A defesa do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, pediu à Justiça que seja acrescentada ao corpo das investigações contra o ex-ministro uma missiva de 164 linhas, de autoria do ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso. Na carta, Palocci é inocentado da acusação que lhe custou o cargo: a de violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, o Nildo.
A 20 dias da eleição, o ex-ministro, candidato a deputado federal pelo PT, começou a enfrentar mais uma prova de fogo em sua carreira política. Num período de dez dias, Palocci será denunciado à Justiça por sete crimes: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, peculato, quebra de sigilo bancário, quebra de sigilo funcional e prevaricação.
As denúncias, da Polícia Federal e da Polícia Civil, dizem respeito ao envolvimento de Palocci na quebra do sigilo do caseiro Francenildo — que disse que o ex-ministro freqüentava a mansão do Lago Sul, em Brasília, usada para fazer lobby —, e nas fraudes nos contratos de lixo em suas duas administrações na prefeitura de Ribeirão Preto (1993-1996 e 2001-2002).
Na segunda-feira passada (11/9), o delegado Rodrigo Carneiro Gomes, da PF, entregou à Justiça o inquérito, aberto em março, em que Palocci é acusado dos crimes de violação de sigilo bancário e funcional e prevaricação no caso do caseiro. Ele afirma que as provas que tem são suficientemente robustas.
De acordo com o inquérito da Polícia Federal, o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, e o ex-assessor de imprensa de Palocci, o jornalista Marcelo Netto, “serviram como instrumento” ao ex-ministro.
Homem forte do governo Lula e ex-prefeito de Ribeirão, Palocci sobreviveu às acusações de integrar a máfia que fraudava contratos de lixo e de ter ligação com o caixa 2 do PT, mas acabou balançando quando foi desmentido pelo caseiro, que trabalhava na mansão onde ele se reunia com os amigos da chamada República de Ribeirão.
Agora seus advogados, José Roberto Batochio e Ricardo Toledo Santos Filho, pedem à Justiça explicações sobre o fato de a PF ter quebrado o sigilo telefônico do ex-ministro e não empregar tais dados na conclusão dos inquéritos — numa sugestão ao magistrado de que a PF tergiversou o foco do inquérito. Veja a petição dos advogados seguida da carta de Jorge Mattoso — distribuída por ele a uma roda de amigos seletos, a partir de 17 de junho passado, mas que só agora chegou às mãos da defesa de Palocci. A veracidade da carta foi confirmada esta semana pelos advogados de Mattoso.
Leia a petição
Antonio Palocci Filho, qualificado às folhas, nos autos do inquérito policial em epígrafe, feito cujos trâmites se dão por esse douto Juízo e afeta secretaria, vem, por seus advogados infra-assinados, com o devido respeito’, a Vossa Excelência, para requerer a juntada da inclusa documentação, consubstanciada em missiva da lavra de Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, a qual exime o Requerente, definitivamente, de qualquer responsabilidade no episódio objeto do presente apuratório.
Aliás, os adminículos coletados no inquérito policial igualmente demonstram que o Requerente não teve nenhuma participação no evento. Não foi por outra razão que a Polícia Federal, de início, alardeou aos meios de imprensa que apurava se a ordem de quebra do sigilo bancário de Francenildo dos Santos Costa teria sido determinada pelo Requerente, mas, como nenhum indício coligido apontou nessa direção, ela simplesmente abandonou essa vertente para, então, investigá-lo (o Requerente) como suposto responsável pelo vazamento e divulgação para a imprensa dos dados bancários de Francenildo.
Como também nada se logrou comprovar nesse sentido, passou a Polícia Federal a representar, insistentemente, pela quebra do sigilo telefônico da residência oficial do Ministro da Fazenda, função então exercida pelo Requerente, fato que registre-se, causa profunda espécie.
Curiosamente, porém, o que antes era absolutamente imprescindível, tornou-se então, como num passe de mágica, em medida investigatória dispensável, já que se preferiu encerrar o apuratório, sem projetar nos autos o resultado do pleito que tanto se procurou.
Não é curioso?
Se era mesmo desnecessário, fato que agora se revela hialino, qual teria sido, então, o verdadeiro propósito da persistência de quebra de sigilo do Requerente? Mera bisbilhotice? Ou será que o resultado da quebra do sigilo não agradou aos investigadores?
Por isso que, com fundamento no artigo 14 do Código de Processo Penal, postula o Requerente que exija esse douto juízo a vinda para os autos do resultado dessa quebra de sigilo -, que, aliás, é um excepcionamento de garantia constitucional.
