Por ordem de Barbosa, advogado de Genoino é retirado à força do STF

Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ordenou nesta quarta-feira (11/6) que seguranças tirassem, à força, um advogado que ocupava a tribuna do Plenário. Luiz Fernando Pacheco, que defende o ex-presidente do PT José Genoino, foi retirado da tribuna quando reclamava da demora de Joaquim Barbosa em pautar a análise de pedido para que seu cliente volte à prisão domiciliar.  

Em maio, Genoino voltou a cumprir pena no Complexo da Papuda. Antes, chegou a ficar detido em sua casa após reclamar de problemas de saúde. Na última quarta-feira (4/6), a Procuradoria-Geral da República emitiu parecer favorável à sua prisão domiciliar. Desde então, o pedido aguarda ser pautado.

Quando o Supremo condenou os réus do mensalão, no entanto, Joaquim Barbosa foi rápido. Ele ordenou as prisões no feriado de proclamação da República, no dia 15 de novembro, mas só expediu as cartas de sentença 48 horas após a prisão de todos os réus. Segundo especialistas, a pressa afrontou a Lei de Execuções Penais.

Pacheco foi incisivo ao falar com o presidente da corte. Disse que o novo pedido de prisão domiciliar já tem a concordância da Procuradoria-Geral da República e que depende apenas de Joaquim Barbosa pautá-lo. O ministro ameaçou rebatê-lo. “Vossa Excelência vai pautar?”, questionou. Mas o advogado não parou de falar. “Vossa Excelência deveria honrar essa casa e trazer a seus pares o exame da matéria”, retrucou.

O presidente do STF mandou cortar o som do microfone da tribuna, mas Pacheco disse que não pararia de insistir. Até que Barbosa chamou os seguranças. Dois funcionários seguraram os braços do advogado e o afastaram da tribuna, enquanto ele gritava que o ministro cometia abuso de autoridade. “Quem está abusando de autoridade é Vossa Excelência”, rebateu Barbosa, sem lembrar que o advogado não é servidor público. “A República não pertence a Vossa Excelência, nem aos de sua grei”, completou, enquanto Pacheco era levado para fora do tribunal.

Após a discussão, o ministro Joaquim Barbosa deixou o Plenário e a sessão passou a ser presidida pelo vice-presidente, ministro Ricardo Lewandowski. Ele divulgou nota lamentando o episódio e declarando que Pacheco agiu "de modo violento".

Condenado, por corrupção ativa, a quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto na Ação Penal 470, o processo do mensalão, José Genoino Genoino teve prisão decretada em novembro do ano passado e chegou a ser levado para a Papuda. Mas, por determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária até abril. Durante o período em que ficou na Papuda, o ex-deputado passou mal e foi levado para um hospital particular.

O ex-deputado voltou à Papuda em maio, por determinação de Barbosa. A decisão foi tomada após o ministro receber laudo do Hospital Universitário de Brasilia. No documento, uma junta médica concluiu que o estado de saúde do parlamentar não era grave.

De acordo com a defesa de Genoino, ele tem cardiopatia grave e não possui condições de cumprir a pena em um presídio, por ser “paciente idoso, vítima de dissecção da aorta”. Pacheco avalia que o sistema penitenciário não tem condições de oferecer tratamento médico adequado ao ex-parlamentar.

Medidas duras
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, disse que o ato foi uma “agressão à advocacia” e consiste em um episódio inédito na história do STF. “Sequer na ditadura militar ousou-se ir tão longe contra o exercício da profissão de advogado. O advogado tem apenas a palavra e a tribuna. Ele apresenta uma questão, seja ela qual for, e cabe ao presidente do Supremo aceitar, indeferir ou nem conhecer o pedido. Em uma democracia, argumentos devem ser respondidos com argumentos, e não com ato de força.”

Coêlho disse que a conduta do ministro não ficará “sem a devida resposta”: deve ser divulgada ainda na tarde desta quarta uma nota de repúdio. A Ordem planeja promover ato de desagravo público em favor de Pacheco e tomar “medidas mais duras”, segundo o presidente. Para ele, Barbosa vem desrespeitando “de forma costumeira a prerrogativa dos advogados, demonstrando que não tem apreço ao artigo 133 da Constituição Federal, que afirma que o advogado é inviolável no exercício de sua profissão”. 

Logo após ser retirado da corte, o advogado Luiz Fernando Pacheco disse à revista Consultor Jurídico que não se sentiu agredido pelo seguranças, mas que sua expulsão foi “mais um ato que consagra o autoritarismo da magistratura do ministro”.

O presidente da OAB do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, disse que também pode tomar medidas após o episódio. Ele afirmou que Barbosa pode estar “meio chateado” após sessão de desagravo promovida na última terça-feira (10/6) em favor do advogado José Gerardo Grossi, que segundo a entidade foi ofendido pelo ministro ao oferecer emprego em seu escritório ao ex-ministro José Dirceu, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. 

Veja abaixo o vídeo divulgado pelo portal UOL:

* Texto atualizado às 19h20 do dia 11/6/2014 para acréscimo de informações.

Alessandro Cristo

é assessor de imprensa e coordenador da Original 123 Comunicação.

Felipe Luchete

é editor da revista Consultor Jurídico.

Leite de Melo disse:
11 de junho de 2014 às 16:01

Em relação a personalidade o Ministro, nenhuma novidade....nada como o tempo, pois daqui a um ano ninguém lembrará mesmo dele (somente as viúvas)....Mas o que impressiona no Ministro é a capacidade de, como julgador, levar as coisas para o lado pessoal.....Imparcialidade para ele não existe...Particularmente, não suporto as figuras de Dirceu, Jenoíno e Cia.....Mas é nítido que o Ministro Presidente exerce o poder do cargo para perseguir (na fase de execução) esses condenados pelo colegiado (e não por ele) a ainda há profissionais do Direito que batem palmas.....Parece que a nossa recente história do período da Ditadura Militar não serviu para nada.....

Porphyrius disse:
11 de junho de 2014 às 16:02

A atitude de ambos é despicienda!

Roberto Timóteo, advogado disse:
11 de junho de 2014 às 16:11

Creio que nunca antes na história da justiça do nosso país ocorreu tamanho absurdo.

Eduardo. Adv. disse:
11 de junho de 2014 às 16:23

Os mensaleiros merecem os "rigores da lei", mas foi lamentável o episódio.
Há um Regimento Interno que determina a forma como se realizarão os trabalhos da Corte. E quando se exerce o direito de defesa, invocando e exigindo o respeito ao Regimento...
Pior é ver a imprensa já distorcendo os fatos... Acabei de escutar na Rádio Estadão a notícia passando a compreensão de que o advogado pretendeu desrespeitar Barbosa agindo com certa violência até conta os demais Ministros.
Lamentável...
Que a OAB em vez de atuar corroborando as falsas compreensões, promova ato de repulsa acompanhado de excelente e convincente campanha de esclarecimento da sociedade.

Cláudio Toledo Sant'Anna disse:
11 de junho de 2014 às 16:36

A Constituição garante ao advogado a inviolabilidade de seus atos e manifestações no exercício de sua profissão. Calar o advogado cortando o som do microfone ou retirá-lo do plenário foi, sim, um flagrante de abuso, e deveria ter sido coibido pelos outros magistrados ali presentes, pois houve ofensa ao art. 133 da Constituição. Sem entrar no mérito da questão, se o cliente tem ou não direito ao regime domiciliar veremos adiante, o fato é que o(s) réu(s) tem o direito de ser ouvido, ainda mais estando preso, e o advogado é a sua voz. Silenciar o advogado é calar a justiça. Ilustres Ministros do STJ.. Reajam!

Marcos Alves Pintar disse:
11 de junho de 2014 às 16:50

Faço minha as palavras do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil. Trata-se de uma violação à democracia sem precedentes nas épocas atuais, por parte de um Ministro que já vem há anos agredindo advogados e seus próprios colegas magistrados. Manifesto ainda minha total solidariedade ao colega Luiz Fernando Pacheco, que na verdade deu uma aula de advocacia demonstrando ao Presidente da Corte que ele não é o proprietário do Judiciário, e que a advocacia está aí para de dedo em riste se necessário lembrar que ainda existe Constituição e leis a serem respeitadas.

Observador.. disse:
11 de junho de 2014 às 16:51

Não há protocolo, método e forma? Um advogado pode, em defesa do seu cliente, cobrar que alguém "honre a casa" e espere que este alguém - vamos fingir que é um Ministro oriundo das "Carmelitas Descalças" - assista passivamente e depois diga :...".é , o senhor está certo.Me desculpe.Vou honrar minha toga e agir conforme o senhor mandou ...perdão...requereu..."
Pensei que haviam certos rituais a serem cumpridos.Mas é Brasil.Quando se julga ter "Direito" à algo....às favas o resto.Ainda mais agindo contra alguém já com "prazo de validade"....
O Ministro errou muito ao vir à público externar sua saída do tribunal.

Helio Telho disse:
11 de junho de 2014 às 16:52

Bela jogada de marketing do advogado de Genoíno. Certamente lhe renderá, além dos minutos de fama no JN, rendosa clientela.
Imagine se todos os advogados com causa pendente no STF resolvesse fazer o mesmo.

Marcos Alves Pintar disse:
11 de junho de 2014 às 16:56

Fico vendo os fatos chegarem à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, nas representações que já foram interpostas tendo como protagonista principal o Ministro Joaquim Barbosa. Se já haviam percorrido metade do caminho para demonstrar a violação ao Tratado ao permitir que a atuação no julgamento de quem atuou no inquérito, agora com essa já chegaram à linha de chegada.

