A advogada Beatriz Catta Preta, que chegou a representar nove delatores na operação “lava jato”, afirma que desistiu da advocacia depois de ter sofrido ameaças de forma “velada” e “cifrada”. “Depois de tudo o que está acontecendo, e por zelar pela segurança da minha família, dos meus filhos, eu decidi encerrar a minha carreira na advocacia. Eu fechei o [meu] escritório”, declarou na edição desta quinta-feira (30/7) ao Jornal Nacional, da Rede Globo.
Catta Preta renunciou à defesa de clientes neste mês, depois que a CPI da Petrobras autorizou sua convocação para explicar a origem do dinheiro que pagou seus honorários. Isso ocorreu após um de seus clientes, Julio Camargo, ter citado em depoimento o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
“[O episódio] aumentou essa pressão, aumentou essa tentativa de intimidação”, disse na entrevista. Ela afirmou ter se sentido intimidada por todos os integrantes da comissão que votaram por convocá-la, sem citar nomes. Declarou ainda que não poderia falar sobre os honorários, pela prerrogativa do sigilo profissional, mas garantiu que todos foram recebidos de forma regular, no Brasil, com nota fiscal e “impostos recolhidos”.

A advogada disse também que seu cliente só citou agora o presidente da Câmara porque tinha receio anteriormente. Segundo ela, Julio Camargo agora “assumiu o risco”, já que delatores podem perder benefícios se mentirem ou omitirem fatos.
Beatriz ainda negou notícias de que planejava deixar o país — desde 2014, ela tem uma empresa registrada na Flórida (EUA), conforme a Folha de S.Paulo. A advogada disse que apenas viajou ao exterior com os filhos, como costuma fazer no período de férias escolares.
Nesta quinta, o Supremo Tribunal Federal declarou que ela está livre de depor na comissão. “É inadmissível que autoridades com poderes investigativos desbordem de suas atribuições para transformar defensores em investigados, subvertendo a ordem jurídica”, afirmou o presidente da corte, ministro Ricardo Lewandowski, pedido de Habeas Corpus apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil.
Perfil
Beatriz tem 40 anos de idade e atendia num escritório no Jardim Europa, na capital paulista. Graduou-se em Direito pela Universidade Paulista (Unip) em 1999, de acordo com o jornal O Globo, e é pós-graduada na FGV em Direito Penal Empresarial. Herdou o sobrenome do marido, com quem vive no município de Barueri, na Grande São Paulo.
Seu nome gerou controvérsia entre criminalistas que atuam na “lava jato”. “Os advogados podem criticar, gostar ou não. Eu acredito na delação como meio de defesa. É prevista em lei, agora regulamentada pela Lei 12.850. É sim um meio eficaz de defesa quando o réu se vê sem outra saída”, afirmou em fevereiro ao blog do jornalista Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo.
Defesa no mensalão
Não foi apenas na "lava jato" que Beatriz Catta Preta criou polêmica ao orientar clientes a fazer delações premiadas. Na Ação Penal 470, o processo do mensalão, seu cliente, o doleiro Lúcio Funaro, foi livrado da condenação ao se tornar um delator.
Funaro também tem ligações com o deputado Eduardo Cunha. Ao ser investigado pela CPI dos Correios, o doleiro teve de explicar os motivos que o levavam a pagar aluguel, condomínio e outras despesas do apartamento ocupado por Cunha no flat Blue Tree Tower, em Brasília, em 2003, segundo noticiou, à época, o jornal O Globo.

Falta uma peça nesse quebra-cabeças. Advogados não desistem de clientes, nem de defesas. A narrativa não bate, não fecha. Há algo oculto nessa história.
De fato não ficam claras as motivações. São dezenas os investigados que foram às CPIs e simplesmente se manteram calados, ela poderia fazer o mesmo. Certamente há algo mais na história.
Me parece que uma alternativa é sua rejeição no meio criminal, eis que inviabilizou o trabalho de muitos ao cooperar para que se realizassem delações em um momento que muitos figurões se colocavam contra.
