Nos últimos dias, o decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, ganhou os holofotes por dirigir duras críticas à declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de que o Supremo Tribunal Federal pode ser fechado caso contrarie os interesses do seu pai, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e aos ataques à ministra Rosa Weber por um coronel da reserva do Exército. Mas enfrentar arroubos autoritários não é novidade para Celso de Mello.

Celso tomou posse como promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo em 3 de novembro de 1970, aprovado em primeiro lugar em um concurso com 1.118 concorrentes. Corria o governo do general Emílio Garrastazu Médici e vicejava o Ato Institucional 5. Em seu discurso de posse, o jovem promotor discorreu sobre seu papel e de seus colegas em uma sociedade em que não prevaleciam as liberdades fundamentais e sobre o direito de resistência às normas ilegítimas da ditadura militar. Celso de Mello começou, ali, a chamar a atenção de desafetos e admiradores.
Logo ele foi alocado na 4ª Promotoria de Osasco. E foi lá que enfrentou o temido secretário de Segurança Pública, o coronel Erasmo Dias, quando trabalhava junto à Vara da Corregedoria da Polícia e dos Presídios da cidade da grande São Paulo.
O fato de Celso nunca pedir prisões para averiguação, abrir sistemáticas sindicâncias para investigar abusos policiais e processá-los quando encontrava indícios de que haviam passado da linha provocou a ira do coronel. À época, o secretário disse à imprensa: “Há um promotor em Osasco, um tal Celso de Mello, agindo subversivamente, colocando a população contra a Polícia”.
Em uma época em que o Ministério Público era atrelado ao Executivo, o comportamento rebelde não o ajudou na carreira. Ele e seu grupo foram mantidos na geladeira, longe das promoções. Tanto que só conseguiu chegar a procurador de Justiça a duras penas, em 1989, pouco antes de ser nomeado ministro do Supremo. Isso não o impediu, contudo, de fazer correições em presídios e defender insistentemente o direito de presos à ampla defesa — o que faz até hoje, a cada dia com mais vigor.
Defesa das liberdades
Em meados dos anos 70, o jornalista Cláudio Marques, que tinha uma coluna na página 2 do Shopping News, ficou famoso por “alertar as autoridades” sobre a subversão. Ou seja: delatava quem era contra a ditadura reinante, o que costumava levar a condenações sem julgamento. Um de seus alvos foi o jornalista Vladimir Herzog, diretor da TV Cultura. Acusado por Marques de ser um perigoso subversivo, Herzog foi assassinado nos porões do regime.

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Na época, Celso de Mello integrava a assessoria jurídica da Secretaria da Cultura paulista. O chefe da pasta, José Mindlin, era outro destinatário frequente dos ataques paranoicos de Cláudio Marques. “A campanha ganhou um vulto que provocou a dissolução da equipe da Secretaria de Cultura”, contou Celso de Mello à ConJur.
Após passar pela Secretaria da Cultura, Celso de Mello voltou a desagradar a ditadura militar. Em 24 de março de 1977, na inauguração do Fórum de Osasco, Celso falou em nome do Ministério Público para um auditório lotado. Presentes à solenidade o comando do TJ paulista, do Ministério Público, o prefeito Francisco Rossi e um coronel representante do Exército.
Depois de mornos discursos, Celso de Mello ocupa o microfone e faz uma fala contundente atacando a existência de instrumentos autoritários no ordenamento jurídico brasileiro, o estado das prisões, as detenções arbitrárias. O coronel presente esfrega as mãos nervosamente. O AI-5 só seria revogado 1 ano e 9 meses depois. Mas o discurso foi aplaudido de pé — menos pelas autoridades que integravam a mesa, imóveis, impassíveis. Somente o corregedor-geral do Ministério Público, Alberto Hermínio Marques Porto, se levantou, atravessou o salão e abraçou Celso de Mello.
No mesmo dia, o corregedor-geral do MP recebeu o recado de que, “em nome do bom relacionamento entre o governo e o MP”, seria preciso punir o promotor abusado. O corregedor perguntou ao interlocutor se ele se dispunha a fazer um pedido de sindicância contra o exercício da liberdade de expressão. Diante da resposta negativa, não houve sequer sindicância contra Celso de Mello.