LeandroRoth disse:
11 de junho de 2014 às 16:59

Os defensores de facínoras estão com ódio mortal do Joaquim Barbosa porque ele representa tudo que eles mais detestam: uma Justiça rigorosa e eficiente contra a alta criminalidade.
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A surgirem mais juízes como JB, a vida dos criminosos em terra brasilis ficará extremamente difícil. Por isso é importante difamá-lo, caluniá-lo e humilhá-lo de todas as formas possíveis, para que ninguém mais ouse condenar corruptos neste país.
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José Genoíno tem um problema no coração sim, mas até os médicos da Câmara atestaram que ele pode cumprir a pena no semi-aberto tranquilamente! O JB então seguiu a orientação técnica e mandou ele de volta para Papuda. Mas os advogados não podem aceitar isso: "Uma chicana que não funcionou!!?? Não podemos permitir!!!".
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O PGR concordou com o pedido. E o Lula/Dilma concordaram em colocá-lo como PGR. Logo, acho que as manifestações do PGR tem que ser vistas cum granus salis. E aí o advogado acha que pode impor uma pauta para a reanálise de um assunto já debatido e analisado, e ainda ofende o presidente do STF dizendo "vou te pegar"!!!! E o pior: todos lincham o presidente!!! Que país é esse?
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A criminalidade de elite e aqueles cujas contas bancárias dependem dos facínoras de plantão perceberam que não são intocáveis. E agora vão tentar reverter esse cenário desfavorável a todo custo, e pelo visto nessa nada nobre empreitada contarão com o apoio de muitos juristas não tão bem intencionados...

Eduardo. Adv. disse:
11 de junho de 2014 às 17:02

Por favor!
A obrigação de primeiro respeitar as regras é do julgador, do juiz. Se há normas a serem seguidas (e o Min. JB impôs regras sociais aos julgados na AP 470) elas deverão ser observadas por TODOS!
Há uma ordem de trabalhos prevista no Regimento Interno do STF, que não é do PT e não é do Min. JB, mas é uma garantia de toda a sociedade.
Parabéns ao ADVOGADO! Lamentavelmente cuidará de dar razão aos mensaleiros, que de malfeitores serão, com todo o acerto, elevados ao patamar de vítimas.
Lei é Lei. Para todos! É dura, mas é a Lei!
Parabéns Dr. Luiz Fernando Pacheco!! O vídeo deverá ser apresentado e sala de aula para as futuras gerações e quem sabe até em reuniões de algumas seccionais da OAB...

San Tiago disse:
11 de junho de 2014 às 17:12

Por mais que seja polêmica a atitude de JB e seja necessária alguma nota de repúdio por parte da OAB, ressalto aqui a perseguição política ao ministro caracterizada pela declaração do presidente da OAB/DF: "Ibaneis Rocha, foi aplaudido pelos presentes ao dizer que se Barbosa quiser advogar em Brasília, fará de tudo para impedir que isso aconteça." - Os que têm bom senso percebem que tal postura não é a adequada para alguém que preside a OAB/DF, peço a gentileza que o advogado renuncie a esta posição.

Observador.. disse:
11 de junho de 2014 às 17:14

Sou eu quem pede...Por favor!
Há uma ordem de trabalhos a ser seguida.Mas o Ministro rompeu esta ordem de trabalho?Me parece que o assunto do advogado não estava na pauta.E isto motivou a reclamação.E a forma como esta foi feita não conta?O Advogado não foi agressivo (dedo em riste etc)?Não há protocolos e normas básicas a serem seguidas?Ao clamar pedindo que alguém "honre a casa" não está desrespeitando a pessoa imbuída do cargo?
Quando se aceita que os meios justificam os fins, abre-se uma porta para todo tipo de conduta e procedimento....
Respeito sua forma de ver o fato mas não concordo com ela.

Marcos Alves Pintar disse:
11 de junho de 2014 às 17:14

A questão em discussão no STF nada tinha a ver com mensaleiros, mensalão, birra de advogado ou com culpa ou inocência de acusado. O que se discutia (e isso é um assunto da mais elevada importância) é se um juiz possui o direito de decidir o processo quando ele quer. Como bem demonstrou o douto Advogado, Barbosa foi ágil rápido ao determinar o recolhimento dos condenados à prisão. Palmas a ele. Mas estaria nitidamente a adotar um comportamento diferente quando se trata agora de analisar um pedido de liberdade. Não importa quem é o acusado. Não importa quem se beneficiará ou não. Não importa se o preso é do PT, PSDB, se é comunista ou marciano. O que importa no caso é o poder-dever do juiz de proferir uma decisão jurisdicional em prazo razoável, uma garantia constitucional de todo cidadão. Digo que a questão é de elevada importância porque comportamentos como o de Barbosa se repetem todos os dias nos fóruns brasileiros. Sei que muitos vão aplaudir o Ministro, de forma inconsciente, porque não raciocinam. As massas não enxergam que a omissão de Barbosa é a omissão de milhares de outros magistrados em milhões de outros processos, que prejudicam gravemente milhões de cidadãos honestos nas ações movidas contra o INSS, a Caixa Econômica, bancos em geral e tudo o mais. Se todos os advogados brasileiros (somos 800 mil) estivessem a adotar a mesma postura do bravo colega, nós não mais estaríamos processos se estendendo por 10, 15, ou 20 anos. Enfim, o clamor do colega por uma decisão em prazo razoável é um clamor da sociedade brasileira, em um País na qual o atraso na decisão jurisdicional se transformou em um câncer, corroendo dia a dia o Estado de Direito.

Observador.. disse:
11 de junho de 2014 às 17:16

"os fins justificam os meios"...quis dizer

Eduardo. Adv. disse:
11 de junho de 2014 às 17:29

E não está na pauta por qual motivo?
Há norma dizendo quando e como o processo deve ser julgado.
Deveria estar na pauta. Não está por quê?
Há norma dizendo quando e como o processo deve ser julgado. Não se respeita por quê? Não vai julgar (deferindo ou indeferindo) o processo por quê?
Parabéns ao Advogado. Normas, regras existem para ser cumpridas por TODOS, até pelos Juízes.
Aliás, se foi invocada a res publica e o tribunal não é privado...

Observador.. disse:
11 de junho de 2014 às 17:29

Algumas massas, detentoras inclusive de diplomas, não raciocinam.É fato.
Principalmente ao não perceberem a guerra ideológica, velada, em que vivemos no "país da Copa".Um vale tudo sem precedentes.
Se alienam , ao máximo, até se mostrarem "surpreendidos" quando o caos - ou os "comissários" - baterem às portas das suas vidas sempre iguais....
E, pior, não se sentem ou percebem manipulados.Acham que "as massas"....são os outros.

Felipe PD. disse:
11 de junho de 2014 às 17:35

O desrespeito e o desdém do juízes brasileiros com os advogados é disseminado. Falo isso por ser advogado e por ter meu próprio pai, tios e avós dentre juízes e desembargadores, no total de 5 na própria família. Eles se consideram superiores, não tem jeito, e eu sinceramente nunca entendi a razão, até mesmo porque ser um advogado qualificado é bem mais complicado do que passar num concurso. Esse ego íntimo, por uma questão de convivência, não deve ser explicitado. Tal tipo de atitude soberba foi vista hoje no STF, o que é lamentável. O advogado, em que pese um pouco exaltado, não ofendeu nem desrespeitou ninguém. Claro que o JB não precisaria aguentar calado, sem tomar as devidas atitudes necessárias para conter a exaltação do doutor em questão, eventuais impropérios. De resto, o advogado está certo, uma vez que o regimento interno do STF prioriza questões penais e o JB, que se julga acima de todos, não respeita nem isso, nem os próprios colegas, nem ninguém.Quem vai decidir se o tal do Genoíno deve sair ou não é o Plenário, e não o JB. Por mim o Genoíno apodrece na cadeia, mas o desrespeito das regras legais pelo próprio presidente do STF é um absurdo. Já vai tarde.

Eduardo. Adv. disse:
11 de junho de 2014 às 17:43

Não...
Manipulado? Jamais!
Nem por esquerda, nem por direita, nem por suposto "politicamente correto". Pode-se exigir do servidor público de balcão que respeite direitos, mas de um alto servidor do Judiciário nada pode ser cobrado?
E de "honestidade do milhão alheio" que gosta de dar "café do guarda por furar o sinal vermelho" nós (eu!) já estamos fartos.
Veja aqui o Regimento Interno: http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/legislacaoRegimentoInterno/anexo/RISTF_Dezembro_2013_versao_eletronica.pdf
Se as normas feitas pelo própio STF devem ser rasgadas, aí certamente é melhor se aliar às MASSAS para que a lei do mais forte me proteja...
Que o PT seja apeado do poder! Mas dentro da legalidade!

Marcos Alves Pintar disse:
11 de junho de 2014 às 17:56

Vejo por parte de alguns aqui uma postura de soberba totalmente incompreensível. Ora, quem está em condições de discutir a questão (com a devida vênia àqueles que embora não travem contato direto com o problema, sabem estudá-la e compreendê-lo) é quem efetivamente está com a barriga no balcão todos os dias tentando fazer com que processos judiciais andem. Para quem está de fora, para quem nunca promoveu uma representação por excesso de prazo no CNJ, para quem nunca se viu na necessidade de cobrar do magistrados andamentos de feito, é sempre muito fácil construir longas (e falhas) construções teóricas, discutindo sobre o que não sabe. Que me desculpem esse arrogantes, mas imiscuindo-se em assuntos que não conhecem, em um País com 100 milhões de processos emperrados nos fóruns, só está a prejudicar ainda mais o sofrido jurisdicionado brasileiro.

