O colunista Diogo Mainardi vai responder inquérito por crime contra a honra. Ele publicou na revista Veja uma série de ataques aos diretores do Grupo Bandeirantes de Comunicação. A instauração do inquérito foi pedida pelo advogado Cid Vieira de Souza Filho. O caso corre no 34º Distrito Policial de São Paulo.
A alegação é de que desde que a Band inaugurou a PlayTv, concorrente da MTV, pertencente ao Grupo Abril, a revista Veja iniciou uma “série orquestrada de ataques mentirosos, deturpação de fatos, acusações levianas e desabonadoras” contra os diretores e o próprio Grupo Bandeirantes. A maior parte dos ataques partiu do colunista Diogo Mainardi.
A Rede 21, do grupo Band, tem contrato com a Gamecorp, no qual Fábio Luís Lula da Silva Filho, filho do presidente Lula, é um dos acionistas. O conteúdo da Gamecorp, veiculado pela Mix TV, foi adquirido pela Rede 21, que mudou seu nome fantasia para PlayTV e passou a fazer concorrência para a MTV.
De acordo com o pedido de instauração de inquérito, Mainardi, na edição de 21 de junho deste ano, afirmou que “Lulinha [Fábio Luís Lula da Silva] seria filho de um ditador e, como tal, seria dono da emissora Rede 21 Comunicações [empresa do Grupo Band]”. Também disse que “a rede 21 seria mercadoria objeto de arrendamento celebrado com a empresa Gamecorp, pela qual o filho do presidente da República seria arrecadador dos lucros gerados pela Rede 21”.
Outra afirmação foi a de que “o arrendamento do canal não só seria uma arbitrariedade política, mas também uma ilegalidade cometida pela Rede 21, qualificada como a pecha de benfeitoria de Lulinha”.
Em 15 de novembro de 2006, Mainardi voltou a publicar coluna sobre o assunto, desta vez com o título “Lula entende de Matisse”. Ele escreveu que “é moleza manipular os números do mercado publicitário. Por isso a propaganda virou instrumento ideal para reciclagem de dinheiro sujo da política. Mas o fato é que o investimento do lulismo na Bandeirantes cresceu anormalmente qualquer que seja o critério adotado”.
Também colocou que “a Matisse tem outras contas do governo. Coincidentemente, todos os seus clientes estatais passaram a anunciar mais na Bandeirantes. Entendeu o rolo? Lula dá cada vez mais dinheiro à Matisse, que dá cada vez mais dinheiro à Bandeirantes, que deu um canal ao filho de Lula”.
Para o Grupo Band, o intuito do colunista foi “denegrir a imagem pública da emissora, atingindo a honra pessoal dos diretores, atribuindo-lhes condutas que em tudo destoam da seriedade e honestidade que lhes são características e reconhecidas pelos seus clientes e parceiros de negócios”.
No pedido de instauração de inquérito também foi solicitado que Diogo Mainardi seja reconhecido como autor das ofensas. Caso o inquérito seja aceito, Mainardi passará a responder na Justiça ação penal por crime contra a honra.
O advogado do colunista, Alexandre Fidalgo, do escritório Lourival J. Santos Advogados, já defendeu Mainardi em outros casos como esse. Fidalgo, que também representa a Editora Abril, espera ser notificado para dar os primeiros passos.
Segredo quebrado
Na terça-feira (28/11), a Rede 21 não conseguiu manter em sigilo o contrato entre ela e a Gamecorp, que tem no quadro de acionistas Fábio Luís Lula da Silva Filho. Cópias do documento foram anexadas ao processo que a empresa move contra a Editora Abril e os jornalistas Diogo Mainardi, Alexandre Oltramari e Júlio César de Barros.
Para o juiz Régis Rodrigues Bonvicino, da 1ª Vara Cível do Foro de Pinheiros, na capital paulista, uma vez anexado aos autos, “por iniciativa da parte”, o contrato torna-se público. Por isso, não pode ser alegado “segredos de comércio” para garantir o sigilo do contrato.
O pedido de sigilo do contrato já havia sido negado pelo juiz no dia 24 deste mês. Na segunda-feira (27/11), novo pedido foi negado sob o argumento de que o contrato entre as duas empresas não só é informação relevante para que os réus possam se defender das acusações como é de interesse público.
Para o juiz, não há intimidade a ser preservada neste caso. Por envolver o filho do presidente da República, acusações sobre o uso inadequado de verbas públicas e canais de televisão, “concessão da União”, o contribuinte tem direito a “esclarecimentos sobre os fatos”, explicou.
