Advogados criticam Barbosa por ter expulsado defensor de Genoino

Após o ministro Joaquim Barbosa ter ordenado que seguranças tirassem, à força, um advogado que ocupava a tribuna do Supremo Tribunal Federal, membros da advocacia definiram como, no mínimo, inadequada a conduta do presidente da corte.

Reprodução

Luiz Fernando Pacheco, que defende o ex-presidente do PT José Genoino, reclamava da demora na análise de pedido para que seu cliente, condenado na Ação Penal 470, volte à prisão domiciliar. O microfone em que ele falava já havia sido cortado quando o advogado foi retirado do local.

Em nota, a diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil declarou que o ministro “traiu seu compromisso ao desrespeitar o advogado na tribuna da suprema corte” e disse que estudará formas de obter reparação pela “agressão ao Estado de Direito e ao livre exercício profissional”. O presidente do STF não é intocável e deve dar as devidas explicações à advocacia brasileira, afirma o texto.

O Instituto de Defesa do Direito de Defesa também se manifestou em nota assinada por seu presidente, Augusto de Arruda Botelho, que disse ser lamentável "a postura do Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, que calou a palavra de advogado que postulava legitimamente questão das mais caras ao Estado Democrático de Direito: a prioridade na apreciação, pelo colegiado da corte, de pedido de comprovada urgência." Segundo a entidade, a atitude "arbitrária e autoritária" de Barbosa mostra "o desprezo do ministro pelo sagrado exercício do direto de defesa e o desrespeito à figura do advogado".

O criminalista Fábio Toffic Simantob avalia que Pacheco tinha o direito de levantar questão de ordem para a apreciação de um agravo que ainda não foi pautado mesmo com parecer favorável do Ministério Público Federal e mesmo envolvendo réu preso e doente. “Pacheco disse o que muito advogado está querendo dizer na defesa de direito urgente e justo, mas às vezes não tem coragem. Ele em momento algum desrespeitou o ministro e não deveria ter tido a palavra cassada.”

Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que já fez críticas abertas sobre o ministro, disse que Barbosa agora “se superou na truculência e no autoritarismo após determinar a retirada de um advogado da tribuna, espaço sagrada da defesa”. Segundo ele, o uso da força física para “calar a defesa da liberdade” só é adotado por quem não tem respeito por operadores do Direito.

Nelson Jr./SCO/STF

O advogado José Luis Oliveira Lima (foto), defensor do ex-ministro José Dirceu na Ação Penal 470, declarou que “o presidente do STF, mais uma vez, demonstrou a sua intolerância com o debate técnico, desrespeitando um advogado que estava exercendo de maneira legítima a defesa dos direitos do seu cliente”.

Essa também é a opinião do presidente do Movimento de Defesa da Advocacia, Marcelo Knopfelmacher. “A atitude do ministro Joaquim Barbosa revela absoluta e inaceitável violação às prerrogativas de um advogado no seu legítimo exercício profissional, atitude essa que merece o mais profundo repúdio de toda a comunidade jurídica”, afirma.

"Nem nos anos de chumbo os advogados que militaram nos tribunais militares foram submetidos a um espetáculo degradante e humilhante como esse”, afirmou o presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros, Técio Lins e Silva. “Trata-se de uma página lamentável da Justiça brasileira e uma mancha insuportável na historia do Supremo Tribunal Federal.”

O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB e da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, disse que a atitude é “mais um episódio de arbítrio e prepotência” do presidente da corte. “Já vai tarde, muito tarde”, referindo-se ao anúncio de Barbosa de que até o fim do mês se aposentará. "O justiceiro expulsa e destrata um advogado de defesa que, cumprindo a sua missão constitucional, exigia que um recurso por ele interposto fosse apreciado, já que ao presidente da corte compete pôr os recursos de agravo em pauta. O sr. Joaquim Barbosa, como um agente das trevas, entende que a pena é ato de vingança. E assim agiu o tempo todo no julgamento desse processo. A chegada do dia de sua aposentadoria parece durar uma eternidade”, disse.

“O ministro Joaquim Barbosa ofende o princípio da colegialidade ao não levar o agravos da AP 470 para o Plenário. O advogado Luiz Fernando Pacheco agiu dentro de suas prerrogativas e com justa indignação”, defendeu o advogado Rodrigo Dall’Acqua.

OAB – Eugenio Novaes

O criminalista Alberto Zacharias Toron (foto) classifica como "lamentável" a atitude de Joaquim Barbosa. "E não é só por ter retirado manu militari o reconhecido profissional da advocacia da tribuna; é também por não colocar em mesa para julgamento os agravos que questionam suas decisões monocráticas que levaram ao regime fechado quem deveria estar trabalhando no semiaberto ou neste quem deveria estar em casa se recuperando da enfermidade", completa.

O advogado Pierpaolo Cruz Bottini acrescenta: "O presidente do Supremo deve perceber que nada acontece por acaso. O episódio apenas confirma que quem semeia vento colhe sempre tempestade".

Para o criminalista Ticiano Figueiredo, o ato foi uma covardia. "Agride não apenas a classe dos advogados, mas corta, em última análise, a palavra de cidadãos, que falam à Justiça por meio de seus advogados. É também um desrespeito frontal ao Estatuto da Advocacia, lei federal, que garante ao advogado o direito de reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento".

Luiz Francisco Corrêa Barbosa, advogado de outro réu na Ação Penal 470 — o ex-presidente do PTB, Roberto Jefferson — escreveu artigo em que diz que "ao revés de cassar-lhe [do advogado] a palavra e, na renitência, dar-lhe voz de prisão em flagrante por delito de desobediência, o presidente [Joaquim Barbosa] acabou por praticar o crime, também de ação penal pública incondicionada, de abuso de autoridade (Lei nº 4898/65, art. 3º, j), determinando à segurança do tribunal que retirasse o advogado da corte". Ele criticou o fato de nenhum dos presentes ter dado voz de prisão ao presidente do STF.

Na última terça-feira (10/6), Barbosa já havia sido alvo de duras críticas da advocacia durante sessão de desagravo público em favor do advogado José Gerardo Grossi, que segundo a OAB do Distrito Federal foi ofendido pelo presidente do STF depois de oferecer emprego em seu escritório a Dirceu. Grossi disse que o novo comportamento do ministro é “lastimável” e “deplorável”. “A pessoa que tem autoridade não precisa adotar práticas como essa para exercê-la”, afirmou.

Barbosa divulgou nota, pela assessoria de imprensa do Supremo, alegando que o advogado Pacheco teria agido "de modo violento".

 

Leia abaixo a nota do IAB:

NOTA DE REPÚDIO

O Instituto dos Advogados Brasileiros, por aclamação, na sessão plenária realizada nesta data, adere integralmente à manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e, igualmente, repudia o comportamento atrabiliário do Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa, pela forma desrespeitosa com que cassou a palavra de um advogado no pleno exercício de sua atividade profissional, retirando-o à força do Plenário da Suprema Corte.

Este lamentável episódio, sem precedentes nem mesmo nos períodos mais obscuros da história de nosso País, macula a magistratura nacional e merece a devida reparação à advocacia e a toda sociedade brasileira.

Rio de Janeiro, 11 de junho de 2014.

Técio Lins e Silva
Presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros

[Notícia alterada em 11 de junho de 2014, às 20h14, para acréscimo de informações.]

jrmpcrs disse:
11 de junho de 2014 às 20:23

Interessante!!! Todos os que opinaram são simpatizantes do PT. E tem a mesma opinião da OAPT (Ordem dos Advogados do PT)...

jrmpcrs disse:
11 de junho de 2014 às 20:24

...

Menslex disse:
11 de junho de 2014 às 20:59

Sou advogado e imagino que milhares de advogados como eu não concordam com sua "manchete" ou a chamada para a notícia.
Porque a redação não é mais fidedigna a realidade e diz que "os poucos advogados consultados criticaram o ministro"?
O Conjur não precisa dar notícias distorcidas - fica feio - por que faz assim?

wilhmann disse:
11 de junho de 2014 às 21:03

Na verdade repetidamente, e lamentavelmente, esta revista intenta com depoimentos faccionários desqualificar o brilho de um venerando JUIZ.Ora, no minimo foi truculento aquele que se diz advogado em instar o Presidente a pautar julgamento de um mensaleiro, já execrado pela mão justiceira. fosse numa audiência comum(1o g) este advogado sairia algemado da sessão, tamanha a sua audácia . aproveita o mesmo da situação honrosamente do prelado ministro, em "jogar o pano", o que muito mal carácter não faz. No defendo aqui qq ministro, pois sou advogado, mas nem por isso "puxa a sardinha pra minha brasa". o que se agora pretende é transformar o STF em braço direito da máfia, dos saltimbancos, deslustrando aqueles que ainda tem nas veias o mel da honestidade, não do conchavo. todos estes que imolam Joaquim são sim mercenários a mando do petismo, praga que infesta a democracia nacional, que está mais pra demagogia. Fosse eu Joaquim, recuava na aposentadoria e enfrentava esses mandraquianos da ética, da justiça; assomando que nosso porvir é uma novel venezuela, bolivia, argentina, e outros rincões da malandragem.

wellzer0 disse:
11 de junho de 2014 às 21:07

Pacheco está certo em "brigar" por seu cliente.
Sobre Barbosa recai o peso de, como presidente da suprema corte, agir de modo adequado longânimo e cordial, pois a quem mais é dado mais é requerido e não foi o que aconteceu. Para o populacho, a atitude de tolher o direito a palavra de um homem na plenitude de seu mister é louvável, tendo em conta seu cliente; mas a nós, estudantes, operadores do direito cientes das prerrogativas de ambos e portanto isentos do direito à ignorância nessa matéria, tal atitude deve ser repudiada. O direito a defesa, a palavra e ao exercício da profissão é inviolável, um péssimo episódio.

deffarias disse:
11 de junho de 2014 às 21:13

Sou advogado de alma e me envergonho do que esse sujeito fez na tribuna da Corte. Lamentável. Joaquim Barbosa é destemperado e autoritário, mas hoje foi lhano até demais com esse sujeito.

deffarias disse:
11 de junho de 2014 às 21:17

Engraçado que o título diz que "advogados criticam Barbosa" etc, mas se olharmos veremos que são os advogados dos réus condenados que estão criticando. Assim é fácil, né?