Observador.. disse:
11 de junho de 2014 às 17:57

O debate sempre acrescenta.Mas meu comentário anterior não era dirigido ao senhor. Era genérico, por assim dizer.
Quase nunca concordamos mas tenho a plena noção de que o senhor é um legalista(mesmo quando divirjo das suas opiniões).
Acho que o Advogado ( e todos os envolvidos nesta causa chamada mensalão ) colocam uma ênfase que não é comum ver em outras causas/casos. Pois o que vivemos é algo ideológico; antigo mas ainda muito forte na América Latina.Infelizmente.Movimenta certas paixões/interesses que estão - para alguns - muito acima do certo e do errado.
No regimento interno, ou em algum outro estatuto ou normatizador, deve haver - também - algo que descreva formas apropriadas e inapropriadas de se resolverem pendências.De dedo em riste e falando em honra/desonra quando se dirige ao Presidente da Corte Suprema é algo que não me parece apropriado. Nem sei que resposta ou atitude se esperaria de alguém - que não seja pusilânime - diante do enquadramento (lembro do dedo em riste) pelo qual passou o Ministro J.B. Sinceramente não sei.

Observador.. disse:
11 de junho de 2014 às 18:10

Nunca a frase "Xingue-os do que você é" e "Acuse-os do que você faz" combinou tanto com alguém.
Pessoa cansativa, soberba, sem limites e que palpita em cima das considerações alheias.Não debate.Quando não concorda com alguém, é sempre deselegante, parcial e se imagina o único , por dominar uma ciência, a ver a vida (que é muito mais do que nossas labutas) da forma correta.
Não há margens para debates com algumas pessoas.São cansativas e - posso estar enganado - me parecem permanentemente de mal com tudo e todos. Mesmo quando elogiam algo, aproveitam para denegrir uma outra coisa ou pessoa que nem fazia parte da questão.E pessoas assim, serão sempre assim.Basta observar.

Veritas veritas disse:
11 de junho de 2014 às 18:30

Barbosa impôs um revés ao Rule of Lawyers que se implanta no Brasil.

Eduardo. Adv. disse:
11 de junho de 2014 às 18:42

Dilema que vivemos, não? Rule of Lawyers?
E o Rule of Law?
Min. do STF virando os olhos para o Regimento Interno que o "governa".
Tribunal Regional do Trabalho pondo fim à greve alheia em pleno domingo, mas nada fazendo para cessar a inatividade que toma conta de seus serviços, em que processos e vidas de pessoas esperam solução e direito trabalhistas, satisfação. Reunindo-se em sessão extraordinária em domingo pela manhã, mas emendando feriados nas causas em que figuram outros tantos "Zé Ninguéns"...
Vá explicar isso para a sociedade....
Império das Leis? Ora, a lei...

Radar disse:
11 de junho de 2014 às 18:42

Seo Joaquim sabe que desta vez foi longe demais. Por isso, abandonou a sessão. Sua atitude foi inadmissível, incompreensível e irracional. Incompatível com a liturgia de seu cargo. Poderia determinar que o advogado encerrasse seu pronunciamento e cortar o áudio do microfone, como aliás, o fez. Mas jamais poderia ter determinado que dois "seguranças" realizassem seu sempre acalentado sonho: tirar o advogado, no braço, como se hierarquia houvesse entre eles; desrespeitando a Constituição. Melhor seria insistir mais um pouco e instar ao advogado que se contivesse. Como último recurso, poderia suspender a sessão e encerrar o televisionamento até que os ânimos se acalmassem. O que jamais poderia é escrever uma das páginas mais sombrias da história do STF. Tenho grande admiração pela capacidade técnica e pela honestidade do festejado ministro, mas abomino seu temperamento e inaptidão para gerenciar crises. Mais lamentável ainda é ver "causídicos" (e não verdadeiros advogados), defendendo a cultura do "barraco", num país que deseja criminalizar até a palmada educativa. Quem idolatra a violência acaba se tornando vítima dela.

Bonasser disse:
11 de junho de 2014 às 18:45

Já estou vendo aquele "grupo" se aconselhando para promover um ato de desagravo.
Seguinte: o advogado cujo tema se comenta foi hiper deselegante sem educação e procurou uma via obliqua para levar seu problema ou de seu cliente ao plenário.
O tema não estava pautado, há a via adequada para levar ao conhecimento da Corte de qualquer possível discrepância processual.
O advogado fora incisivo, sem educação, repito, com dedo em riste e gestos agressivos ao PRESIDENTE DA CORTE e consequentemente à própria Corte, proferindo palavras duras, smj, até ameaçadoras, em um ambiente onde a polidez e o recato devem ser, por demais, exercitados, muito embora saibamos que o Ministro Joaquim às vezes se esquece desse item em seus relacionamentos, no entanto hoje o achei até educado com o agressivo advogado.
acredito que o advogado estivesse cansado, estressado ou coisa que o valha, mas creio ainda que não deveria ter escolhido essa via para abordar o tema, mesmo por que nem ele nem o Ministro Joaquim são conhecedores da medicina do coração, e pelo que consta o Genuíno foi avaliado por varias juntas medicas, onde uma delas fica sob a administração da Câmara dos Deputados, logo legitimada para dar o parecer médico a um de seus integrantes, que deve ser acatado por qualquer autoridade.
Creio mais uma vez que o advogado em tela ALOPROU e SURTOU, quando disse ainda que iria pegar o Joaquim...que coisa hein?
Para que fique registrado, o bate boca dessa vez partiu e permaneceu com o nobre advogado, o Joaquim somente administrou o evento.
Um abraço a todos.
Carlos Bonasser
Bem a gora é só esperar outro ato de desagravo como menciono acima...perda de tempo.

Igor M. disse:
11 de junho de 2014 às 18:50

... e a única conclusão que se pode chegar (mantendo a honestidade intelectual) é que a atitude do advogado foi de total desrespeito e ataque ao Joaquim Barbosa. Além de ter exigido que a causa de cliente tivesse prioridade a todos outros casos de brasileiros (afinal, ele está em defesa da elite), independente se ali fossem casos mais graves, e tudo acompanhado com gritos de “vou te pegar, vou te pegar”, nota-se claramente que essa atuação não passou de um teatro para ser jogado para platéia. Tanto é que não demorou nem 10 minutos para as mídias petistas noticiassem (manipulasse) o fato e armasse a MAV-PT.
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Todos batem muito na tecla das atitudes agressivas de Joaquim Barbosa. Mas quando é o advogado, até a OAB apóia? Quer dizer, agora todo advogado pode entrar no plenário, interromper os trabalhos do judiciário, exigir que dê prioridade a suas causas sob pretexto que o julgador tem que “honrar” suas salas de audiência, e o magistrado tem que baixar a cabeça sob pretexto de que o advogado é inviolável?
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A razão do advogado era somente na questão da prioridade (embora o Regimento Interno não fale quais casos de prioridade tenham urgência em relação aos outros), e cessou ai. Se o STF não cumpriu, que peticionasse, fosse ao CNJ, ou qualquer coisa. Mas sair atacando o Ministro do STF está errado!

Axel disse:
11 de junho de 2014 às 18:59

Que foi engraçada a cena, isso foi.
O vídeo do advogado valentão sendo retirado à força do plenário pelos seguranças já virou piada na internet.
Vou fazer minha parte e compartilhar...

Veritas veritas disse:
11 de junho de 2014 às 19:09

Considerando a interrupção do julgamento de uma ADI para que, dedo em riste, fosse exigido o julgamento de outra demanda, acho que Joaquim Barbosa foi até muito calmo ao lidar com o problema surgido, talvez por já estar antecipando os louros de sua merecida aposentadoria.

Hélder Braulino Paulo de Oliveira disse:
11 de junho de 2014 às 19:19

Mas, o Ministro Barbosa vai aposentar sem colocar em pauta os agravos regimentais dos mensaleiros. Eu acredito nisso. Será o golpe final o "grand finale".
O advogado poderia ter jogado a beca na bancada, repetindo o gesto do então Ministro do STF Adauto Lúcio Cardoso! Sem falar nada!Um ato que vale por mil palavras.
Cultura de "drinks" também é cultura.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Adauto_L%C3%BAcio_Cardoso

Carlo Frederico Müller disse:
11 de junho de 2014 às 19:24

Inadmissível a atitude de Sua Excia. Joaquim Barbosa. Jamais na história deste país, nem mesmo nos sombrios tempos da mais dura e persecutória ditadura, um advogado durante o exercício de seu sagrado mister foi expulso – levado aos braços por seguranças - da mais alta corte deste país. Trata-se de flagrante abuso de autoridade daquele que deveria ser o guardião dos direitos, da ampla defesa e do contraditório. Pior, o Presidente do Supremo Tribunal Federal, em indesculpável falta de urbanidade, de respeito aos seu pares, ao Poder Judiciário e principalmente à toda a classe de advogados, em nítida e indiscutível atitude discriminatória, se dirige ao nobre advogado de forma pejorativa aduzindo que “a República não pertence a sua grei”. Esquecesse o ilustre Ministro que em pouco tempo, apos sua necessária e sem dúvida festejada aposentadoria, para poder advogar, deverá se inscrever à grei da qual todos nós advogados com muita honra pertencemos, justamente à entidade, à classe, ao povo que ele com tanto prazer destrata, diminui e trata com desprezo. Diante dos graves e ilegais acontecimentos, seria o caso se ingressar com o primeiro pedido de impedimento de um Ministro do Supremo Tribunal Federal, fato que não será nada edificante para a nação brasileira. Parabéns Pacheco, o advogado militante não se cala e não teme as arbitrariedades advindas de Magistrados. Força Pacheco!