No dia seguinte ao polêmico discurso, o jornal O Estado de S. Paulo destacou a defesa dos direitos humanos feita por Celso de Mello e suas críticas ao AI-5. As críticas se tornaram a principal notícia nos diários de Osasco, e Celso foi distinguido como cidadão honorário do município.
Críticas ao autoritarismo
Nos últimos tempos, Celso de Mello, como decano do STF, tem assumido o papel de porta-voz da corte contra declarações autoritárias, críticas à sua atuação ou tentativas de intimidação.
Em março de 2016, o ministro rebateu a afirmação do ex-presidente Lula — exposta em grampos divulgados pelo juiz Sergio Moro — de que o país tem “uma Suprema Corte totalmente acovardada”. O pensamento, disse o decano do STF, é uma “reação torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes, que não conseguem disfarçar o temor do império da lei e de juízes livres e independentes”.
A República, afirmou Celso de Mello, “além de não admitir privilégios, repudia a outorga de favores especiais e rejeita a concessão de tratamentos diferenciados aos detentores do poder ou a quem quer que seja”. E o magistrado ainda deixou seu recado: “Ninguém está acima da autoridade das leis e da Constituição de nosso país, a significar que condutas criminosas perpetradas à sombra do Poder jamais serão toleradas, e os agentes que as houverem praticado”.

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Na véspera do julgamento do pedido de Habeas Corpus preventivo de Lula, em abril de 2018, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, publicou, em sua conta no Twitter, mensagens que foram entendidas como uma intimidação ao Supremo. “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”, declarou o militar em uma das postagens.
Antes de proferir seu voto no caso, o decano do STF repudiou as ameaças de intervenção militar. “Nossa própria experiência histórica revela-nos que insurgências de natureza pretoriana, à semelhança da ideia metafórica do ovo da serpente, descaracterizam a legitimidade do poder civil instituído e fragilizam as instituições democráticas, ao mesmo tempo em que desrespeitam a autoridade suprema da Constituição e das leis da República”.
O ministro lembrou que intervenções militares costumam gerar governos ditatoriais – algo “inaceitável” e que gera “danos irreversíveis” ao sistema democrático.
“Intervenções castrenses, quando efetivadas e tornadas vitoriosas, tendem, na lógica do regime supressor das liberdades, a diminuir, quando não a eliminar, o espaço institucional reservado ao dissenso, limitando, desse modo, com danos irreversíveis ao sistema democrático, a possibilidade de livre expansão da atividade política e do exercício pleno da cidadania. Tudo isso, senhora presidente, é inaceitável. O respeito indeclinável à Constituição e às leis da República representa limite inultrapassável, a que se devem submeter os agentes do Estado, quaisquer que sejam os estamentos a que eles pertençam”, apontou Celso de Mello.
No domingo (21/10), foi divulgado vídeo de uma “aula” que Eduardo Bolsonaro deu em julho para concurseiros da Polícia Federal. Na ocasião, o deputado federal eleito com mais votos na história das eleições brasileiras disse que o STF poderá ser fechado, e seus ministros, presos, sem que ninguém protestasse contra isso.
Segundo Bolsonaro filho, se o STF tentasse impugnar a candidatura de seu pai — função que não cabe à corte, mas ao Tribunal Superior Eleitoral —, teria que "pagar pra ver". Ele disse que, "se quiser fechar o STF", "você não manda nem um jipe, cara, manda um soldado e um cabo". O deputado ainda declarou que, caso um ministro da corte fosse preso — como Gilmar Mendes —, não haveria manifestações populares em favor dele.
Em nota divulgada na segunda-feira (22/10), Celso de Mello classificou a fala como "inaceitável visão autoritária". "Essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República".
No dia seguinte, o decano repudiou os ataques do coronel da reserva do Exército Carlos Alves a Rosa Weber. No vídeo, o militar, com evidentes sinais de desequilíbrio, ofende gravemente a ministra. O coronel também diz que se a ministra impedir que Jair Bolsonaro (PSL) tome posse como presidente por causa de crimes eleitorais, ele fechará o Supremo. Bolsonaro é réu numa ação de investigação ajuizada pelo PT no Tribunal Superior Eleitoral. A acusação é de caixa 2 e financiamento empresarial ilegal por causa um esquema de disparo em massa de milhões de mensagens pelo WhatsApp.