Com todo o respeito, mas se ameaçassem sua família e sua vida, você desistiria da defesa, do cliente, da carteira, da faculdade... Enfim, de tudo. Não é a primeira vez que tentam intimidar essa advogada. A diferença é que, infelizmente, fez efeito - controvérsias à parte, ela conseguia o melhor de dois mundos ao defender os interesses dos clientes E colaborar com uma transparência maior na gestão do país, tudo isso concentrado na figura da delação.
Parabéns pelo esforço realizado para citar o nome do Cunha na matéria.
Essa deve ter sido realmente difícil.
A matéria inteira não achou nenhuma forma de cumprir seu papel (citar o Cunha) e aí teve de voltar no tempo e fazer uma curva com efeito pra chegar no objetivo.
A proposito pra proxima materia ouvi dizer que o amigo do vizinho do primo do pai do filho da empregada do cachorro do papagaio do Cunha também foi defendo pela Advogada.
Não deixem de citar esse fato relevante na próxima matéria que quiserem associar o Cunha a alguma coisa ok?
Não me surpreenderia em nada se começarem a aparecer "suicidados" por ai.
Advogada obscura e um enredo contraditório.
Assim como aconteceu com a deposição do Jango as forças democráticas nunca deixaram de existir e, principalmente, no Brasil de hoje, com tantas falcatruas, delações e corrupções novas e velhas. Como chegaremos a veracidade da informação, a verdade real sobre os honorários recebidos pela Advogada em tela? Qual a sua origem: dinheiro sério, lavado, caixa 2 ou dinheiro da Mega Sena?
A briga é de cachorro grande, "interesses pessoais", valores altíssimos, e, nunca poderemos esquecer da nossa antiga companheira Juíza Accioli. Cuide da sua família; a onda vai passar.
Eu sou advogado, mais vou ser sincero, não compreendi o discurso da nobre advogada, eu respeito, admiro-a, mais fica em off, desistir de advogar, fechar o escritório do dia pra noite, não compreendo como um profissional de tal gabarito se assusta com tais ameaças que faz parte do dia a dia do advogado, pois, estamos aqui pra promover justiça e nisso deixamos muitos que se acham supostos injustiçados em qualquer área que atuamos, imagina então a nobre advogada que era especialista em delação premiada, vejo como um show de horrores sem justificativas, haja vista que, que no tocante a CPI temos a nosso dispor ferramentas que barraria qualquer tentativa de barrar nossas atividades advocatícias e manter o sigilo acerca dos nossos clientes e das suas confissões...
Pela lógica de alguns comentários, os funcionários das empresas envolvidas também não deveriam receber, uma vez que grande parte dos lucros vieram desses "esquemas".
A advogada não é obrigada a questionar a origem do dinheiro que recebe, ela está ou estava sendo remunerada por serviços lícitos prestados aos clientes, considerando suas declarações, emitia NF, recebia por transferência bancária...
Qual o problema nisso?
Essa atitude da colega é mais um lance do jogo de xadrez que envolve a "Lava Jato". Não tenho dúvidas disso.
Não defendo o sr. Eduardo Cunha, pois deve, realmente, estar envolvido até o pescoço em inúmeras irregularidades, mas, infelizmente ou não, constituiu-se na única pedra de peso no sapato do governo corrupto que dirige o país.
"Herdou o sobrenome do marido, com quem vive no município de Barueri, na Grande São Paulo."
Mas ele está morto ou vivo, para a viúva "herdar" coisas?
Esse episódio, me desculpem, mas só demonstra a fragilidade da nossa OAB;
É um absurdo uma advogada ser convocada para depor em uma CPI pra falar sobre a origem dos honorários que recebeu para defender um cliente;
Isso por si só é uma intimidação.
Em quem confiar? Estamos em um cenário de "salve-se quem puder".
