos brutais e desumanos de repressão do crime, depende da ideologia, saúde mental e inteligência de cada pessoa. Então, isso não deve discutir-se. O que acho engraçado é que alguns comentaristas afirmam que não se importam com um sistema cruel, porque, afinal, eles são honestos e nunca vão ir presos. Como têm tanta certeza? NA América Latina, a única garantia de não ir preso é ter dinhero; boas intenções não bastam. Por sinal, conheço dois filhos de delegados que cairam presos e foram trucidados pela polícia como qualquer outro cidadão.
(Cuidado com o ufanismo. Olmer também pensava que os míseis palestinos não passavam da fronteira!!!)
Caro Aroldinho:
Não concordo. À Globo faltou, como resto a vários de nós mesmos, pensar com frieza e mais adiante. Mais ainda, faltou uma determinada assessoria de quem entenda como o marginal pensa.
O seqüestro, foi evidentemente, para forçar a divulgação das imagens, mais até do que o pueril texto, pois vivemos numa sociedade midiática - nunca é demais lembrar.
Mais do que isso, fazer uma demonstração de força inequívoca, para toda a população.
E assim, a "Líder de Audiência", irresponsavelmente, cedeu rapidinho (o câmera chegou às 23:30 à emissora, parece, e às 00:30 o "ultimatum" foi divulgado).
Agora, vocês acham que os vagabundos iriam mesmo executar o refém?! No caso de uma firme negativa por parte da emissora, eles iriam negociar uma outra coisa, uma reportagem, dinheiro ou algo assim.
Ficaria extremamente mal para eles o frio assassinato de um repórter da "Vênus Platinada", ainda mais um garoto.
Vagabundo não faz nada fora de sua lógica própria. Vagabundo não é xiita! Não se explode em carro-bomba. É preciso separar uma coisa da outra.
Agora é que nós vamos ver o que vai acontecer! As famílias dos próximos seqüestrados deverão ir pedir satisfações lá no "reino da cocaína", no Jardim Botânico.
Simples assim.
Ô Sociedade bunda-mole, até quando?!
"Quoque tandem abutere, patientia nostra?"
Meu caro Lungarzo:
A ótica é outra! As penas devem ser duras e, cumpridas!
O marginal, hoje em dia, conta com diversas "exceções de executibilidade" para não cumprir as frágeis, senão ridículas penas a que podem vir a ser condenados.
A Sociedade assiste a tudo isso perplexa e bestializada, porém não encontra eco para as suas preocupações. Está absolutamnete sozinha, enfim.
Aos marginais isto tudo não escapa, servindo de enorme incentivo para as condutas delituosas as mais aberrantes. E por quê? Porque SABE, que ao final, existe uma GRANDESSÍSSIMA (mais do que o superlativo ENORME) chance de se sair bem?
O camarada para ser um marginal, é preciso INDOLE, circunstância esta que escapa aos nossos "rousseanos" utópicos achistas. O desenvolvimento dessa índole, que leva ao delito, faz com que ele tenha um modo muito "sui generis" de raciocínio e de análise.
O meu pai sempre dizia: "o que condiciona a atitude do ladrão são os meios".
Em outras palavras: Se ele entrar na sua casa arrombando a janela, ele levará oque puder passar pela janela. Se ele puder entrar pela porta e ainda por cima conseguir furtar o caminhão parado alí na esquina... já era, você vai ficar sem nada!
Não existe no indivíduo aquela preocupação: "Oh. Eles tem crianças, vou levar só a TV de plasma e a de 20 polegadas e deixar a de 17 para podrem assistir à novela!"
Isso é na imaginação dos imbecis "achistas" que se recusam a interpretar a realidade como ela é (e mais sangrenta do que esta que está sendo E S F R E G A D A na nossa cara é dificil de imaginar).
Esqueçem-se estes imbecis, impregnados da noção de que a pobreza e a má-distribuição de renda levam, ao crime (que preconceito contra os pobres, não) que as bestas-feras - que mandam "zés-manés" executarem policiais e agentes penitenciários nas portas de suas casas, covardemente, na frente de sua família -
não são "pobres vítimas dessa sociedade capitalista e neo-liberal que aí está", mas sim, pessoas que, abusando do seu livre-arbítrio, optaram por cometer crimes.
O grande e insuspeito mestre Ruy é o protagonista de uma passagem exemplar. Ao ouvir o comentário "A oportunidade faz o ladrão", dita certamente por um imbecil/ingênuo do século XIX, Ruy retorquiu de imediato: "A oportunidade faz o DELITO. O ladrão já nasce feito!".