Leia o pedido
ILMO. SR. DR. DELEGADO DE POLÍCIA DO 34º DISTRITO POLICIAL DA CAPITAL
ANTONIO DE PÁDUA TELES DE CARVALHO, brasileiro, casado, jornalista, portador da cédula de identidade RG. n.º 4.395.002 SSP/SP e CPF nº 040.220.506–59, MARCELO COELHO MEIRA, brasileiro, casado, publicitário, portador da cédula de identidade RG. nº 324.333 SSP/DF e CPF. nº 153.360.421-53 e JOSÉ CARLOS ANGUITA, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 5.874.783-7 e CPF. n.º 305.723.808-44, todos com endereço comercial nesta Capital, na rua Radiantes, 13, Morumbi, vêm, respeitosamente, requerer na conformidade do artigo 5º, inciso II, parágrafo 4º do Código de Processo Penal, a instauração de
INQUERITO POLICIAL
para instruir Queixa-Crime, cujos fatos serão apurados no decorrer da persecutio criminis, tudo conforme passam a expor:
ANTECEDENTES FÁTICOS
Os Requerentes são diretores do GRUPO BANDEIRANTES DE COMUNICAÇÃO – “BAND”, exercendo as funções de Vice Presidente Executivo, Vice Presidente Administrativo Financeiro e Diretor Financeiro, respectivamente.
Há aproximadamente 69 (sessenta e nove) anos o GRUPO BANDEIRANTES DE COMUNICAÇÃO – “BAND” acredita e investe no futuro e no desenvolvimento do Brasil, acompanhando o ritmo acelerado da revolução digital e incorporando todas as inovações tecnológicas para cada vez mais fazer programas e produtos onde a qualidade é fator fundamental. O seu jornalismo é limpo e com credibilidade, representando os anseios da comunidade.
Com muito esforço e dedicação de seu fundador, o saudoso João Jorge Saad, a BANDEIRANTES – “BAND” construiu um patrimônio profissional e, sobretudo moral, ao longo desses anos de atividade, pautando sempre sua conduta dentro dos mais rígidos princípios éticos.
Faz parte do grupo BANDEIRANTES – “BAND”, a REDE 21 COMUNICAÇÕES LTDA., concessionária de serviço de radiodifusão de sons e imagens (televisão), operando nesse segmento há mais de uma década, com sólida e credibilidade destacada, nesse setor, notoriamente competitivo, por meio de programação própria.
Dentro de uma estratégia e planejamento estritamente mercadológicos, objetivando atrair o interesse do público jovem ligado à tecnologia – para aumento da audiência e da receita publicitária -, a “REDE 21” adquiriu os conteúdos produzidos pela Gamecorp S/A, os quais, até então, eram veiculados pela concorrente Mix TV.
Em virtude do sucesso de uma programação muito bem estruturada, a “REDE 21” mudou seu nome fantasia para “PLAYTV” e passou a fazer concorrência para a “MTV”, empresa do Grupo Abril, que até então tinha um desempenho razoável no Ibope.
Ressalte-se, por oportuno, que desde 14/05/2002, a marca nominativa “PLAYTV” está registrada em nome da “BAND”, na classe 38, conforme pedido n.º 824.397.711, no Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI. (doc. 1)
OS FATOS
Coincidentemente, com o sucesso inicial da “PLAYTV”, a Revista Veja – pertencente ao Grupo Abril – desencadeou uma intensa campanha visando desmoralizar publicamente sua nova concorrente.
Para atingir seus objetivos, foram mobilizados os jornalistas Diogo Mainardi, Alexandre Oltramari e Julio César de Barros, iniciando-se uma série orquestrada de ataques mentirosos, deturpação de fatos, acusações levianas e desabonadoras, colocando em dúvida no espírito do leitor, a honorabilidade dos Requerentes e do próprio GRUPO BANDEIRANTES DE COMUNICAÇÃO – “BAND”.
Realmente. Através do artigo “Teodoro e Teodorino”, publicado na coluna de Diogo Mainardi, edição número 1961, datada de 21 de junho de 2006, da VEJA, o articulista afirmou: (doc. 2)
— ‘Lulinha’ seria filho de um ditador e, como tal, seria dono da emissora REDE 21 COMUNICAÇÕES LTDA;
— A REDE 21 COMUNICAÇÕES LTDA seria mercadoria objeto de arrendamento celebrado com a empresa Gamecorp, pelo qual o filho do Presidente da República seria arrecadador dos lucros gerados pela “REDE 21”;
— Fernando Bittar, um “sócio esperto”, “é quem realmente manda na emissora”;
— O arrendamento do canal seria não só uma “arbitrariedade política” mas também uma ilegalidade cometida pela “REDE 21”, qualificada com a pecha de “benfeitora de Lulinha”;
— O arrendamento da “REDE 21” também violaria a Constituição Federal, porque a Gamecorp seria controlada por uma empresa (a conhecida Telemar), que não teria suas ações detidas por brasileiros.
Posteriormente, com matéria de capa de grande destaque, a Revista Veja, edição número 1979, de 25 de outubro de 2006, páginas 64/65, com referências à “PLAYTV”, novamente foram assacas várias aleivosias, desta feita pelo jornalista Alexandre Oltramari, ao afirmar: (doc. 3)
— A Rede Bandeirantes é quem teria alugado 6 (seis) horas de programação no Canal 21.
— “Oficialmente” tratar-se-ia de arrendamento de horário.
— Yon Moreira da Silva, diretor da Brasil Telecom pagava a ‘Lulinha’ e a Kalil Bittar R$60.000,00 (sessenta mil reais), “a pretexto de” patrocinar um programa de games da dupla exibido pela Rede Bandeirantes.