É muito preocupante quando lemos uma notícia que um PROFISSIONAL DO DIREITO se sente AMEADO a tal ponto, que prefere renunciar sua profissão e abandonar tudo por não confiar no Estado a sua integridade física e de seus familiares. Nos países onde não existe a INVERSÃO DE VALORES, as autoridades constituídas certamente por vergonha, renunciariam por não estarem cumprindo seus papeis dentro da sociedade.
Infelizmente estamos caminhando para o caos na segurança pública em nosso país, e o mais curioso é que o Ministério da Justiça ainda não se deu conta da tamanha violência de estamos vivenciando de norte a sul e de leste a oeste. Agora, Se esta moda da Dra. pegar, estaremos regredindo no tempo, a "lei do faroeste" será restabelecida e ai teremos que ressuscitar o DJANGO, DURANGO KID, JESSE JAMES, BUFFALO BILL, ZORRO, BAT MASTERSON entre outros paladinos do bem, para substituir os órgãos de segurança que dão hoje as garantias do ESTADO DE DIREITO.
O que esta colega do Direito estar passando existem outros milhares de advogados pelo brasil a fora se sentindo AMEAÇADOS e com o mesmo pensamento da advogada Beatriz Catta Preta, cabe a OAB ACORDAR e sair de sua zona de conforto e buscar fazer uma CRUZADO em todo País exigindo do Ministério da Justiça e dos seus órgãos auxiliares garantias para os OPERADORES DO DIREITO.
No minimo estranho uma advogada dessa com 18 anos de carreira e que sabe muito bem na lama que está se metendo resolver, de repente, abandonar a carreira e a defesa dos clientes.
Ainda mais que, sinceramente, a única coisa que mode ser considerada uma "ameaça" foi o pedido para que ela deponha na CPI da Petrobras, porque de resto ela fala de uma maneira extremamente vaga que vem sendo "ameaçada" e o pedido de depor na CPI teria sido a "gota d'água".
Como alguns já falaram, essa história esta muito mal contada, ainda mais se tratando dessa turma que não dá nó sem ponta.
No minimo estranho uma advogada dessa com 18 anos de carreira e que sabe muito bem na lama que está se metendo resolver, de repente, abandonar a carreira e a defesa dos clientes.
Ainda mais que, sinceramente, a única coisa que mode ser considerada uma "ameaça" foi o pedido para que ela deponha na CPI da Petrobras, porque de resto ela fala de uma maneira extremamente vaga que vem sendo "ameaçada" e o pedido de depor na CPI teria sido a "gota d'água".
Como alguns já falaram, essa história esta muito mal contada, ainda mais se tratando dessa turma que não dá nó sem ponta.
Se essa corja de políticos desclassificados obrigou o próprio Min. J. Barbosa a aposentar-se antes da hora e até deixar o país, não é de se duvidar que a colega tenha sido obrigada a fazer o mesmo. Este país precisa criar vergonha e inverter essa ordem "natural" e sórdida, então vigente, que impõe as suas regras nesse jogo sujo, onde os bandidos é que dão as cartas. Essa nefasta e caótica "canalhice oficial" é bem conhecida e foi por muitos anos seguida pelos mafiosos por todo mundo. Juízes, Promotores e todos quanto se insurgiram contra as "famílias" - omertá- foram sumariamente assassinados. Uma horda de Excelentíssimos delinquentes políticos engravatados e encastelados em Brasília não pode decidir sobre quem deve continuar ou não exercendo a sua profissão e muito menos "sentenciar" quem vai sair do país, se não quiser morrer. Para evitar que isso continue ocorrendo é de bom alvitre que o M.P. endureça e o Juiz Moro prenda esse 2º escalão representado por esses safados (com ou sem argumento juridicamente relevante) pois sabemos que não há santinhos entre eles e estamos lidando com os piores, dentre os piores. Que o STF, via dos bons, não contaminados e COMPRADOS PELOS CARGOS OFERTADOS PELO PT (e são poucos) ratifique as decisões nesse rumo
e prenda os políticos. Se quisermos sobreviver, como país e como população é indispensável essa postura; caso contrário o próprio povo começará a fazer o que tem que ser feito (e bem feito) e falta muito pouco para que a água entorne do copo já cheio até a boca. Aí não adiantará lamentar, pois já terá sido tarde demais. Tudo tem limite e nesta zona já passamos dele, portanto é bom ter cuidado.
