Estamos às portas de mais um Exame de Ordem e como de costume, novamente é trazida à baila a questão da aprovação no exame, ou melhor, da reprovação no exame.
Na base das discussões temos o tripé instituições de ensino jurídico, alunos e a própria OAB, sendo que para as instituições seu conteúdo prepara os alunos para carreiras jurídicas, no entanto, a OAB exige dos examinandos, recém-formados, conhecimento prático de um profissional já habilitado e com experiência de anos de profissão.
Para a OAB as faculdades não estão desempenhando seu papel a contento, pois o mínimo que se espera de um bacharel é que esteja apto a responder questões básicas contidas no conteúdo requerido no Exame de Ordem.
No mesmo sentido de busca de um culpado para os altos índices de reprovação (84% no último exame), estão os alunos os quais acreditam que as instituições não oferecem o mínimo de conhecimento para que possam ser aprovados e a OAB exige que, mesmo recém-formados, respondam à questões que demandam um conhecimento adquirido em anos de profissão.
Em que pese o ensino jurídico das faculdades de Direito ser voltado à formação de bacharéis e não advogados, sabemos que o bacharel em Direito, apesar de ter um imenso leque de oportunidades quando da conclusão do curso, também padece do estigma de ser formado e não ter uma profissão, necessitando sempre de ingresso em uma carreira após sua formatura, as quais invariavelmente dependem de critérios rígidos para a admissão.
Com base em tal realidade as instituições sérias, há tempos, dedicam parte de seu ensino à realidade do mercado, mormente a aprovação de seus alunos no Exame de Ordem, já que esse é o primeiro compromisso que o bacharel tem após sua formatura.
O trabalho das faculdades em tal sentido consiste em apresentar a seus alunos, dentro do programa de bacharelado, formatos em suas avaliações semelhantes ao que o bacharel irá encontrar no Exame de Ordem, ou seja, dentro do conteúdo programático parte das avaliações é promovida no mesmo sistema do Exame de Ordem, ora com questões objetivas ora com questões discursivas, o que facilita sobremaneira o primeiro contato que o aluno terá com o exame.
Nota-se que o aluno, sério, do curso de Direito, entenda-se, o aluno interessado em ir além de seu bacharelado, cada vez mais cedo procura estudar focado inicialmente à aprovação no Exame de Ordem, ainda que não tenha pretensões de efetivamente advogar, haja vista alguns concursos públicos exigirem comprovação de experiência na área da advocacia.
Não se apresenta gravoso mencionar que há poucos anos atrás os alunos do curso de Direito terminavam seus cursos e apenas após a formatura se preocupavam com seus futuros, já que a aprovação no Exame de Ordem era certa.
Hodiernamente, verifica-se uma preocupação com o Exame de Ordem que antigamente não existia, pois não tem o bacharel, inicialmente, a certeza que irá ser aprovado no Exame de Ordem, ainda que seja um excelente aluno, sendo, portanto uma conquista alcançar a almejada aprovação.
Até pouco tempo atrás ser reprovado no Exame de Ordem era motivo de pilhéria por parte dos amigos e repulsa por parte da família, já que a aprovação estava implícita com a conclusão do curso. Hoje, a aprovação é motivo de comemoração em todos os meios.
Para os atuais examinandos a OAB está muito mais criteriosa e no passado as provas eram fáceis, por tal razão a maioria era aprovada, sendo comentado inclusive que alguns advogados hoje não seriam aprovados nos atuais exames.
No entanto, os advogados mais antigos não comungam de tal opinião e para os mesmos os alunos de hoje não têm o mesmo preparo que eles, daí recordes de reprovação a cada exame.
Em meio a tal discussão está a Ordem dos Advogados do Brasil, a qual sustenta que a culpa pela reprovação está no ensino de má qualidade das faculdades e que seu exame apenas seleciona quem está apto ao exercício da advocacia.
Não podemos generalizar alunos e instituições ou mesmo acreditar que a OAB seja a única responsável pelo alto índice de reprovação, principalmente pelo fato de que as faculdades com lastro, com história e compromisso com o ensino jurídico não estão na triste estatística das reprovações recordes.
Outro ponto que merece destaque é a escolha pelo examinando da área que deverá responder questões na prova, tendo o examinando no Estado de São Paulo como opção as áreas de Direito do Trabalho, Direito Penal, Direito Tributário e Direito Civil.