Em virtude da falsidade das alegações contidas nas mencionadas reportagens, a REDE 21 COMUNICAÇÕES LTDA. notificou a Editora Abril S/A para que publicassem gratuitamente a sua resposta, informando que houve contrato entre a REDE 21 e a Gamecorp com a finalidade de PRODUÇÃO DE CONTEÚDO de programa televisivo e não de ARRENDAMENTO, como veiculado. (doc.4)
Ignorando o direito de resposta, na edição seguinte, na coluna editada pelo jornalista Julio César de Barros, houve nova menção à suposta condição de sócio da “PLAYTV”, atribuída a Fábio Luís Lula da Silva (VEJA, edição número 1980, de 1º de novembro de 2006, página 61): “Lulinha lhe dá uma boa boquinha. Tas passa a aparecer na PlayTV, emissora da qual o ‘primeiro filho’ é sócio.” (doc. 5)
Além disso, nessa mesma edição (fls. 96/97), sob o título “O FÁBIO FICAVA MAIS ALI”, o jornalista Alexandre Oltramari volta ao tema de sua reportagem de capa da edição anterior, sem sequer mencionar o pedido de resposta que recebera a revista. (cfr. doc. 5)
Finalmente, mais uma vez, valendo-se do “articulista” Diogo Mainardi, a Revista Veja, edição número 1982, de 15 de novembro de 2006, ultrapassando todos os limites da ética, da moral, da liberdade de informação, implacavelmente volta a assacar, inventar e manipular para desacreditar a “REDE 21” e o GRUPO BANDEIRANTES DE COMUNICAÇÃO – “BAND”, através de informações falsas e engenhosamente manipuladas.
Realmente. Sob o título “LULA ENTENDE DE MATISSE”, foram feitas graves e infundadas acusações, noticiando fatos absolutamente falsos, destacando-se os seguintes trechos: (doc. 6)
“É moleza manipular os números do mercado publicitário. Por isso a propaganda virou instrumento ideal para reciclagem de dinheiro sujo da política. Mas o fato é que o investimento do lulismo na Bandeirantes cresceu anormalmente qualquer que seja o critério adotado”
“A Matisse tem outras contas do governo. Coincidentemente, todos os seus clientes estatais passaram a anunciar mais na Bandeirantes. Entendeu o rolo? Lula dá cada vez mais dinheiro à Matisse, que dá cada vez mais dinheiro à Bandeirantes, que deu um canal ao filho de Lula”
Destarte, ficará demonstrado no decorrer da persecutio criminis, que o intuito é denegrir a imagem pública do GRUPO BANDEIRANTES DE COMUNICAÇÃO – “BAND”, atingindo, por conseqüência, a honra pessoal dos Requerentes – sabidamente também os responsáveis pela área administrativa e financeira do grupo – atribuindo-lhes condutas que em tudo destoam da seriedade e honestidade que lhes são características e reconhecidas pelos seus clientes e parceiros de negócios.
Na verdade, essa ação orquestrada – verdadeira concorrência desleal – teve início com uma série de matérias veiculadas pela Revista Veja, do Grupo Abril e proprietária da MTV, mediante uma série de ofensas e ataques depreciativos, ultrapassando os limites da liberdade de expressão e informação, caracterizando-se por mentirosas, irresponsáveis e levianas afirmações.
Assim, diante das sérias acusações imputadas, sem quaisquer documentos comprobatórios, bem como dos termos ofensivos utilizados, os quais atingem a sua imagem, credibilidade e prestígio, não lhes restam alternativa, senão a de requerer a adoção das medidas cabíveis para a apuração dos fatos.
Por oportuno, os Requerentes esclarecem que não estão ingressando com pedido de explicações, em virtude do entendimento do Egrégio Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo a respeito da matéria:
PEDIDO DE EXPLICAÇÕES – Determinação da autoria – Via inadequada – Inteligência: art. 144 do Código Penal, art. 25 da Lei de Imprensa, art. 41, parágrafo 1º da Lei de Imprensa.
“É inviável precisar, em sede de pedido de explicações, a autoria do crime contra a honra, porque não se trata de instrumento substitutivo de Inquérito Policial, de modo que configurado tal delito e não se sabendo a quem imputá-lo, o caminho correto é a investigação policial.” (In RJDTACRIM, Volume 24 – Outubro/Dezembro/1994 – página 271 – Relator: RENATO NALINI)
Diante do exposto, requer a V. Sa. as providências necessárias para a completa elucidação dos fatos ora narrados, com a perfeita aderência ao FATTISPECIE CRIMINALE, bem como da apuração do(s) autor(es) das ofensas assacadas, intimando-se, inicialmente, o Sr. DIOGO MAINARDI, que deverá em sua oitiva, responder entre outras, as seguintes indagações:
1. É de sua única e exclusiva autoria a matéria publicada na Revista Veja, edição 1982, sob o título “LULA ENTENDE DE MATISSE”?
2. Confirma integralmente o seu inteiro teor?
3. É de sua autoria a elaboração do “olho” da matéria.? Em caso negativo, de quem seria?
4. Antes da elaboração da referida matéria, o Requerido consultou seus superiores a respeito da pauta desse assunto que deveria ser observada? Em caso afirmativo, quem consultou?