Tragicomédia se implantando pu se deixando implantar entre os operadores do Direito ?
Infelizmente o Brasil vai de mau a pior. Políticos safados, desonestos, posam de autoridades, mas com a moral maculada por suas falcatruas, e muitas vezes ainda com o aval de outros órgãos que deveriam mostrar por que devem ser respeitados. Quanto as ameaças, alguém deveria lembrar os canalhas que ameaçam a advogada de que assim como ela, eles também tem família, eles também tem esposas/maridos, filhos, mãe e etc. Devem lembra-los que o que acontecer para a família da advogada, também pode acontecer com alguém da família deles, é a velha norma do Código de Hamurabi. Quanto a OAB, está é a hora dela se manifestar e cobrar transparência, quanto ao STF, esta é a hora dos senhores ministros mostrarem aos eleitos que o órgão possui em seus quadros pessoas competentes e não eleitos pelo povinho que se vende por sacos de cimento. Esta é a hora deles mostrarem aos ilustres legisladores de que doa a quem doer, a justiça deve ser aplicada, pois não dizem que a justiça é cega? Então ela não pode ver quem tem dinheiro e quem não tem. A lei deve ser para todos. Como diz o ditado popular, "PAU QUE BATE EM CHICO, BATE EM FRANCISCO". Não podemos olvidar ainda as belas palavras de um ex-presidente do regime militar: Vocês ainda sentirão saudades de mim. E o povão, enganados por aqueles que querem ver o Brasil no fundo do poço, acreditam que hoje estão melhor que outrora. Cadê a liberdade do cidadão? Antes tínhamos sim, hoje nos proíbe até mesmo de exercermos nossa atividade profissional.
"O advogado tem que ter uma postura absoultamente correta e decente diante da vida.
Ele não é solidário com o crime, ele é solidário, muitas vezes, com a dor, com o sofrimento do cliente.
Sempre digo aos jovens advogados: seja honesto, como disse um Italiano antigo, nem que seja por velhacaria".
Venerável, Mestre e Advogado, Evandro Lins e Silva, paraninfando turma de Dirieto na Universidade Candido Mendes no RJ.
Obs. há que se considerar que estão tratando com bandidos perigosos travestidos de políticos. Frios calculistas, sem escrúpulos, caráter, princípios, fazem tudo por dinheiro, inclusive preservar financiamento de campanha por empresas.
Obs. Dr Pintar está certo falta uma peça nesse quebra cabeças, mas aí tem que convocar novas eleições legislativas e fazer valer requisitos de ficha limpa sem transito em julgado. Não basta a mulher de Cézar ser séria, tem que parecer séria, e os políticos via de regra não são nem um nem outra.
Aqui no ABC mataram o prefeito Celso Daniel e por conta de um episódio que começou a desbordar para autoridades petistas (cachorros grandes) mais 17 pessoas foram igualmente assassinadas, incluindo "chef" do restaurante Ruabya(último local em que esteve a vítima, horas antes da morte)manobrista, garçom, pessoas que viram a abordagem do carro do Prefeito no bairro do Ipiranga/SP (moradores), frentista de posto e até cachorro de rua que frequentava o local.Sabemos com que "quadrilha" estamos lidando, sem mencionar que o mesmo ocorreu com o Prefeito de Campinas, "Toninho". Para essa gentalha, matar (ou mandar que o façam) nada significa e os fins justificam os meios (como fins - leia-se a corrupção desbragada em que vive essa "troupe" travestida de partido e seus aliados). Para se lidar com bandidos de alta periculosidade da estrela vermelha, só agindo com extremo rigor, excluindo sumariamente do contexto social os que forem aparecendo e contra os quais já existam provas das falcatruas de sempre. Não pode haver contemplação, beneplácitos ou afrouxamento. São marginais perigosíssimos, dispostos a tudo para defender o seu "capo" ,a omertá e o "satus quo", que encontra solo fértil para proliferar no Brasil. Vivemos um momento importante, capaz de promover uma mudança nesse ciclo vicioso de corrupção,criminalidade, cangaço e impunidade. Se deixarmos passar em branco essa oportunidade de assepsia ética e moral, talvez sejamos dominados total e definitivamente como pátria e como brasileiros. Nossa última esperança repousa, infelizmente, no STF (de nenhuma credibilidade) mas, enfim, cabe ao povo exigir dos "escolhidos políticos" uma postura diferente daquela ostentada pelos que serão julgados por eles, sob pena de se equipararem.