Pimba. Fulminante, não?!
A aqueles, todo o rigor da lei, inclusive a pena de morte e a prisão perpétua.
Agir de outro modo significa equiparar o pobre cidadão, vítima destes "animais" (para não se ofender os animais) a eles mesmos.
Se liga!
Finalmente, para os excessos, sempre existem maneiras de correção, o que não dá é ficarmos expostos a tudo isto que está acontecendo, numa "nice". Ou dá?!
Saudações.
Oh! Meu querido Fernando Teixeira:
Agradeço, sensibilizado, o elogio, mas ressalvo apenas que não sou caipira (e não vai aí nenhum desdouro à brava e valente gente do interior, hein?).
Sou paulista e paulistano e, embora, descenda de irlandeses, sou "quatrocentão" de coração, e prezo muito a lógica, o bom-senso, a vergonha na cara e os "culhões" (aqueles metafóricos, pois em materia de culhão, existem as mulheres que os tem muito mais do que os homens), matéria todas estas algo faltantes nos circulos direigentes desse nosso pobre País, não acha?
Um grande abraço.
Caro Richard Smith (Consultor),
Embora eu admita que seja desaconselhável negociar com criminosos, vamos aos fatos.
Tendo-se em vista as últimas ações do PCC, fica realmente difícil de acreditar que o repórter sequestrado ainda estaria vivo caso a Globo não houvesse cedido à exigência imposta.
No mais, não subestimemos o PCC.
Segundo consta, para se ingressar no tal "partido", há batismo e juramento (ou pacto) irrevogável.
Consta ainda que o PCC tem estatuto (inclusive publicado em Diário Oficial) e hierarquia de poder, além de regras próprias de funcionamento e - pasmem! - até mesmo código de "ética" (ao menos é o que consta em algumas reportagens independentes a respeito).
Logo, o que se conclui é que - ao contrário do que o Sr. insinua (de que são simples vagabundos) - eles têm ideologia sim!
Ou os atentados à bombas e os ataques praticamente suicidas de membros do PCC a delegacias e postos policiais (suicidas sim, por que muitos deles foram mortos logo em seguida) já não demonstraram que eles são capazes de dar a própria vida em prol da "causa"?
Nós, enquanto membros do corpo social, podemos errar em tudo (pela inércia e omissão em vivermos em uma sociedade com a pior distribuição de renda do mundo e nada fazermos para mudar tal quadro, por habitarmos uma republiqueta das bananas que é campeã mundial de casos de prostituição infantil e do tráfico de mulheres, drogas e crianças, etc.), mas jamais devemos pecar por subestimar o inimigo, pois tal erro seria imperdoável (e está, de fato, o sendo, ao custo do massacre de várias vidas inocentes).
Vamos analisar o problema em suas origens, sem nos esquecermos, é claro, de cobrar responsabilidades de quem governou o Estado nos últimos 12 anos (o picolézinho de chuchu e seus "companheiros" do PSDB/PFL), justamente o período de surgimento e fortalecimento do PCC.
E que se explique ao país, de uma vez por todas, o que realmente quer dizer os bordões "choque de gestão" e "excelência administrativa", por que, com exceção do PCC, o povo paulista está tendo a nítida impressão de que não está havendo administração ou gestão alguma neste Estado, infelizmente...
Esta é, data vênia, a minha opinião.
Um grande abraço.
Realmente, cada dia que passa, podemos nos conscientizar de que estamos diante de um governo, impotente e desgastado, em todas as formas, a ponto de submeter, a SOBERANIA do Estado, a vontade destes vermes que infelizamente fazem parte da sociedade. Interessnte é que, o governo os atende em todas suas reivindicações,como fruto de mera negociação, mas não atende as necessidades básicas que o cidadão, de bem, reivindica e que é sua obrigação.
Meu caro Comentarista:
"Ab initio": por "vagabundo", termo genérico e depreciativo, entenda-se "marginal".
Segundo: digo e repito, vagabundo não tem ideologia. Os supostos "suicidas" atacantes de dependências policiais eram meros "robôs" pés-de-chinelo, que deviam para os gerentes das "bocas" controladas pela facção. O amdorismo de alguns deles, principalmente passada a surpresa, é que propiciou o revide eficaz.