5. Antes do fechamento da matéria encaminhou o texto para aprovação do Redator-Chefe ou algum diretor da Revista Veja?
6. Ao afirmar que “a propaganda virou instrumento ideal para a reciclagem de dinheiro sujo da política”, está imputando aos Requerentes ou a qualquer outro integrante do GRUPO BANDEIRANTES DE COMUNICAÇÃO – “BAND”, a prática de ilícitos penais? Em caso afirmativo, quais teriam sido os atos praticados pelos Requerentes que arrimariam essa gravíssima imputação?
7. Relativamente à afirmação “A Matisse tem outras contras do governo. Coincidentemente, todos os seus clientes estatais passaram a anunciar mais na Bandeirantes. Entendeu o rolo?”, o Requerido: (i) pesquisou antes de publicar essas inverídicas afirmações?; (ii) Caso afirmativo, onde obteve essas falsas informações?;
8. Referentemente à aleivosia “Lula dá cada vez mais dinheiro à Matisse, que dá cada vez mais dinheiro à Bandeirantes, que deu um canal ao filho de Lula”, o Requerido: (i) está imputando especificamente aos Requerentes ou alguém do GRUPO BANDEIRANTES DE COMUNICAÇÃO – “BAND”, a prática de algum ilícito penal?; (ii) de que forma, a Matisse estaria dando dinheiro à Bandeirantes?; (iii) do mesmo modo, de que forma a Bandeirantes deu um canal ao filho de Lula?; (iv) Qual o motivo estribador dessa acusação e de que maneira os Requerentes seriam envolvidos por essa imputação?
As respostas a tais indagações, habilitarão os Requerentes a promoverem corretamente a Queixa-Crime contra quem efetivamente deva responder pelas ofensas.
Termos em que,
E. Deferimento.
São Paulo, 22 de Novembro de 2006.
ANTONIO DE PÁDUA TELES DE CARVALHO
MARCELO COELHO MEIRA
JOSÉ CARLOS ANGUITA
CID VIEIRA DE SOUZA FILHO
OAB-SP 58.271

Na hora da troca de favores...
Agora, na hora de ver envolvido o nome com pessoas que estão "enlameadas" , todo mundo quer pular fora.
O Mainardi tem que continuar colocando o dedo na ferida.
E a Veja é praticamente a única que não tem medo do "lobo mau".
QUÁ, QUÁ, QUÁ, QUÁ!
“Série orquestrada de ataques mentirosos, deturpação de fatos, acusações levianas e desabonadoras”.
Cumé quié?
Os FATOS, são verdadeiros ou não? Houve injeção de tutú público, na forma de "propaganda" governamental (inclusive de estatais e premissionárias de serviços públicos) na TV Lullinha (antigo Canal 21)?
Alguém já comparou o volume de recursos alocados em relação à audiência da referida TV? E em reelação a outros veículos televisivos, de muito maior audiência, hein?
"Honra"? É de morrer de cólicas de riso!
E como os PeTralhas costumam "aparelhar" este espaço democrático com longos posts de "colação" de gênios como emir sader, josé dirceu "et caterva", tomo a liberdade de postar o comentário abaixo, reprodução do blog do REINALDO AZEVEDO de hoje:
"DISCURSOS DELINQÜENTES
O discurso delinqüente, para prática idem, vai tomando conta do espaço público brasileiro numa velocidade vertiginosa. Governo e alguns líderes de oposição vão-se adaptando ao padrão que emana do Palácio do Planalto. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Dilma Rousseff se encarregaram de degradar um tantinho mais a República, fazendo pouco caso das instituições, da razão, da lógica. Lá de Washington, mas parecendo que estava nas nuvens, o governador reeleito de Minas, Aécio Neves (PSDB), digredia sobre um certo jeito mineiro de fazer política, exaltando as glórias de sua terra na arte da negociação, reiterando a sua amizade pelo presidente Lula. Pode ser amigo de quem quiser. Deveria deixar claro que é, quando menos, adversário dos métodos petista. Ele é?
Vamos a dois casos exemplares do que falo. Abaixo, vocês lêem que Dilma, comentando o contrato entre o Canal 21 (da Rede Bandeirantes) e a Gamecorp (de Lulinha, filho de Lulão), entregou-se a digressões sobre como documentos dessa natureza são comuns no mercado. A ministra, fingindo uma tolice que não tem e revelando a moralidade que tem, fez de conta que o problema era de natureza, sei lá, meramente contratual, legal. Evidentemente, a questão é outra: a empresa de que o filho do presidente é sócio não só recebeu, no passado, injeção de capital de uma concessionária pública (Telemar), de que o BNDES é sócio, como é fartamente financiada com publicidade oficial: tanto a institucional, do governo, como a das estatais.
A oposição piou? Só o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), até onde sei, cobrou explicações. O resto é de um silêncio sepulcral. Vai ver estão todos à espera da agenda de Lula. Como observa o professor Marco Antonio Villa (leia abaixo), não adianta 'deixar o homem trabalhar'. Ele não tem a menor idéia do que fazer. Certa feita, as oposições acharam uma tática inteligente deixar Lula sangrar no cargo para colher o fruto que cairia da 'árvore dos acontecimentos' (a expressão é de Marx). Deu no que deu. Pode parecer incrível: mas se está fazendo agora o mesmo cálculo. Cálculo que engoliu os calculistas da primeira vez. Que tem tudo para engoli-los de novo.