Carlo Frederico Müller disse:
11 de junho de 2014 às 19:25

Sr Ministro aprenda com as palavras do Mestre Ruy Barbosa, verbis:“ ...¨¨... O povo soberano, os partidos e governos, entre as nações sem disciplina jurídica, estão sempre inclinados a reagir contra as instituições que se não dobram aos impulsos das maiorias e às exigências das ditaduras. A lei foi instituída exatamente para resistir a esses dois perigos, como um ponto de estabilidade superior aos caprichos e às flutuações da onda humana. Os magistrados foram postos especialmente para assegurar à lei um domínio tanto mais estrito, quanto mais extraordinárias forem as situações, mais formidáveis a soma de interesses e a força do poder alistados contra ela.” (Uma Voz Contra a Injustiça – Rui Barbosa e o Caso Dreyfus, Fundação Rui Barbosa – Homero Senna) (grifei)

Leonardo BSB disse:
11 de junho de 2014 às 19:31

Tendencioso demais o COnjur colocar que nem nos tempos da ditadura, como se fosse correto o que o advogado fez! O Estatuto manda o advogado tratar a todos com urbanidade, sendo que ele foi o primeiro a ser grosseiro e rude!
O sujeito sem ser chamado interrompe uma sessão, ofende o presidente da sessão e ainda há quem diga que isso é o certo?! Ele, por certo, angariará clientes, mas se isso aqui fosse um país sério, sairia de lá preso! Um erro não justifica o outro, não é com ignorância e interrompendo de modo inoportuno sessão importante que o advogado ganhará a razão. Que fosse despachar com todos os ministros, tentasse pelas vias civilizadas uma solução!

F. Castle disse:
11 de junho de 2014 às 19:34

Engraçados esses advogados que se acham acima de tudo e de todos. Eu achei que o Ministro Barbosa até fez pouco, deveria ter mandado conduzir à DP pela prática do crime de desacato. E não me venham com a churumela da inviolabilidade do ofício, haja vista que o advogado extrapolou todos os limites com seu showzinho.

Luiz Gustavo Marques disse:
11 de junho de 2014 às 19:37

Há tempos o Conjur abandonou as regras básicas do bom jornalismo, a principal delas, analisar os dois lados da moeda, os dois pontos da questão... Pelo que eu vi no vídeo, o advogado do Genoino se excedeu e muito, aos berros, enquanto o Ministro Joaquim Barbosa escutava pacientemente e tentava argumentar... Não havendo possibilidades de diálogo, cortou o microfone do causídico e este continuou suas ofensas... Expulsar o advogado da tribuna??? Talvez não fosse a medida mais correta a se adotar, mas o tribuno está longe de representar o papel do advogado discutindo a causa com urbanidade, quando de inopino fora solapado pelo Presidente da Corte!!!

Leonardo BSB disse:
11 de junho de 2014 às 19:37

Hoje, fiquei estupefato ao ler notícia do Conjur noticiando que o presidente da OAB/DF teria prometido que não iria deixar Barbosão ser advogado. É dele a OAB, não há impessoalidade? Posso interpretar assim?!
Esse advogado foi o primeiro a exorbitar! Não justifica esse clamor despertado entre a elite da advocacia, até porque não vi esses mesmos senhores demonstrar a mesma indignação para com o verdadeiro ataque à democracia que foi o mensalão! Então, não dá para acreditar que estão preocupados com liberdade, com o bem comum!
Também não vejo o mesmo clamor interno para com o advogado-médio, aquele que é ofendido nos balcões de delegacia, Justiça, etc.
A bem da verdade há menos democracia internamente na OAB até do que na sociedade.
Os conselheiros são a elite da advocacia, aqueles que não esquentam barriga em balcões, não os vejo espelhando o advogado-médio, então a próprio OAB acaba sendo conduzida a cuidar de problemas que não são os mesmos que afetam a grande maioria dos advogados, pois os próprios conselheiros, que são os que mandam internamente, em regra, não correspondem ao advogado-médio. Isso precisa ser revisto com urgência, pois acredito haver uma crise de legitimidade e democracia, no tocante à condução da OAB!

afixa disse:
11 de junho de 2014 às 19:59

O adv já esta rico as contas do partido. Jb se aposenta e fica livres das charlares do plenário . Ate o sotaque forcado de alguém lá deve aborrecer . Mundo jurídico esta cheio de ego inflado . Ate no conjur êh assim. Veja os comentários

Johnny LAMS disse:
11 de junho de 2014 às 20:04

Eu acho que se o vídeo mostrasse um pouco mais do antes do acontecido poderia avaliar melhor a situação. Mas, pelo que vi aqui eu só posso duas coisas.
(1) Aquilo que Dr. Pacheco pediu estava certo e justo, e, aparentemente, ia ser concedido. (2) A forma como o Dr. Pacheco insistiu no pedido foi errado. Se tivesse um pouco mais de paciência, teria evitado a situação.
Não sou fã do Min. Barbosa, mas acho que ele tinha razão. Ele é o Pres. do STF: uma autoridade, e deve ser respeitado como tal. Ciente disso, Barbosa pediu rapidamente a palavra ao advogado, tratado este também como autoridade sem na verdade o ser, e sem grosseria, sem humilhar, sem destratar. Mesmo assim, Dr. Pacheco negou-se a se calar um pouco para ouvir seu interlocutor, e isso, de um modo agressivo, exagerado, comportou-se de modo incompatível com um Tribunal e com a Advocacia.
Se o Ministro exagerou, eu não sei. Talvez nem Barbosa saiba. Mas, sem dúvida alguma, Dr. Pacheco exagerou, passou do limite.
Não é no grito e "pegando lá fora" membros da magistratura que nós advogados receberemos o respeito com o qual sonhamos.
Lamentável. Faltou paciência e equilíbrio. Faltou lembrar que somos todos colegas de trabalho...

Ramiro. disse:
11 de junho de 2014 às 20:05

Vi o vídeo, e então me pergunto, quem estará batendo palmas para quem dançar?
Os que defendem a advocacia vão sustentar que houve abusos, no mínimo falta de tato e de respeito com as prerrogativas profissionais.
Os que odeiam a advocacia (será que este "ódio" permanece após a aposentadoria?) vão afirmar que é um típico circo de advogado querendo aparecer...
A propósito, há um elemento nessa equação, o Congresso Nacional...
Uns defenderão com mais ardor a criminalização das prerrogativas da advocacia, outros defenderão, a partir de tal episódio, a adoção de medidas mais duras na esfera civil e penal contra advogados que "esbordam" além do razoável no exercício de suas perrogativas...
Particularmente prefiro ficar quieto, sem bater palmas, admitindo que não sei quem está sendo posto para dançar...

Ramiro. disse:
11 de junho de 2014 às 20:09

Eis aí uma situação fática que pode ser pretexto para um projeto de lei proibindo juízes e membros do ministério público que se aposentem no cargo de após a aposentadoria exercerem a advocacia.
Iria chover ADIs...
Se houver vitorioso neste episódio, a vitória provavelmente será de Pirro.

Observador.. disse:
11 de junho de 2014 às 20:18

Me permita parabenizá-lo pela frase onde o senhor se refere à "honestidade intelectual". No Brasil esta foi abandonada em nome de paixões. Em todos os setores há torcidas.Lados. Não sabemos mais o que é termos simpatia(ou antipatia) por algo/alguém sem abandonarmos o senso crítico. Não é um fenômeno que anda acontecendo neste ou naquele setor.É no país.Triste de nós.Fica muito mais difícil debater, procurar convergências e progredir , quando se está diante de celerados ou de pessoas que só conseguem ver seu próprio mundo, suas paixões, devaneios e anseios.
Queria ver, em qualquer Corte Suprema (que faça jus a este nome) mundo afora - em países que se dizem civilizados -, se aceitar - sem se tomar nenhuma providência - advogado que se dirija de dedo em riste ao Presidente da Corte, ameace-o de que "irá pegá-lo", deixe implícito certa "desonra" no ato deste Presidente e outras posturas que ferem qualquer regra de urbanidade, e a tal Corte assistir à tudo de forma passiva.
Acho que é disto que se trata o caso. O advogado poderia, respeitando outros casos que seriam discutidos por outros advogados e que estavam na pauta (de forma correta ou não) se dirigir ao Presidente de forma polida e buscar - ou ao menos protestar - por seu caso ainda não ter sido considerado.
Mesmo não gostando de A ou B, devemos respeitar o cargo que a pessoa representa. Você não saúda o homem.E sim o cargo.Pois o homem é passageiro mas o cargo é perene.Representa a crença que temos em uma nação melhor.
Quando achincalhamos um cargo, através do desrespeito total à pessoa detentora deste, estamos abrindo portas para uma sociedade onde não há limites e onde o respeito termina onde começa a minha ou sua contrariedade.

Fernando Romero Teixeira disse:
11 de junho de 2014 às 22:57

Na ditadura os advogados tinham mais respeito pela própria profissão. O conjur, que título tendencioso.

HERMAN disse:
11 de junho de 2014 às 23:37

Qualquer Juiz sensato, levaria a termo o ocorrido, encaminhando-o, em seguida, a entidade representativa da classe e ao Ministério Público para providências cabíveis. Utilizar da força, prematuramente, é sem dúvida atitude de justiceiro e não de um Magistrado equilibrado. A veste negra, não é uniforme ninja, tão pouco, pode um julgador inspirar-se nos filmes de Clint Eastwood. De outro lado, faltou habilidade e propriedade de palavras ao Dr. Pacheco, porém, ser expulso da Corte Suprema é uma agressão, não ao Advogado, mas em toda a classe profissional. Minha impressão, sobre o Ministro é que, para ele, o que não de sua vontade ou membro Ministério Público, é entulho. Considera justa, a Justiça perversa aplica os dogmas de malleus maleficarum.(O Martelo das Bruxas)

Alexandre A. C. Simões disse:
12 de junho de 2014 às 00:03

Tenho para mim, que exista algo além do Ministro Joaquim Barbosa e do Advogado Pacheco, que é a esquecida, abandona, desprezada e desrespeitada lei. A análise da questão deve ser desapaixona. Existe uma técnica, a qual não pode ser rompida. Pacheco representava naquele momento muito mais do um mero advogado de Genuíno. Pelo amor Deus. Vejo colegas advogados defendendo o Ministro Joaquim Barbosa, utilizando de critérios pessoais, como, por exemplo, insinuar que o advogado faz(ia) parte da facção do mensalão. Eu acho que não estudei o suficiente mesmo. Ora, vejamos o que foi dito no calor das emoções e tiremos conclusões objetivas. Vejamos. A defesa de Genuíno foi à tribuna e disse: “pela ordem Sr. Presidente.” Pois bem, deve-se relembrar o óbvio, tendo em vista as várias manifestações nos comentários. É que a tribuna - em qualquer sessão jurídica solene - somente pode ser utilizada por advogado, e revela um peso simbólico (palavras do Ministro Ayres Britto), já solidificado pela história e pelo tempo. É o “locus” imediato onde se desenvolve a dialética e, consequentemente, a defesa das garantias constitucionais do cidadão. A tribuna não pode ser invadida quando dela faz uso o advogado. A palavra “pela ordem”, por sua vez, representa a conduta invasiva do advogado, quando há presença de questão cuja relevância não possa ser olvidada. Há que se respeitar a manifestação do advogado, até que se demonstre que a questão de ordem seja impertinente. Até então, o Advogado agiu de forma legítima. Mas qual fora a questão de ordem? Foi uma petição oral da defesa (absolutamente pertinente), informando outra obviedade, qual seja, a de que existe precedência das questões de natureza criminal sobre qualquer outra, principalmente ao se tratar de réu preso.