De resto, o bandido também tem medo de morrer. Entre a morte quase certa (se não fugir para o Nordeste, por exemplo) no caso de desobediência (o amigo vê como penas severas, eficazmente aplicadas produzem resultados impressionantes?!) e a pouco provável (confronto com a polícia), qual ele escolhe? Simples, não!
Realmente, como resultado dos confrontos, mudou de tática a facção, com ataques a alvos indefesos e "civis" (ô termo infeliz!).
Repito outra coisa; o vagabundo é como rato, quando cercado e com a bala comendo, corre a render-se, pusilanimamente! Digo e comprovo!
Quanto o repórter, o que a Globo fez foi imensa e irresponsável "cagada", da qual veremos as conseqüências muito breve.
Se tivesse havido uma firme negativa, ante quaisquer ameaças, a facção iria "partir pra outra", tentando descolar uma reportágem, dinheiro, etc.
A quem busca a formação de uma imagem institucional, ainda que enviesada, não interessaria matar alguém "da Globo", ainda mais um rapazinho. É simples questão de lógica.
Também repito: em que pese a infeliz continuação de diversas politicas equivocadas herdadas das administrações anteriores, o "Picolézinho de Chuchu" não poderia ter feito muito mais do que fez, com as leis prisionais que aí estão e com os entendimentos maravilhosos que ainda por cima o Judiciário abraça.
Ainda hoje o Emmo. e Ddmo. Tribunal de Justiça considerou inconstitucional e desumano manter indivíduos como o sr. reessocializando D. Marcola I, na tranca dura.
Como é que o amigo acha que os marginais interpretam esses sinais?
Um outro abraço
Desculpe, apenas uma pergunta: se "não devemos subestimar o inimigo" (e isso eles realmente o são) devemos fazer o quê mesmo com este conhecimento?
Continuo perguntando e ninguém me responde a sério, fora dos chavões generalistas ("respeitar a Constituição", "distribuir renda", "construir escolas", "apostar na ressocialização", "não votar no Chuchu", etc.). Fazer o quê nesta exata situação pela qual estamos passando, neste exato momento?
F A Z E R O Q U Ê ?!
Sugestões?...
Pelas idéias desse Professor Armando posso vislumbrar o conteúdo nefasto de suas aulas...
Sr. Richard Smith
Em primeiro lugar quero lhe pedir desculpas pelo mal entendido, jamais tive a intenção de lhe chamar de caipira, me referia a um outro interlocutor que utiliza o pseudônimo de "Caipira" e que comunga do mesmo pensamento em relação a sociedade de ovelhas em que vivemos, que não consegue perceber que estamos vivendo entre lobos.
Um abraço!
Fernando Teixeira
Ivan Raymondi Barbosa - Diretor Presidente - O.S.C.I.P. ( Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) NOVA ORDEM (Associação dos Familiares dos Reeducandos do Estado de São Paulo). Esta Entidade, vem recebendo inúmeras denúncias de torturas físicas e psicológicas desde o dia 15 de maio (quando a população devolveu o controle de 74 unidades prisionais rebeladas) até a presente data. Os relatos mais comuns são de alimentação com vidros, espancamentos e falta de atendimento médico, dentre outros. O que precisamos entender é que o Estado não pode regredir a Lei de Talião(olho por olho, dente por dente), não pode utilizar-se de agentes estatais para revanchismo dos mais covardes. Não concordamos com o que foi feito antes, durante e depois das rebeliões e atos criminosos e, cremos que nossas Intituições identificaram a todos que cometeram ilícitos e os punirão dentro da LEI. Estivemos presentes, palestrando, no " Encontro Brasileiro de direitos Humanos" para colaborar na redação da "CARTA BRASIL DE DIREITOS HUMANOS" (www.direitoshumanos.adv.br); e conseguimos inserir, após debates e postulados, no artigo 20º a INCONSTITUCIONALIDADE DOS R.D.D.'s. O citado sistema é uma [re] criação do governo paulista para o isolamento celular(método pensilvanico ou belga criado no séc. XVIII), um verdadeiro açougue humano que, vai na mão do objetivo de manter-se alguém recluso: RESSOCIALIZAÇÃO. Além de transgredir todos os Tratados Internacionais em que somos signatários, sem falar na nossa magnífica CARTA MAGNA. Meu e-mail para contatos é: ivanraymondi@novaordem.org.br
Caro Professor Armando do Prado,
"Conteúdo nefasto" mesmo parece ter sido as idéias disseminadas durante as duas décadas em que os covardes (1) e asquerosos (1) golpistas tupiniquins impuseram o poder pela força das armas.