José Henrique disse:
11 de junho de 2014 às 21:19

A OAB tem que defender a Advocacia, que são determinados atos praticados por advogados, e não todo e qualquer disparate ainda que praticado por advogados.

ratio essendi disse:
11 de junho de 2014 às 21:57

O Min. JB nada mais fez do que defender a dignidade do Poder Judiciário.
Imaginemos se cada advogado de cada cidadão que aguarda a análise de um pedido em juízo se dirigisse, quando melhor lhe aprouvesse, da forma como o causídico se reportou ao Min. Presidente do STF, aos juízes, desembargadores relatores de seus recursos, Presidentes de Tribunais etc. ?
Estaria, certamente, instaurada a balbúrdia e o desrespeito ao Poder Judiciário e às instituições.
O advogado é sim essencial à Justiça e, para tanto, dotado de prerrogativas funcionais e inviolável por suas opiniões, palavras e votos, desde que no exercício regular de seu mister.
Com o devido respeito, não foi o que sucedeu no episódio de hoje no STF. Houve, a bem da verdade, uma intervenção inoportuna à boa fluência da sessão de julgamento em curso - totalmente alheia à matéria veiculada -; ríspida e afrontosa à pessoa do Chefe do Poder Judiciário Nacional. Sendo assim, a retorsão se afigurou mesmo inevitável, necessária e proporcional ao desrespeito à solenidade, aos ritos e protocolos que quem milita na área jurídica e advoga perante a Suprema Corte bem deve conhecer (ou deveria)!
Saudações cordiais!

Le Roy Soleil disse:
11 de junho de 2014 às 22:03

Visivelmente, o advogado se excedeu. Dizer "vou pegar Vossa Excelência" não condiz com o que se espera de um profissional da advocacia. Por outro lado, o Ministro foi inicialmente polido, e por duas vezes disse "agradeço a Vossa Excelência". Como o advogado insistia na impertinência de permanecer na tribuna para tratar de questão relativa a processo que sequer estava em pauta, foi cortado o microfone, e ainda assim lá permaneceu proferindo e assacando contra o presidente da Corte. Logo, me desculpem, mas não tinha outra alternativa senão mandar retirar o profissional da tribuna, pois estava tumultuando a sessão. Detalhe, sou advogado também, e não aprovo a atitude desse profissional. Para tudo, há momento e local adequados, e o causídico não foi feliz na abordagem.

hammer eduardo disse:
11 de junho de 2014 às 22:08

Realmente o Joaquinzao causa verdadeiro "pânico" em alguns grupos com interesses bem específicos , para usarmos termos educados , desta vez não direi "adevogadios de bandidos" , sempre pagos a peso de ouro , via de regra de origem pra la de suspeita , isto e apenas um FATO.
. O tal adevigado tinha ate o direito de reclamar mas resolveu "crescer" e cima do Joaquinzao e pagou mico , agora certamente vai querer dar uma de mártir da categoria , algo entre o patético e o ridículo.
Caros apoiadores , valor ser temporariamente HONESTOS ee reconhecer que ele praticou advocacia rasteira qu em nada contribui para o engrandecimento do direito. Menos circo e mais compostura adequada ao cargo.
. Parabéns ao Ministro que agiu de forma adequada com a liturgia daquela Corte que em breve devera virar a filial do Programa do Ratinho sob a batuta do "maestro de cabaré" , escacarado servo dos petralhas ladroes.

Hiran Carvalho disse:
11 de junho de 2014 às 22:11

Pelo que estou entendendo, é lícito ao advogado tomar o microfone do plenário do STF “manu militari”, exigir pauta e desrespeitar o Presidente, sem que este tome providências para manter a dignidade da Corte.

Fernando Romero Teixeira disse:
11 de junho de 2014 às 22:28

Talvez este seja o último ato digno tomado nesta corte, pois os pulhas dominaram geral. Lewando e sua patota vão deitar e rolar, junto com esses advogados sem escrúpulos. O STF demorará mais de uma década para se livrar da quadrilha que lá foi colocada. Dez anos na melhor das hipóteses. Esse conjur devia ter vergonha destas matérias.

JCláudio disse:
11 de junho de 2014 às 22:35

Este "adevogado", se não me engano, é aquele valente que estava junto com o José Genoino, quando o mesmo foi preso em novembro de 2013. É o valente que levantou o braço com o punho fechado, quando o prisioneiro Genoino levantou o braço em protesto contra a sua prisão. Este pessoal é de uma valentia que dá até medo ao pior dos bandidos. São uns valentões. E o que é bom nisto tudo, é que são subjugados como se fossem um cão leproso. Este "adevogado" foi colocado no seu devido lugar pelo Presidente do STF, para fora do plenário.

Observador.. disse:
11 de junho de 2014 às 22:41

Defender o indefensável, só por pertencer à classe, em nada enobrece a advocacia.
Pela forma como o causídico se comportou, atropelando tudo (até outros colegas que deveriam ter casos em pauta) e todos, além de ameaçar o Presidente da Suprema Corte, fico à imaginar qual seria seu comportamento se detivesse cargo que conferisse poder para agir da forma que lhe aprouver....
Como criticar suposto arbítrio sendo arbitrário?Como exigir respeito sem respeitar?Como querer silêncio diante de agressões e ameaças?
Não precisamos mais de coerência?É vale tudo mesmo?Se for, devemos achar natural que os oponentes se sintam à vontade para usar dos mesmos artifícios...
Lamentável.

Veritas veritas disse:
11 de junho de 2014 às 22:45

Ao defender a postura agressiva, afrontosa, descabida de advogado, a OAB dá mostras de que abre mão de exercer as altas prerrogativas que lhe são conferidas pela legislação para atuar como um mero clube sempre pronto a defender incondicionalmente seus membros e a atacar, invariavelmente, os membros das outras instituições, em um corporativismo cego e inconsequente.

Willson disse:
11 de junho de 2014 às 22:54

Um dia, talvez não muito distante, seo Joaquim estará do outro lado do balcão, atuando como advogado... E a julgar pela sua delicadeza, atrairá a mesma truculência por parte dos juízes perante os quais protestar. E nesse dia, a OAB irá se levantar mais uma vez, para repudiar o flagrante desrespeito às prerrogativas instituto-constitucionais do advogado, seja ele um Pacheco ou um Barbosa da vida. Porque, ao que parece, a OAB é um bocadinho mais coerente.

Advogado Futuro Promotor disse:
11 de junho de 2014 às 23:05

Lamentavelmente a OAB e a Conjur novamente na contramão da democracia e defendendo cegamente uma atitude que merece todo o repúdio e desprezo pela classe dos profissionais de direito utiliza-se da mídia para atacar o Supremo Tribunal Federal, nossa mais alta corte de justiça e o seu mais honroso membro, o ilustre Joaquim Barbosa que tanto defendeu nossa Constituição no julgamento da Ação Penal e depois Pizzaria 470. Certamente a OAB e esses advogados ouvidos pela Conjur, que curiosamente são os defensores dos condenados com opiniões parciais e não advogados com opiniões isentas, mancham a democracia que vivemos.

Hélder Braulino Paulo de Oliveira disse:
11 de junho de 2014 às 23:10

Porque pobre, operário, limitado, eu nunca me obriguei a gostar daquilo que os estudados , afrancesados, e poderosos me impigiram gostar para , desse modo, ser aceito no grupinho deles. Não é compartilhando os gostos deles que me faz ser aceito por eles. Eu não quero ser aceito por eles, eu quero que o gosto deles seja só deles, que não me imponham gostos e preferencias.O momento eu que me decepcionei com o MIn. Joaquim Barbosa foi, justamente, não ver nada, nada, nada, nada, nada, nada, de original , nada que ele não tenha copiado e colado, como se quissesse agradar a classe que tanto critica.Na música, que ele gosta, Mozart, Betthoven,Paulinho da Viola (nosso príncipe) que há de original nisso, mesmo eu quee sou néscio em música , nem sei direito quem compunha quando era criança, eu diria, gosto de Gustav Mahler.
Essa midiocridade nas preferencias do Min Barbosa- que já notara e acabei comprovando em entrevista dele com Roberto Dávila na Globo News- em que tiveram que ficar de pé! Mas que é isso, nao consegue sequer falar sentado, como vai julgar? Deitado?
Pois bem. Na Suprema Corte norte-americana existe um juiz -Clarence Thomas- que não fala com advogados, e tal, mas ele não tem preferências públicas DE SER ACEITO POR AQUILO QUE TANTO CRITICA. Esse Juiz sequer fala nas sessões de julgamento.
Entretanto, esse Juiz - Clarence mas não Darrow-não fica por aí, como o nosso JB, sendo extremamente rigoroso com réus que acha que são endinheirados e depois aparece bebendo chopinho, comprando casa em Miami, pulando carnaval, e se vangloriando de ser cruel quando Juiz, mas, um mero candidato a participar do programa do Luciano Huck, na vida pública.
(cont)

Hélder Braulino Paulo de Oliveira disse:
11 de junho de 2014 às 23:13

Sejamos coerentes o maior erro do Lula , mais do Frei Betto dizem, não foi nomear fulano ou sicrano Ministro, porque pobre , operário, etc e tals, foi não perceberem que havia recalque em excesso naquele que escolheram para Juiz da Corte Suprema: que ele guardava rancor , pela origem, dos casos que se lhe eram apresentados para julgar, os réus , não pobres, coitados, ou
perseguidos pelo destino.
Ele foi um juiz Magnaud ao contrário, sem se comportar, na vida pública, com a conduta ilibada que exigia dos não pobres em processos a que foi chamado analisar.
Ele, certamente, via nome, procedência, residência, nome do advogado, antes de analisar o processo.
Lia a capa primeiro.