É costume entre os acadêmicos a escolha da área pela aprovação ou pelo menor número de possibilidades de peças que uma área pode ofertar. No entanto, a escolha deve ser pautada na afinidade do aluno com a matéria, ou da possibilidade de se cotejar o cotidiano com as questões que por ventura possam ser objeto de questionamento, já que a OAB traz questões práticas, as quais dependem de um raciocínio jurídico do examinando.
Por oportuno, ainda cumpre ser salientado o papel do curso preparatório para Exame de Ordem, os quais cada vez mais recebem alunos recém-formados com o intuito da aprovação na OAB.
Nesse diapasão sempre é colocado em xeque o papel da faculdade e a necessidade do curso preparatório para ingresso nos quadros da OAB.
É importante que seja observado e distinguido em tal ponto o ensino de boa qualidade, de má qualidade e o interesse do aluno.
As faculdades que não oferecem para seus alunos um ensino de boa qualidade ao final irão lhes conferir um título de bacharel em Direito, o qual certamente não lhes valerá muito, daí entra o curso preparatório no qual o aluno buscará aquilo que não teve em sua instituição, ocasião em que levará, em alguns casos, o mesmo tempo de faculdade para ser aprovado na OAB.
Na contramão temos as faculdades respeitadas, que oferecem aos seus alunos ensino de qualidade, preparando-os para o mercado de trabalho, inclusive para a aprovação no Exame de Ordem.
Nesse momento surge uma questão. Qual a razão de não termos aprovação total dos alunos de tais instituições e qual a razão de tais alunos buscarem, mesmo após um excelente curso de graduação, cursos preparatórios para OAB?
A resposta está no fato de que a maior parte dos alunos de tais instituições está no último ano de faculdade voltada às provas de final de ano, festas, formaturas e sem tempo ou interesse em um estudo mais acurado, momento em que entra os cursos preparatórios para a OAB.
Assim, antes do ingresso em um curso de Direito, tendo em vista a quantidade de oferta no mercado, deve o estudante verificar qual seu objetivo com o diploma e escolher aquelas escolas que irão lhe permitir atingir tais objetivos, podendo ser concluído que na verdade não existe um culpado pelo alto índice de reprovação, tendo cada uma das partes já mencionadas seu papel em tal realidade, sendo a OAB por exigir dos examinandos, em certos casos, conhecimentos próprios de advogados experientes, algumas faculdades por não oferecerem ensino de qualidade e alguns alunos por não terem a dedicação necessária.

...ou o famoso "pacto de mediocridade" que engloba alunos, professores e as UNI's da vida (bota vida nisso)...
A culpa é da OAB que aplica um exame que tem como única finalidade reprovar em massa. A prova não tem critérios de correção, fazendo a alegria dos donos de cursinhos preparatórios. Conheço muita gente que estuda e que não consegue passar na prova por mero capricho da OAB. O estudante coloca o entendimento de um determinado autor e a OAB adota outro, e mesmo o examinando respondendo a questão de forma coerente acaba reprovado.
Uma questão a se pensar, se há correlação direta?
A segunda fase, a que mais reprova, do Exame da OAB é a redação de uma petição, de uma peça jurídica, ao que me informem.
O número de REs e RESPs que, diretamente ou via agravo, conseguem subir ao STF e STJ é de percentual menor que 5%, sendo cansativo se ler "agravo negado pela falta de prequestionamento".
A digníssima OAB e o CNJ e o Ministério da Educação e o Ministério da Justiça por acaso já se pensaram em se unir e verificar o funcionamento de cada escritório modelo de cada faculdade de direito? Quais casos realmente assumem, que qualidade de formação oferecem aos futuros bacharéis? Isto num país onde as Defensorias Públicas são uma piada, com respeito aos Defensores Públicos, mas não são eles e nem os parentes deles que têm de entrar na fila as 3h da madrugada para ser mal atendido por um estagiário, quando não ocorre assaltos nas filas. A Defensoria Pública da União, essa então vai acabar complicando o Brasil... Quem estagiou como estafeta de luxo, boy de Fórum, e não aprendeu técnica processual na prática nos escritórios modelos, pode ter carteira da OAB, mas e então, como fazer um recurso chegar ao STF e ao STJ? Os números estão aí. A correlação parece plausível. E o interesse em nada se fazer. A tal "solidão do advogado", quem sabe não quer ensinar?