As consequências, como podemos observar, ainda são latentes no nosso meio social (embora de forma reduzida, admito)...
(1) Covardes: Adjetivo "leve" para quem tomou o poder pelas armas, impôs um governo antidemocrático e terrorista por duas décadas e, após serem obrigados a "devolver" o poder aos civis, sequer tiveram a honra de submeterem-se a um tribunal legalmente constituído para serem julgados pelos crimes cometidos.
(2) Asqueroros: Consequência lógica do item anterior (1), mesmo admitindo que este adjetivo mais pareça um elogio a quem tanto mal causou ao país.
Esta é, data vênia, a minha opinião.
Um grande abraço.
Meu caro amigo Fernando Teixeira:
Não há desculpas a pedir e nem a conceder. O adjetivo "caipira" não me vexaria nem um pouco! Admiro a brava gente do interior. Peço desculpas eu, pleo mal entendido. Mas acredito que o amigo na realidade esteja falando de nosso companheiro "Caiçara"?
Um grande abraço.
Meu caro amigo Comentarista:
Por curiosidade pergunto: qual é a sua idade?
Você deve ter essas opiniões acerca do movimento de 1964 (MOVIMENTO sim, apoiado por amplas camadas da popolução, cansadasa de um des-governo bem melhor do que o "que aí está") por informações da VEja, da Carta Copital, do Meus Caros Amigos, das "aulas" do professor, enfim.
Chamar de "covardes" aqueles que tomaram o poder pelas armas é insultar, muito sórdidamente, o Grande Compañero e COmandante Fidel Castro!
Homem que se preocupa diuturnamente a encontrar formas de melhor governar o povo cubano. E que neste momento está prestes a fazer "A Viagem", ao cabo da qual certamente será, como todos nós, julgado por todas as suas benfeitorias, recebendo o correspondente a elas.
Alías, o amigo bem mencionou que os "covardes" já abandonaram o poder, sendo que alguns outros como "El Gran Jefe" ainda que com os esfíncteres afrouxando ainda estão por aí.
Covardes são os de hoje em dia, que deixam o nosso pove ser afrontado, todos os dias, por elemntos como o Sr. Marcola, o Sr. Dirceu, o Sr. Luis Inácio e outros tantos e NÃO FAZEM NADA!!!
Que a "Redentora", tão bem iniciada, degringolou e abusou do arbítrio é um fato. Deverão ser julgados pela História.
Quanto aos métodos de combate aos pobres jovenzinhos inocentes e de rosas na mão, de se lamentar. Mas que foram eficientes foram, não?
O engraçado é que a maioria dos barbaramente torturados estão hoje por aí, frescos e pimpões.
Quem não quer se molhar que não entre na chuva.
Esgrimir chavões nos dias de hoje é facil. Esquecer todas as condicionantes da guerra ideológica daqueles dias, também?
Neste ponto pergunto: e se o pessoal da VPR ou do PC do B ou de outras siglas tivesse chegado ao poder no país, como estariamos?
E as vítimas deste pessoal todo, como o conscrito Mario Kozel Filho e tantas outras mortas em atentados a bomba (digo, a "rosas") e em assaltos a banco e tiroteios (com "rosas").
Me faça um favor. Pense um pouco mais.
Um sincero abraço.
Caro Richard Smith (Consultor),
O povo, em sua grande maioria, não comunga com suas opiniões a respeito do "movimento" golpista.
Não fosse assim, aliás, não teriam colocado o ex-operário barbudo na cadeira presidencial (e, segundo a unanimidade das pesquisas eleitorais, vão lhe conferir uma "segunda chance" por maioria esmagadora de votos).
Como o Sr. pode perceber, os tempos mudaram, e o povo brasileiro parece admirar mais os companheiros Fidel Castro e Hugo Chávez que o seu algoz yankee e sua trupe da paz.
E, segundo consta, ninguém mais teme um suposto regime "comunista" e tampouco uma reedição de golpes militares.
Os tempos mudaram, caro Richard...
Literalmente mudaram!
Um grande e sincero abraço.
Caro Richard Smith (Consultor),
Quanto à minha idade, posso lhe garantir que sou um "sub-produto" do golpe, o que basta para que eu não seja patriota e sinta vergonha de ter nascido no Brasil.