Alexandre A. C. Simões disse:
12 de junho de 2014 às 00:04

Errou o Ilustre Advogado? E a previsão do art. 145, inc. III do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal? Depois a defesa sustentou que o agravo está concluso e que já existe manifestação da PGR pela procedência. Tenho para mim que é dever do advogado impor o respeito ao ordenamento jurídico, já que as causas criminais devem ser julgadas com prioridade. E para mim, prioridade é prioridade, e ponto final. Agora outro erro grave do Ministro Barbosa. Ele disse que já estava pautado, ou seja, mentiu – já que depois perguntou ao advogado se ele iria pautar. Então concluo da seguinte forma: se o processo já estava pautado, que então o Ministro atendesse à questão de ordem e revelasse a data do julgamento, provando o equívoco do Advogado e resolvendo a questão pacificamente. Isto sim seria a atitude correta. Além de mentir (pelo menos é o que ficou parecendo), o Ministro Joaquim Barbosa perguntou se o advogado iria pautar (as agressões começaram neste momento). Afinal, estava pautado ou não? Se estava, como ele mesmo disse, qual o motivo de agressão? Não havia motivos para isso. Outrossim, era obrigação do Ministro levar o processo a julgamento, respeitando a ordem de preferência. Mandar cortar o microfone do advogado e retirá-lo na marra do plenário, possui outras consequências. Primeiro, o Ministro Joaquim Barbosa não é dono do Supremo. Ele não estava ali sozinho, e numa democracia como a nossa, se fosse para ele cortar o microfone e tirar o advogado na marra da tribuna, isso deveria ter sido feito com a aprovação de todos os Ministros da Corte. Isto sim poderia (em tese) ampará-lo de forma legítima. Mas o que vi foi um silêncio covarde dos demais Ministros, pelo menos naquele momento.

Diogo Duarte Valverde disse:
12 de junho de 2014 às 01:18

Lamento se não me impressiono com espetáculos de "heroísmo" cuja única finalidade é a promoção pessoal. A atitude do ministro foi absolutamente correta. Joaquim Barbosa possui mesmo a característica de ser autoritário, mas neste caso específico, agiu com correção. Advogado não é dono da República e deve saber se comportar. Assim, o mesmo respeito que se espera de magistrados deve ser exigido também de advogados. E querer fazer prevalecer a vontade própria no berro, pretendendo atropelar a ordem e fazer manifestações inadequadas, é incompatível com o dever de urbanidade e respeito.

ROCHA disse:
12 de junho de 2014 às 06:58

Repudio veementemente a atitude deselegante, violenta, descabida e contrária a tudo quanto possa ser chamado de "atitude de advogado em defesa de seu cliente". REPUDIO, muito mais, a atitude da OAB, que nunca se manifestou a respeito das atitudes contrárias à lei e à ordem, por parte de um tipo de profissional que, embriagados ou não, pretendem afrontar as instituições. Segundo notícias, o agravo que o advogado aloprado pretendia "pautar" fora encaminhado à conclusão, na sexta-feira, e já na quarta-feira seguinte o advogado (advogado?) entendeu de exigir, com violência e ameaças, a sua inclusão em pauta. Por quê? Apenas porque seu cliente é do PT, membro da quadrilha do Mensalão? Quanto outros clientes (não dele, que deve tê-los muito poucos), aguardam pacientemente, até por anos, a inclusão de suas causas nas pautas de julgamento? E que falar dos milhares (e bota milhares nisso) de processos contra advogados, que jazem inertes nas prateleiras dos Tribunais de Ética da OAB por todo o País? Parabenizo a atitude do Presidente do Supremo Tribunal Federal em expulsar da Corte aquele cujo intuito, muito claro era apenas "bagunçar o coreto". Repudio a atitude da OAB que pretende louvar uma atitude absolutamente execrável de um de seus membros.

Luiz C Ferreira disse:
12 de junho de 2014 às 07:23

Pelo que vi no video e o que li aqui, com a devida venia, faltou educação para ambos. O meu Colega errou na sua conduta (falta de educação) e o Ministro, mais ainda, pq ele é o Presidente do Supremo Tribunal Federal e, pelo que se viu, em outros julgamentos e nesse caso, nunca esteve preparado para exercer o cargo que ocupa, porque, não tem equilíbrio, educação e polidez, para ocupar o cargo de Presidente do STF, tendo em vista, que, quando é contrariado, no seu entendimento, parte para a ofensa e não respeita ninguém, só ele é o certo !
Que desonra para a advocacia e para o STF.

Ian Manau disse:
12 de junho de 2014 às 08:16

Parabéns ao magistrado!

Daniel Agostini disse:
12 de junho de 2014 às 08:40

Que meu colegas me perdoem, mas o tal causídico quem extrapolou os limites, atuando em total desrespeito à Casa e aos Ministros! Por outro lado, o Min. foi completamente educado e sereno!

Daniel Agostini disse:
12 de junho de 2014 às 08:40

Que meu colegas me perdoem, mas o tal causídico quem extrapolou os limites, atuando em total desrespeito à Casa e aos Ministros! Por outro lado, o Min. foi completamente educado e sereno!

Valdinei J Souza disse:
12 de junho de 2014 às 08:51

Respeito a opinião de cada um, entendo a posição da OAB, porem, minha opinião é que o Dr. Pacheco faltou com o respeito com o presidente da corte. Antes de analisarmos nossos direitos devemos ponderar nossos deveres de respeito e urbanidade, principalmente defronte a justiça. Onde houver confronto entre o direito e a justiça, "opte pela justiça".

rodolpho disse:
12 de junho de 2014 às 09:03

Entre os que aqui comentam há um rol que se diz advogado, se posiciona contra o advogado vitimado pelo Joaquim Barbosa, e cai de joelhos para puxar e beijar o saco do Joaquim Barbosa.
Não são advogados. São analfabetos que não sabem distinguir alhos de bugalhos. Alguns deles, a maioria talvez, são agentes públicos aposentados (policiais, juízes, promotores), que deveriam ser proibidos de advogar. Na França, aposentado que trabalha perde a aposentadoria.
Fora com os pseudo advogados puxa-sacos e traidores da advocacia. Devem ser expulsos da advocacia, como traidores que são.

rodolpho disse:
12 de junho de 2014 às 09:08

Quer puxando o saco do Joaquim Barbosa e malhando o advogado Pacheco, como costumam fazer as prostitutas diante dos poderosos; quer defendendo o advogado Pacheco e descendo o pau no Joaquim Barbosa, como fizeram, no cumprimento do dever, a maioria dos advogados, ninguém viu o que estava escancarado para ser visto por todos, ninguém viu que o maior malhado, o que levou a maior surra nessa história, foi o Ministério Público Federal, na pessoa do Procurador Geral Janot.
Como fundamental causa de pedir, o advogado Luiz Pacheco apresentou o parecer do Procurador Janot, que declarou ser ilegal a postura do Joaquim Barbosa em impedir a efetivação do regime semiaberto ao Genoino, ao Dirceu, ao Delúbio, e a outros que tinham o direito a isso.
O Joaquim Barbosa tratou esse parecer como papel higiênico usado e cheio de merda. O Joaquim Barbosa desmoralizou o Ministério Público ao calar a boca do advogado que insistiu no cumprimento desse parecer, ao expulsar, com força policial, o advogado, da Tribuna do Plenário.
Está aberto o caminho para que todos os juízes do país cuspam em todos os pareceres do Ministério Público que pleitearem pela absolvição do réu ou pelo cumprimento dos regimes semiaberto e aberto.
Isso tudo ninguém viu.

Hilton Fraboni disse:
12 de junho de 2014 às 09:29

O advogado fui ofensivo, inconveniente e oportunista. Sua intenção é afrontar o STJ, na pessoa do Sr. Joaquim, provocar um racha dentro deste poder e legitimar o pleito do seu cliente pela imposição de valores e interpretações.
Há muito dinheiro investido nesse jogo e a permanência dos condenados nos presídios são trunfos eleitorais para a oposição e risco de revolta entre os condenados e os líderes soltos do esquema em questão.
O PT investe contra o estado para minimizar as cicatrizes.

Honyldo disse:
12 de junho de 2014 às 09:32

Respeito nas palavras, advogado Rodolfo. Contestar não significa escrever o chulo, palavras vulgares.
Quanto ao episódio, concordo com o Ministro: a República não é dos advogados. O Brasil é igualmente de todos nós, segundo o Artigo. 5º da CF. Ou o Sr. se esqueceu do que aprendeu?
Infelizmente, é o país expondo suas víceras.