NA VERDADE NÃO EXISTEM CULPADOS, O QUE REALMENTE EXISTE SÃO INTERESSADOS EM MANTER A RESERVA DE MERCADO (OAB)PARA QUE COM ISSO ELES MANTENHAM SEUS CURSINHOS FATURANDO, JEITINHO BRASILEIRO! AFINAL, QUEM FISCALIZA A OAB? AS FACULDADE OERECEM UM ESTUDO DE QUALIDADE SIM! O PROBLEMA É JUSTAMENTE O QUE CITEI: PURA ESPECULAÇÃO DE MERCADO. TODOS OS GRADUADOS DEVERIAM AJUIZAR UMA AÇÃO CONTRA A OAB. UMA ENTIDADE DE CLASSE NÃO PODERIA NEM DEVERIA REGULAMENTAR PROFISSÕES, ISSO É INCONSTITUCIONAL, SE O STF JULGAR AO CONTRÁRIO, INFELISMENTE ADEUS SONHOS.
Alguns comentários são o suficiente para se verificar o porquê de tanta reprovação. Uma pessoa que se diz estudante de direito e assina Nunes, termina sua crítica com um "infelismente, adeus sonhos". Ora, essa pessoa não podia ter passado num vestibular sério e nem mesmo no antigo exame de admissão.
Caro professor Valdir Garcia dos Santos Júnior, o senhor bem lembrou que os antigos advogados hoje vêm nos egressos dos cursos jurídicos profissionais sem base e etc., por essa razão não passam no exame... o que o colega esquece é que como professor deve observar que esse exame vem tendo seu nível de dificuldade manipulado ao ponto de não permitir que a nível nacional atinja o percentual de 30% de aprovação.
Isso concorre justamente para promover a reserva de mercado, e seus afetos. Como é que se pode conceder que uma instituição promova o certame corrija as provas de quem a ela vai se filiar, cadê a isenção, cadê à lisura... a bronca toda é que de fato o exame não afere nada e nem qualifica ninguém, pois, temos milhares de bacharéis filiados àquela ordem sem que para isso foram submetidos ao exame em tela.
O professor deve muito bem saber que as IES formam sim Advogados, pois, não é o exame que vai de uma hora para outra transformar um egresso em advogado ou não. Para se ter uma idéia, no ultimo exame que dizem unificado, ocorreram cerca de 22 questões passiveis de anulação, todas induzindo o examinando ao erro, procurando das mais variadas formas arrastar o resultado para a forma fatídica.
(continuação)
O exame era para ter seu conteúdo básico de um acadêmico de Direito, no entanto manipulam tanto que termina que a prova já vem com infinidades de erros... levando inclusive quem se preparou, ao engano.
O outro fato relevante que os senhores que defendem o certame é o de que se olharem com a visão nacional, voltada pra a nossa realidade constitucional, verão que o exame é na forma e na matéria, inconstitucional, pois fere diversos dispositivos da CF, bem como de outras normas tais como LDB e lei antitruste. Afronta descaradamente o principio da igualdade, quando somente os Bacharéis em Direito se submetem ao exame, e o pior, que o estatuto da ordem versa de que para exercer a advocacia o bacharel tem, dentre outros requisitos de passar no exame, no entanto sabemos que existem milhares de bachareis filiados e estabelecidos no mercado sem terem sidos avaliados no exame.
Esquece também o nobre professor que a norma que vai de fato e efetivamente dá o respaldo ao inciso XIII, art. 5º, CF/88 é a LDB, pois é nela que encontramos que o ENSINO QUALIFICA PARA O TRABALHO, e é na CF que encontramos que é privativo da União legislar sobre matéria de emprego e trabalho e pelo que sei não foi delegada a ninguém, mesmo por que não poderia.
(continuação2)
Não necessitamos ir muito longe nem fazermos conjecturas mirabolante para entendermos o direito Constitucional, é simples, quando a lei que rege a advocacia ainda não obrigava interesseiramente o exame, era perfeitamente cabível a inscrição do natural Advogado, pois, sabemos que é uma norma de eficácia contida, e até antes da edição dessa lei, a filiação ocorria normalmente, agora temos uma norma toda viciada impondo muito mais restrição do que a norma mãe, e teremos, se quisermos apelarmos para o legislativo, que também não vejo como necessário, visto que temos a LDB, mais nova , especifica e que inteligentemente derroga tacitamente aquele dispositivo vedante, no que concerne à filiação.
Depois das críticas do Nunes e seu"infelismente", vem um Bonasser com erros grosseiros de concordância e acentuação. Assim, começo a achar que os críticos do exame de ordem precisam estudar um pouco mais.