Ontem à noite, em discurso na CNI (Confederação Nacional da Indústria), Lula deu uma pequena amostra de sua perdição (veja abaixo). Leiam este trecho: 'Um país que não tem cidades com disposição de investir, Estados com disposição de investir, a União não pode investir. Um país que tem de cumprir um superávit que nós temos que cumprir, ainda tem a Lei de Responsabilidade Fiscal que nós temos que cumprir. Vocês percebem que precisa mais do que um economista, precisa de um bando de mágicos para que a gente tente encontrar uma saída para fazer esse país voltar a crescer. E, sem mágica, nós vamos fazê-lo voltar a crescer.'
Não fosse glossolalia, seria a fala de um esquizofrênico. Onde é que estão as sobras para Estados e municípios investirem? 67% das cidades brasileiras estão falidas. Observem que, claro, ele está responsabilizando os outros, como se estivesse cumprindo devidamente a sua parte. Não é difícil observar que ele põe a Lei de Responsabilidade Fiscal como um entrave para o crescimento. Estabelecidos os impedimentos, ele chega a uma conclusão: só mesmo um mágico para fazer o Brasil crescer. E depois anuncia: 'E, sem mágica, nós vamos fazê-lo voltar a crescer.' Ou seja: Lula acaba de anunciar que é um mágico! Se ficasse distraindo Dona Marisa tirando coelho da cartola, eu não dava a mínima. Mas é presidente da República. Ademais, o mágico da família é Lulinha. Quando o pai chegou à Presidência, era monitor de jardim zoológico. Menos de quatro anos depois, comanda uma emissora de TV.
Os 'inimigos' ainda não estavam devidamente identificados. O pai de Lulinha Gamecorp Canal 21 Telemar da Silva tinha um outro alvo: a imprensa. 'Eu posso fazer uma confissão aqui na frente de tantos governadores, de tantos empresários e de tantos ministros. Eu, se fosse levar em conta todas as desgraceiras vendidas no Brasil o dia inteiro na imprensa, eu não sairia de casa de manhã. Porque a impressão que eu tenho é que o Brasil tem dia que vai acabar e tem dia que não vai acabar'. Como se vê, na cabeça perturbada de Lula, o jornalismo não noticia os problemas; ele os inventa. Tal fala, no dia em que fica claro que seu filho é beneficiário direto de verba publicitária do governo e dos estatais, doura um escândalo com outro. E qual será reação da oposição nesta quarta?
Provavelmente, nenhuma."
(...)
Precisa-se de mais?
Pobre jornalista, foi cutucar o vespeiro do déspota e certamente responderá com o rigor da lei.
Este juiz de Pinheiros está de PARABÉNS. eu tenho lido algumas notas no jornal e estou adorando ver a postura firme deste magistrado, para quem,a insistência da autora em querer ver decretado sigilo está começando a se tornar inconveniente. Aliás, colocar o contrato em envelope lacrado????????? Qual o medo da publicidade deste contrato??
Este rolo, contrato, sei lá o que, com o filho do PResidente, tem que ser devidamente apurado e esclarecido. Está mais do que na hora de todos ficarem sabendo qual o grau ( ou ausência) de comprometimento deste contrato com o cargo de Presidente ocupado pelo Lula.
Tem que ser transparente mesmo!!!! Tem que ter publicidade mesmo!!!
Concordo!! Cadê a oposição???????????
Tirando o ACM, não tem mais ninguém???? Alôooooo????? Oposição????????
Diogo,
Infelizmente esse país não tem jeito. Eu não acredito mais na justiça, na honra e na ética. Basta ver a reeleição do Sr. Lula.
E a oposição???????????
Todos carneiros...
Esse sacripanta travestido de Lacerda medíocre foi condenado em processo movido pelo Mino Carta por injúria. Vai ser condenado novamente, pois suas armas são a calúnia, a difamação e a injúria. Surpreende que entre pessoas ditas instruídas e informadas, haja quem o defenda. Mainardi se especializou num tipo de jornalismo que fez sucesso nos anos 60: denuncismo irresponsável dos que rondavam os quartéis, hoje rondam o judiciário.
À vezes me pergunto se Mainardi não beira a irresponsabilidade. Outras, imagino, quais são suas fontes para tanta informação. Noutro giro, me pergunto: à quem interessa tudo isto?
De fato, é um personagem emblemático.
Diante de uma imprensa clientelista, em quem acreditar?
E.T. junta-se ao mainardi (assim mesmo, pequenininho), o fascistinha incompetente do tio(sic) reinaldo azevedo. É a turminha que não quer entender o recado avassalador das urnas de um mês atrás.
29/11/2006 14:54
É esse o jornalismo que merecemos?
Continua a novela da Gamecorp. A Folha, seguindo sua cartilha, foi repercutir sua história com a oposição, que se diz escandalizada, fala em promiscuidade, diz que em nenhum país do mundo isso aconteceria, que são muitas denúncias, que é dinheiro público direto para a empresa do filho do presidente. Como vemos, a novela -- e os métodos para construir a ficção, capítulo por capítulo -- continuam.
