Lacerda sumiu com grampos para proteger Lula, diz Veja

A revista Veja desta semana traz uma revelação que empobrece um pouco mais a folha corrida do ex-chefe da Abin e da PF, Paulo Lacerda. Os jornalistas Expedito Filho e Diego Escosteguy informam que Lacerda, para proteger o Planalto sumiu com grampos que incriminariam o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares. O material só reapareceu depois que o Ministério Público Federal fez uma “recomendação” para que o delegado devolvesse o material.

O procurador da República Gustavo Pessanha, que integra o grupo de Controle Externo da Atividade Policial, informou que o sumiço do material está sendo investigado. O delegado Paulo Lacerda, ex-dirigente da PF, foi afastado do comando da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) depois da revelação da revista Veja de que tanto a Polícia Federal quanto a Abin andaram agindo à margem de suas atribuições e com objetivos onde não se enxerga muito bem onde está o interesse público.

A conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) foi publicada, no começo de agosto, pela revista, que teria conseguido o material com um funcionário da própria Abin. As gravações teriam sido feitas depois de o ministro conceder liminar em Habeas Corpus para libertar o banqueiro Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha da Polícia Federal.

O primeiro aviso de que Gilmar Mendes estava sob monitoramento por ter concedido o HC partiu da vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargadora Suzana Camargo. O presidente do STF teria ligado para o TRF-3 a fim de saber se o juiz da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, Fausto de Sanctis, tinha, de fato, decretado nova prisão do banqueiro Daniel Dantas. Como a presidente do tribunal não estava, Mendes foi atendido por Suzana Camargo. Ela teria procurado o juiz De Sanctis para saber maiores detalhes do caso e se, realmente, havia novo decreto de prisão.

Na semana passada, a desembargadora prestou depoimento à Polícia Federal, que investiga os grampos ilegais no presidente do STF. Ela confirmou ter ouvido do juiz relatos sobre conversas reservadas e reuniões dentro do gabinete do presidente do STF.

Segundo o depoimento, Suzana ouviu o juiz dizer que soube, por meio dos informes, que Gilmar Mendes o chamara de “incompetente” em uma conversa reservada com assessores, logo depois de revogar o primeiro decreto de prisão do banqueiro. A desembargadora afirmou, ainda, que o juiz também descreveu um suposto jantar de assessores de Mendes com advogados de Daniel Dantas, em Brasília, e que havia “muita sujeira” nessas relações.

Suzana Camargo não afirmou, em nenhum momento, que De Sanctis falou sobre uso de meios ilegais de espionagem na produção dos informes que recebia, como escutas clandestinas em telefones ou no gabinete do ministro.

O juiz já negou à CPI dos Grampos que tenha relatado o que declara a desembargadora. Ele disse que não autorizou nenhum tipo de monitoramento do ministro Gilmar Mendes. “Sobre esse tema eu não vou falar”, afirmou à revista. A um amigo, o juiz contou que tem uma testemunha para provar que a conversa com a desembargadora não passou por esse tipo de assunto.

A desembargadora foi aconselhada pelos delegados que investigam o caso a não comentar o teor de seu depoimento. “Não posso falar sobre isso. Está protegido por segredo de Justiça”, afirmou. Os investigadores temem que o vazamento dos detalhes prejudique a produção de provas.

Robespierre disse:
20 de setembro de 2008 às 17:53

...Veja, última flor do fáscio!

A.G. Moreira disse:
20 de setembro de 2008 às 18:50

Que vergonha ! ! !
Como a "caterva" se agarra ao poder ! ! !

Na África do Sul, o atual presidente ( sucessor de Nelson Mandela ) foi convidado a renunciar e aceitou, sem ter cometido crime algum ! ! !

João G. dos Santos disse:
20 de setembro de 2008 às 19:15

Quer dizer, então, que o Lacerda fez isso? Bonito, hein!
Quer dizer, então, que o De Sanctis era informado sobre o teor das conversas ilegalmente interceptadas?
Quer dizer, então, que os outrora heróis não eram tão heróis assim?
Quanta sujeira!

olhovivo disse:
20 de setembro de 2008 às 19:26

Ah, agora entendi porque o Lula disse que Lacerda prestou relevantes serviços ao "país". Entendi...