Essa 'coisa' tôda está tomando grandes proporções, hein! Afinal de contas é ou não constitucional(?)Quem prepara o dito exame, serão 'êles' profissionais com os quais passaram no tal exame com o mesmo gabarito(?) Houve mudanças, pois li em matérias aqui mesmo no conjur que há algumas 'pegadinhas' ou trata-se de mera especulação(?)
- Fica difícil até mesmo para nós meros profissionais e simples mortais conviver com essa parafernália que se tornou a 'discussão exame da oab'. Alguém precisa 'acabar' com isso, por favor!
Perguntei a um amigo advogado americano cadastrado no BAR (em dois estados) de Nova Yorque e da Flórida, me afirmou categóricamente que não há este tipo de EXAME com pegadinhas tampouco que se equipara a um concurso.
"Penso com meus botões será que deve ser porisso que as Leis naquele país não são cumpridas"(...?!)ou decerto o advogado americano não deve ser bom o bastante, não é! Nada contra, nada a favor, mais algo (MEDIDA IMPARCIAL) deve ser feito e rápido.
Boa sorte a todos os envolvidos..
Pobre Brasil, caso não exista exames por aqui...
Um verdadeiro reino da ignorância com ampla propenção a mediocridade, onde até mesmo Juízes são capazes dos entendimentos mais "exóticos", imaginem um exercito de imbecís abarrotanto, a tão "desempedida" jurisdição?
O problema é a falta de estrutura no pensamento jurídico, e não se passa-se 2,3,5,8 ou 12 horas estudando. O que mais vejo são os despreparados propondo absurdos, sem harmonia com o conjunto do Direito posto. O despreparado lê um dispositivo, e o desconsidera em relação a todo o resto... é que vêmos por aqui.
Senhores! Guardem a constitucionalidade para o que realmente tem importância.
Se querem ser Advogados, pensem se é isso mesmo que querem, podemos estar perdendo grandes Veterinários, Quimicos, Jogadores de futebol, etc.
É uma grande "reserva de mercado", porém necessária, devido às brilhantes considerações do Claudio Villas.
Passei em um exame da OAB, e milito apenas em duas áreas, por enquanto. Ocorre que não sei se passo noutro exame, devido às pegadinhas ridículas feitas exclusivamente para empuxar os examinandos.
É um exame que não examina nada, porém necessário. Mas por outro lado, ele poderia ser elaborado seriamente, como, p.ex., com texto de lei na primeira fase, uma peça "comum" na segunda fase, e uma entrevista na terceira (sem platéia de advogados colocando olho gordo), sendo que nesta última exigir-se-ia apenas o Estatuto, Regulamento Geral e Código de Ética, que a minoria domina. E por sinal, tem gente esquecendo de aplicá-los aqui, no Conjur, pois corrigir o português de um colega, num espaço aberto, é no mínimo tratá-lo com desrespeito, algo que nos é vedado.
Por final, espero mesmo que um dia os cursos de Direito ensinem a contento, que a OAB avalie sem parcialidade, e, máxime, que os insignes bacharéis estudem, estudem, algo que parece cada dia mais difícil de se ver.
Não sou contra a reprovação, desde que a avaliação seja correta, sem armadilhas, dando chance para o reprovado descobrir seus erros e melhorar, algo que a cada dia fica mais difícil.
Alguém está sempre enchendo a burra de dinheiro.É elitismo demasiado.O mesmo ocorreu com a criação dos cursinhos preparatórios para vestibular nas décadas passadas.Tem se que gastar muito obrigatoriamente. Não é mais a inteligência, a capacidade e virtudes pessoais que fazem os bons profissionais. Veja-se os reflexos na prática cotidiana. Tudo é teoria, pouca prática... A sociedade é quem mais perde, não tem jeito!
Quem fica feliz com tudo isso é a própria Oab, o valor da taxa de inscrição da prova da ordem é um absurdo, será que existe mesmo o interesse por parte da Oab de fazer uma prova séria ou arrecadar com as taxas de inscrição dos bachareis que necessitam da carteira para poderem trabalhar e advogar????
Queremos transparência por parte da OAB, quem fiscaliza a falta de critério nas provas, correções incorretas, recursos não analizados pela banca nas questões das provas da Oab???
VIVA A MÁFIA DOS CURSINHOS PREPARATÓRIOS DA OAB E AS ALTAS TAXAS PAGAS PELOS CANDIDATOS A OAB... ISSO É BRASIL... UM ABSURDO...