Na verdade é simples: se isso é transferência de dinheiro para a Bandeirantes, é tambem para todos jornais e revistas que recebem verbas de publicidade do governo e das empresas estatais. E que armam escândalos toda vez que se fala em critérios para destinar essa verba, porque ela tem uma participação importante na receita de qualquer órgão de imprensa. A que ponto chegamos. Na Folha (para assinantes), o título da matéria é "Lula se recusa a falar sobre publicidade a TV de seu filho". A matéria também está na Folha Online. Ou seja, o filho de Lula agora tem, porque a Folha interpreta assim, uma TV. Esse é o jornalismo que merecemos.
enviada por Zé Dirceu
E seria por acaso essa a política que merecemos?
Um bando de sanguessugas, mensaleiros, etc...
Governo corrupto.
Viva Mainardi! Viva a Veja.
Não entro no mérito da ação,pois nunca li nada que esse jornalista tenha escrito.
Gostaria que me explicassem:
a Telemar é concessionária de Serviço Público,recebe polpudíssimos(como todas as companhias ),aumentos do Governo federal(justiça seja feito: depois que privatizou:desprivatiza Lula,por favor! o povo ficou mais pobre e as companhias estrangeiras ou não mais rica.);
a Telemar tem participação do BNDES(para quem não sabe banco que tem o dinheiro do contribuite!);
a telemar tem participação em fundos de pensão!!!!
O Governo federal,segundo reportagem da Folha,aumentou a participação em quase cem por cento na publicidade oficial da Band...
o canal 21 é da Band,embora com concessão ao lulinha,
a telemar é sócia do lulinha
Logo: alguma coisa está atentando contra o princípio da moralidade...esculpido na Constituição nacional.
Pergunto aos doutos colegas: já pensou se o FHC fosse o presidente da República e o Lulinha fosse seu filho?
alguém estaria defendendo-o?
O PT estaria esbravejando,pedindo impeachmam...
ainda bem que o PSDB/PFL fazem oposição "laiti" só penso nessa situação,friso-me,se o pt não estivesse na presidância da República!
Por muito menos atiraram pedradas na Lu Alkmim por receber 4,40,400 ou 4000 (sei lá!)vestidos de um costureiro PRIVADO,DESCONHECIDO(OU QUASE),QUE NÃO RECEBEu NEM UM TOSTÃO DIRETA OU INDIRETAMENTE DO PODER PÚBLICO...Ah se isso que ocorre com o lulinha tivesse ocorrido com a Lu ou com o filho do FHC:seriam apedrejado em praça pública sem direito à defesa...
Acho o seguinte: o princípio da moralidade está na Constituição para ser aplicado!
Bem, cabe ao Ministério Público da Federal apurar esse fato.
Caso seja verdade, que se cumpra a Constituição Federal.
Mais, não faça como o CNJ, que alguns membros do Judiciário ganham acima do teto e não determina nada.
OLHA AÍ GENTE O CORPORATIVISMO.
ELE ESTA COMO PRAGA NOS TRÊS PODERES.
S. M. J.
Veja e Mainardi chegaram no limite.
Ao ápice da irresponsabilidade ou da coragem.
Conforme fique demonstrado que são bandidos ou heróis.
Parabéns Mainardi! Minha solidariedade quanto ao caso Mino Carta, um verdadeiro estúpido ao tecer comentários sobre uma criança inocente.
A verdade afeta muita gente. Cadê a liberdade de expressão? Mais uma tentativa, como tantas outras, de reustarar a censura.
Está aí mais uma do PT. Eta Partido da Tramóia. É tanta confusão, que tem gente que acha que a coisa está sendo armada para prejudicar o tal do Lula e do Lulinha.
E ainda tem gente com coragem de defender a bandalheira e a roubalheira que se instalou no Poder Público. Por que será, que sempre, nestes tipos de contrato, tem alguma coisa estranha, que não pode ser apresentado. Se a Band não tem nada a esconder, que mostre o contrato, que explique melhor esta união com o filho do apedeuta. Ou será que tem boi na linha. Acho que a coisa vai feder, pois este contrato tem algum coelho escondido. Com a palavra os ingênuos que acreditam que não existe dinheiro sujo nestes contratos publicitários. Os fatos estão aì. Cai um avião, a culpa é dos pilotos americanos. Morre uma pessoa na fila dos hospitais falidos, a culpa é dos médicos. A criminalidade é grande, a culpa é do Policial. Mas para publicidade nunca falta dinheiro, para outros serviços de utilidade pública pode faltar dinheiro, que nada acontece. E ainda tem um bando de idiotas, que acham que a culpa é de quem fala mal deste pelego.
antes de tudo, minhas congratulações e apoio ao senhor mainardi.
mais uma vez o presidente não sabe ou saberá de nada.
alguém pode explicar o sucesso do filho do lula?
como ele está sendo tão bem sucedido nos negócios?
Primeiramente, outra vez destaco que comentários sem a devida identificação do autor deveriam ser contidos pela CONJUR, lembrando a maxima constitucional da "liberdade de expressão, porém, vedado o anonimato".