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov disse:
20 de setembro de 2008 às 20:03

Homem enfrente a verdade!
Fizeram-te herói, mas a covardia e a mediocridade sempre te acompanharam.
Não se engane mais, com a sua expressão de indiferença, você sabe muito bem que o poder te fascina.
Não seja mais fantoche do poder.
Confesse os crimes que cometeu, sem o uso da tortura psicológica que aprendeu a usar com os seus suspeitos e os seus desafetos, chamando-a simplesmente de delação premiada.
Levante a cabeça e deixe de ser um repugnante verdugo social, ainda é tempo de transformar-se em um homem de verdade, mesmo que atrás das grades.

HERMAN disse:
20 de setembro de 2008 às 22:21

O ser mais repugnante é o lacaio. Até para ser servil há um limite. Qdo digo lacaio, englobo o pelego dourado e o maçaneta.

Cleyton A Silveira disse:
20 de setembro de 2008 às 23:18

Foi fato, devidamente comprovado.

" US$ 1 milhão é o valor da propina oferecida a um delegado federal por um dos presos na Operação Satiagraha. O policial não aceitou e o suposto mandante do pagamento foi solto".

"O Min. Gilmar Mendes, de forma absurdamente incompetente (sentiddo jurídico), julga 2 habeas corpus em tempo recórde, houve supressão de instância."

"O STF edita súmula vinculante n. 11 sem respeitar os requisitos do art. 103-A da CF. O STF desrespeitou a Carta que deve proteger."

A revista Veja, muitas vezes, inicia verdadeiros "inquéritos" sem que o acusado possa exercer defesa em um tempo hábil e nas mesmas proporções da notícia, podendo, no máximo, ganhar uma notinha de rodapé. Acho que a imprensa, devido a tamanha impotância do papel que exerce, também deveria responder mais severamente por seus excessos.

Agora no Brasil há o Poder Executivo, o Legislativo, o Judiciário e a Revista Veja.

A.G. Moreira disse:
21 de setembro de 2008 às 00:16

A cada dia que passa e, dependendo da gravidade dos fatos, o "professor" arranja, cada vez mais, "altofalantes" para inverter as vítimas e os bandidos ! ! !

Mauri disse:
21 de setembro de 2008 às 12:00

Os hipócritas de sempre. Defendem a presunção de inocência até para réu confesso, mas basta o tablóide veja soltar mais um lixo, sem provar nada, que instituições e servidores respeitados já se tornam culpados.

A propósito do artigo, o que vejo empobrecer, a cada lixo publicado, é a reputação da veja e do conjur, que a pretexto de combater um fantasioso "estado policial", abraçaram a causa do estado bandido. As hienas que aproveitem, essa baderna vai acabar.

A.G. Moreira disse:
21 de setembro de 2008 às 13:36

Para re-leitura de "uns e outros" , discípulos do "professor" :

Que vergonha ! ! !

Como a "caterva" se agarra ao poder ! ! !

Na África do Sul, o atual presidente ( sucessor de Nelson Mandela ) foi convidado a renunciar e aceitou, sem ter cometido crime algum ! ! !

Mauro disse:
21 de setembro de 2008 às 21:26

Ninguém que sabe mentir não se empenha em sustentar suas metiras até o fim, ou seja, até que passem a ser consideradas verdades. Veja sabe muito bem disso e o faz com absoluta maestria. Ela não apenas cria factóides, mas os sustenta até que a (des)opinião pública passe a considerá-los como fatos.
Tenho esperança que, se Veja continuar assim, cairá em um descrédito tal que comprometerá inclusive sua própria existencia. Pode demorar, mas isso vai acontecer. Eu, particularmente, há muito, não acredito em uma linha da Veja.

Botelho Pinto disse:
21 de setembro de 2008 às 21:32

A Veja é a Globo em forma de papel.

Armando do Prado disse:
21 de setembro de 2008 às 23:15

Existem dois crentes em Veja: imbecil e fascistóide. À qual das crenças se filiam os boçoloides que repetem os factóides dos devedores da Marginal?