Aliás, esse sentimento é o máximo que os golpistas conseguiram impingir na grande maioria do povo brasileiro durante as duas vergonhosas décadas em que nos impuseram, goela abaixo, as suas "idéias"...
Por fim, lembro-o que não é preciso ser judeu e nem ter estado em um campo de concentração para entender o que Hitler fez.
Esta é, data vênia, a minha opinião.
Um abraço.
Sim, meu amigo Comentarista, mudaram sim!
Para melhor?!!!
Um abraço.
A simples existência deste fórum de discussão já comprova que houve mudança para melhor.
No entanto, como nem tudo dão flores, há também exemplos de coisas que pioraram, a saber:
Os 12 anos de governo (?) do picolézinho de chuchu e sua trupe do PSDB/PFL, por exemplo, nos fazem recordar dos tempos sombrios dos golpistas e de suas famosas trapalhadas administrativas.
Certamente ninguém, por pior que seja, conseguirá repetir o desatre administrativo e moral imposto a SP nos últimos anos, sem contar, obviamente, no arquivamento (por ondem do picolézinho à sua bancada na Assembléia Legislativa) de quase setenta CPIs, cujos objetivos seriam investigar todo tipo de falcatruas imagináveis.
Enquanto isso, a PF (subordinada ao governo federal) nunca, na história do país, investigou e prendeu tanto, especialmente criminosos do colarinho branco.
Por essas e outras é que, salvo raras exceções, houve mudança para melhor sim, embora nem todos a aprovem.
Só mais uma coisa meu amigo Comentarista:
Lastimo muito que o amigo não seja Patriota, por certo confundindo esta virtude com alguma conduta falsamente ufanistica.
Ou, novamente, por simples preconceito adquirido.
Eu sou patriota sim. Amo o meu País e amo os meus irmãos brasileiros. Desejo a todos nós um futuro muito mais digno e feliz do que o que hoje se apresenta, muito embora tenhamos, em vários aspectos apresentado melhoras.
Mas isso não cai do céu. Vejos os jovens de hoje em dia, tão generosos e valentes como somente aos jovens é dado ser, castrados nos seu sonhos e, sem direção, caindo no individualismo, no hedonismo desenfreado, na deseseperança, no cinismo, nas drogas...
Esse é o país que queremos? Esse é o país que nós sonhamos para eles?
A disciplina não é autoritária, ao contrário, a disciplina proporciona ao ser humano o livre controle de e, com isso, a liberdade de poder escolher, isto ou aquilo, justamente com LIBERDADE.
Você acha que os nossos jovens são livres?
Você já parou defronte a um barzinho ou a uma festinha e ficou observando? Aquele bando de "rebeldes" todos iguaizinhos, com o mesmo tipo de roupa, de cabelo, de trejeitos.
"Tribo"? Não, pura massificação! O encaminhamento da energia, da generosidade e da disponibilidade naturais do jovem apenas para o CONSUMO.
Que olha pelso nosso jovens? Quem dá bons exemplos para eles? José Dirceu? Luiz Inácio "não-sei-de-nada"?
Acho que eu já lhe contei isto antes: numa festinha de criança, há uns meses atrás, pude observar o comportamento de um garoto de uns oito anos, que em poucos minutos, arrancou uma cortina, bateu e empurrou um monte de outros moleques, enfiou a mão no bolo e, ainda quis arrancar o cabelo de uma menininha pequena, que estava num carrinho.
A tudo assistiam o pai e mãe que estavam sentados ali perto. Num dado momento, depois que uma outra criança agredida pelo "marcolinha" começou a chorar, este "pai" suspirou e disse: "Eu não sei mais o que fazer com este menino!"
Por que não se mata então!
E este é um retrato cabal de nossa sociedade, não se ensina, não se educa - nem privada e nem coletivamente - não se disciplina e nem se pune!
Qual o resultado esperar?
Quando um camarada mais dotado intelectualmente, ou somente mais esperto, façanhudamente se aproveita de todas essas brechas (ou abismos?) e coloca toda a Sociedade em cheque, assistimos à perplexidade coletiva daquele "pai biológico" da festinha (porque Pai, mesmo, ele não era e, temo, nunca será).
Deu para entender o meu ponto de vista? Deu para perceber que inobstante a gravidade da situação presente, o "buraco é mais embaixo"? MUITO mais embaixo?
Eu ainda confio em Deus e nos homens bons deste País (que devem estar dormindo! Caramba!)