Ninguém quer concorrência.
Isso é evidente.
A OAB, defensora de muitas boas causas (fim da ditadura militar, direitos humanos, movimento contra a corrupção), poderia defender mais uma: deixar os melhores do mercado mostrarem o seu valor.
Quem for bom, fica no mercado.
A OAB está perdendo credibiidade todos os dias com essa mania de reserva de mercado.
Só uma questão: quem dá aulas de Direito nessas escolas de última categoria não são advogados que passaram no teste da OAB?
Ou as escolas trazem professores que passaram no teste da OAB de Marte?
Será que a OAB também não tem culpa na formação desses péssimos operadores do Direito?
Uma boa questão para a OAB responder.
A OAB só conquistará o que perdeu quando deixar de ser Sindicato disfarçado. E lembre que nenhuma Sindicalizado pode ser obrigado a sindicalizar-se. Na OAB e Conselhos a filiação é obrigatória.
Longos anos para a gloriosa OAB e deixem os piores morrerem no mercado.
Os melhores sempre terão a sua vez.
Na verdade, embora a exigência da aprovação no Exame da OAB, para advogar , seja legal e até constitucional, isto não quer dizer que seja pacífico e definitivo, já que contraria DIREITOS constitucionais, fundamentais e da maior relevância , que se discutidos, seriamente, a nível da Côrte Constitucional, ANULARIAM a legalidade e, até, a constitucionalidade da obrigatoriedade do Exame da OAB , para poder exercer a sua profissão !!!
Essa estória , que o bacharel só pode advogar, se provar à OAB que tem conhecimento pleno ,( hipocritamente, a bem da sociedade ) anula as instituições de ensino, anula o diploma do bacharel e coloca a OAB num "status" Supra-Constitucional e Ditatorial, de determinar QUEM PODE TRABALHAR !!!
Ainda mais, que quem criou a OAB e , a maioria, que a dirige, NUNCA se submeteu ao Exame da Ordem e, com certeza, a maioria, NÃO PASSARIA !!!
Sem tirar ou elevar o mérito de quem quer que seja,
Espero que os que trabalham na "roça" e os "catadores de lixo" , autônomos , não tenham que se submeter a uma "Côrte Profissional" para poderem trabalhar e sustentar a sua família !!!
Beirando o utópico, se todos estudarem até cair, a situação não irá mudar.
Curioso não?
Sr. Anselmo,
Discordo, respeitosamente, de sua opinião. Se os piores fossem deixados a "morrer no mercado", danos irreparáveis seriam impingidos ao patrimônio, à honra (em última análise, à própria vida) de milhares de pessoas enquanto aqueles maus profissionais "agonizam".
Os ofícios dos trabalhadores rurais e os catadores de lixo (profissões digníssimas, embora não especializadas) não representam perigo semelhante àqueles dos médicos, dentistas, advogados. Comparemos, então, coisas comparáveis: alguém em sã consciência submeter-se-ia, por exemplo, a uma cirurgia neurológica a ser levada a termo por um mau neurocirurgião, graduado em uma má universidade, ambos prestes a "morrer no mercado"?
Por fim: haja vista a qualidade de sua redação, é óbvio que o Sr. está mais do que qualificado a ter sucesso no exame da OAB (se é que já não teve). Sua luta é, portanto, ideológico (no bom sentido) e não oportunista. Aceite meus parabéns.
Sr. Grillo,
A taxa de inscrição para o exame da OAB-SP é R$ 180,00. O valor da anuidade é R$ 650,00. A média de reprovação não fica muito longe dos 90%. O número de inscritos para o exame nº 134 foi próximo a 25.000 bacharéis. A OAB-SP promove 3 exames por ano.
Vejamos:
1) 90% de 25.000 = 22.500 reprovados
2) 22.500 X R$ 650,00 = R$ 14.625.000,00 (receita "perdida" pela OAB-SP)
3) 22.500 X R$ 180,00 X 3 = R$ 12.150.000,00 (receita "embolsada" pela OAB-SP caso todos os reprovados façam todos os 3 exames anuais)
4) R$ 14.625.000 - R$ 12.150.000,00 = R$ 2.475.000,00
Em outras palavras: R$ 180,00 X 3 = R$ 540,00 (< R$ 650,00)
Conclusões:
1) Um bacharel reprovado, que deixa de contribuir com a anuidade da Ordem dá "prejuízo" de R$ 110,00 anuais (caso faça os 3 exames).
