Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, foram denunciados por homicídio triplamente qualificado na tarde desta terça-feira (6/5). Na denúncia, elaborada pelo promotor Francisco José Taddei Cembranelli, o casal é por homicídio com agravantes como motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O promotor Francisco Cembranelli seguiu os passos da Polícia e requereu à Justiça a prisão preventiva dos acusados.
“Considerando as peculiaridades que envolvem os crimes imputados aos denunciados, cuja gravidade e brutalidade acarretaram severo abalo no equilíbrio social, com reflexos negativos na vida de pessoas comuns que a tudo acompanham incrédulas, não há como se negar à imprescindibilidade da decretação da prisão para a garantia da ordem pública”, afirmou o promotor de Justiça no documento entregue ao 2º Tribunal do Júri da capital paulista. O juiz tem 15 dias para decidir se recebe ou rejeita a denúncia.
Isabella morreu em 29 de março, quando passava o fim de semana com o pai e a madrasta. De acordo com a denúncia, ela foi asfixiada e jogada do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo. No dia 18 de março, Alexandre e Anna Carolina foram ouvidos pela Polícia e acabaram indiciados pela morte da menina. Ambos negam o crime. O casal chegou a ficar oito dias preso.
De acordo com a Promotoria, antes e depois do delito, o casal mexeu na cena do crime com o objetivo de induzir a erro a Justiça e a perícia. Segundo a denúncia, a materialidade dos crimes está demonstrada, bem como a existência de “fartos e consistentes indícios de autoria”.
A denúncia narra que depois de uma discussão entre o casal, a menina Isabella foi agredida com “um instrumento contundente”, o que provocou o ferimento na testa. Na seqüência, ainda de acordo com o Ministério Público, a madrasta Anna Carolina apertou o pescoço da criança com as mãos, praticando o que se chamou de esganadura, que provocou asfixia mecânica. “O denunciado Alexandre, a quem incumbia o dever legal de agir para socorrer a própria filha, omitiu-se”, acusa o promotor Cembranelli.
O pai tem outra versão. Contou que a família voltou do supermercado e subiu ao apartamento com Isabella já adormecida nos braços, colocou-a na cama, trancou a porta do apartamento e retornou a garagem a fim de ajudar a mulher a subir com os dois filhos do casal, meio-irmãos da garota.
Quando os dois voltaram com as crianças ao apartamento, no sexto andar do edifício, a porta estava aberta, a luz do quarto dos irmãos de Isabella acesa, a rede de proteção cortada e a menina não mais estava no local. Seu corpo foi encontrado, mais tarde, numa área externa do prédio abaixo da janela do apartamento. Laudos da perícia constataram que a menina foi fortemente agredida antes de ser arremessada pela janela.
A Polícia fez uma reconstituição do crime no dia 27 de abril, sem a presença do casal. Os laudos serão anexados ao inquérito. Os advogados Rogério Neres de Sousa e Ricardo Martins, que defendem o casal, disseram que só questionarão o trabalho produzido pela Polícia Civil durante a fase de instrução na Justiça.

Ainda acho que 30 anos é muuuito pouco...Deveria ser 60...caso o reu confesse, cairia para 50. A questão é que, se o casal confessar, nada ganha...então, para que contar a verdade (caso esta incrimine os dois) ? Sendo assim, é mais facil dizer que o crime poderia ter sido praticado por um entregador de pizza, um pipoqueiro que estava na rua, um espirito, um clone, etc. do que assumir o que está tão claro...
Querem apostar como o assunto pena de morte volta à discussão ? Eu sou, francamente, favorável, depois de um processo regular e escorreito. Alguém discorda ? Só não me venham com lamúrias eclesiásticas, pelo amor de Deus !
acdinamarco@aasp.org.br
Lamentável que no trajeto de uma tragédia como essa, presumíveis operadores do direito (sic) venham com a conversa fascita de pena de morte.
"voce tem o direito de permanecer calado ..." (falar o que quiser,etc)
Neste caso ao meu ver houve a demonstração da mais pura democracia na qual vivemos, as vezes me pergunto será que o 'povo lutou' por isso que nos apresentam. Apesar dos pesares eu acredito ainda na JUSTIÇA!
Prof. Armando do Prado : de onde a figura tirou a idéia de que alguém possa ser presumível operador do direito ? Aliás, eu também acho que há muitos presumíveis ensinadores.
acdinamarco@aasp.org.br
É ridícula a tese de negativa de autoria! Essa tese só seria razoável se não estivessem no prédio no dia e hora do crime (seria um álibi).
Acontece que, segundo as provas periciais, apenas eles estavam na cena do crime. Não há indícios de participação de terceira pessoa. Portanto, devem responder pelos crimes praticados.
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