Um abraço grande
Meu caro amigo comentarista:
Creia-me, você não é um "sub-produto" (que espressão feia) da Ditadura Militar.
Você é um produto, isto sim, da doutrinação política sub-reptícia encetada por aqueles que, queriam ver o nosso Pais comunizado, no mínimo cubanizado.
E este sim, foi a grande merda produzida pelo regime militar. A entrega, sem discussão, da redações de jornais, da mídia em geral e das áreas da educação e da saúde ao PCB, que, respeitando fielmente a linha de não-confrontação estabelecida pela União Soviética, desautoriza, quando não até sabotava a linha de "revolução permanete" preconizada por Chu En Lai que pretendia eclipsar Mao Tsé Tung. Tal linha era alimentada também por Cuba (discretamente, senão o seu patrão Imperialista cortava a mesada) que desejava estabelecer "focos" (Oh, o "foquismo", quanta ignorância!) revolucionários que aliviassem a pressão estupidamente exercida pelos Estados Unidos.
Dessa forma, houve um verdadeiro "loteamento", CONSENTIDO PELOS MILITARES, dos cargos de administração e gestão, de segundo e terceiro escalões, das áreas da saúde e educação.
Lembro-me claramente do conteúdo dos livros escolares desta época (início dos anos 70) e da orientação ideológica que era passada nas aulas de geografia e de história (duas de minha matérias preferidas) distorções absurdas, comentários extremamente maliciosos, etc.
Então, meu caro amigo, você como outros, simplesmente são o fruto de décadas de intoxicação cultural.
Dou um exemplo: Houve uma novela qualque da Globo recentemente, na qual se procurou reproduzir o clima de enfrentamento estudantil no ano de 1968. possivelmente a chamada "sexta-feira sangrenta" ocorrida em julho de 1968.
Neste conflito, que durou horas, houve enfrentamento entre as forças de segurança (principalmente a PM) e os estudantes convocados pelo Vladimir Palmeira, então presidente da UNE.
Na cena que assisti, muito casualmente, os "macacos" fardados (do exercito!) ensandecidamente atiravam de metralhadoras pesadas contra a multidão. Enxames de pobres jovenzinhos caíam como moscas. Porra, e nada disto é verdade!
Primeiro, uma boa parte dos "jovenzinhos" eram líderes políticos com treinamento em táticas de "agitprop" (agitação e propaganda) ou outros eram moleques, tão influenciáveis como os de hoje (Cadê os "caras-pintadas?!), que se sentindo "com a bola toda" procuravam macaquear as agitações de maio de 68 na França e em outros países. E, nessa condição, nada cordatos e nem pacíficos. Só de carros no centro do Rio foram queimados uns setenta.
Segundo: ao final do dia, tinham havido cinco mortos (um deles um PM), vinte e três feridos e mais de mil presos.
Aonde assim a legião de massacrados indefesamente mostrada na novela?
O que você acha que sente um garoto ou uma garota de hoje em dia bedo aquelas imagens?
Quantas mistificações deste tipo será que você assistiu e não sabe?
Em tempo: como dito, eu sou de 1960 e tenho 46 anos portanto. Não sou nenhum TFP ou algum Brucutu daqueles tempos.
Mais um abraço
Por último, meu amigo Comentarista:
Eu era moleque e me lembra de quantas e quantas manifestações artísticas, engajados ou não (cadê você Chico Buarque?), de quantas peças no Oficina; de quantos jornais, tendenciosos ou não (Pasquim, Movimento, etc.)
Vivi muito intensamente tudo isto e posso lhe dizer caro amigo: havia muita liberdade sim. Não apenas liberdade, mas muitíssima (além do superlativo de ENORME) QUALIDADE. Você podia escolher entre os "Bossistas", os "Jovem Guarda", os "Engajados" (que músicas maravilhosas!).
Hoje, sem dúvida nenhuma, há liberdade completa. Mas e a qualidade? "Sertanejo" ou "Country" (ambos entre boas aspas)? Axé ou "pagode"? Rap "mano" ou Acid?
A quem aproveita essa verdadeira profusaõ de revistas "pornôs" nas bancas, ucupando uma parede interia das três que compõem a banca? Não sei se você é desta época, mas se lembra do velho Carlo Zéfiro, traficado sub-repticiamente pelo gordo da banca lá da esquina?
É meu companheiro, "essa tal liberdade" como disse o mano Caetano (cadê você também?) é cada vez mais insôssa.
