Governo deve incluir proposta orçamentária da DPU sem cortes

A proposta orçamentária para 2015 da Defensoria Pública da União deve ser encaminhada pela Presidência da República, sem nenhum corte, para apreciação do Congresso Nacional. A decisão liminar desta sexta-feira (31/10) é da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal.

A ministra atendeu a um pedido da Defensoria que ingressou com Manado de Segurança depois que a Presidência da República fez cortes no orçamento ao incluí-lo no Projeto de Lei Orçamentária que será analisado pelo Congresso. De acordo com a DPU, o Executivo feriu a autonomia administrativa e orçamentária do órgão ao cortar sua proposta em 95%. 

No Mandado de Segurança, a DPU incluiu no cálculo diversos projetos de lei que tramitam no Congresso e que pretendem aumentar o salário dos defensores, criar carreiras de apoio, cargos em comissão e gratificação por acúmulo de cargos. A proposta da DPU era um gasto pessoal de R$ 245 milhões, entretanto, o governo reduziu o valor para apenas R$ 10 milhões.

Na quinta-feira (30/10), a ministra já havia tomado decisão semelhante em ação movida pela Procuradoria-Geral da República questionando os cortes nas propostas orçamentárias do Judiciário, do Ministério Público da União, do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público. A ministra determinou que todas sejam incluídas, sem alterações, no projeto sem alterações.

Na mensagem presidencial em que o Executivo explica o corte, a presidente Dilma Rousseff afirma que os orçamentos dos demais Poderes foram cortados “em razão do cenário econômico atual”. “O Brasil necessita manter um quadro de responsabilidade fiscal que permita continuar gerando resultados primários compatíveis com a redução na dívida pública em relação ao PIB e com a execução de investimentos e políticas sociais, garantindo, assim, o controle da inflação e os estímulos ao investimento e ao emprego”, diz a mensagem enviada ao Congresso.

MS 33.193

Tadeu Rover

é repórter da revista Consultor Jurídico.

analucia disse:
01 de novembro de 2014 às 15:17

pobre não tem autonomia, só a Defensoria. Monopólio de pobre é bom apenas para a Defensoria e não para o pobre, este não tem autonomia nem orçamentária, nem opção de outro setor para prestar assistência jurídica. Inverteu-se a lógica e criamos um frankstein jurídico com poder de polícia. Então melhor seria conceder autonomia administrativa e financeira para o Sistema Único de Assistencia Social e também incluir a assistência jurídica nos municípios. Caso contrário, teremos uma espécie de polícia de controle social dos pobres que não votam, nem são identificados.

analucia disse:
01 de novembro de 2014 às 17:20

privatizamos o Estado para servidores públicos e que nem precisam ter eficiência, pois têm monopólio até de pobre..

Rogério Bernardi disse:
01 de novembro de 2014 às 18:26

Demora muito a entender que a Defensoria Pública presta serviço público essencial (assistência jurídica integral e gratuita, judicial e extrajudicial)?......pessoas desinformadas (até candidatos a governo de Estado) falando besteiras por aí....chefe de executivo cortando verbas...e aquele que, um dia, será o maior beneficiado, não faz ideia do tamanho da afronta que isso significa.
Tratando-se de serviço público essencial, tem-se como equivalente válido o fechamento de hospitais públicos por falta de verba. Parece horrível não?!....e efetivamente o é!!!

J. Ribeiro disse:
03 de novembro de 2014 às 04:37

Será que o executivo vai pelo menos analisar? É provável que não tome conhecimento.

Adriano Las disse:
03 de novembro de 2014 às 07:40

É por isso que o Brasil é terceiro mundo, pois o serviço público, em especial o das "carreiras jurídicas", é absurdamente inflado. Já passou da ora, faz muito tempo, de a nação quebrar esse ciclo de superestimação desses cargos, pois o insumo "Direito", manipulado por essas carreiras, não gera qualquer riqueza, a mais mínima que seja, um níquel sequer, ao contrário, é um super ralo dos esforços da nação. Precisamos priorizar a iniciativa privada, o empreendedorismo, pois aí a engenharia aparece, esta sim, gera riqueza, imprime o desenvolvimento e o crescimento de uma nação. Grande sinal de subdesenvolvimento de uma nação é justamente o incremento e a bisonha superestimação das "profissões jurídicas", verdadeiro cranco que se alimenta de subdesenvolvimento. Em país subdesenvolvido, o "Direito" deita rola.

RodrigãoDF disse:
03 de novembro de 2014 às 11:46

Me faz rir.... rsss

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