Alex Mamed disse:
12 de junho de 2014 às 10:00

Atá a OAB tá aparelhada pelo sedizentes neo-comunistas/socialistas/humanistas inscrustados nas tetas do Estado, e que se arrogam donos do Estado de Direito.
Assisti o entrevero diversas vezes e não vi nada demais na atitude do Ministro Joaquim Barbosa.
Quer dizer que o nobre colega advogado, por estar defendendo um petista graúdo, farsante, pois médicos da UNB já disseram que ele não tem nada, se acha no direito de furar a fila dos milhares de recursos que estão aguardando a vez no STF? Quer dizer que agora eu posso usar o púlpito de qualquer Tribunal e exigir que minhas causas sejam priorizadas? Ou isso é apenas privilégio de advogados de petistas?
Concordo com o promotor: deveria ter conduzido o advogado ao DP e lavrado o desacato. O estatuto da ordem impõe o dever ao advogado de atuar com urbanidade também. O colega extrapolou sim.

Alex Mamed disse:
12 de junho de 2014 às 10:00

Atá a OAB tá aparelhada pelo sedizentes neo-comunistas/socialistas/humanistas inscrustados nas tetas do Estado, e que se arrogam donos do Estado de Direito.
Assisti o entrevero diversas vezes e não vi nada demais na atitude do Ministro Joaquim Barbosa.
Quer dizer que o nobre colega advogado, por estar defendendo um petista graúdo, farsante, pois médicos da UNB já disseram que ele não tem nada, se acha no direito de furar a fila dos milhares de recursos que estão aguardando a vez no STF? Quer dizer que agora eu posso usar o púlpito de qualquer Tribunal e exigir que minhas causas sejam priorizadas? Ou isso é apenas privilégio de advogados de petistas?
Concordo com o promotor: deveria ter conduzido o advogado ao DP e lavrado o desacato. O estatuto da ordem impõe o dever ao advogado de atuar com urbanidade também. O colega extrapolou sim.

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social disse:
12 de junho de 2014 às 10:14

Alguns comentários chegam a ser ridículos, de tão "apaixonados" pela profissão e por sua "dignidade intrínseca", e isto denota um casuísmo exacerbado, descabido.
Fez muito bem o presidente da Corte Suprema ao insurgir-se contra ato gravoso do defensor em atitude ameaçadora e desrespeitadora (dedo em riste), mandando retira-lo do recinto. Quem não respeita, não merece ser respeitado. Buscou seu "instante de fama" e se deu mal. Parabéns ao ministro-presidente.
É curioso como a OAB prontamente se manifesta em favor de um seu associado, mas deixa passar em brancas nuvens os desmandos que são cometidos diuturnamente contra a nação por esse grupo de celerados ocupantes de cargos públicos. Dois pesos, duas medidas. Aos amigos a lei, aos inimigos o rigor da lei.
Aplausos ao ínclito presidente do STF, colocando no seu devido lugar aqueles que buscam os já famigerados refletores (imerecidos) do Supremo Tribunal e de uma imprensa sedenta por escândalos, enquanto o país afunda na mais ardilosa lama da inconsciência social.
Nosso país, decididamente, está demandando em regime de urgência urgentíssima, um "ser passado a limpo" em seu mais amplo sentido.

Luiz Eduardo Osse disse:
12 de junho de 2014 às 10:19

... por bem, o que é ordem, tem de aprender por mal mesmo ... deveria ser penalizado pelo tribunal de ética, de ofício ...

Carlos disse:
12 de junho de 2014 às 11:04

Coaduno com a opinião de alguns poucos colegas que viram o mesmo que eu: urbanidade é essencial. Nisso, o causídico que ali estava, defendendo seu cliente, não agiu de forma educada, seguindo o necessário para a boa e pacífica convivência na sociedade.
Sou advogado também criminal e, embora admita que mandar retirar o advogado dali tenha sido exagero, tal atitude foi provocada pela também exagerada atitude do mesmo.
Quer respeito? Respeite primeiro!
Desde o início a fala foi agressiva e provocativa. O que esperar de retorno?
Infelizmente alguns colegas estão sendo absolutamente corporativistas, sem pensar na situação como um todo. Até comentaristas costumeiramente equilibrados, estão pendendo para um lado perigoso nessa questão.
Já dizia Confúcio no ano V a.C.: "A franqueza, sem as regras da polidez, acaba por se tornar grosseria".
Saudações a todos...

tigrao disse:
12 de junho de 2014 às 11:21

Sua Exa. o Ministro Presidente do STF desrespeitou e violou a prerrogativa do advogado, como bem assinalou o seu par Min. Marco Aurélio, o advogado tem o direito de se manifestar perante qualquer Tribunal e rogar pela observância dos direitos do seu cliente. É um absurdo convivermos com esse tipo de intolerância no nosso Judiciário. Espero que a OAB promove o desagravo a favor do nosso colega!

Honyldo disse:
12 de junho de 2014 às 11:35

Como cidadão, sou informado dos milhares de pedidos de prisão semi-aberta para condenados, guardadas nas pilhas de processos dos cartórios, sem julgamento.
Por que a OAB não se manifesta à respeito? Ou somente figuras pseudo nacionais, merecem o privilégio de apreciações céleres, em detrimento desses milhares de anônimos, em sua maioria pobres e pretos e defendidos por advogados que não possuem renome, a grande maioria, inclusive, o fazendo gratuitamente.
Aliás, concordo com o comentarista, Professor J.Koffler: o Brasil precisa ser passado a limpo, incluindo a OAB.

Luiz Aquino disse:
12 de junho de 2014 às 12:11

Bêbado, o advogado do Genoino tentou se antecipar a nova perícia médica, que forçosamente será pedida pelo JB, para saber se o réu não está mentindo, para daí levar ao plenário que então irá tomar uma decisão fundamentada. A estratégia não deu certo e ainda descobriram que o cidadão estava bêbado. E a OAB ... mostrou o seu verdadeiro interesse. ...isto é, a sociedade que se lixe.

Bia disse:
12 de junho de 2014 às 12:21

Como advogada, senti-me profundamente envergonhada, ontem, tanto pelo lamentável episódio PROTAGONIZADO pelo advogado de um CONDENADO criminalmente, com trânsito em julgado, depois do devido processo legal. Sinto-me envergonhada de pertencer a uma classe que é presidida e dominada, atualmente, por grandes estrelas patrocinadores de políticos corruptos que desviaram bilhões dos cofres públicos. Por pertencer a uma classe em que há colegas cujos honorários também provem de desvios bilionários de verbas PÚBLICAS. De uma classe que possui individíduos que pensam que seus clientes realmente são seres dotados de PRIVILÉGIOS dos quais o brasileiro "normal", que trabalha e recolhe impostos, NÃO POSSUI! A OAB deveria, imediatamente, investigar a denúncia, mais grave ainda, de que o tal advogado estaria EMBRIAGADO quando adentrou o plenário daquela forma violenta, ameaçou a pessoa física de seu atual Presidente e desespeitou uma INSTITUIÇÃO BRASILEIRA! Estou envergonhada, neste momento, por ser brasileira! Realmente, tem razão a OAB apenas NUM PONTO: jamais, durante a ditadura militar, seria permitido a um advogado que não se comporta com a dignidade que sua profissão sempre exigiu (e, agora, infelizmente, não exige mais), a provocar tal episódio. E, neste caso, coibir tal atitude seria extremamente benéfico para a própria DEMOCRACIA!

Marcos Alves Pintar disse:
12 de junho de 2014 às 12:25

Vejo nas dezenas de comentários lançados neste espaço que se excluirmos os que fazem referência direta ao PT, ao mensaleiros, e à condenação no processo do mensalão sobram alguns poucos. Ora, a discussão nada tem a ver com o objeto da ação penal em si, com os mensaleiros ou com condenações. O que se discute é o suposto "direito" que um juiz teria de reter abusivamente os autos de um processo (não importa de quem), deixando de submeter sua decisão monocrática ao plenário após a interposição de recurso. Mais: falamos aqui, em um País com 100 milhões de processos que se arrastam no Judiciário, se é legítimo à advocacia instigar os juízes a cumprirem sua obrigações funcionais, julgando os feitos sob seus cuidados. Para citar apenas um único exemplo dos prejuízos que os atrasos jurisdicionais representam, veja-se que o recurso sobre os planos econômicos, no STF há meia década, teve o julgamento suspenso mais uma vez. Milhões de pessoas aguardam pela solução do caso, mas a solução não vem. Trata-se de um flagelo que tem minado o desenvolvimento da nação e a segurança jurídica, que precisa ser eliminado. Penso que a função da advocacia é buscar a correção de tais situações. A razão de existir do advogado é para coibir os abusos dos agentes estatais, e é para isso que os advogados gozam de inúmeras prerrogativas. O colega Luiz Fernando Pacheco exigia no Supremo algo que está entalado na garganta de todo bom advogado brasileiro, que é o cumprimento da lei e da Constituição no que tange à razoável duração do processo. Agora, se os próprios advogados o criticam (certamente advogados que nunca "encararam" a missão de fazer um processo ter um curso breve), parece-me que a própria classe esta plantando a semente da dispensabilidade do advogado.

Bia disse:
12 de junho de 2014 às 12:37

Prezado colega Marcos Alves Pintar,
Estou formada desde 1969 e já logrei apressar o julgamento de interesse de eus clientes muito mais vezes do que você poderia imaginar. Mas NUNCA desrespeitei juiz algum, obtendo o MESMO tratamento em troca - e, assim, sempre consegui o que pretendia. Lutar pelos interesses de seu cliente INCLUI a urbanidade com o juiz, justamente para que não prejudiquemos os interesses de nosso próprio cliente. Ontem aconteceu justamente o contrário do (supostamente) pretendido pelo advogado em questão. Ele conseguiu prejudicar ainda mais seu cliente que, afinal, não pode ser reconhecido como merecedor de privilégios que outros condenados não possuem, até porque os próprios laudos médicos a respeito de sua saúde indicaram o CONTRARIO. Então, aceito e respeito suas críticas, mas que não podem ser generalizadas.