Radar disse:
11 de junho de 2014 às 23:26

Tivesse o mínimo de equilíbrio, Joaquim Barbosa suspenderia a sessão por alguns minutos e mandaria desligar as câmeras. Isso resolveria o problema. Afinal, seria essa a atitude de um Carlos Veloso, um Sepúlveda Pertence ou Sidney Sanches ou até mesmo um Celso de Mello. O ineditismo do joaquim foi totalmente indesejável.

Marcos Alves Pintar disse:
11 de junho de 2014 às 23:26

"Art. 6º Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos.
Parágrafo único. As autoridades, os servidores públicos e os serventuários da justiça devem dispensar ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas a seu desempenho."
.
Art. 7º São direitos do advogado:
I - exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional;
....
X - usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas;
XI - reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento;"
.
E a Constituição diz:
.
"Art. 5º - ...
....
LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação."
.
Conclusão: o Advogado exercia sua prerrogativa legal de reclamar verbalmente perante o Plenário a inobservância da Constituição, da lei e do regimento pelo Ministro Joaquim Barbosa, ao não trazer a julgamento recursos interpostos em execução penal envolvendo sentenciado idoso e doente, e teve sua prerrogativa profissional violada.

Spartacus disse:
11 de junho de 2014 às 23:32

(CONTINUAÇÃO)... Terceiro, e isso sim, foi o cúmulo da covardia, da tirania, e da mais absoluta ausência de senso democrático demonstrada pelo min. JB, depois que o advogado Luiz Fernando Pacheco havia sido retirado da tribuna, totalmente manietado, sem nenhuma possibilidade de defesa ou de retarguir, o min. JB disparou contra ele petardos invectivos de natureza pessoal, ao dizer “a república não pertence a Vossa Excelência e nem à sua grei!”, estampando no rosto uma expressão de visível e intenso ódio, o que, convenha-se, é totalmente impróprio em qualquer autoridade de uma nação democrática, mas é ainda mais inadequado na maior autoridade judiciária, o presidente do STF.
.
Nesses momentos, sinto uma profunda vergonha de viver numa terra em que a justiça parece ser, e é tratada como se fosse mesmo, um jogo de cartas marcadas e juízes tão autoritários quanto retaliadores, que não têm o menor pudor em manifestar a soberba, a iracúndia, a intemperança, a intolerância, a falta de indulgência, de clemência, de serenidade, de longanimidade, de generosidade etc.
.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Spartacus disse:
11 de junho de 2014 às 23:37

O advogado Luiz Fernando Pacheco fez o que todo advogado deve mesmo fazer: usou a palavra pela ordem para, com urbanidade, decoro e reverência, requerer algo em favor de seu constituinte.
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E o fez na Sessão Plenária por uma razão muito simples. Já havia atravessado petição com o mesmo requerimento, que foi solenemente ignorada pelo min. Joaquim Barbosa, o qual, como é de sabença geral, recusa-se sistematicamente a receber em seu gabinete qualquer advogado. Então, ao advogado combativo, cioso do seu mister, não resta alternativa a não ser essa empregada pelo advogado Luiz Fernando Pacheco de usar a tribuna antes do início da Sessão Plenária, para requerer e reivindicar, em nome do seu constituinte, sem temor de desagradar a quem quer que seja, o que entende ser de direito.
.
Impressionante foi o destempero do min. JB, com respostas que deixam clara a soberba e mais absoluta falta de fidalguia, diplomacia e temperança que deve caracterizar todo juiz e principalmente o presidente da mais alta corte no país. Uma vergonha.
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Mas o que mais me impressionou foi a covardia empregada pelo min. JB contra o advogado Luiz Fernando Pacheco. Primeiro, para esquivar-se de dar uma resposta viva e adequada a um requerimento vivo quanto a uma questão que, por sua natureza, goza de preferência, pois atina com a liberdade do sentenciado, cassou a palavra do advogado desligando o microfone, como que para não permitir que todos ouvissem aquele legítimo pleito e legítima censura que lhe era endereçada com urbanidade da tribuna. Segundo, determinou à segurança do STF que retirasse o advogado da tribuna. (CONTINUA)...

HERMAN disse:
11 de junho de 2014 às 23:38

Qualquer Juiz sensato, levaria a termo o ocorrido, encaminhando-o, em seguida, a entidade representativa da classe e ao Ministério Público para providências cabíveis. Utilizar da força, prematuramente, é sem dúvida atitude de justiceiro e não de um Magistrado equilibrado. A veste negra, não é uniforme ninja, tão pouco, pode um julgador inspirar-se nos filmes de Clint Eastwood. De outro lado, faltou habilidade e propriedade de palavras ao Dr. Pacheco, porém, ser expulso da Corte Suprema é uma agressão, não ao Advogado, mas em toda a classe profissional. Minha impressão, sobre o Ministro é que, para ele, o que não de sua vontade ou membro Ministério Público, é entulho. Considera justa, a Justiça perversa aplica os dogmas de malleus maleficarum.(O Martelo das Bruxas)

Veritas veritas disse:
11 de junho de 2014 às 23:46

Só com óculos muito obnubilados pela defesa de classe é possível enxergar "urbanidade, decoro e reverência" por parte do advogado para com Joaquim Barbosa.

antonio carlos teodoro disse:
11 de junho de 2014 às 23:58

Vamos ser justos, sou advogado e coloco meu nome nas minhas publicações, ora veja o vídeo, o Ministro já tinha pedido para o nosso colega parar, já havia feito o pedido, e mesmo assim continuou em tom agressivo a afrontar o Presidente do STF, quer queira ou não, temos que respeitar. Se não parou e continuou em tom alto, não teve outro recurso ao Ministro a mandar retira lo. Ora, quantos advogados já foram preso nos tribunais e não houve este alvoroço. Temos que ser justo, nosso colega extrapolou. Respeito é uma coisa que aprendemos desde pequeno, ainda mais as autoridades constituídas. Não vivo de recurso de orelha, e tão pouco de suplicar por ajuda em tribunais, por isso falo com propriedade, com mais 60 anos e um ano de um infarto com três STENT. Acho que a OAB deveria é lutar para que os direitos dos pequenos advogados no interior fosse mais respeitado e nas cidades. Lembro do grande Dr Reginaldo ex- Presidente da OAB que tanto fez pela ordem. Dr. colega, todos temos nossos direitos, mas devemos saber usar, Vossa Excelência já carrega um fardo de defender o indefensável. e com grande louvor. Ou Ministro tomava as providências, ou seu poder e do Supremo estaria no chão.

Marcos Alves Pintar disse:
12 de junho de 2014 às 00:21

O Advogado falou ao todo por 80 segundos (vejam o vídeo e comprovem), até ser ter o audio cortado. Nitidamente, ele já terminava suas considerações e só começou a levantar a voz quando Barbosa tentava impedi-lo de continuar. Muito possivelmente, se Barbosa com sua arrogância e baixa estima tivesse a decência de escutar as críticas que lhe eram dirigidas (esta retendo abusivamente processo que deve ser julgado pelo Plenário), toda a fala do Advogado não teria consumido mais do que 2 minutos ao todo. O comportamento adequado do Ministro seria ouvi-lo ao menos por 2 ou 3 minutos, independentemente do que ele teria a dizer, e a partir deste tempo se o Advogado continuasse na exposição pedir que ele fosse mais breve. Somente se o Advogado se estendesse por 4, 5 ou 6 minutos era o caso de lhe tolher a palavra e eventualmente determinar sua expulsão. Mas vejam que Barbosa inicia sua ação visando suprimir a palavra do Advogado assim que o Causídico clama ao Plenário para cumprimento da tradição da Corte, trazendo-se o processo a julgamento como manda o regimento. Foi neste momento que a baixa estima do Ministro, publicamente criticado perante seus colegas e perante todo o País, falou mais forte. E foi nesse momento que ele errou brilhantemente e ofendeu a prerrogativa legal de todo advogado de reclamar verbalmente perante qualquer juízo ou tribunal quanto à inobservância da lei ou do regimento.

Paulo Hencarsi disse:
12 de junho de 2014 às 00:29

O Presidente da Corte, impõe-se reconhecer, já havia agradecido a interpelação defensória do constituído. Inclusive, toda a atenção da Corte restou voltada para a formulação intempestiva do defensor. Portanto, a imposição da satisfação pretendida e o excesso empregado na sua postulação, em prejuízo da inconveniência da ocasião e, sobretudo da prorrogação autonôma do tempo excepcionado, impunha a adoção da medida utilizada. Afinal, cabe ao presidente o exercício do poder de polícia no Tribunal. Joaquim Barbosa, goste-se dele ou não, cumpriu um dever regimental. Não deve ser censurado por tê-lo exercido.

