Defensores públicos de Minas Gerais estão em greve

Os defensores públicos de Minas Gerais paralisaram as suas atividades por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em uma assembléia feita na sexta-feira (9/2). Segundo a Associação dos Defensores, a greve foi aprovada por falta de resposta do Governo às reivindicações da categoria.

Os defensores exigem melhorias nos salários e condições de trabalho, além da fixação dos seus subsídios, que estariam sendo discriminados em relação ao Ministério Público e ao Judiciário. A paralisação pode deixar 150 comarcas do estado mineiro sem defensores.

O presidente da Comissão da Advocacia Pública da Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais, Glauco David de Oliveira Sousa, informou que a entidade apóia essas reivindicações e se solidariza com os defensores públicos. Segundo Glauco, a expectativa dos defensores é que seja estabelecida negociação com o governo do estado, intermediada pelo Legislativo.

MPE disse:
11 de fevereiro de 2007 às 17:36

Estou de acordo integralmente com os Defesores Públicos de meu estado, pois são de suma importância, mas totalmente desvalorizados. Recebem, de inicial, 2.500,00, com expressa proibição de advogar ( oque está certo). Aliás, os Delegados de Políca deveriam iniciar uma greve também, pois os seus salários são idênticos aos dos defensores públicos. Justiça sem eles é falácia.

jorgecarrero disse:
13 de fevereiro de 2007 às 10:38

Se fazem concurso público para a defensoria já sabendo das condições de remuneração, por que a greve? Queria entender o por quê.

Contabilista disse:
03 de março de 2007 às 11:36

Estou totalmente de acordo com a greve. Minas Gerais tem o 2° pior salario do Brasil, perdendo somente para a Paraiba. QUANTO A FAZER UM CONCURSO SABENDO QUE A REMUNERAÇÃO É BAIXA. Defendo àqueles que, por vocação estão na carreira e tambem aos que já são Defensores Públicos muito antes do advindo do Ministerio Publico com a Constituição de 1988. Existem aposentados na carreira que tiveram a mesma formação. Gostaria de esclarecer que muitos jovens usam a Defensoria como um trampolim para o Ministerio Publico e quem realmente fica é porque gosta e porque realmente se identifica com a carreira. Nada mais justo ele reinvidicaram um salario equiparado entre os que "acusam" e os que " defendem" o cidadão.

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