Porém, viva a Liberdade! (de comprar Adidas ou Nike!)
Meu caro "Comentarista",
Que povo que idolatra o Sr Hugo Chávez e o líder cocaleiro Evo Morales?
Deve ser aquela parcela da população muito bem informada e de estomago cheio de "bolsa família". Coitados! Não têm culpa de constituirem a imensa maioria de nosso povo iletrado e são os atualmente taxados de "analfabetos funcionais". São assim classificados porque não têm capacidade de entender o que acontece à sua volta e nem de compreender adequadamente um texto escrito. Compreendem os discursos do "sapo barbudo", cheio de erros de português, inteligentemente colocados para que se identifiquem com o orador.
Sou uma pessoa de meia-idade, tinha 9 anos quando a nação (povo, Igreja, mídia escrita, falada e televisada, militares e civis), inconformados com os desmandos da república sindicalista de João Goulart, sufocados por inflação galopante puseram um fim àquele estado de coisas. O resto é história...
O que sei e que vi foi que a nação naqueles tempos da década de 1970 era feliz, ordeira, marchava em passo vivo para a emancipação econômica a taxas de 11% ao ano - no período, se o senhor não sabe, o Brasil saltou da 48ª para a 8ª posição no ranking internacional das economias nacionais!!
Os órfãos de mais uma tentativa de golpe comunistóide, inconformados, alopraram e quiseram testar a força do regime e do Estado pelo uso da força - perderam e perderam feio - e a um custo muito baixo quando comparado com Uruguai, Argentina e Chile.
Naquele tempo, se o senhor não sabe, no interior era costume as famílias colocarem cadeiras nas calçadas para conversarem com os vizinhos. Hoje o que se vê são cercas elétricas, grades, portão eletrônico e outros apetrechos mais. Polícia era polícia - e era muito e condigamente respeitada pelas pessoas de bem - e bandido era bandido, aliás poucos, porque não era negócio ser bandido. E olha que o país era pobre, paupérrimo, mas os mais desafortunados não caiam na marginalidade, iam à luta pelo sustento de suas famílias, e havia emprego para quem quisesse.
Agora, ficar alardeando fanfarronices e cultuando pessoas como Marighela, Prestes e, cúmulo dos cúmulos, Lamarca - traidor da Pátria, do Exército e da Bandeira, desertor, que matou friamente a coronhadas um jovem tenente da Polícia Militar de São Paulo é virar as costas para a verdade, louvar o crime e ter muito pouco compromisso com a ética e o sentimento de o que é certo e o que é errado.
Hoje, o que se vê é um bando de jovens desinformados ostentando camisetas com a figura triste de um Che Guevara que teria dito, entre outras infelizes afirmações que "Que há que se endurecer(quer dizer matar), porém sem perder a ternura.
Acredito piamente que o nosso país (meu e seu) está no estado atual porque os que sucederam o período do chamado regime militar amoleceram o aparato repressivo do Estado porque era do seu exclusivo interesse, para que pudessem assaltá-lo mais facilmente.
É isso que, respeitosamente, submento à consideração dos demais interlocutores, dando um testemunho inconformado das mentiras que hoje muitos propalam, e muitos outros mais acreditam.
Minhas, as suas palavras, caro Fernando.
Um sacudido abraço.
Por favcor gostaria de retificar um equívoco meu. O evento por mim mencionado, alí atrás, acontecido no Rio de Janeiro em 1968, ficou conhecido como "sexta-feira negra" e não "sexta-feira sangrenta" como eu, errôneamente, mencionei.
Talvez eu tenha visto novela demais, neste caso.
Os comentários aqui postados divergem em vários aspectos, o que deve servir para nos fazer repensar nossas posições, transitar e afastar qualquer ranço ou orgulho e vaidade em fazer valer como verdade inatacável nosso ponto de vista.
Há aqueles que defendem o combate ferrenho ao criminosos, não importe a que custo.
Sim, concordo que deve haver combate. Entretanto, deve este ser feito não face aos criminosos, mas sim à criminalidade. E este combate não se limita ao endurecimento de penas, não se limita à decisões repressivas, mas deve ser extensivo, devem ser analisadas as causas da criminalidade. Devem ser aplicadas medidas preventivas.
Ainda que a solução seja um endurecimento somente isto não resolverá.
Vejam o "comunicado" do PCC, a que a Globo foi impingida a exibir, cerne dos comentários em questão. Foi a emissora negligente em fazê-lo?