F. Castle disse:
12 de junho de 2014 às 01:14

Só muito corporativismo para justificar a defesa do ignaro e prepotente advogado! Parabéns aos (poucos) lúcidos causídicos que mantêm um mínimo de bom senso e aqui vieram mostrar sua indignação com o comportamento de seu abusado colega.

Kleber Varejão Filho disse:
12 de junho de 2014 às 01:21

Impossível não lembrar do outro Barbosa, o Rui, pois o único sentimento que a advocacia tem provocado nesse episódio é vergonha. Tudo virou jogo de interesse político e ao que parece nossa República desmorona rumo ao bolivarianismo sob as bênçãos do Foro de São Paulo.

J. Ribeiro disse:
12 de junho de 2014 às 02:26

É lamentável o ocorrido. Ambos abusaram de suas prerrogativas.
O Min. JB, mais uma vez, muito contribuiu para esse clima de desavenças no STF. Ofende as pessoas e seus pares gratuitamente (deselegante e mal educado), trata com certo desprezo, comportamento não condizente de juiz de uma suprema corte. Isto parece que todos já sabem.
A sua fama por conta de ter sido o relator do mensalão, tudo indica que a condenação não seria diferente se fosse qualquer outro ministro, mesmo sabendo-se da corrente política la existente.
O anuncio de sua aposentadoria precoce do STF, certamente em razão do próprio clima desagradável que o mesmo criou e nele se sucumbiu. Foi mais um equívoco de nomeação para nossa suprema corte. "Data venia", não deixará saudades. Poderia ter aprendido com os presidentes anteriores, Ministros Peluso e Aires de Brito.
Por outro lado, o advogado não foi feliz nesse ocorrido. Acabou se excedendo na palavra e discussão com o presidente do STF, em audiência plenária, que deve ser sempre evitado, ainda que se tratando de uma autoridade judiciária que se mostra truculenta em suas palavras e ações (não confundir com juiz muito rigoroso na aplicação da lei, que deve ser um atributo - próprio - de todo magistrado).

Veritas veritas disse:
12 de junho de 2014 às 06:05

Advogado pode reclamar (aliás, é o que mais se vê), masnão tem o direito de interromper uma sessão plenária, não tem o direito de pautar o funcionamento de uma corte, não tem o direito de dizer como alguém deve ou não "honrar" sua profissão, e, sobretudo, não tem o direito de dizer que "vai pegar" uma autoridade. Acho que Joaquim Barbosa fez pouco. Mas, ao menos, reagiu às intoleráveis agressões sofridas. Advogado não tem direito de se comportar perante um juiz como se estivesse num boteco. Tem que cumprir o EOAB comportando-se dignamente antes de qualquer coisa. O parecer da PGR foi dado HÁ SEIS DIAS e já houve DUAS PERÍCIAS NEGANDO A INVALIDEZ ou mesmo a falta de condições para o cumprimento da pena pelo condenado em regime semi-aberto. Portanto, as instituições devem resguardar o exercício das funções que lhes outorga a Constituição e combater as tentativas de obtenção de privilégios com truculência.

Luís Guilherme Vieira disse:
12 de junho de 2014 às 07:28

Como registrei, nos idos de 1999, após oração do inesquecível ministro Evandro Lins e Silva, perante o Pleno do Conselho Federal da OAB: "É reconfortante sabermos, cada um de nós, militantes, que, quando atingidos pelo golpe rude da injustiça grave, pela arrogância dos poderosos que se julgam onipotentes, o revés não nos esmorecerá o ânimo, pois teremos, de imediato, a nosso lado, de todo canto acorrendo a nobre peleja, os colegas formados em hoste temível, brandindo as armas da Lei, do Direito e da Justiça."
Receba o intimorato advogado Luiz Fernando Pacheco, expressão firme dos novos advogados criminais, os meus cumprimentos e a minha irrestrita solidariedade. Luís Guilherme Vieira, advogado, membro do Conselho Consultivo do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, ex-secretário-geral do Instituto dos Advogados Brasileiros, onde presidiu a Comissão Permanente de Defesa do Estado Democrático de Direito, nas gestões dos presidentes Ivan Alkimin e Marcello Cerqueira, respectivamente.

Resec disse:
12 de junho de 2014 às 07:57

Esse advogado envergonhou a classe. Postura acima de tudo.

JUNIOR - CONSULTOR NEGÓCIOS disse:
12 de junho de 2014 às 08:16

É muito difícil, sob o aspecto jurídico, um ex-integrante do MP se aposentar como juiz da maior corte do país e ao mesmo tempo ser lembrado apenas como um acusador.

Ricardo disse:
12 de junho de 2014 às 08:24

O rapaz e bom de marketing!!! Queria discutir um caso que não estava em julgamento, nem sequer constava da pauta, e ainda o 'endeusam' porque agiu no exercício de suas 'prerrogativas'. Se a moda pega os juízes vão ter que se cuidar: daqui uns dias serão abordados em qq lugar e 'intimados' a julgar as ações pendentes...

F. Castle disse:
12 de junho de 2014 às 08:34

O Ministro Barbosa não deixará saudades apenas para os bandidos e seus defensores (lato sensu). Para todos os demais, sua ausência moralizadora no STF será por demais lamentada.

PAULO FRANCIS disse:
12 de junho de 2014 às 08:49

Assisti o espetáculo e alí não era o locus e nem o momento e o meio adequado para cobrar do Ministro. O processo dele seque estava em pauta. Quis aparecer na mídia e conseguiu.
Evidentemente que a OAB vai estar com o nobre advogado. O Espírito de Corpo, infelizmente, em nossa instituição, só funciona com a elite da advocacia. Conheço tudo isto de dentro. Nas seccionais, os desagravos, vem dois ou três anos depois do fato. E isto não se torna notícia.
É claro que o Min. Barbosa não é flor que se cheire, mas no episódio ele agiu corretamente. Alí é a Suprema Corte e os advogados tem de se comportar a altura.

rodolpho disse:
12 de junho de 2014 às 08:52

Entre os que aqui comentam há um rol que se diz advogado, se posiciona contra o advogado vitimado pelo Joaquim Barbosa, e cai de joelhos para puxar e beijar o saco do Joaquim Barbosa.
Não são advogados. São analfabetos que não sabem distinguir alhos de bugalhos. Alguns deles, a maioria talvez, são agentes públicos aposentados (policiais, juízes, promotores), que deveriam ser proibidos de advogar. Na França, aposentado que trabalha perde a aposentadoria.
Fora com os pseudo advogados puxa-sacos e traidores da advocacia. Devem ser expulsos da advocacia, como traidores que são.

rodolpho disse:
12 de junho de 2014 às 08:55

Mais uma vez o Niemeyer nos brinda com um comentário digno de figurar em todos os quadros de avisos, de todas as salas da OAB do país, como uma advertência aos advogados desligados e desconhecedores dessa catastrófica conduta do sempre Joaquim Barbosa, em prejuízo de todos os advogados, em prejuízo de toda a Nação, pois o Estado de Direito, que ainda estava no berçário, foi sepultado vivo pelo Joaquim Barbosa.

rodolpho disse:
12 de junho de 2014 às 08:57

Quer puxando o saco do Joaquim Barbosa e malhando o advogado Pacheco, como costumam fazer as prostitutas diante dos poderosos; quer defendendo o advogado Pacheco e descendo o pau no Joaquim Barbosa, como fizeram, no cumprimento do dever, a maioria dos advogados, ninguém viu o que estava escancarado para ser visto por todos, ninguém viu que o maior malhado, o que levou a maior surra nessa história, foi o Ministério Público Federal, na pessoa do Procurador Geral Janot.
Como fundamental causa de pedir, o advogado Luiz Pacheco apresentou o parecer do Procurador Janot, que declarou ser ilegal a postura do Joaquim Barbosa em impedir a efetivação do regime semiaberto ao Genoino, ao Dirceu, ao Delúbio, e a outros que tinham o direito a isso.
O Joaquim Barbosa tratou esse parecer como papel higiênico usado e cheio de merda. O Joaquim Barbosa desmoralizou o Ministério Público ao calar a boca do advogado que insistiu no cumprimento desse parecer, ao expulsar, com força policial, o advogado, da Tribuna do Plenário.
Está aberto o caminho para que todos os juízes do país cuspam em todos os pareceres do Ministério Público que pleitearem pela absolvição do réu ou pelo cumprimento dos regimes semiaberto e aberto.
Isso tudo ninguém viu.

DrCar disse:
12 de junho de 2014 às 08:59

Viram como age a "turma do PT"... perdem na mesa e querem ganhar no grito... Quis aparecer, quis um minuto de fama, conseguiu.
Não é questão de defender esse ou aquele, mas pura questão de ordem, ali não era o local proprio nem a forma correta de cobrar a providencia.
É bem a "cara do PT"...

