Foi com bastante naturalidade que a auto apelidada “força tarefa” da autoproclamada “operação lava jato”, na sua pretensa luta do bem contra o mal, chamou suas vítimas de corruptos, ladrões e termos assemelhados. Bem verdade que alguns eram mesmo. Mas os que não eram, bem poderiam ajustar contas com os acusadores.

Foi o que fez, na semana passada, o procurador da República Deltan Dallagnol contra a União, para atingir o ministro Gilmar Mendes, do STF, que não economizou ao chamar o pessoal de Curitiba de organização criminosa, cretinos, desqualificados, patifes e covardes.
Gilmar reagiu depois de confirmar as suspeitas sobre a origem das centenas de falsas acusações, ilações e suposições publicadas a seu respeito. Vinham de Curitiba, como se viu nos diálogos obtidos pelo The Intercept Brasil.
Essa não foi a única vez em que Deltan crispou-se. Quando o ex-presidente Lula ingressou com ação de reparação por danos morais contra ele, reagiu: era uma tentativa de intimidação.
O então juiz Sérgio Moro mostrou os dentes: perguntou ao ex-presidente se a iniciativa fora dele ou coisa de seus advogados.
É claro que para Dellagnol o seu famoso powerpoint não ofendeu ninguém.
Logo, acusar e ser acusado é algo comum nesse campo. Por que então, depois de ser chamado pelo nome tantas vezes, Dellagnol resolveu processar a União?
Não é difícil concluir. É tentativa de jogar penumbras sobre o barulho que fará o julgamento de um delito com desfecho previsível: a audaciosa manobra para se criar a Fundação Dellagnol, às custas de cerca de R$ 2,5 bilhões da Petrobras.
A cortina de fumaça é bem vinda para quem foi denunciado pela própria Procuradoria-Geral da República de fraudar acordo internacional, com dinheiro dos brasileiros.
O Conselho Nacional do Ministério Público, dessa vez, não terá como se esquivar. Para reforçar a cobrança, deputados petistas ingressaram, mês passado, com nova representação — recheada de documentos e provas.
A aposta de Deltan — que provavelmente sabe como seus conterrâneos de Curitiba reagirão à sua ação — é que, no STF, sua ação caia nas mãos de algum ministro com quem Gilmar se tenha desentendido. Algo que o ministro Sérgio Moro poderá considerar uma tentativa de intimidação.
Não deixa de ser pitoresco que o procurador tenha convocado para representá-lo o mesmo advogado que representou Habib Chater, o doleiro dono do Posto da Torre que operava para Alberto Youssef.
Foi esse posto que emprestou o apelido para o processo em torno de fornecedores de serviços para a Petrobras e que fez de Curitiba sede do Juízo Universal para todos os assuntos e pessoas.
Clique aqui para ler a Reclamação Disciplinar no CNMP
Clique aqui para ler documentos de acordos de cooperação com os EUA


Os militantes do conjur perderam o pudor?
No futuro, relembrar a presença destes execráveis no MP será uma motivo de muita vergonha para a instituição.
Lamentável a postura adotada pela ConJur nos últimos tempos, de mera assessoria de imprensa de alguns ministros do STF.
Fica a dúvida se o faz por amor ou por contrato (neste caso, a ética e as normas de Direito Administrativo imporiam a informação aos leitores).
É lógico que os membros do MPF, assim como quaisquer agentes públicos, podem e devem ser criticados por seus erros e excessos. Mas não dessa forma rasteira.
A AGU deveria contestar a ação e indicar como principal prova as conversas da vaza jato, nas quais se vê que houve investidas ilícitas da turma, em conluio com a RF, contra o min. Gilmar e Tofoli, bem como contra seus familiares, de modo a justificar os qualificativos dirigidos pelo min. Gilmar contra a turma. A prova (vaza jato) é válida para tanto, embora seja ilícita para acusar da prática de crimes os protagonistas das conversas. A propósito, não vão oferecer delação premiada ao "doleiro dos doleiros" sobre a conversa deste com a namorada, interceptada de forma legal?
Porque esse site é tão parcial, esse Márcio que escreveu a coluna é diretor do Conjur. Está explicado porque tantos artigos defendendo ladrões, já que pelo que se lê aqui ele defende com unhas e dentes os ladrões do erário. Acorda meu querido, nunca vai existir um poder totalmente imparcial. Agora querer dizer que tudo que aconteceu na Lava Jato, foi manipulado é demais pra mim. Se os políticos não roubassem esse circo todo nem existiria. Me economize.
"Quando o ex-presidente Lula ingressou com ação de reparação por danos morais contra o ele, reagiu: era uma tentativa de intimidação".
E depois o TRF-4, atuando como órgão revisor no âmbito da Lava Jato, condenou o "ofendido" novamente.
O interessante é que a Lava Jato é um fraude, os procuradores criminosos e os delatados todos uns santos inocentes, mas o dinheiro recuperado, ah esse sim é da Petrobrás. Saiu de lá voando sozinho...
Isso é jornalismo?? CONJUR está virando puxadinho do PT. Só faltava essa
Bom, anos atrás o CONJUR era outro site. Notícias jurídicas imparciais e com qualidade. Como acontece com a maioria das mídias no Brasil, acabou se revelando favorável ao governo honestíssimo do PT e optou por atacar a operação lava jato. Não sei que país esses jornalistas idealizam. De qualquer forma, como estamos em uma democracia, acompanha a página quem se identificar. abraços
Já é há muito tempo...
Deve ter escolhido o advogado porque viu que é um bom profissional.
Em se tratando o articulista de diretor da revista (com o perdão pela rima...), vê-se que o artigo não é uma simples opinião de um colaborador qualquer. É a do diretor da publicação, logo já reflete o lado da mesma: anti-Lava Jato, pró-Lula et turma... Sem mais...
Certamente a escolha da representação processual levou em conta a notoriedade do douto advogado que atua de forma profissional e com conduta compatível aos preceitos do Código de Ética e Disciplina da OAB, o que infelizmente não se pode dizer do magistrado que figura como parte do processo em questão.
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