O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, estuda rever seu posicionamento sobre a execução antecipada da pena de prisão. O encarceramento depois da segunda instância foi definido num Habes Corpus pelo Plenário da corte em fevereiro de 2016, e o ministro foi o voto de desempate, que compôs a maioria. Nesta sexta-feira (26/5), ele disse a jornalistas disse que esse debate deve ser revisto pelo tribunal.

“Dissemos que, em segunda instância, é possível já autorizar a prisão. Não dissemos que se torna obrigatória, e acho que está havendo certa confusão em torno disso”, afirmou. Gilmar disse que talvez adote o posicionamento do ministro Dias Toffoli, para quem a prisão já poderia ser executada depois da confirmação da condenação pelo Superior Tribunal de Justiça.
Toffoli entende que a decisão se dá em torno do trânsito em julgado. Diz o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal que ninguém será considerado culpado antes do trânsito em julgado da condenação. Para o ministro Teori Zavascki, autor do entendimento hoje em vigor, a condenação transita em julgado depois que se esgotam as discussões sobre provas de materialidade e autoria, o que acontece na segunda instância.
Mas, para Toffoli, o STJ, embora só discuta questões de direito, ainda tem o papel de corrigir ilegalidades — pode rever a dosimetria da pena e relaxar o regime de prisão, por exemplo. Já o Supremo não discute mais questões do caso concreto e nem questões das partes em litígio. Como o processo precisa ter repercussão geral e discutir questão constitucional, as discussões deixam de ser subjetivas para ser objetivas.
Gilmar disse nesta sexta ter simpatia pela tese. “Recebi integrantes da associação de defensores públicos e vieram com o argumento de que no STJ colhem bons resultados em recurso especial e conseguem revisitar questões como a dosimetria", disse a jornalistas. "Muitas vezes o sujeito foi condenado em regime fechado e consegue ir para o semiaberto, ou coisas do tipo. Toffoli trouxe argumentação e estamos fazendo essa análise. Me balançaria a eventualmente, na oportunidade, colocar isso no Plenário”, declarou.
Benefícios para réus confessos
O ministro também disse ser favorável à ideia de um colegiado discutir termos de acordo de delação premiada. A discussão foi provocada pela delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do Grupo J&F, do frigorífico JBS. O acerto foi considerado benéfico demais, mas foi homologado pelo relator, o ministro Luiz Edson Fachin.
Gilmar defendeu, nesta sexta, que, mesmo que o relator homologue os termos do acordo monocraticamente, eles sejam discutidos em colegiado depois. "A lei fala que o juiz vai homologar", explicou. “Mas o juiz aqui não é o relator. Quando se trata de tribunal, o juiz é o próprio órgão”.
Segundo Gilmar, ele já havia discutido a questão com o ministro Teori Zavascki, antigo relator da "lava jato" no Supremo, morto em acidente de avião no início deste ano. E eles cogitaram de levar os acordos à turma, para que as cláusulas fossem debatidas.
Em relação ao presidente Michel Temer, que responde a inquérito no Supremo baseado no acordo de colaboração de executivos da JBS, Gilmar defende que o caso seja levado ao Plenário. “Envolvendo o presidente da República, certamente vamos ter que discutir o tema no próprio Plenário”, avalia.

Mais lenga lenga. Uma vez preservada a presunção de inocência, se existem provas contundentes a punição deve ser imediata e acabar com a infinitude de recursos protelatórios e desnecessários.
Mais lenga lenga. Uma vez preservada a presunção de inocência, se existem provas contundentes a punição deve ser imediata e acabar com a infinitude de recursos protelatórios e desnecessários.
Pegaram os amiguinhos dele agora ela vai voltar atrás.
Pegaram os amiguinhos dele agora ela vai voltar atrás.
Entendo que os Ministros do STF deveriam falar só nos autos e deixar de ficar falando na imprensa. Não adianta nada as decisões por maioria de votos dos Ministros, se a Minoria não vai respeitar, tomando decisões contrárias às decisões colegiadas.
Hoje na grande Imprensa sai a noticia de que a Familia do Ministro falastrão vende gado para a JBS , como estamos na republica da esculhambation , uma boa parte vai achar que isto é normalíssimo e não se comunica com o "conjunto da obra".
Por outro lado gostaria de consultar os demais Debatedores e ate o próprio CONJUR sobre uma duvida que Me apareceu estes dias . O STF tem Presidente ou o cargo esta vago ? Pergunto pelo fato obvio de que NEM se fala na presidência daquela nobre Corte pois o tal Ministro falastrão assumiu "na mão grande" todo o protagonismo referente aquela Corte.
Você liga a televisão , ouve o radio do carro ou le um Jornal e lá esta ele todo pimpão opinando desde a escalação do Palmeiras quanto a ultima receita de bolo de manga no programa da Ana Maria Braga.
Palavra que me enganei de forma terrível pois jurava que a Presidente daquela Corte era a Nobre Ministra Carmen Lucia , aparentemente foi um equivoco da minha parte...........
Pelo visto constata-se a cada dia que para Chacrinha completo esta faltando apenas a cartola de lantejoulas e aquele enorme disco de telefone no peito.
Terezinhaaaaaaaa........ ............
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