DrCar disse:
12 de junho de 2014 às 08:59

Viram como age a "turma do PT"... perdem na mesa e querem ganhar no grito... Quis aparecer, quis um minuto de fama, conseguiu.
Não é questão de defender esse ou aquele, mas pura questão de ordem, ali não era o local proprio nem a forma correta de cobrar a providencia.
É bem a "cara do PT"...

misael jr. disse:
12 de junho de 2014 às 09:04

Se atribui ao Min. Joaquim Barbosa o exemplo de que é possível que pessoas que detém o poder se submetam igualmente ao ordenamento jurídico. No episódio em questão outro exemplo poderia ser dado: de que a conduta de um magistrado é marcada de um lado pela firmeza de propósito e de outro lado pela serenidade. Não vejo que o causídico tenha apresentado qualquer manifestação que indicasse risco à integridade de todos os presente à sessão e que mais 30 ou 60 segundos de uso da palavra não houvesse por encerrar sua manifestação que, frise-se, demonstra empenho na defesa dos interesses de seu cliente (réu preso). O episódio somente ganhou destaque pela determinação do uso da força, na medida em que se houvesse apenas a manifestação do advogado nenhuma repercussão haveria. Há poucos anos, nos EUA, um oficial da polícia recebeu uma denúncia de que havia um veículo estacionado em local proibido. Ao fazer a diligência constatou que tratava-se da viatura que ele estava conduzindo e, cônscio de sua responsabilidade, elaborou a autuação e pagou a multa. É... o dever do exemplo.

Márcio Felipe disse:
12 de junho de 2014 às 09:12

Seguir a carreira de advogado ou enveredar pela magistratura é escolha de cada um. Cada profissão tem o seu relevo, beleza e função reconhecida na sociedade. O que não é de escolha do ser humano, mas uma obrigação é a edução, a polidez, o bom senso, virtudes quase sempre colocadas em plano secundário mas que demonstram a estatura de cada espírito na marcha evolutiva. O tom do discurso revela o estado emocional da criatura. Quando não temos autoridade moral, todo discurso ou diálogo se revela, no mínimo, impertinente e inaproveitável. Que o fato sirva de lição para quem olhos de ver e ouvidos de ouvir.

Leonardo C.M disse:
12 de junho de 2014 às 09:23

Na maioria dos Tribunais do país o advogado que tomasse a atitude que se viu esta semana não apenas teria o som cortado e seria retirado do ambiente mas também sairia detido. O advogado tem direito de falar pela ordem quando algum processo sob sua responsabilidade estiver sendo julgado. Há alguns milhares de réus presos que aguardam julgamento de seus recursos pelo STF. Recursos interpostos há mais tempo. Algumas centenas de idosos e doentes entre eles. Pessoas comuns. Não é porque o réu é amigo de poderosos e tem advogado famoso que se deve admitir que o advogado imponha o julgamento de seu recurso com prioridade ou tome de assalto a palavra em julgamento de outros processos. Esse tipo de postura do advogado é um desrespeito não apenas aos magistrados, mas também às partes, advogados e interessados que estão tendo seus processos julgados naquele momento. Certamente que nenhum advogado gostaria de ter o julgamento de seu processo tumultuado por um colega mal educado que quer exigir do Tribunal aos berros o julgamento de seu processo com prioridade. Os recursos devem aguardar julgamento pela ordem cronológica de sua classe. Querer impor julgamento com prioridade no grito, isto sim é antidemocrático.

ratio essendi disse:
12 de junho de 2014 às 09:25

O Min. JB nada mais fez do que defender a dignidade do Poder Judiciário.
Imaginemos se cada advogado de cada cidadão que aguarda a análise de um pedido em juízo se dirigisse, quando melhor lhe aprouvesse, da forma como o causídico se reportou ao Min. Presidente do STF, aos juízes, desembargadores relatores de seus recursos, Presidentes de Tribunais etc. ?
Estaria, certamente, instaurada a balbúrdia e o desrespeito ao Poder Judiciário e às instituições.
O advogado é sim essencial à Justiça e, para tanto, dotado de prerrogativas funcionais e inviolável por suas opiniões, palavras e votos, desde que no exercício regular de seu mister.
Com o devido respeito, não foi o que sucedeu no episódio de hoje no STF. Houve, a bem da verdade, uma intervenção inoportuna à boa fluência da sessão de julgamento em curso - totalmente alheia à matéria veiculada -; ríspida e afrontosa à pessoa do Chefe do Poder Judiciário Nacional. Sendo assim, a retorsão se afigurou mesmo inevitável, necessária e proporcional ao desrespeito à solenidade, aos ritos e protocolos que quem milita na área jurídica e advoga perante a Suprema Corte bem deve conhecer (ou deveria)!
Saudações cordiais!

André disse:
12 de junho de 2014 às 09:26

Sintomático que o CONJUR escreva a reportagem ouvindo apenas advogados de réus do mensalão e movimentos de defesa dos advogados. Como qualquer estudante de jornalismo em início da faculdade sabe, deveria ter ouvido os mais diversos atores jurídicos. Porque não ouvir professores de direito a respeito do art. 445 do CPC (verificando se foi interpretado e aplicado corretamente):
"O juiz exerce o poder de polícia, competindo-lhe: I - manter a ordem e o decoro na audiência; II - ordenar que se retirem da sala da audiência os que se comportarem inconvenientemente; III - requisitar, quando necessário, a força policial."

Eri Coelho - Jornalista disse:
12 de junho de 2014 às 09:35

O Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, vai deixar saudades. Mostrou que não se curva aos gritos e ameaças
dos advogados dos poderosos.
.
Não vou entrar no mérito se o advogado tinha, ou não, razão, porém, o que ele fez foi de atrevimento e desrespeito total! Se a moda pega, teremos filas de advogados "exigindo" e fazendo ameaças nos Tribunais.
.
O desrespeito não foi somente com o Ministro Joaquim Barbosa, mas com todo o Supremo Tribunal de Justiça. Ademais, envergonhou muitos advogados (nem todos pois alguns acharam o máximo).
.
Fica Ministro Barbosa, não se aposente !

ElderAdv disse:
12 de junho de 2014 às 09:42

Lamentável perceber alguns que não conseguem separar o Direito da política. Só enxergam o que querem. Toda a advocacia foi aviltada no caso em apreço, assim como pilares básicos da democracia, o fato de gostarmos deste ou daquele não deveria nos cegar à realidade.

ratio essendi disse:
12 de junho de 2014 às 09:43

Paradoxalmente, exerce a OAB um corporativismo míope na espécie - tão combatido por ela própria, quando exercido e verificado, não raras vezes, em outras carreiras jurídicas!
Sempre haverá classes, pessoas e categorias "mais iguais" que as demais? Prerrogativas diversas das legais e constitucionais a depender dos envolvidos? Lamentável a postura publicamente assumida pela OAB no episódio!
Sem mais.

tbernardes disse:
12 de junho de 2014 às 09:46

Me poupe Srs Advogados!!! além de defenderem BANDIDOS que merecem pena de morte, ainda querem ter tratamento HONROSO!! é o lema de sempre: vale tudo por um bom DINHEIRO, venha de onde vier!!!

Daniel disse:
12 de junho de 2014 às 09:46

Parabens Ministro Joaquim Barbosa
falta lei e ordem neste País, advogados sempre se acham os poderosos.

U Oliveira disse:
12 de junho de 2014 às 09:52

É preciso cuidado com as interpretações do ocorrido. O advogado foi inconveniente, antiético, arrogante e acima de tudo desleal. Lembrem-se: a sessão de julgamento mal tinha se iniciado quando ele se apossou do microfone e exigiu que o processo de seu 'nobre' cliente fosse colocado em pauta. Há milhares de Genuinos trancafiados Brasil à fora à espera de seus julgamentos. Os mensaleiros são réus comuns e merecem o mesmo tratamento dos demais. A realidade dos Poderes brasileiros é essa aí (país do faz de conta) mas somente agora os governantes a exergaram. É preciso respeito às pessoas, mas principalmente às instituições que alicerçam a democracia. Pergunto: será que a Presidenta da República, o Presidente do Congresso Nacional, do Senado Federal ou o Presidente da Câmara dos Deputados aceitariam pacificamente que um cidadão lhe tomassem as rédeas (microfone, cadeira ou palavra) de seus cargos?? A OAB deve ser rigorosa nesse episódio, mas com o advogado, que achincalha a instituição e seus pares, não com o Ministro Joaquim.

Paulo Roberto Vieira Camargo disse:
12 de junho de 2014 às 09:54

Não vejo como o IAB e a OAB, principalmente através do advogado Tecio Lins e Silva (que , quando integrando o CNJ absteve-se de votar na decretação da nulidade de um vergonhoso concurso público no TJ/RJ) possam representar todos os advogados , (a) seja porque a maioria esta' ao lado do eminente Ministro Barbosa, (b) seja porque esses advogados estão preocupados com seus próprios interesses financeiros.

Gabriel da Silva Merlin disse:
12 de junho de 2014 às 10:08

É vergonhoso para toda a advocacia a atitude desse advogado, completamente ofensiva e desequilibrada.
Por acaso o "advogado" acha que o processo do cliente dele possui privilégio do que os outros para ter prioridade na pauta? Só o cidadão comum deve sofrer com a morosidade da justiça? Os intocáveis da república estão imunes a ela?
Ademais chega a ser cômico querer comprar uma questão da mais relevante importância, que é o processo apregoado que trata da competência do TSE para modificar o numero da bancada dos deputados federais, com o caso de um preso que quer prisão domiciliar (sendo que o atestado disse que a saúde não é tão grave).
Como já disseram alguns comentários, está faltando ordem na casa da mãe joana que chamamos de Brasil.

Gabriel da Silva Merlin disse:
12 de junho de 2014 às 10:08

É vergonhoso para toda a advocacia a atitude desse advogado, completamente ofensiva e desequilibrada.
Por acaso o "advogado" acha que o processo do cliente dele possui privilégio do que os outros para ter prioridade na pauta? Só o cidadão comum deve sofrer com a morosidade da justiça? Os intocáveis da república estão imunes a ela?
Ademais chega a ser cômico querer comprar uma questão da mais relevante importância, que é o processo apregoado que trata da competência do TSE para modificar o numero da bancada dos deputados federais, com o caso de um preso que quer prisão domiciliar (sendo que o atestado disse que a saúde não é tão grave).
Como já disseram alguns comentários, está faltando ordem na casa da mãe joana que chamamos de Brasil.