Quanto ao tema em si - DIOGO MAINARDI -, a verdade é que jornalista realmente incomoda muita gente, o seu trabalho (jornalístico; Não é redundância não! mas tão somente para destacar que tem compromisso com a sociedade e com a verdade) tem afetado muitos pelegos politizados pela ocasião, como no caso do Lulinha, outrora serviçal do zoológico municipal e - agora - empresário de sucesso, curiosamente em um espaço de tempo tão curto que somente "prêmio de loteria" poderia justificar uma mudança de status relâmpago como no caso em questão.
Curioso ainda é que a Rede Bandeirantes, - que prima pela liberdade de imprensa -, queira repelir a notícia da Veja apenas porque se sentiu afetada pelos comentários (bom saber que suas palavras poderão ser usadas em processos judiciais onde se discute a responsabilidade na divulgação da matéria).
De qualquer forma, merece parabéns o Mainardi pela coragem da palavra e pela vontade de ver uma sociedade mais justa e fraterna, o que só será possível se conseguirmos banir do meio político a corrupção e o apadrinhamento que se é visto a olho nú no atual Governo.
Há... Quanto ao MINO CARTA, não se esqueça da "lei da causa e efeito", pois, aqui se faz e aqui se paga, se achou justo atacar o filho para atingir pai, por certo que em sua trajetória de vida não aprendeu a dar valor à palavra família, talvez até mesmo careça de um carinho (ou boas palmadas) de um pai.
Mainardi dê um abraço em seu filho por mim e desculpe o MINO CARTA,muitas pessoas se esqueçem que tudo aqui é passageiro e que a verdade é luz solar que sempre aparece após a noite, - de escuridão ou lua cheia, mas aparece!...
Quá, quá, quá!
Mais uma vez as "meninas" ficaram furiosas! Quase rebentaram as calcinhas.
O PeTralha caloteiro e o PeTralha professor, ao invés de provarem a todo mundo que o objeto do seu afeto quase erótico, o presidente reeleito excomungado e o seu fillinho, são honestíssimos e que as noticias e FATOS denunciados por Diogo Mainardi são falsos, simplesmente se põem a ridicularizar a pessoa do denunciante e de todos aqueles que divulgam e comentam as denúncias...
PeTralhas perfeitos, na sua mistificação, no seu autoritarismo totalitário mal-disfarçado, na sua falta de caráter e de ética. Paradigmas perfeitos mesmo.
Agora, o professor responder ao DESAFIO PÚBLICO que lhe fiz, no sentido de confirmar e justificar as mentiras assacadas contra a Igreja e, justificar a opção deliberada pela descriminalização total do ABORTO no País do Excomungado e do seu partido, néca, né "fessô"?
Prefere a desonra de ser fujão e "borra-cuecas".
A band já está na UTI há tempo... Playtv( Quem??) 'incomodar' a MTV? É brincadeira de autista. Acho que deveriam ser analisadas todas as participações - isso sim! - da band no segmento de comunicação. Playtv e TV Cidade pra começar. A utilizaçao de verbas de publicidade nas diversas mídias tem e deve ser investigada a fundo... por algum organismo internacional. Diogo Mainardi é um dos poucos jornalistas que mostram o lado obscuro e vergonhoso de um governo pouco íntimo da ética, da moral e do respeito ao povo brasileiro. Vai ganhar todas, Mainardi. Se precisar de ajuda, me procura!!
Sabem que até achei bom o fato da Band ter requerido instauração de IP?
O que vai ocorrer: o inquérito será instaurado, claro. Após, se houver denúncia e com a possibilidade da ampla defesa, a Band vai ficar desmoralizada porque os escritos do Mainardi vão ficar provados. Se não houver denúncia - o que é uma boa possibilidade - a Band também vai fica desmoralizada, pois nem o MP vai entender que houve crime nas afirmações do jornalista.
Parabéns, Mainardi! Toque o barco, firme e forte!
A propósito da "polêmica", veja-se o post abaixo, reproduzido, uma vez mais, do blog do REINALDO AZEVEDO, para que possamos ficar bem atentos:
"IMPRENSA, SILÊNCIO DAS OPOSIÇÕES E NIEMÖLLER
Como se viu, o ataque à mídia partiu, desta feita, de Tarso Genro, ministro das Relações Institucionais. Ele pretende ser a face civilizada do governo. Trata-se de uma escalada, que não reconhece como limites a intimidação ou mesmo o financiamento descarado de esbirros de um projeto autoritário. Vocês não precisam acreditar em mim ou em outros que pensam mais ou menos o que penso. Acreditem em Eugênio Bucci, presidente da Radiobras. E ele quem denuncia a pressão para que a empresa passe a ser mera correia de transmissão do governo e do partido. Não sei por que não se demite em caráter irrevogável.
Assim como o PT não se conforma com uma empresa de informação estatal, pública, mas não partidária, também não aceita que a mídia, gerida por empresas privadas, não lhe faça as vontades. Os procedimentos vigentes no jornalismo durante o governo Lula, nos seus aspectos virtuosos, não se distinguem daqueles adotados durante o governo FHC. O que há de novo — aí, sim — é a existência de veículos regiamente pagos para fazer as vontades do poder, para vocalizar os seus interesses, a sua visão de mundo. Lula inventou a imprensa do protesto a favor. Sempre a favor do governo.