Marcos Alves Pintar disse:
12 de junho de 2014 às 12:47

Ao longo dos últimos anos, no final de audiências, em várias ocasiões os clientes me perguntam: quem era aquele homem ali de terno e gravata, que nada dizia? Foi com constrangimento que eu esclareci que se tratava do advogado da parte contrária, muito bem trajado, polido, mas inerte como uma múmia. Penso que a advocacia precisa iniciar urgentemente uma reflexão interna para saber o que quer. Ora, fazer uma "petiçãozinha" básica baseada em um modelo achado na internet, permanecer inerte na audiência distribuindo com elegância sorrisos enquanto a ilegalidade domina a vida judiciária é muito fácil, cômodo, mas qual a lógica de se contratar advogado para a solução de um litígio se a atuação do causídico não faz nenhuma diferença real? Hoje, as autoridade públicas já falam abertamente na dispensabilidade do advogado. Há projetos de lei em andamento adiantado prevendo o que eles chamam de "métodos alternativos de solução de litígios", na qual a figura do advogado é excluída. Mais das vezes, juízes e seus vassalos alegam que a presença do advogado apenas dificulta o andamento dos processos e não raro eles comprovam que as alegações do causídico são pífias, contraditórias, longas, desnecessárias. Se há atrasos no andamento o advogado nada faz. Teme por represálias, e está mais interessado em estar bem vestido e "respeitado" pelas autoridade devido a sua submissão e inaptidão para exigir a vigência da lei em favor de seu cliente. Poucos realmente enfrentam a realidade da profissão, e encaram de frente os problemas, como o fez o colega no STF. Assim, nós advogados temos que decidir. Vamos continuar a ser os engravatados almofadinhas que não faz diferença alguma no processo? Ou ao contrário seremos os defensores da ordem, encarando os desafios de frente?

Marcos Alves Pintar disse:
12 de junho de 2014 às 12:59

Por mais que eu veja e reveja o vídeo do incidente, prezada Bia (Advogado Autônomo - Empresarial), não visualizo nenhuma postura desrespeitosa do Advogado. Ele só levantou a voz, na verdade, quando Barbosa procurava interrompê-lo. Quando o áudio foi suprimido, o Advogado naturalmente levantou a voz mais ainda, e somente passou aos berros quando foi retirado da tribuna pelos seguranças, quando tinha suas prerrogativas de advogado violadas. Ele falou ao todo por 80 segundos. Se Barbosa tivesse tido um pouco mais de paciência, o Advogado certamente falaria por mais 15 ou 20 segundos, e a manifestação teria se findado sem maiores consequências. Caberia ao Presidente dizer "recebo a manifestação do Advogado e procurarei dar solução ao caso o mais rápido possível" continuando no julgamento. Mas a baixa estima do Ministro falou mais forte. Quando ele se viu criticado, procurou interromper a fala do Advogado, e só aí o Causídico naturalmente se exaltou porque sua prerrogativa de reclamar verbalmente da violação de preceito de lei ou regimento estava sendo violada. Assim, o colega Pacheco não desrespeitou o Ministro. O que ele fez foi retrucar em face à violação de sua prerrogativa profissional, a partir do comportamento do próprio Joaquim Barbosa. Por outro lado, volto a frisar o que já disse abaixo (e esse o ponto mais grave de erro no posicionamento da maioria). Irrelevante o que se discutia nos autos do processo principal, quem eram as partes ou seus advogados. O pedido do Advogado era absolutamente cristalino no sentido de que Barbosa trouxesse os agravos a julgamento pelo Plenário, e nada mais do que isso. Barbosa poderia depois da fala do Advogado decidir que traria o processo a julgamento, que não traria, mas não poderia impedir o Advogado de falar.

AnaP. disse:
12 de junho de 2014 às 13:00

Em matérias como estas, é possível ver a seção de Comentários como um rico pavilhão onde o cidadão comum pode, enfim, apreciar e escolher qual dos advogados contrataria ou não. É possível conhecer quem se esforça por ter controle emocional, quem opina de forma imparcial e com competência, quem leva em conta o fato em si - e quem emite seu parecer confirme quem assina a atitude, de um lado ou de outro, se o ministro ou se o advogado. Naturalmente, aos exaltados é necessário apenas a paixão. Dizia Bruce Lee que
"Se você coloca os princípios à frente da paixão, você ganha. Se põe a paixão à frente dos princípios, você perde."
Que a OAB saia em defesa de um advogado somente pelo fato de ser advogado, permitam-me dizer que isso é algo que assusta ao cidadão.
E, por fim, seria até possível dar um algum crédito ao intempestivo advogado se ele estivesse a defender um homem pobre, sem roupas de marca e sem cuecas, que tivesse roubado algo de comer. Mas supõe-se que o advogado nem esteja lendo os comentários: enquanto o país estiver como está, a esta altura, já terá sido convidado para um cargo elevado, com salário atraente, talvez no mesmo hotel para o qual foi convidado José Dirceu.
Agora, chamar o advogado de Excelência, atentando-se para o significado da palavra, é muita delicadeza do Ministro.

Ronaldo Lastres disse:
12 de junho de 2014 às 13:15

Concordo com as lúcidas palavras do colega Marcos Alves Pintar. Independente de cores partidárias, pois nas questões de Justiça não cabe o sectarismo político, vale afirmar que não pode, o julgador, pertença ao órgão que pertencer, ocupe o cargo que ocupar, reter em seu poder indefinidamente recursos que, por sua urgência, deveriam ser postos em mesa, na primeira sessão, independente de pauta. Ao advogado é lícito, após reiterados pedidos de colocação em mesa para julgamento pelo plenário, sem resultado, levantar questões de ordem nesse sentido. Assim, a decisão do Presidente do STF de mandar retirar à força o advogado constitui-se em agressão a todos os advogados. A pedra dos anéis dos advogados não é vermelha de vergonha, antes significando a luta que deve enfrentar contra o arbítrio e a intolerância. Como bem lembrou o ilustre presidente do IAB, Técio Lins e Silva, nem nos anos de chumbo houve tamanha agressão à advocacia. Quanto a outros casos idênticos, sem solução, cabe aos respectivos defensores tomarem as medidas que julgarem conveniente. O advogado retirado manu militari da sala do STF, defendia apenas o seu cliente, que lhe havia confiado o devido mandato. Ronaldo Lastres Silva, advogado, OAB/RJ 20.174.

Ronaldo Lastres disse:
12 de junho de 2014 às 13:15

Concordo com as lúcidas palavras do colega Marcos Alves Pintar. Independente de cores partidárias, pois nas questões de Justiça não cabe o sectarismo político, vale afirmar que não pode, o julgador, pertença ao órgão que pertencer, ocupe o cargo que ocupar, reter em seu poder indefinidamente recursos que, por sua urgência, deveriam ser postos em mesa, na primeira sessão, independente de pauta. Ao advogado é lícito, após reiterados pedidos de colocação em mesa para julgamento pelo plenário, sem resultado, levantar questões de ordem nesse sentido. Assim, a decisão do Presidente do STF de mandar retirar à força o advogado constitui-se em agressão a todos os advogados. A pedra dos anéis dos advogados não é vermelha de vergonha, antes significando a luta que deve enfrentar contra o arbítrio e a intolerância. Como bem lembrou o ilustre presidente do IAB, Técio Lins e Silva, nem nos anos de chumbo houve tamanha agressão à advocacia. Quanto a outros casos idênticos, sem solução, cabe aos respectivos defensores tomarem as medidas que julgarem conveniente. O advogado retirado manu militari da sala do STF, defendia apenas o seu cliente, que lhe havia confiado o devido mandato. Ronaldo Lastres Silva, advogado, OAB/RJ 20.174.

Carviso. disse:
12 de junho de 2014 às 13:19

"Advogado de GENOINO é retirado a força do STF". Dra., seu comentário é perfeito. Esse é o sentimento da grande maioria

Neli disse:
12 de junho de 2014 às 13:37

Ambos estão errados.O advogado errou ao não agir com urbanidade, como também o próprio ministro Barbosa que deveria agir com urbanidade errou.Direito é bom senso, urbanidade para que se chegue à justiça. Quem agride verbalmente(ou por escrito) é porque não tem argumentos para a fundamentação ou ,o que é pior ,não sabe argumentar.Lamentável é o presidente do STF não levar a julgamento o pedido do condenado para a prisão domiciliar ou trabalho externo. O bom juiz é aquele imparcial,que não lê o nome da parte,mas, sim,apenas o caso concreto e o pedido."De lege ferenda" ministros dos tribunais superiores deveriam ser desembargadores e não advogado ou membro do Ministério Público, que na vida profissional agiram como parte.No mais, boa Copa do Mundo a todos que não vença a seleção da CBF,porque minha Pátria no futebol se chama Santos F C!

thunder cuta disse:
12 de junho de 2014 às 13:47

O Ministro Joaquim Barbosa, perdeu uma grande oportunidade de "sair por cima" ....era só dizer ao advogado: " Tenho dezenas de processos para serem pautados e obedeço, rigorosamente, a ordem de chegada". Tenho receio de seu viés ditatorial. Não aceita ser confrontado. E, como disse, em entrevista o advogado, ele teria medo de "perder" no voto do plenário. Já existem rumores de que, se Dilma fosse reeleita, daria indulto natalino aos mensaleiros.

Paulo Roberto Vieira Camargo disse:
12 de junho de 2014 às 14:18

Quanto ao advogado Tecio Lins , autor da nota defensora do comportamento odioso do advogado do ladrão (por decisão transitada em julgado) Genoino, a omissão de seu voto no CNJ acabou por chancelar marmelada no concurso para JUIZ do TJ do Rio de Janeiro. Esses e' o caráter dos advogados "defensores" da classe, sem instrumento de mandato.

Paulo Roberto Vieira Camargo disse:
12 de junho de 2014 às 14:50

Pelo que se lê das manifestações o Consultor Jurídico deveria trocar a manchete para "Advogados em sua maioria repelem comportamento do colega defensor de mensaleiro". Esta manchete retrataria a verdade dos fatos !!!