Em sessão da 2ª Turma nesta terça, o ministro Celso falou em defesa dos colegas e chamou atenção para os crimes cometidos pelo oficial da reserva do Exército no vídeo. A turma decidiu, por unanimidade, mandar a Procuradoria-Geral da República investigar o cometimento de crimes.
“O discurso imundo, sórdido e repugnante do agente que ofendeu a honra da ministra Rosa Weber – uma mulher digna e magistrada de honorabilidade inatacável, que exerce, como sempre exerceu, a função judicial com talento e isenção, de modo sóbrio e competente – exteriorizou-se mediante linguagem profundamente insultuosa, desqualificada por palavras superlativamente grosseiras e boçais, próprias de quem possui reduzidíssimo e tosco universo vocabular, indignas de quem diz ser Oficial das Forças Armadas, instituições permanentes do Estado brasileiro que se posicionam acima das paixões irracionais e não se deixam por elas contaminar, paixões essas que cegam aqueles que, a pretexto de exercerem a liberdade de palavra – que constitui um dos mais preciosos privilégios dos cidadãos da República –, resvalam para o plano subalterno da prática abusiva e criminosa da calúnia, da difamação e da injúria”.
“O primarismo vociferante desse ofensor da honra alheia faz-me lembrar daqueles personagens patéticos que, privados da capacidade de pensar com inteligência, optam por manifestar ódio visceral e demonstrar intolerância radical contra os que consideram seus inimigos, expressando, na anomalia dessa conduta, a incapacidade de conviver em harmonia e com respeito pela alteridade no seio de uma sociedade fundada em bases democráticas”, criticou o decano.
Um militante petista ameaçou o Juiz Sérgio Moro: “Esse foi o caso das ofensas feitas pelo militante petista Adriano Argolo – que publicou em uma rede social que o juiz Sérgio Moro iria ‘levar um tiro no meio da testa’.”
O MST pichou o prédio onde mora a Ministra Carmém Lúcia: “Na Sexta-feira 6, véspera de o ex-presidente Lula se entregar à polícia para passar a cumprir pena atrás das grades, o edifício onde a Ministra Cármen Lúcia tem apartamento em Belo Horizonte foi pichado por militantes do MST com tinta vermelha, simulando sangue”.
Os Desembargadores do TRF4 foram ameaçados durante o julgamento de Lula: “Na véspera do julgamento que decretou a prisão do ex-presidente a doze anos de cadeia, os magistrados foram bombardeados com mensagens ameaçadoras disparadas pela chamada “militância virtual do PT.” https://veja.abril.com.br/revista-veja/j uizes-ameacados/, Revista Veja, Edição 2578, ano 51, nº 16, pág. 50/55.
Wadih Damous, José Dirceu e Roberto Requião já falaram em fechar o Supremo.
Haddad, Dirceu, Pimentel e Gleysi Hoffman já declararam que Lula será solto caso o PT vença as eleições.
O mesmo Lula que disse que tínhamos uma suprema corte acovardada e que poderia vir a prender os responsáveis por sua prisão (disse em depoimento ao Juiz Sérgio Moro).
Onde estavam os valentes defensores da democracia?
Mas nada disso causou o estardalhaço que se faz agora em razão do comentário "Imundo, sórdido e repugnante" de um Coronel da Reserva.
Claro que o Coronel deve responder por seus atos e manifestações, mas ele não fala por ninguém a não ser por ele mesmo. E não parece estar em seu juízo normal. Considerar suas declarações uma ameaça idônea é tentar criar um factoide.
Estão fazendo tempestade em copo d’água.
Percebemos pra que lado pende a balança, só pelo vocabulário: "golpista", "empoderado", "autoritário", "fascista".
Felizmente temos juízes como o Ministro Celso de Mello. Infelizmente, no entanto, está predominando no Judiciário o autoritarismo. Citem-se: os processos na República de Curitiba, o ativismo judicial generalizado (usurpando poderes do Legislativo e do Executivo) e o bizarro episódio do juiz de JEF que ia mandar o Exército recolher urnas eletrônicas na véspera do primeiro turno.
Não à toa, ao falar da hipótese do STF ser fechado por um cabo e um soldado "sem desmerecê-los", Eduardo Bolsonaro elogiou o juiz ícone do autoritarismo da República curitibana por ter "peitado" um desembargador (curiosamente, o mesmo deputado, num ato falho, disse algo como "Moro tem que ficar preso... perdão! Lula tem que ficar preso").