2) Quanto mais reprovados, maior o "prejuízo".
Logo, não é financeiramente interessante à OAB que a taxa de reprovação seja tão alta.
É minha opinião, com todo o respeito às suas palavras.
SR.REINALDO,
MERCANTILISTAS NÃO SÃO AS FACULDADES...
MERCANTILISTAS SÃO OS CURSINHOS PARA EXAME DA ORDEM....
OU SEJA.... OS MAIORES INTERESSADOS EM MANTER O EXAME DA ORDEM SÃO OS CURSINHOS QUE FAZEM FORTUNAS ENSINANDO AS BESTEIRAS QUE MUITAS VEZES COBRAM NO EXAME DA ORDEM...
SOU 100% FAVORÁVEL A UM EXAME DE ORDEM, PORÉM MUITO DIFERENTE DO ATUAL... QUE MUITAS VEZES MANTÉM QUESTÕES ERRADAS COMO SE FOSSEM CERTAS... E RARAMENTE DÃO PROVIMENTO AOS RECURSOS...
OU SEJA, NO DIA QUE O EXAME FOR BEM ELABORADO, VERSAR SOBRE QUESTÕES REALMENTE IMPORTANTES PARA A PRÁTICA DA ADVOCACIA, NÃO MANTIVER NO GABARITO RESPOSTAS ERRADAS APENAS PARA NÃO ACEITAR OS RECURSOS E AUMENTAR ASSIM O NÚMERO DE REPROVADOS QUE NOVAMENTE PAGARÃO SUAS TAXAS E CURSINHOS...
DAÍ SIM A COISA VAI MUDAR...
POR ENQUANTO TEM MUITO DONO E SÓCIO DE CURSINHO FAZENDO FORTUNA... E A CADA REPROVAÇÃO É A GARANTIA DE QUE MAIS UMA TAXA DE INSCRIÇÃO SERÁ PAGA.
É INTERESSANTE SIM, PARA A OAB ESSE EXAME DE ORDEM, TENDO EM VISTA UMA CLARA INTENÇAO DE RESERVA DE MERCADO.
ABRAÇOS.
Luiz (Advogado Sócio de Escritório
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Prezado Luiz, ainda bem que enquanto a grande maioria dos que aqui estão para discutir o tema, em paralelo temos pessoas cultas como vossa senhoria para nos brindar com o corretor ortográfico, e online; fico encantado com sua manifestação de cuidado e agradeço ao site a oportunidade de assim conhecê-lo.
De fato erramos e na medida do possível procuramos acertar, o ruim seria errar e criticar os que por ventura cometem incidentes lingüísticos, por essas bandas, certo?
O mais importante é o senhor entender o tema e acredito que se me corrigiu, o uso incorreto de alguns pontos do vernáculo é por que de fato temos razão quanto ao cerne do tema e isso o devem deixar irritado, contudo caro amigo sempre procure nos assessorar com as correções... que dentro em breve estaremos lado a lado nos corredores dos fóruns da vida... Obrigado e continue assim, é salutar.
Abraços
Prezados amigos,
repiso a minha opinião. Ocorre que por uma única vez estudei 5 horas seguidas por dia, e passei nesse lixo de prova. Lógico que não me senti examinado em nada, mas passei.
A grande verdade é que muitos bacharéis e até mesmo estudantes de Direito lutam contra o estudo, e não a prova em si. Ainda não entenderam que para ser um bom operador do Direito, precisa ler, estudar, estar atento a todos os acontecimentos, etc.
Tem gente que não gostava de ler nem gibi, e inventa de ser advogado. Isso é um absurdo!
Enquanto esses digníssimos senhores e senhoras não saírem do mundo da lua, achando que o Direito é curso meramente apostilado, como muitos outros, continuarão lutando contra o Exame da Ordem, que sempre irá existir, e ficará mais difícil a cada dia.
Um grande abraço a todos.
LISTA SÊXTUPLA, PERPLEXIDADE.
Quem não julga com seriedade seu próprio CABEDAL, não tem como colaborar com o SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Mais adiante, nós, mesmo vamos ter que pedir desculpas ao Ex- Presidente Fernando Collor de Mello, e dizer que não foi por gosto nosso, mais sim, pela vontade da OAB.
Ao que se diz Advogado Junior
Voçe lembra daquele livrinho pequeno:Constituição Federal-
Esse exame é inconstitucional!!!