E procura pensar em um país melhor, deixando de lado as má-vontades e se fixando nas histórias contadas. aldo/geral/desconstruindo-beatriz-catta- preta-2-demonizando-cunha-e-a-cpi-da-pet robras-ou-direito-de-defesa-e-justas-pre rrogativas-nao-justificam-ataque-ao-cong resso/
Muitos esquecem que não é o mensageiro que importa, mas a mensagem. A história da Dra. pode ser vista por vários ângulos.Este é um :
http://veja.abril.com.br/blog/rein
Se continuarmos achando que os políticos são os "malvadinhos" e o resto da nação poderia estar nas "carmelitas descalças", tendo todos as melhores intenções possíveis, talvez isto explique muito da nossa (triste) situação como país, sempre lutando para chegar à um patamar civilizatório que teima em não se tornar real.
Já tive a oportunidade de manifestar a minha estranheza em matéria pretérita de conteúdo semelhante, porém, naquela ocasião a Advogada ainda não havia declarado que iria largar a advocacia:
http://www.conjur.co m.br/2015-jul-22/advogada-especialista-d elacao-desiste-atuar-lava-jato/c/1 br/>Isso não mudou nem um pouco a minha opinião. Há algo de muito, muito estranho nessa história. A revelação de ameaça dela, por si só, não se sustenta. Afinal, não era ela que empreendeu os acordos de delação? Porque essa súbita mudança de opinião? Não havia prevista essa possibilidade (ameaças por parte de quem quer que fosse delatado) no início? Se ela de fato realmente não previu essa chance, no mínimo ela é uma péssima advogada, pois se decidiu por um ato judicial com consequências muito ruins e ainda dificultou a estratégia de defesa de quem quer que fosse os próximos Advogados que patrocinem a causa.
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No entanto, a impressão que me fica, particularmente, é que ela sabia exatamente o que estava fazendo e quais seriam as eventuais possíveis consequências. Pela atuação dela neste caso, o único que conheço dela, ela não me parece ser uma boa advogada, mas, ao mesmo tempo, ela definitivamente não me parece ser tola.
Talvez seja eu que esteja sendo cético em excesso. Mas, juntando ao coro de colegas que já comentaram antes de mim aqui, alguma coisa essencial está sendo escondida.
Reconhecer a dificuldade que é tomar uma decisão dessas é o primeiro passo, para reconhecer que ela chegou ao seu limite, enquanto pessoa. E que também chegou ao limite os enfrentamentos profissionais. Fez a escolha que entendeu ser a melhor. Também faria.
Creio que a reflexão a ser feita pela advocacia brasileira em relação ao episódio é uma só: até quando vamos tolerar uma Entidade de Classe que não dá a mínima para a advocacia? Veja-se quantos anos que a Advogada consumiu para montar seu escritório, clientela, e agora tem que renunciar a tudo porque está sendo ameaçada. É bem verdade que quando o grupo que domina a OAB viu que a vaca foi para o brejo correu tentando colocar panos quentes. Ingressou com habeascorpusinho no STF, recorrendo ao Ministro que chegou ao poder por indicação da própria Ordem, mas isso não serve de nada. É apenas aparência. Precisamos de reformas profundas na Ordem dos Advogados do Brasil, retirando esse pessoal que não possui compromisso algum com a advocacia brasileira, contribuindo diretamente para a situação lamentável da classe neste momento.