A impressão de que pode haver mais dureza decorre do fato de que nunca se assistiu a tamanha escalada de escândalos. O 'apparatchik' petista — na academia, na imprensa, nas ONGs — costuma dizer que isso é mentira. Conversa mole: o PT sempre buscou confundir, durante os oito anos do governo FHC, divergência ideológica com ilegalidade. Especializou-se, quando na oposição, em fazer denúncias vazias. E não aceita que o jornalismo revele as suas falcatruas. Em que consistiria o oposicionismo da mídia? Na denúncia do caso Waldomiro Diniz, do mensalão, da cartilha fantasma, dos sanguessugas, da República de Ribeirão Preto, do aparelhamento do Estado, do dossiê fajuto, da compra de uma imprensa áulica? É a isso que chamam 'golpismo', 'oposicionismo sistemático', 'preconceito'?
Mais constrangedor é constatar o silêncio das oposições até agora. Em vez de a escalada contra a imprensa livre merecer palavras de protesto, o que vemos são salamaleques dirigidos ao lulismo, como se estivéssemos mesmo diante de um pacificador. Reparem: não passa dia sem que uma autoridade do governo se dedique à tarefa de criminalizar a opinião dos que não rezam segundo a cartilha do 'petistamente correto'. Objetivamente, a quem favorece o silêncio?
Há um textinho famoso sobre o nazismo, que merece ser lembrado. Nove entre dez citadores o atribuem a um autor indevido: Maiakovski, Bertolt Brecht ou o brasileiro Eduardo Alves da Costa (que escreveu, com efeito, coisa bem parecida):
'Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.'
Seu autor é o teólogo protestante alemão Martin Niemöller (1892-1984). Ele teve uma trajetória curiosa. Chegou a flertar com o nazismo nos primeiros tempos. Quando, vamos dizer, já havia ficado claro quem era Hitler e o que queria, ainda ambicionou incutir-lhe um tanto de sensatez. Até que percebeu do que se tratava e migrou para a oposição aberta. Foi processado em 1938 e enviado para o campo de concentração de Dachau, onde permaneceu até o fim da guerra. Correto estava o Niemöller do texto acima, não o que sonhou com as mãos estendidas para o ditador facinoroso.
Certos setores da oposição estão fazendo de conta que a escalada petista contra a imprensa é notícia de uma guerra particular. NÃO É, NÃO. TRATA-SE DE MAIS UMA BATALHA DO PT CONTRA AS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS [grifo meu]; trata-se de mais uma iniciativa para fazer com que o autoritarismo brote no seio da própria democracia, como já está se tornando comum no continente.
Os oposicionistas deveriam levar em conta a história de Niemöller. Enquanto ainda há quem se arrisque a reclamar..."
O homem está certo, ou não?!
Ataques levianos a contratos em segredo de justiça?
Ai tem muita lama...vamos acompanhar o desenrolar.
Ótimo momento para quebra de sigilo e obtenção de provas documentais do negócio.
Será inveja da Veja?
Em primeiro lugar, para que não paire nenhuma dúvida quanto à isenção de meu comentário, aviso aos navegantes que NÃO SOU PETISTA.
Para ilustrar o alegado pela BAND, vou dar o seguinte exemplo, bem didático, para que todos compreendam o que está ocorrendo entre a BAND e o LULINHA:
Lulinha é um empregado da Rede Globo. A prestar serviços de propaganda institucional do governo, recebendo, eveidentemente, a remuneração contratada. No final do mês a Rede Globo para seus empregados com o dinheiro que recebeu do governo. PERGUNTA: o que há de errado nisto? O dinheiro que o Lulinha recebeu era da Rede Globo.
O exemplo acima, pode ser aplicado ao caso BAND/LULINHA, senão vejamos:
A MARISSE tem contas do governo, que distribui a todos os órgãos de comunicação a propaganda institucional do governo, inclusive à BAND, que é proprietária da PlayTV. A publicidade distribuída à BAND, também é veiculada pela PlayTV (Rede 21). A Rede 21 (Play TV), do grupo Band, tem contrato com a Gamecorp, da qual Lulinha é um dos acionistas. A PlayTV leva ao ar o conteúdo da programação produzida pela Gamecorp, tendo como pagamento 50% da verda publicitária (pública e particular) levada ao ar pela PlayTV, que exibe programação produzida pela Gamecorp.
O que há de errado em tudo isto?
TROCANDO EM MIÚDO: A Matisse recebe a conta do governo, que paga a BAND pela publicidade, que, por sua vez, paga à Gamecorp pela produção do conteúdo da programação da PlayTV.
Esta é a situação, mas nem o Reinaldo Azevedo, nem o Diogo Mainardi, nem o Grupo Abril querem entender o mecanismo, com o fito exclusivo de bater pesado no Lulinha para atingir Lula, seu governo e o próprio PT.
Isto é jornalismo sério e ético? Por isto, a BAND está mais do que certa em processar o Maynardi.
Pode ser imoral, mas não é ilegal. Seja o que Deus quiser, minha gente!!!
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