A prisão de Lula, autorizada pelo STF após ameaça do Comandante do Exército, que fez o placar mudar contra o petista (esperava-se que a Ministra Rosa votasse contra a prisão), foi a gota d'água: o STF rasgou uma cláusula pétrea da Constituição (art. 5º, LVII) para ratificar o processo político de prisão do candidato favorito nas eleições presidenciais, que preso sequer poderia fazer campanha. Essa prisão política do candidato favorito significa que a eleição presidencial de 2018 não foi muito democrática, para usar um eufemismo. Na verdade, já vivemos um misto de autoritarismo com democracia e nessa eleição predominou o primeiro.
Agora, o Judiciário está colhendo o que plantou: antes de 1º de janeiro, já está sob fogo intenso do bolsonarismo, inclusive a Ministra Rosa Weber, agredida até mesmo com palavras de baixo calão. Possivelmente a primeira campanha política do novo governo será aumentar o número de integrantes do STF, para poder dominá-lo. Uma pena que o Judiciário tenha alimentado essa cobra que já lhe mostra as presas.
O Ministro Celso de Mello é um patrimônio da humanidade. Simples, honesto, coerente desde sempre. Contra ele, jamais se ergueu qualquer acusação, porque não há. Mas sob um texto que relata fatos que só enobrecem qualquer ser humano, movido por emoções (não pela razão), surge um Eududu tão descerebrado quanto seu candidato, para costurar um raciocínio descosturado para defender o indefensável. Em outubro do ano que vem, quando Bolsonaro for defenestrado do cargo, por absoluta incapacidade de governar, o Eududu estará escondido, como hoje, da vergonha de ter apoiado um incapaz cuja única virtude é saber se comunicar com seus iguais.
Realmente Celso de Mello é um brilhante jurista. E eu não disse nada que o desabone. Apenas que houve manifestações contra o Supremo muito mais agressivas e que não causaram estardalhaço. Portanto não há motivo para que a senhora ou o fã clube do Ministro fique bravo comigo.
A senhora criticou meu comentário por estar fundado em emoções e não na razão.
Então a senhora devia fazer algo melhor do que adjetivar o mensageiro (e seu candidato) ao invés de compreender e argumentar acerca da mensagem.
E para piorar, ainda terminou bancando a vidente. Certamente emocionada pela iminente eleição de Bolsonaro. Bolsonaro é o candidato que a turma dos bem-pensantes, do pessoal que vive pregando tolerância, simplesmente não tolera!
Torço para que tudo dê certo em um futuro governo, seja de quem for. Mais ainda se Bolsonaro for presidente, por óbvio. Mas, pode anotar, nunca irei me esconder em razão de minhas convicções políticas. Escolhi meu candidato livremente, sem idolatria, não sou militante nem marionete de partido político. E estou convencido que Bolsonaro é a melhor e mais necessária opção.
Só não sei se a premunição da senhora se deu por medo ou torcida.
Quem a defenderá? O voto dela manteve Lula preso, amontoando então brasas petistas sobre sua cabeça. Hoje, é acusada coronelescamente de vagabunda... O eloquente Celso reagiu. Historicamente, não simpatiza com coronéis. Poderia até ser acusado de comunista. Mas a taciturna Rosa, não. Talvez, Moro a defenda, pois, em breve, poderá ser colega dela, na irônica vaga de Celso, na aurora presidencial verde-oliva.
Quem a defenderá? O voto dela manteve Lula preso, amontoando então brasas petistas sobre sua cabeça. Hoje, é acusada coronelescamente de vagabunda... O eloquente Celso reagiu. Historicamente, não simpatiza com coronéis. Poderia até ser acusado de comunista. Mas a taciturna Rosa, não. Talvez, Moro a defenda, pois, em breve, poderá ser colega dela, na irônica vaga de Celso, na aurora presidencial verde-oliva.
A trajetória exemplar do Ministro CELSO DE MELLO, desde a sua atuação como Promotor de Justiça, e desde a publicação, salvo engano em 1984, do seu formidável "Constituição Federal Anotada", sobre a Carta então vigente, quando ainda era conhecido como JOSÉ CELSO DE MELLO FILHO, é motivo de júbilo por todos nós, que prezamos o Estado Democrático de Direito (algo que não havia naqueles tempos) e que lutamos para que ele se torne efetivo e ao alcance da imensa maioria dos cidadãos brasileiros. A sua presença na Suprema Corte representa uma garantia do prestígio dos direitos fundamentais e das liberdades públicas. Muito oportuno o registro do CONJUR a quem sempre merece elogios.
