MPF quer mais investigações sobre violação de sigilo

Para o Ministério Público Federal, as investigações sobre a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa ainda não são suficientes. O MP enviou, nesta terça-feira (2/5), os autos do inquérito policial para a 10 ª Vara da Justiça Federal de Brasília. Eles querem que o prazo para a conclusão do inquérito seja prorrogado por mais 30 dias.

Segundo os procuradores Gustavo Pessanha Velosso e Lívia Nascimento Tinoco, apesar de os fatos já estarem bem delineados, ainda é necessário esclarecer as circunstâncias em que ocorreram os delitos.

No parecer enviado à Justiça, os procuradores pedem várias diligências ao delegado Rodrigo Carneiro, responsável pelo inquérito. Entre os pedidos estão novos depoimentos de Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, do secretário de Direito Econômico, Daniel Goldberg, e do chefe de gabinete do ministro da Justiça, Cláudio Alencar.

Os procuradores estão solicitando também o arquivamento de parte do inquérito onde Francenildo é investigado por lavagem de dinheiro. O sigilo bancário do caseiro foi quebrado enquanto ele depunha à CPI dos Bingos no Senado.

O escândalo do vazamento dos dados sigilosos para a imprensa foi responsável pela queda do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Em depoimento à Polícia, Jorge Mattoso confessou que entregou os dados bancários do caseiro para Palocci.

Rossi Vieira disse:
02 de maio de 2006 às 23:30

O Dr. Rodrigo Carneiro, autoridade policial, tem dirigido muito bem esse caderno investigativo. Age com prudência e ímpar discrição:reserva, circunspeção, discernimento e sensatez. Acho até, invadindo o galho alheio, que O MPF teria condições de denunciar... enfim, cada macaco no seu galho. Assente-se o ótimo trabalho do Delegado de Polícia Federal, dignificando a classe como um todo. Parabéns.

Otávio Augusto Rossi Vieira, 39
advogado criminal em São Paulo.

Sérpico disse:
03 de maio de 2006 às 20:27

Parabens aos Delegados Federais que vem atuando de forma brilhante na condução de Inquéritos Policiais de suma importância para acabar com a impunidade no Brasil.

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
04 de maio de 2006 às 19:30

Será que um gatimho que nasceu dentro de um forno de barro pode ser considerado um pão de torresmo?

Você precisa estar logado para enviar um comentário.