Sr. Anselmo,
procure a Procuradoria Regional da República da sua região e reduza a termo uma reclamação contra o Exame da OAB e peça providências. Creio que apenas eles podem tentar lhe ajudar e aos milhares que não passam nessa prova e querem eliminá-la.
Digo milhares, para não dizer milhões, tendo em vista que são dois milhões de bacharéis que não passam nessa prova, mas nem todos querem eliminá-la, sendo que a maioria buscar ultrapassar esse óbice estudando.
Quanto à CF, olha, não leia tanto ela, pois é apenas 10% da prova. Leia um pouquinho Penal, Tributário, etc., e depois que vossa senhoria passar nessa prova, aí sim se deleite no constitucionalismo, que é fantástico.
Não é nada pessoal, apenas acho mais inteligente estudar, do que reclamar e ficar à margem. Sei que não é o seu caso, mas digo à margem, pois tem muito bacharel por aí que advoga achando que é competente para tanto, e isso sim é ilegal e inconstitucional, pois não são advogados.
Estude primeiro, e depois lute contra o fim da prova. Apesar de que eu suponho que depois que o senhor passar, vai mesmo é querer que ela piore a cada dia, algo que não comungo, pois não temo a concorrência.
Boa sorte para o senhor na próxima prova, de coração, pois percebo que tens senso crítico e vivência, e isso é muito bom.
Fábio Júnior
SR. REINALDO DEL DOTORE,
RESPEITO SEUS CÁLCULOS APESAR DE ENTENDER QUE O SR ESQUECEU DE INCLUIR PONTOS IMPORTÂNTES EM SUA ANÁLISE MATEMÁTICA .
1 – ESQUECEU OS INVESTIMENTOS DO BACHAREL,5 ANOS FACULDADE, MENSALID, ALIMENT, LIVROS, XEROX, TRANSP.
2 – FAMOSOS CURSINHOS 1ª E 2ª FASE, NA QUAL A PRÓPRIA OAB MANTÉM NOS QUADROS FUNCIONARIOS QUE “PREPARAM” ALUNOS PARA A PROVA, OU SEJA, POSSUEM INTERESSES...
3 – VINCULAÇÃO DE LIVROS NA 2ª FASE, NA QUAL A BANCA “EXIGE” QUE O SEU LIVRO SEJA O UTILIZADO NA PROVA, EDIÇÕES RECENTES E NÃO SENDO POSSIVEL XEROX, OU SEJA, LUCRO PARA O AUTOR DO LIVRO DA BANCA E FUNCIONÁRIO DA OAB.
4- DESGASTE EMOCIONAL DO CANDIDATO PELA FALTA DE RESPEITO DA OAB.
SR. REINALDO A PROVA DA OAB POSSUI SIM TAXA ALTA, NÃO SE TRATA DE CONCURSO PÚBLICO E SIM UMA PROVA PARA “VERIFICAR” SE O BACHAREL PODE SE TORNAR UM ADVOGADO E ENTRAR NO MERCADO DE TRABALHO.
QUANTO AO VALOR DA TAXA, QUE O SENHOR ACHA NORMAL, GOSTARIA DE SABER DO SR.:
1- COMO ESTUDANTE DE DIREITO E ÓTIMO MATEMÁTICO O SR. JÁ TEVE A CURIOSIDADE DE FAZER A PROVA DA OAB?
2- O CANDIDATO É SUBMETIDO A UM TESTE SIM, SALAS SEM CONFORTO, CARTEIRAS PESSIMAS...OU SUA PROVA FOI DIFERENTE? ISSO JUSTIFICA O VALOR?
2- QUESTÕES CONTROVERTIDAS NA 1ª FASE OBJETIVA, 2ª FASE PROVAS CORRIGIDAS ERRADAS E NEM CORRIGIDAS, RECURSOS NEM LIDOS.., O SR. JÁ PASSOU POR ISSO?
SR. REINALDO, O BACHAREL ALÉM DE PASSAR POR TODA FALTA DE RESPEITO POR PARTE DA OAB, AINDA TEM QUE SE ADAPTAR EM NÃO TER OPORTUNIDADE NO MERCADO DE TRABALHO, POIS PARA PODER EXERCER SUA PROFISSÃO DE ADVOGADO TEM QUE PASSAR POR TODA ESTE DESRESPEITO POR PARTE DA OAB PARA PODER TER SUA CARTEIRA DA OAB..
FIM DA FALTA DE RESPEITO DA OAB E DOS CURSINHOS PREPARATÓRIOS.