Quem afirmar positivamente não pode hastear a bandeira de defensor do cidadão, posto que criará um paradoxo: sustentar que o bem maior a ser tutelado é a vida de um cidadão e apoiar a negativa de fazer algo sob pena de colocar a vida de um desses em risco.
Meu caro Dr. Ivan:
É claro que não adiantará.
Existem pessoas que são levadas ao crime por fraqueza ou por circunstâncias.
A estes devem ser dadas todas as chances de recuperação e do cumprimento de sua pena de forma digna e produtiva (aprendizado de um ofício, oportunidade de estudar, etc.)
Porém não há como negar dois fatos: o primeiro é de que existe um sem-número de marginais, não apenas de péssima índole, como acostumados com as "boiadas" das péssimas leis que o consideram um "coitadinho"; o segundo é de que estamos vivendo um panorama de AGUDIZAÇÃO da ação e da desfaçatez daqueles últimos.
Repito novamente: eles não pensam como os cidadãos normais e de bem. A única limitação às suas ações é o custo que elas terão para eles. "Custa mais, faço menos". Portanto...
É porisso que estamos vivendo esta situação. Falta de leis adequadas e do seu efetivo cumprimento.
Simples assim.
p.s. Também sou a favor de presidios dignos, de intenso investimento na educação - de modo que não possa restar jamais a noção, na criança e no jovem, de que o crime possa compensar, de forma nenhuma, bem ao contrário do que hoje ocrre, nos morros e nas favelas - de CORRETOS incentivos ao bom comportamento, etc.
Vivam os Direitos Humanos!
ABAIXO os Direitos dos "manos"!
Meu caro Richard Smith,
Noto que neste comentário chegamos ao um ponto em comum e, longe de querer fazer valer minha ou tua opinião como incontestáveis, creio que deve ser procedido desta maneira.
Realmente há aqueles que se sucubem à criminalidade somente por conta das condições a que são expostos. E a estes deve ser assegurada a ressocialização, como mencionei.
Para nosso lamento, há também os que não tem qualquer condição de coexistência social. São os sociopatas, são aqueles a quem não se pode dar uma fissura de oportunidade que, por prazer ou sabe-se lá qual motivo, atentam contra a vida de outrem sem qualquer compaixão. São esses que não pensam como nós, esses que fomentam a agudização da criminalidade, como por v. perfeitamente mencionado.
Com relação ao "custa mais, faço menos", concordo. Entretanto, é imcompreensível como será colocado em prática enquanto vigente um Código Penal que aplica penas maiores à crimes contra o patrimônio (pecúnia) do que àqueles praticados contra a vida. Parece-me estranho que até o momento não houve qualquer partido político interessado em utilizar essa vertente como bandeira eleitoral. Talvez não queiram que todos saibam a existência da figura jurídica da iniciativa popular, contida em nossa Carta Magna. Assim como a eles não interessa um povo culto e educado.
Merece total atenção v. comentário editado em P.S., eis que complementa minha idéia de que a criminalidade deve ser atacada por duas vertentes: repressiva e preventiva.
Fico lisonjeado e agradeço pela atenção por v. prestada ao comentário que postei e tomara que o consenso aqui alcançado possa servir de exemplo e incentivo a todos.
Abraços.
Meu caro Ivan Dario:
Que agradeçe à sua atenção, e principalmente educação e cortesia, sou eu.
Ainda na noite de ontem, ouvi um comentário do candidato Cristóvam Buarque: "cadeia hoje, porém educação para o amanhã.".
É certo que ele sabe que a sua candidatura "balão-de-ensaio" é apenas para marcar um tema. Porém um tema da maior importância para o nosso País!
O que me absurda é que a candidata D. Heloísa Helena, com a suas teorias do PT "pré-histórico" tenha 12% e ele apenas 1%!!!
O que eu procuro mostrar, nos meus comentários é o estado atual de tecido social no Brasil. estado de alienação, de falta de agregação tais que resultaram nos problemas agudos (Lulla, mensação, PCC, ausência de autoridade, de peunibilidade, etc.) que estamos vivendo.
No Norte existe interessante ditado: "Jabuti na árvore, não teve enchente, alguém pôs".
Se estamos chafurdando na bosta e "batendo-cabeças" é porque tudo isto teve orígens em diversas circunstâncias outras, lá para trás.
Isto é absolutamente inegável.
E o que fazer agora?
Um grande abraço.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login