Certamente que neste exato momento os grupos que dominam a OAB estão fazendo a única coisa que sabem: buscando apoio político nos bastidores para tentar debelar crise. A estratégia deles é clara. Omitem-se de adotar providências efetivas visando defender as prerrogativas da classe e, em troca, recebem apoio dos inimigos tradicionais da advocacia. Neste momento, eles certamente estão em negociações para blindar eles próprios. Qualquer tentativa efetiva de propor mudanças na Ordem tendo como estopim o fim da carreira da Advogada se converterá em ataques generalizados aos "insurgentes", com apoio de magistrados, membros do Ministério Público, Executivo, e bandidos institucionais em geral.
Tem razão o Marcos. A OAB de hoje não pertence aos advogados mas a alguns grupos que só pensam no próprio umbigo e nos seus "cumpanheiros". As prerrogativas dos advogados iniciantes ou que não tem um grande escritório está vilipendiada por juízes delegados promotores e até por políticos. Falta ética nas diretorias que não pune os maus advogados lançando no mesmo barcos todos os advogados.
Esquisita esta estória.
O que me parece é que esta advogada especializada em transformar bandido em santo fazendo delação premiada, ficou numa "sinuca de bico" , quando um delator cliente seu, acusou (Eduardo) pessoa ligadíssima a outro cliente seu (Lucio) e para se safar de uma saia justa, sai de cena com uma bela fortuna, logo vai morar em Miami e com uma boa desculpa.
Parece que está havendo um ataque ao instituto da delação premiada, com o intuito de desqualificá-lo.
A delação premiada está contemplada pela legislação brasileira. E é uma forma, um meio de defesa que o advogado(a) sugere ao cliente para atenuar a sua situação perante a Justiça. Situação esta precária diante das provas cabais apresentadas.
Portanto, a delação, é uma colaboração premiada. Um acordo voluntário legítimo celebrado entre o acusado e o Estado, do qual faz parte a figura do delegado de polícia, a representação do Ministério Público, e o posterior exame de um magistrado (quando da sentença).
O que se vê é uma tentativa de lobby anti Operação Lava-Jato, com um ataque ao instituto da delação premiada. Instituto este que serve de meio de defesa do investigado/acusado, e ao mesmo tempo representa um avanço para a sociedade contra ações criminosas.
Como ela deixou entender em entrevista na Globo, após receber quase 10 milhões em honorários. Até eu encerraria a carreira!
O episódio em comento será inserido futuramente no contexto de nulidade processual se necessário for. Apenas isso.
Vejo a situação da Advogada com mais simplicidade que todos os comentários que ouço. Para ter desistido das causas, dos clientes e até da profissão o motivo tem que ser altamente relevante. Vejo muitos procurando os motivos, acusando ou divagando, mas pensem nos fatos, já vimos vários Depoentes nesta CPI que saíram presos, pelos mais variados motivos. A Dra. Catta Preta se sente ameaçada exatamente por isto??
Os Nobres Legisladores se indignaram e estão fazendo da melhor defesa o ataque. Querem que a Dra. diga quem a ameaçou e quem a intimidou.
Fica muito claro que quando seu papel é defender o Indefensável, ou os previamente considerados culpados, querem arrolar a advogada por ter recebido honorários de possíveis "Rendas Ilícitas", transferindo o dolo para ela. Sempre com o intuito de punir os corruptos, mas para isto não podemos violar os direitos individuais e os direitos Profissinais.
Se "os fins justificam os meios" os Advogados Criminalistas que coloquem suas barbas de molho, pois tal precedente pode colocar em risco a liberdade dos Advogados que não possam comprovar a origem lícita do dinheiro que recebem a título de honorários.
Então esses profissionais só poderão defender com segurança os acusados que tenham declarado suas rendas, compatíveis com os honorários recebidos. Ao meu ver, isto desvirtua o direito de defesa de muitos.
Diria apenas, que atire a primeira pedra quem for realmente inocente!!!!
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