AnaP. disse:
12 de junho de 2014 às 15:02

Em matérias como estas, é possível ver a seção de Comentários como um rico pavilhão onde o cidadão comum pode, enfim, apreciar e escolher qual dos advogados contrataria ou não. É possível conhecer quem se esforça por ter controle emocional, quem opina de forma imparcial e com competência, quem leva em conta o fato em si - e quem emite seu parecer confirme quem assina a atitude, de um lado ou de outro, se o ministro ou se o advogado. Naturalmente, aos exaltados é necessário apenas a paixão. Dizia Bruce Lee que
"Se você coloca os princípios à frente da paixão, você ganha. Se põe a paixão à frente dos princípios, você perde."
Que a OAB saia em defesa de um advogado somente pelo fato de ser advogado, permitam-me dizer que isso é algo que assusta ao cidadão.
E, por fim, seria até possível dar um algum crédito ao intempestivo advogado se ele estivesse a defender um homem pobre, sem roupas de marca e sem cuecas, que tivesse roubado algo de comer. Mas supõe-se que o advogado nem esteja lendo os comentários: enquanto o país estiver como está, a esta altura, já terá sido convidado para um cargo elevado, com salário atraente, talvez no mesmo hotel para o qual foi convidado José Dirceu.
Agora, chamar o advogado de Excelência, atentando-se para o significado da palavra, é muita delicadeza do Ministro.

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social disse:
12 de junho de 2014 às 16:56

Observo que, em três páginas de comentários, há um certo equilíbrio entre os indignados com a postura do ministro-presidente e aqueles que defendem o intempestivo causídico provocador. Até aí, parece-me que, "entre mortos e feridos, salvaram-se todos".
Causou-me estranheza, todavia, que o período de exceção ("ditadura militar") tenha sido trazido a lume mais de uma vez, travestido de odioso verdugo. Por que? Por acaso, aqueles que o mencionaram viveram durante essa fase transitória entre a balbúrdia total e a redemocratização? Creio que não, ou se o viveram, estavam cegados pelos arroubos juvenis típicos da época (em toda América Latina), em que vogava, em lugar destacadíssimo, a grosseira e falsa figura do "salvador da pátria", Ernesto "Che" Guevara, um reles e oportunista guerrilheiro.
Àqueles que mencionaram pejorativamente a Contrarrevolução de 64, digo-lhes que ou são cegos, ou falam sem conhecimento de causa. A intervenção militar foi necessária e, mais que isso, ostensivamente solicitada pelo povo, cansado de ver os desmandos de governos alinhados com os comunistas que outrora cobriram de tormentosas nuvens os céus do continente e de outras partes do mundo. Tanto é assim que foram estrondosamente derrotados e expulsos a pontas de baionetes.
Apenas me cabe um reparo, um "mea culpa" mais que pertinente: se tivéssemos feito adequadamente o dever de casa, hoje o Brasil não estaria passando pelo pior período da sua história pátria, paradoxalmente promovido por aqueles mesmos celerados que intentaram aqui fincar a odiosa bandeira da foice e do martelo, enlameando e ensanguentando nosso vibrante pavilhão nacional.
Uso afirmar àqueles que tanto adoram o comunismo: o que os impede de mudar-se para uma Coreia do Norte, Cuba, Venezuela, Equador...?

Adriano Las disse:
12 de junho de 2014 às 20:36

Como podem essas instituições silenciarem diante de tamanha agressão ao Poder Judiciário e ao seu Ministro Presidente, que histórica e insuperavelmente o representa? Como podem, com o seu silêncio, chancelarem o comportamento grotesco e inescrupuloso daquele advogado? Será pelo fato de o MINISTRO JOAQUIM BARBOSA ter sido contra à ampliação de TRFs? Será que não percebem o que está acontecendo? Vão mesmo se alinhar ao advogado maloqueiro em desfavor de toda a magistratura? Está tudo ignobilmente dominado. Passamos - e muito - do fundo do poço.

WILTON PAESANO disse:
12 de junho de 2014 às 20:59

É evidente que faltou tato ao advogado expulso pelo Presidente do nosso STF; a sua expulsão decorreu da falta de sua polidez e insistência num ato cujo efeito já havia ocorrido; eis que seu processo não estava em pauta, o advogado não teria o direito de falar na tribuna; avançou, indevidamente, mas por previdência do Ministro pôde falar, então, agradecendo a oportunidade e feita a fala, encerrasse e saísse satisfeito do lugar; não ! ao contrário, de dedo em riste, se insurge contra o Ministro Presidente; o que quer ? ser expulso, como foi; e/ou ser conduzido preso, por desacato, eis que sua palavra não foi autorizada. A verdadeira advocacia é a pratica do bom senso e de discussão de idéias para o encontro da melhor solução; quando criminal, mostrar a inocência do acusado, se possível. Os réus do mensalão são bandidos da pior espécie, visto que logrando obter a confiança do povo brasileiro, nas sombras, lhes tiravam riquezas sem cerimônia. Ora, abusar da confiança é ato de traição, é crime de lesa pátria porque interferiu no tesouro da |Nação. Então, esses tais não merecem qualquer consideração e devem pagar a pena de seus nefandos atos encarcerados; e, não deveriam gozar de nenhum benefício. O advogado expulso, talvez por vultosa quantia pretendia afrontar o Ministro Presidente de um dos Poderes da República imaginando com isso angariar simpatia de vários que por terem seus pedidos contrariados pelo notável Magistrado fazem coro contra sua ética, decência, consciência jurídica e capacidade de paladina defesa nacional. Isso não é advocacia; é politicagem rasteira. A advocacia exige de todos que nela digladiam justeza nas idéias, nos atos, na ética, na decência, na educação, no respeito, no bom senso. Caro colega expulso, que pena, seu golpe falhou.

Floriberto Sampaio Canejo disse:
12 de junho de 2014 às 23:52

Não sôa bem comentários descortêzes. Percebo certa ignorância. E o que mais me impressiona, são trocas de "farpas", desnecessária e discordial. É salutar a URBANIDADE entre as pessoas, é necessário humildade. Tanto de quem fala, quanto de quem escuta, e isso, aprendemos desde cedo, ainda quando criança. Percebo que, existem alguns profissionais que se enquadram perfeitamente em tais perfis. É notável àquele que fala bem e pede bem. Quem fala mal, escuta mal. Genuíno não é digno de privilégios! E nem exemplo a ser seguido...

Roberto MP disse:
13 de junho de 2014 às 01:10

Se o ministro JB agiu com abuso de autoridade ou desvio de conduta está imune (isto é Brasil) ou salvo de qualquer sanção (de algum sansão não rs rs) pois é ele quem preside a mais alta corte do País (STF) assim como também preside o órgão que exerce a função de controle externo do Judiciário (CNJ). Destarte, está rindo pras paredes e vai sair sobranceiro.

FlávioFdeLima disse:
13 de junho de 2014 às 15:05

Imagine se todos os advogados dos condenados fossem ao plenário "exigir", que ponham em pauta, absurdo esse advogado deveria eh ter sido preso junto com o José Genoino, pois para participar do mensalão, teve muita saúde e agora vem querer ficar de boa em casa, CADEIA NELES! Parbens! Joaquim, sou seu fã e pena q irá se aposentar!

PEDRO disse:
13 de junho de 2014 às 22:13

E se fosse um outro advogado e outro processo não ligado ao mensalão ? Talvez o ministro tivesse contemporizado. O pedido do advogado do petista foi inoportuno. E buscou visibilidade. A Dilma já o havia chamado de advogado molenga.E ao que se sabe ele não reclamou da presidente.

Roque Z Roberto Vieira disse:
14 de junho de 2014 às 23:21

JOAQUIM BARBOSA e a EXPULSÃO DO ADVOGADO.
O Ministro Joaquim Barbosa ao expulsar um advogado da Tribuna, acaba por condenar sua própria” GREI ”. O advogado Luiz Fernando Pacheco dirigiu-se corretamente ao Presidente com o termo técnico “...PELA ORDEM...”, de uso obrigatório para os advogados. Agiu também corretamente, quando cobrou a pauta de um processo prioritário, por trata-se de julgamento de RECURSO DE URGÊNCIA, onde o escopo da lide, era o risco de vida de um presidiário, seu cliente. Lamentável a INÉRCIA dos demais colegas advogados que presenciaram o INJUSTO, e permaneceram inertes diante de uma afronta não só, à Ordem dos Advogados, mas principalmente à DEFESA PLENA DA CIDADANIA. Lembrem-se.: “...Onde estiver presente um advogado é a OAB que está presente...” .O ministro Joaquim Barbosa equivocou-se. Sempre ensinei aos meus alunos, que a voz do advogado é a voz da cidadania e a voz do seu cliente e familiares, que depositaram e confiaram naquela defesa, sua vida e suas aflições. A OAB e o Estado Democrático de Direito não podem pacificamente quedar-se inerte diante desse episódio inusitado, sob pena de configurar um perigoso desvirtuamento da ordem jurídica. Calar a voz do advogado justamente no momento e no local mais sagrado para a advocacia, ou seja, “ A TRIBUNA DO ADVOGADO “, além do desrespeito, significa suprimir a VOZ DA DEFESA, o que impõe reação imediata, ou seja, medidas oportunas capaz de inibir reiteração de conduta análoga, evitando para o futuro, risco do gravoso contágio à todo Poder Judiciário em suas Instâncias inferiores. (Roque Z em 13.06.14).

preocupante disse:
18 de junho de 2014 às 20:00

Creio que a atitude do advogado foi meticulosamente calculada, pois sabia que não haveria outra reação do Ministro senão a que se pôde ver, por se tratar de autoridade intransigente (talvez única dos tribunais superiores) com os desmandos dos agentes públicos infiltrados nos poderes desta tão maltratada, vilipendiada e ameaçada república federativa do Brasil.

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