ENEAS disse:
12 de junho de 2014 às 10:16

Um advogado mal educado, inconveniente, intempestivo e arrogante invade a sessão do STJ, toma o microfone e põe o dedo em riste para o Presidente da corte, um dos poucos homens sérios do Brasil, exigindo que seu cliente, condenado e preso, que se recusa a cumprir pena, vá assistir a abertura da Copa em casa. E a OAB se posiciona a favor, com saudade da ditadura militar. Estamos realmente com valores invertidos.

caiubi disse:
12 de junho de 2014 às 10:23

Defendo o Estado de Direito e ao livre exercício profissional, com responsabilidade, educação, cidadania, exemplo, e não foi o que assisti.
Não defendo o inconveniente, arrogante e acima de tudo oportunista, mal educado, inoportuno, antiético, dono absoluto da verdade que afronta as instituição séria, a qualquer custo, em que pese condutas por vezes que não entendo, parece-me política.
Ofensa teve sim, ao povo, aos Ministros, a Democracia e a igualdade de direito, mesmo leigo, o Dr. Disse Dr. JOAQUIM BARBOSA, é que foi o núcleo ofendido.
Comentários agressivos, de dimensão ditatorial, é comum num Pais de constituição parlamentar e regime presidencialista com poderes de edição de medida provisória a vontade.

Jefferson Luiz Mattjie Batista disse:
12 de junho de 2014 às 10:34

O Barbosa errou na primeira resposta que deu, mas certamente o advogado errou mais do que ele. O problema é que estas entidades (a começar pela OAB) são 100% corporativistas, preocupadas apenas com honorário$ e as "prerrogativas da advocacia", que parece ser a única coisa sem limites neste país. O sujeito estava berrando ali no tribunal, como se estivesse num palanque ou num botequim, com jeito de bêbado, e a OAB vai querer o que, fique esperando horas e horas ele ficar ali, como se fosse o único com direitos naquela sala? E o pior é que ainda vão fazer desagravo pro sujeito, pra ficar ainda mais ridículo

caiubi disse:
12 de junho de 2014 às 10:47

CORREÇÃO PARCIAL .. É DIGO E NÃO como está DISSE.
Defendo o Estado de Direito e ao livre exercício profissional, com responsabilidade, educação, cidadania, exemplo, e não foi o que assisti.
Não defendo o inconveniente, arrogante e acima de tudo oportunista, mal educado, inoportuno, antiético, dono absoluto da verdade que afronta instituição séria, a qualquer custo, em que pese conduta por vez que não entendo, pende a ser politica de um ou de outro.
Ofensa teve sim, ao povo, aos Ministros, a Democracia e a igualdade de direito, mesmo leigo, o Dr. Digo Dr. JOAQUIM BARBOSA, é que foi o núcleo ofendido.
Comentários agressivos, de dimensão ditatorial, é comum num Pais de constituição parlamentar e regime presidencialista com poderes de edição de medida provisória a vontade.

Flavio Mansur disse:
12 de junho de 2014 às 10:48

Se usa em rede social a expressão "mimimi" para identificar o "coitadismo". É o que fazem aqui os advogados. Vá usar, o defensor do super-heroi Genoíno, os caminhos legais adequados. Represente contra o Barbosa se ele esta agindo de forma indevida. Mas não banque o bêbado de botequim querendo bate-boca.

SNRADVOCACIA disse:
12 de junho de 2014 às 10:50

O ato desrespeitoso como tentam alguns colegas (Doutores) justificar que o Ministro tomou ao retirar do plenário o advogado, incoveniente, inoportuno, indelicado, afrontando não só ao Ministro Joaquim, mas a todos os demais Ministros e a própria instituição do STF, AGIU ESCORREITAMENTE O MINISTRO, sou advogado e faria o mesmo!
A OAB, devia era coibir esse tipo de atitude de seus advogados e extirpá-lo dos quadros. Milhões de "prisioneiros" estão com seus agravos sem agendamente de pauta, agora, porque os mensaleiros devem ser julgados imediatamente. Isso mostra como é ruim sentir o gosto de quem faz " justiça séria" nesse País.

Immanuel Kant disse:
12 de junho de 2014 às 10:51

Agiu corretamente o advogado. Muitos se esquecem do inciso IV do art. 35 da LOMAN que diz:
Art. 35 - São deveres do magistrado:
(...)
IV - tratar com urbanidade as partes, os membros do Ministério Público, os advogados, as testemunhas, os funcionários e auxiliares da Justiça, e atender aos que o procurarem, a qualquer momento, quanto se trate de providência que reclame e possibilite solução de urgência."
O condenado está gravemente doente, é réu preso, há parecer do MP quanto a alteração de regime, e os autos estão conclusos para pautar já há muito tempo; o causídico agiu imbuído da mais plena legalidade, uma vez que é caso de providência que reclama e é possível de solução de urgência, coadunando-se assim ao inciso IV do art. 35 da Loman. Quanto ao magistrado, parece que ao não observar este comando legal, agiu de acordo com o art. 3º, alínea j da lei 4898/65.

HERSON VIRTUOSO GOMES disse:
12 de junho de 2014 às 10:55

Indubitável que o presidente do STF violou prerrogativas da advogacia por inobservância da ampla defesa, contraditório e indispensabilidade do advogado para o exercício da justiça e expulsando o advogado da sala de audiência é não querer que se faça justiça.
Condutas de violação de prerrogativas da advocacia devem ser CRIMINALIZADAS já!!
Existem alguns projetos de lei que propõe a criminalização de violação de prerrogativas do advogado. Torcemos para que o mais rápido possível sejam promulgadas para por um basta nestes tipos de comportamento entristecedor para um Estado Democrático de Direito.
Autoritarismo no Brasil já bastou a ditadura militar.
OBS: não entro se quer no mérito do cliente do ilustre advogado esta ou não com a razão, pois particularmente acho que não. Mas, é garantia que não pode ser violada a ampla defesa no processo de execução penal.

Gabriel da Silva Merlin disse:
12 de junho de 2014 às 11:01

Aliás, devemos ser leais ao fixar nossos entendimentos e passa-los a aplicar estes em todos os casos que cheguarem ao conhecimento.
E eu quero que os favoráveis ao ato do advogado tenham pelo menos a ombridade de dizer que em TODOS os casos em que o processo esteja pautado pendente de julgamento POR MAIS DE UM MÊS legitime o advogado a invadir a tribuna numa sessão plenária para EXIGIR que o processo seja pautado para julgamento.
Ocorre que ai começa a vir o "veja bem", "não foi bem assim", "esse caso é diferente".
A questão é que o entendimento esdruxulo que vem sendo fixado por alguns simplesmente vai inviabilizar todo o judiciário. Quero perguntar aqui quantos advogados tem processos pendentes para julgamento a mais de 4 meses....

Gabriel da Silva Merlin disse:
12 de junho de 2014 às 11:01

Aliás, devemos ser leais ao fixar nossos entendimentos e passa-los a aplicar estes em todos os casos que cheguarem ao conhecimento.
E eu quero que os favoráveis ao ato do advogado tenham pelo menos a ombridade de dizer que em TODOS os casos em que o processo esteja pautado pendente de julgamento POR MAIS DE UM MÊS legitime o advogado a invadir a tribuna numa sessão plenária para EXIGIR que o processo seja pautado para julgamento.
Ocorre que ai começa a vir o "veja bem", "não foi bem assim", "esse caso é diferente".
A questão é que o entendimento esdruxulo que vem sendo fixado por alguns simplesmente vai inviabilizar todo o judiciário. Quero perguntar aqui quantos advogados tem processos pendentes para julgamento a mais de 4 meses....

Marcelo Cortez disse:
12 de junho de 2014 às 11:03

Peço Vênia aos que pensam diferente, o colega advogado uso da tribuna não para uso de suas prerrogativas, mas para utilizar-se das prerrogativas para afrontar diretamente o STF em nome de poderes obscuros. A OAB não deve se deixar levar pelo corporativismo sem princípios. Deve agir firme em nome da República acima de tudo.
A mesma lei que a OAB clama em sua nota é a mesma que diz que todos devem tratar-se com consideração e respeito recíprocos. O que se viu foi uma provocação clara à Suprema Corte, com provocações diretas ao Min. Presidente.
Inadmissível!

Gabriel da Silva Merlin disse:
12 de junho de 2014 às 11:04

Aliás proponho uma atitude a todos que são contra a atitude do Ministro Joaquim Barbosa.
Vamos realizar um movimento para exigir que todos os processos que chegam ao poder judiciário sejam pautados e julgados em menos de 2 meses, sob pena de o magistrado ser responsabilizado por isso e perder o cargo.

Gabriel da Silva Merlin disse:
12 de junho de 2014 às 11:04

Aliás proponho uma atitude a todos que são contra a atitude do Ministro Joaquim Barbosa.
Vamos realizar um movimento para exigir que todos os processos que chegam ao poder judiciário sejam pautados e julgados em menos de 2 meses, sob pena de o magistrado ser responsabilizado por isso e perder o cargo.

Marcelo Dawalibi disse:
12 de junho de 2014 às 11:04

Deixa eu ver se entendi: então um advogado pode interromper uma sessão de julgamento em andamento no Tribunal e fazer um discurso? E os outros advogados, que esperavam para fazer sustentações orais nos processos pautados para aquela sessão, estes não têm prerrogativas? No fim, a reação dos nobres pares ouvidos na reportagem (muitos deles advogados de corréus na Ação Penal 470) não passa de manifestação do bom e velho corporativismo de sempre.