Afirmou a comentarista mencionada no título do presente, que "O Ministro Celso de Mello é um patrimônio da humanidade. Simples, honesto, coerente desde sempre. Contra ele, jamais se ergueu qualquer acusação, porque não há". Tocado pela sua convicção e mediante breve pesquisa na internet verifiquei no site (https://www.oantagonista.com/brasil/ent endi-que-voce-e-um-juiz-de-merda/) que o ex-ministro da Justiça e conhecido jurista Saulo Ramos, já falecido, tinha outra opinião conforme relatado no seu livro O Código da Vida.
Causa-me espécie o que está ocorrendo no Brasil.
Um fanatismo exacerbado e que todos devem temer.
E esse ataque ao Supremo Tribunal demonstra que as escolas, todas, sem exceção, pecaram ao não ensinar um princípio basilar da convivência humana: o respeito ao próximo!
Deveria ser ensinado pelos pais.
Só que determinados pais (pai e mãe), preocupados com algo de somenos, esqueceram de passar princípios de convivência aos seus filhos.
E temos o País embrutecido.
Não devemos nos preocupar com o hoje, porque a tendência será piorar...imagino armas de fogo nas mãos de adultos que não foram ensinados a respeitar o próximo.
Não concordo com muitas decisões da Augusta Corte, mas, elas são fundamentadas e adequadas aos casos concretos.
Não há nenhuma r. decisão estapafúrdia, com erro abissal que salta aos olhos. Interpretação, apenas.
O direito sempre pode ter duas opiniões: a de alguém (minha por exemplo) e a errada, mas, isso não quer dizer que seja contra as Normas Jurídicas.
A decisão de recolher o condenado ao cárcere na segunda instância(nos crimes contra a Administração Pública )não se pode fitar apenas, e tão-só, um inciso, mas, todos os princípios constitucionais: legalidade, impessoalidade, moralidade, que foram feridos pela espada da morte por quem praticou o crime, v.G.de corrupção.
Solidarizo-me com os ministros da Corte Suprema, notadamente com a Ministra Rosa.
Por fim, não é tempestade em copo com água.
É a defesa de uma Instituição centenária que sempre dignificou o Brasil.
E é um ataque ao Poder Judiciário, por extensão a todos os profissionais do Direito.
Hoje é o ataque ao Judiciário!
E amanhã será a qual instituição? Ao Legislativo?
Data vênia.
Gostaria de lembrar que não faz muito tempo o Min Celso de Melo deixou de lado a sobriedade, indispensável a todo magistrado e foi, no melhor estilo de forte com o fraco e franco com o forte, imperante em Pindorama, dar entrevista em corredor de Shopping Center justamente em favor do golpe contra a Presidente Dilma. Para mim ele não é essas coca colas todas pela qual quer se passar, pois, consta que ele só recebe manifestação de advogado se estiver escrita. É o estilo indicado pelo Bruxo do Cosme Velho onde um deslize no ritual faz o mundo abalar, mas uma desobediência a um dos Dez Mandamentos tem menor importância.
O comentarista Eududu falou tudo! O Ministro Celso de Mello, em sua eloquente e recente defesa contra o "autoritarismo" talvez tenha se esquecido de seu "corajoso" mister quando esquerdistas ou esquerdopatas atacaram o judiciário de forma muito mais eloquente ainda e ele, ministro, não se incomodou! Saulo Ramos tinha razão! E este fato, defesa do judiciário recente, acontece "coincidentemente", às vésperas de nossa eleição mais polêmica, em que tivemos um candidato presidiário, mais tarde substituído por um seu "representante" (palavras dele próprio), com o agravante de que, também "coincidentemente", este representante se encontrava muito abaixo, em todas as pesquisas eleitorais, inclusive naquelas que costumam errar muito, sempre a favor de quem perde!!! Seria a defesa do judiciário também dependente da escolha de quem o ataca?
Ao Cidrac Pereira de Moraes (Advogado Autônomo - Criminal):
Dilma não sofreu um golpe; ao contrário, deu um golpe, golpe duplo: nas contas públicas (fraudadas) e nos eleitores.
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