Victor disse:
22 de setembro de 2008 às 11:25

Cadê o áudio.

luciana cordeiro cavalcante cerqueira disse:
22 de setembro de 2008 às 15:03

Veja é a maior responsável pela estratosfériaca popularidade de Lula: toda vez que fala mal dele, sua popularidade sobe, qual será o motivo?
Imagino que o motivo é que ela fala, fala, mas não prova nada...

hammer eduardo disse:
22 de setembro de 2008 às 19:19

Impressionante o "odio babão" que a revista semanal provoca nas certamente presentes "hostes petralhas" que pululam livremente por estas democraticas paginas. Se continuarmos nesta fobia descontrolada , daqui a pouco teremos que comprar revistas semanais na calada da noite e sair com elas dobradas dentro dos casacos como nos dias de juventude onde muita "gente boa" comprava os famosos catecismos do Carlos Zefiro. Depois de incendiarem a Veja , sugiro partirem para cima da Isto É , Epoca , Exame , Piaui , Carta Capital e quem mais aparecer na frente, talvez ai consigamos o objetivo do bando de mercenarios das trevas que tem "saudades incontidas" daquele periodo "maravilhoso" da redentora em que NADA podia ser publicado e o pouco que saia era inocuo, so pode ser isso. Se Veja erra , cabe aos eventuais ofendidos de alguma forma procurarem a Justiça que é prodiga em procedimentos de reparação para injustiças , bater palmas para "os velhos tempos" é que não da. Sugiro à petralhada enfurecida que se mude para Cuba ou para a Venezuela , certamente se identificarão rapidamente com a grande "Imprensa" livre que existe nestes exemplos de democracia latrino-americana. VADE RETRO MEDICI ! Tão querendo te exumar!!!!!!!!

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov disse:
22 de setembro de 2008 às 19:51

É difícil conceber que o delegado Paulo Lacerda, com a imagem de legalista e honestidade inatacável tenha conscientemente cometido desvios para atender interesses do poder.
Sendo inflexível no cumprimento do dever e responsável pelas operações espetaculosas da PF, viu muitos dos seus investigados, por simples citações em conversas telefônicas irem parar no cárcere, iria, então, fraquejar e participar em condutas tão graves como as colocadas na matéria?

boan disse:
23 de setembro de 2008 às 09:24

Suzana Camargo não afirmou, em nenhum momento, que De Sanctis falou sobre uso de meios ilegais de espionagem na produção dos informes que recebia, como escutas clandestinas em telefones ou no gabinete do ministro.

Como ou com quem ele, o Juiz, obteve os informes se não por meios ilegais, ou seja,com escutas telefonicas?!!!
Será que o Juiz já comentou com alguém?!

Joaca disse:
24 de setembro de 2008 às 09:14

Tudo indica que os espiões do PT querem sequestrar o País.O sequestro técnico desestabilizam os trêis PODERES???!!!

Vinícius Campos Prado disse:
09 de outubro de 2008 às 12:11

Desde quando declarações da Veja empobrecem alguém? Ser criticado por essa revista fascistóide deve ser motivo de orgulho para qualquer um, e sinal de que se está no caminho certo. A revista não tem compromisso sequer consigo mesma. No dia da posse de FHC, em seu primeiro mandato, escreveu sobre Itamar Franco, na manchete: " Enfim, um Presidente que deu certo". Em 1999, quando da briga de Itamar com Fernando Henrique, estampou a caricatura do ex-presidente mineiro visto como Napoleão Bonaparte. Ou seja, sua visão das pessoas não é baseada em seu valor ou atos, mas nas conveniências de plantão da revista. Alguém já viu uma carta criticando a revista sobre política sendo publicada? Esse é o padrão de democracia da Veja e da Editora Abril.

Vinícius Campos Prado disse:
09 de outubro de 2008 às 12:17

Veja é adepta do estilo " acusar e não provar", criticado por Gilmar Mendes apenas quando se trata de sua pessoa ( como no caso da Istoé). Onde está o áudio da conversa entre Gilmar e Demóstenes Torres? Ou alguém pensa que a palavra de um e outro constituem prova para alguém sério no país? Por que a revista não investiga a questão da supressão de instâncias no caso Daniel Dantas? Poderia começar nos informando os números de todos os habeas corpus que antecederam o impetrado perante o STF. Curiosamente, ninguém ouviu falar deles, o STF e seu presidente não informaram, ninguém no TRF-3 e no STJ votou. Ou seja, com base em que Gilmar Mendes se achou competente para conceder habeas-corpus que deveria ser impetrado em segunda instância? A Veja não se interessou em saber disso? A constitucionalidade e a moralidade não são temas de interesse da revista?

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