Sr. Grilo,
suas considerações são pertinentes. A prova é necessária, mas o método é péssimo e desrespeitoso com o examinando.
Att.,
Fábio
A afirmação - inconsistente - que o exame de ordem é inconstitucional, não somente se oferece teratológica, como muito mais, leviana e disparatada, em que demonstra-se total desapego com a própria CF. Por óbvio, é ponto incotroverso que a capacitação do profissional - em todas as áreas - é de extrema importância a todos, e mais ainda saudável. No mais, vamos estudar um pouco mais rapaziada, e fim de estéril polêmnica,; eis que, os insatisfeitos e rebeldes (aqueles mesmos que não obtiveram êxito nos exames em que se submeteram), têm que se compenetrar que o exame obrigatório da ordem veio para ficar em caráter definitivo. Portanto, mãos às obras didáticas e práticas...
Prezado Paulo,
apenas não concordo com o método da prova, mas sei da necessidade dela, para o bem da sociedade.
Também estou tentando falar com jeitinho para os meninos pararem um pouco de reclamar e estudar um pouco mais, mas eles não entendem.
Talvez um pouco menos de bebedeira aos finais de semana, enfim, tudo que se espera de quem quer ingressar numa profissão que exige muita leitura, seja o necessário.
Sei que essa prova tem armadilhas, mas nada que o estudo não transponha, algo que eles não compreendem.
Pois é, pessoal, vamos estudar, pois o país precisa de vocês. E os que não gostam tanto de livros, há profissões que não exigem tanto, mas a nossa, precisa ler.
Entenderam?
4b. Não entendi por que haveria “falta de respeito” por parte da OAB.
4c. Não, não fiz a prova, pois apenas ultrapassei o primeiro quinto do curso. Minha ignorância jurídica é quase tão ampla quanto minha ignorância geral.
4d) O desconforto das salas de prova também é irrelevante para que seja investigado se a alta taxa de reprovação é ou não lucrativa para a Ordem.
4e) Não, não passei por isso (vide item 4c). Se há, porém, esse tipo de arbitrariedade, os candidatos prejudicados deveriam tomar as providências cabíveis. Creio que deva haver protocolo dos recursos, logo, se eles não são” nem sequer lidos“, há outras instâncias a recorrer.
4f) O bacharel que tenha efetivamente se dedicado, ao longo da graduação, ao estudo do Direito e trabalhado para o aperfeiçoamento do trato com o vernáculo (providência extremamente relevante para o sucesso no exame e para a própria vida profissional, mas negligenciada por muitos), não deve encontrar problemas para ser aprovado.
Seus argumentos (importantíssimos para o debate) sugerem que a OAB dificultaria, de forma muitas vezes antiética, a aprovação, o que, conforme apontam os cálculos, não seria economicamente interessante para ela.
Por fim, agradeço ao Sr. por debater com este aprendiz, o que muito me honra.
Sr. Grillo,
Não sou ótimo matemático nem péssimo matemático, pois não sou matemático (nem teria capacidade para sê-lo, ainda que estudasse mil anos). Efetuei alguns cálculos muito simples, que estavam, portanto, ao meu alcance. Tentarei treplicar ponto a ponto.
1. O objetivo dos cálculos foi exclusivamente o de investigar se estaria correta a alegação de que seria lucrativo à OAB a alta taxa de reprovação. Para essa investigação, é mais do que claro que os parâmetros pertinentes são apenas aqueles que utilizei. Os investimentos necessários aos bacharéis ao longo da graduação, ainda que de importância inquestionável, são irrelevantes, economicamente, para a Ordem. (Um bacharel que investiu R$ 30.000,00 vai pagar R$ 180,00 na inscrição, e vai pagar R$ 650,00 a título de anuidade; um bacharel que investiu R$ 80.000,00 vai pagar R$ 180,00 na inscrição, e vai pagar R$ 650,00 a título de anuidade.)
2. e 3. Afirmações desse jaez (“possuem interesses”, “lucro para fulano e beltrano”) deveriam ser acompanhadas de provas – até para que possamos rever, eventualmente, nossas posições. Da forma como têm sido divulgadas, porém, parecem apenas especulação. (Não é ao Sr., especificamente, que eu credito essa especulação.)
4a. Em nenhum momento eu disse achar “normal” o valor da taxa do exame da OAB, até porque ainda não tenho opinião formada a esse respeito. Eu apenas citei o valor, e constatei que 3 taxas anuais resultam em valor menor do que o de uma anuidade.
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