Lucas Hildebrand disse:
12 de junho de 2014 às 11:10

Olha, sou advogado, grande defensor das prerrogativas, bato boca com juiz se for necessário e acho que todo advogado tem esse dever. Até acho que o Dr. Pacheco tinha o direito de se dirigir à tribuna, mesmo que em tese esse não fosse o meio mais adequado. Mas também acho que o presidente do tribunal tem o direito de cassar a palavra após a insistência do advogado, pois já tinha deixado claro que não resolveria o problema ali. Também acho que teria o direito de mandar retirar. A única coisa que faltou foi uma advertência, um pouquinho mais de paciência. Mas o erro do advogado foi maior. A OAB deve se manifestar, mas o teor da nota deveria ser outro. Saiu com tom de chute em cachorro morto, mais ainda por ter acabado de ocorrer festejado e concorrido desagravo no Conselho Federal. JB fez de tudo para merecer esse tratamento duro pela OAB, mas, como instituição, a OAB deve ser impessoal e separar a defesa das prerrogativas do corporativismo, apontando com mais precisão onde se manifestou o erro, eis que não se pode negar, em caráter a prori ou absoluto, o direito do presidente da sessão de mandar retirar quem quer que seja. JB errou no timing e ao deixar de fazer uma última advertência, mas não em refutar a atitude inoportuna do advogado.

GFerreira disse:
12 de junho de 2014 às 11:14

Para engrossar o couro, o Ministro Marco Aurélio, comenta a situação vivenciada ontem no plenário do STF, onde aponta que nos 24 anos de STF nunca vivenciou situação semelhante.
Reconheceu que o único instrumento que o Advogado tinha era requerer que o agravo fosse colocado em pauta para julgamento.
Lamentável Ministro Joaquim Barbosa a sua atitude, pois não se esqueça que logo logo irá pertencer aos quadros da advocacia brasileira, a menos que não queira dar palestras consultorias e pareceres, e só com inscrição na OAB poderá fazer isso.
Aliás, quando Vossa Excelência determinou tire esse homen daqui, tenho certeza que quis dizer tire esse advogado daq

GFerreira disse:
12 de junho de 2014 às 11:26

Para engrossar o couro, em apoio a legalidade, o ministro Marco Aurélio Melo, comenta a atitude de sua Excelência Ministro Joaquim Barbosa.
Não bato boca com magistrado, aliás, não bato boca com ninguém, mas pelo que parece o advogado não tinha outro remédio senão requerer que o agravo fosse colocado em pauta.
O ministro Joaquim Barbosa demonstrou menoscabo pela advocacia, mas isso não é novidade, pois a todo instante bate boca com seus pares.
É uma pena que termine o seu mandato como presidente do STF dessa forma, desrespeitando advogado, mas o mais sério é não respeitar a própria lei penal, deixando de conceder prioridade aos assuntos urgentes.
O advogado queira apenas o julgamento do agravo, e se confirmado a decisão monocrática tudo bem, mas sua excelência. pelo jeito quer manter a sua decisão por quanto tempo achar necessário.
Lamentável, o advogado poderia ter dado voz de prisão ao Sr. Ministro, assim todos iriam para delegacia e lá se resolveria tudo.
Pelo jeito, para o ministro Joaquim Barbosa, só quem leva cacetada é o Chico enquanto o Francisco dorme em berço esplêndido.
Deixar de respeitar advogado é uma coisa, mas deixar de cumprir a lei é outra coisa.
mas acho que logo logo o Ministro vai pedir sua inscrição na OAB ai quero aguardar o resultado.

Kelsen da Silva disse:
12 de junho de 2014 às 11:47

Sem querer defender eventuais excessos do advogado, o fato é que JB já pediu aposentadoria e não tem mais nada a perder, nem a própria honra. Está pouco se lixando para a AP 470 ou quem passe no seu caminho.

Roberto II disse:
12 de junho de 2014 às 11:57

Fico a me questionar, porque o Advogado não questionou o ato do Presidente do STF via processual? Remédio Constitucional existe, pode ser MS ou até Agr Reg, porém, imaginemos que ao termos nossos processos parados ou não pautados , interrompamos uma audiência qualquer, "pela ordem" e passemos a falar desbragadamente o que quer que seja para o Magistrado. Creio que irá virar uma bagunça maior, do que a que já reina no nosso País!!! Vergonhoso....

isabel disse:
12 de junho de 2014 às 11:58

No começo da leitura a gente não consegue acreditar que são advogados e que aprovam uma atitute grosseira, autoritária, e ilegal ( na medida que desrespeita o Estatuto dos Advogados ) ! Depois , a leitura confirma que políticos, policiais e membros dos Poderes, por piores que sejam, não são piores do que a população em geral ( incluída nela profissionais liberais e estratos ainda mais altos), pois emergem dela e no seio dela encontram seus seguidores e apoiadores... e surge a dúvida : quando seremos suficientes civilizados para do nosso meio saírem autoridades que honrem a civilização ???

ratio essendi disse:
12 de junho de 2014 às 12:15

O Min. JB nada mais fez do que defender a dignidade do Poder Judiciário.
Imaginemos se cada advogado de cada cidadão que aguarda a análise de um pedido em juízo se dirigisse, quando melhor lhe aprouvesse, da forma como o causídico se reportou ao Min. Presidente do STF, aos juízes, desembargadores relatores de seus recursos, Presidentes de Tribunais etc. ?
Estaria, certamente, instaurada a balbúrdia e o desrespeito ao Poder Judiciário e às instituições.
O advogado é sim essencial à Justiça e, para tanto, dotado de prerrogativas funcionais e inviolável por suas opiniões, palavras e votos, desde que no exercício regular de seu mister.
Com o devido respeito, não foi o que sucedeu no episódio de hoje no STF. Houve, a bem da verdade, uma intervenção inoportuna à boa fluência da sessão de julgamento em curso - totalmente alheia à matéria veiculada -; ríspida e afrontosa à pessoa do Chefe do Poder Judiciário Nacional. Sendo assim, a retorsão se afigurou mesmo inevitável, necessária e proporcional ao desrespeito à solenidade, aos ritos e protocolos que quem milita na área jurídica e advoga perante a Suprema Corte bem deve conhecer (ou deveria)!
Saudações cordiais!

Paulo LG disse:
12 de junho de 2014 às 12:24

A conduta tanto do Ministro presidente quando do advogado extrapolou o bom tom de uma dialogo respeitosa, o advogado no exercício legal do direito de questionar a sua demanda e se valendo da questão de ordem, sobrepujou a barreira do tom respeitoso, é importante para uma democracia em avanço que até mesmo o Ministro do Supremo seja questionado de quaisquer tema referente aos atos de sua competência, é pertinente o que destacou a matéria do conjur quando traz o histórico da prisão do Genuíno, realmente o Presidente deu celeridade no pedido de prisão e porque não analisar o pedido de prisão domiciliar, ou no mínimo explicar para o Advogado as razões da não inserção em pauta do agravo, mas mesmo assim acho que o bom tom deve ser observado sempre, isso no exercício de qualquer profissão e na vida civil.
No tocante ao Ministro Presidente, a conduta não foi razoável, não havia necessidade da retirada por parte dos seguranças do Advogado, naquele momento ele estava diante da Suprema corte como um profissional legitimado, não como alguém que representava um risco à segurança daqueles que participavam da sessão, é compreensível o posicionamento do Ministro, foi uma forma não pensada de cessar um potencial escândalo.
Finalizo não defendendo as razões de um ou de outro, mas destacando a importância do respeito reciproco entre autoridades, advogados e cidadãos, questionar com bons fundamentos e em bom tom é respeitoso e impõe respeito.

Luis Rodolfo Cruz e Creuz disse:
12 de junho de 2014 às 12:45

Ridulo tudo isso.. Primeiro porque a OAB devia repudiar o que esse adevogado fez. Sair tomando palavra,.. gritando... e batendo boca... não se deu ao respeito. Segundo, porque foi alertado e insistiu.
Como um colega disse... se queria mesmo juridicamente resolver a questão, utilizasse as vias processuais cabíveis e EXISTENTES!!!!!
No mais, o adevogado quis mesmo é aparecer e dar showzinho.. Isso não se faz. E isso sim a OAB deveria repudiar!

ANTONIO MADEIRA disse:
12 de junho de 2014 às 12:59

Lamentável... não atitudo do Ministro Presidente, mas do advogado e, principalmente da Ordem e outros Institutos que se precipitam na defesa de um par e faltam com respeito a uma das melhores, atualmente, Instituições da Nação e de um Ministro respeitável pela sua coragem e que o brasileiro é voz única de elogios. O advogado avançou estupidamente a tribuna, aliás bem próprio de Genoíno e comparsas. Não era sua hora e nem foi convidado, então por que o bom profissional açodou-se? Quer mostrar que faz jus ao bônus ou quer mais? Ser ministro, talvez...

CESAR FARIA disse:
12 de junho de 2014 às 13:20

O Ministro poderia e deveria ouvir o advogado com toda a paciência e depois, querendo, indeferiria o pleito por falta de previsão legal que obrigue a pautar imediatamente o agravo. Mas, não basta indeferir, não é mesmo? É preciso humilhar o advogado. Só isso satisfaz o sadismo. É muito difícil compreender a realidade sem identificar e valorar os demônios que vivem em cada um de nós. Para alguns, o bacana de engraxar os sapatos na cadeira do engraxate está exatamente em sentar-se nela e sentir-se superior ao ser inferior que dá brilho as nossas botas. Isso é humano; não basta conquistar, é preciso exibir a conquista, sentir-se maior, superior, ser o macho alfa. Por isso que convém fazer leis levando em conta a humanidade das pessoas. É preciso que os Magistrados tenham prazos tão fatais quanto têm os advogados. É preciso puni-los imediatamente se não os cumprirem. É preciso que haja sagrada cronologia no julgamento dos processos, apreciação dos recursos, expedição de mandados, etc. Isso não depende de nenhuma verba pública, não é mesmo? É preciso que haja inclusive um temporizador interno nos processos que comprometa todos os envolvidos, inclusive os serventuários que processem os feitos. Mas, é preciso haver vontade política para fazer isso. Não há. Pobre então do Dr. Pacheco que, Dom Quixote, enfrenta a falta de previsão legal na qual se esconde o sádico Ministro e que, ao contrário do moinho de vento no qual a personagem de Cervantes (1547-1616) via o inimigo, transforma-se no inimigo real da advocacia brasileira. Na merecida sessão de desagravo que certamente se fará ao Dr. Luís Fernando que certamente sugiro que todos façam o formidável esforço de comparecer vestidos como o eterno amante de Dulcinéa. É que convém a armadura para evitar pedras.

Jesiel Nascimento disse:
12 de junho de 2014 às 15:10

Sempre li, e algumas vezes fiz, referência à S. Exa. como um juiz rigoroso. Observando os episódios dos últimos 12 meses, mudei, evoluí. Ele não é rigoroso consigo, nem com seu filho, namorada ou amigos. Ele é mau! Mau com os advogados, mau com as partes, mau com seus colegas. Lendo as cultas e corretas palavras de CESAR FARIAS (12 de junho de 2014, 13:20h) encontro o resumo de meu pensamento (não basta indeferir; é preciso humilhar). O ilustre Dr. Pacheco usou o único expediente disponível. Preciptou-se à Tribuna e expôs o Magistrado. Fica a lição: Aos advogados - Coragem e independência. Aos Juízes - Rigor e justiça.

Hiran Carvalho disse:
12 de junho de 2014 às 17:39

Basta pedir o vídeo do Jornal Nacional da Globo e vários outros. O que queiram que o Presidente Joaquim Barbosa fizesse? Deixar o advogado tomar conta do plenário, expondo o Tribunal a uma impotência e humilhação? Simplesmente aplicou o art. 445 do CPC, para salvaguardar a dignidade da mais alta Corte do País.

Rodolfo Corrêa disse:
12 de junho de 2014 às 22:15

A meu ver, o Ministro Joaquim Barbosa violou dois direitos dos Advogados ("A" maiúsculo mesmo!), quais sejam, o de ser tratado com respeito e dignidade, e o de reclamar verbalmente perante qualquer tribunal (Lei 8.906/94, art. 6º e 7º, inc. XI). Ato que merece repúdio. Penso que isso não pode ser deixado sem resposta, pois fere toda a classe, bem como as prerrogativas do Advogado, cuja profissão tem status constitucional (CF, art. 133).

Roberto MP disse:
13 de junho de 2014 às 00:47

" ... são agentes públicos aposentados (policiais, juízes, promotores), que deveriam ser proibidos de advogar. Na França, aposentado que trabalha perde a aposentadoria".
Parece-me rodolpho, que faltou você incluir nesse rol os advogados públicos (procuradores do Estado, dos Municípios, das Autarquias) que advogam paralelamente na defesa de entes ou indivíduos que não do Poder Público, ou estes estão isentos de sua relação?

Rodrigo Medeiros disse:
13 de junho de 2014 às 08:33

Ambos erraram. O advogado pela forma como abordou a tribuna. O ministro por não manter o equilíbrio diante do fato. O STF é um colegiado de alto nível. Lá não há lugar para esse tipo de troca de farpas.

Observadordejuris disse:
13 de junho de 2014 às 08:50

Já pensou o que irá acontecer nas reuniões do Pleno se todo advogado resolver usar essa estratégia? O procurador opinou no dia 5 de junho e a intervenção do advogado ocorreu no dia 11 de junho, portanto, seis dias após. Porque, então, nesse intervalo, ele não usou outras vias mais adequadas para apressar o pautamento de seu pedido? Essa atitude do advogado, ao que me parece, teve o intuito de desmoralizar a figura de um Ministro, que não se assombra com o poderio da casta que ele representa. Pois é!

hammer eduardo disse:
13 de junho de 2014 às 10:56

Mais uma vez a velha e surrada VERDADE esta sendo atropelada pelos ventos da conveniencia aliado ao mau-caratismo de alguns que , ou são ingenuos ou exercem um nauseabundo "espirito de porco" em vez do de corpo. O tal adevogadio sobre o qual agora aparecem acusações paralelas de embriaguez e ameaça ( dar um tiro na cara do Barbosa) , virou martir de uma parcela consideravel da Categoria o que é no minimo lamentavel para sermos economicos com as palavras.
De nada adianta ( como grande parte tem feito aqui) colocar o numero do artigo que permite a discussão do problema do "criente" , no caso , só por acaso , um dos VAGABUNDOS e LADRÕES do PT. O que se viu "ao vivo e a cores" foi um show de falta de educação em sua forma mais rasteira com um elemento agindo de forma impropria naquela corte , fora de hora , de dedo em riste na direção do Joaquinzão e falando de uma maneira talvez apropriada aos botecos do lado de fora da porta daquela Corte. Querer "fechar questão" e se solidarizar com aquele elemento de pedrinha no anel ja é um pouco demais. Se achou que o Barbosa "sentou" no requerimento , tem todo o direito de faze-lo porem de uma forma apropriada em que sejam devidamente resguardados os principios basicos da EDUCAÇÃO que , me permitam os Operadores do Direito , INEXISTIU naquela audiencia. Isto é uma observação ou se preferirem , um FATO e contra estes , não existem argumentos. Hoje com a transmissão ao vivo , fica dificil confundir um "bife a milaneza com um bife ali na mesa" , estava muito claro a arrogancia deste despreparado para o verdadeiro exercicio da Cidadania e do Direito. Ganhou seus 15 minutos de fama , agora é esperar aparecer no programa do Datena ou do Ratinho , bem no nivel dele......

hrb disse:
13 de junho de 2014 às 11:19

No Brasil estamos mau habituados a aceitar a falta do exercício da autoridade e aí quando aparece alguém que aja assim, todos gritam dizendo que houve excesso. O ministro Joaquim Barbosa, nas circunstâncias, não extrapolou às funções pois o douto patrono não poderia atropelar a audiência para exigir que o julgamento do seu agravo à vista de que há um regimento normativo a ser cumprido. Agora, por óbvio, o ministro J.Barbosa tem presenciado atos de simulação (veja-se o contrato do J.Dirceu) na busca de obter-se benefício indevido ao condenado. E sabe o defensor que o parecer favorável do Ministério Público não afasta a conclusão médico-pericial que entende não ter o Sr.Genoíno direito ao privilégio.... O "ademais" é esperneio da defesa que nem sempre revela a verdade...

DBF disse:
13 de junho de 2014 às 12:54

Boa tarde.
Acredito que o presidente veio a fazer valer o CPC em seu artigo 445.
no momento estava ocorrendo algo de suma importância para a Republica Federativa do Brasil, o que tem maior abrangência para os brasileiros.E naquele momento o advogado usou de total desrespeito a corte.
Cordialmente.
Eu.

DBF disse:
13 de junho de 2014 às 15:42

Boa tarde.
Acredito que o presidente veio a fazer valer o CPC em seu artigo 445.
No momento estava ocorrendo algo de suma importância para a Republica Federativa do Brasil, o que tem maior abrangência para os brasileiros. E naquele momento o advogado usou de total desrespeito a corte.
Cordialmente.
Eu.

MIRANDELA disse:
14 de junho de 2014 às 00:47

É lamentável que isto eseja acontecendo neste país, irmão contra irmão, esta é a justiça brasileira, com códigos ultrapassados, a corrupção está aí, diariamente a televisão mostra uma porcaria e nossa leis são cumpridas com o ou seja compridas. Agora na época da copa a televisão mostra para o mundo passeatas de reivindicações e tem até um jornalista da record(programa cidade alerta) fazendo piada das nossas leis que são feitas pelo nosso congresso, é tanta lei e praticamente não serve para nada. É por isso que o povo está gostando do min. Joaquim barbosa. É hora de acabar com o voto obrigatório, mudar o código penal e talvez criar a pena de morte para alguns tipos de crime, como por exemplo corrupção, certos tipos de crimes. O que o povo vê nesse país é que o errado é que está certo. Será que é preciso haver nova revolução para moralizar este país. Desculpe a pontuação e o desabafo. Escrevi errado, sem pontuação, porque o estudo neste país é gratuíto e não gratuito.

Rodrigues disse:
16 de junho de 2014 às 23:49

O Ministro Joaquim Barbosa, efetivamente agiu com a mais absoluta razão. Aquele Advogado realmente tomou a Tribuna de inopino, não tinha a palavra,quis afrontar o Ministro e recebeu o que mereceu, Bem dito Sr. Ministro, o PT não é dono da Nação, Advogado por representar o PT achava que podia tudo.

Rodrigues disse:
16 de junho de 2014 às 23:56

Caro Rodolfo, aconselho-o a assistir ao vídeo, caso já tenha assistido assista-o novamente.

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