Ora, se no processo penal a busca da verdade real deve ser incessante, de rigor, pois, seja efetivamente cumprida até o final, a decisão desse douto Juízo no sentido de se encaminhar ao feito o resultado da quebra de sigilo, até para que se alcance a verdade dos fatos em sua integralidade, fim último da persecutio criminis.
Ou será que o princípio da verdade real, quando mostra inocência não é mais imprescindível em determinados setores?
Por que abandonar agora o que foi tão insistentemente pretendido?
Em razão do exposto requer-se juntada da inclusa documentação e, ainda, que seja efetivamente cumprida a decisão desse douto juízo que determinou a vinda aos autos dos dados telefônicos da residência oficial do Ministro da Fazenda.
Nestes termos, pede deferimento
José Roberto Batochio, advogado
OAB/SP n. 20.685
Ricardo Toledo Santos Filho, advogado
Leia a carta de Mattoso
Estimados amigos e amigas
Muitos de vocês telefonaram, enviaram mensagens eletrônicas ou através de amigos comuns, de apoio e solidariedade frente ao episódio que me levou a colocar o cargo de Presidente da Caixa Econômica Federal à disposição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva há mais de dois meses.
Não pude responder a muitas dessas manifestações. Tampouco respondi às notícias, especulações ou simples ilações produzidas e/ou divulgadas pela mídia sobre essas questões. Certo ou errado, desde que me afastei da CAIXA decidi manter-me junto a minha família, sem contatos públicos ou com a imprensa.
Quem me conhece sabe que minha biografia pessoal e profissional sempre esteve marcada pela defesa de idéias, do interesse público e de valores éticos. Meu patrimônio é minha biografia.
Durante os anos de chumbo, na militância, na clandestinidade, prisão, tortura ou exílio combati a ditadura em defesa de valores e idéias coletivas.
No retorno do exílio, minhas atividades como pesquisador, professor universitário ou gestor do centro de pesquisa foram consolidadas através do reconhecimento de minha capacitação profissional e da realização de concursos públicos e de bancas examinadoras. Assim completei meu mestrado, doutorado e pós-doutorado; assim ingressei e desenvolvi minha carreira universitária na UNICAMP.
Em cargos públicos — como secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo ou como Presidente da CAIXA — meu objetivo sempre foi o de desenvolver e valorizar as instituições em que trabalhei.
Os resultados históricos alcançados pela CAIXA nos mais de três anos que tive a honra de dirigi-la mostram que valeu a pena e que a equipe que congregamos apresentou resultados incontestes. Se os números econômico-financeiros têm sido os melhores da história dessa longeva instituição, não foram menos importantes os resultados operacionais: crescimento do crédito comercial acima dos correntes do sistema financeiro nacional, melhor desempenho dos últimos doze anos do crédito habitacional, contribuindo ao deslanche do setor da construção, significativa ampliação do número de agências e correspondentes bancários, realização do maior processo de inclusão bancária no país, participação ativa como operador do programa Bolsa-Família, melhoria do atendimento aos nossos clientes — sendo que a Caixa está há mais de dois anos ausente da lista de reclamações do Banco Central — e internalização do novo modelo lotérico, tarefa gigantesca e complexa, realizada em prazos extraordinariamente exíguos.
Nestas linhas, não objetiva analisar o período recente, nem definir perspectivas pessoais. Não analisarei a conjuntura política pré-eleitoral vivida pelo país e as motivações que têm impulsionado parte das denúncias e muitos dos processos difamatórios em curso. Também não farei considerações sobre especulações veiculadas pela imprensa.
Neste momento, desejo apenas disponibilizar aos meus amigos, amigas, colegas e companheiros alguns elementos e informações sobre o assunto que me levou a sair da Presidência da CAIXA:
1. A CAIXA, como toda e qualquer instituição do sistema financeiro nacional, tem acesso aos dados bancários de seus clientes. Dessa forma, fazer pesquisas cadastrais na sua base de clientes e emitir extratos são atividades rotineiras de qualquer instituição financeira. Tais instituições também devem evitar a divulgação indevida dessas informações e — ao mesmo tempo — transmitir às autoridades competentes (Banco Central e Conselho de Controle das Atividades Financeiras) quaisquer informações que indiquem movimentações financeiras atípicas, definidas normativamente.
2. Eram intensos os rumores em Brasília de que o Senhor Francenildo Costa estaria fazendo declarações e denúncias (como as realizadas em entrevista ao jornal Estado de São Paulo no dia 14 de março e em depoimento à CPI no dia seguinte) supostamente motivadas por recebimentos de valores. Em função desses rumores, tomei a iniciativa de solicitar, no dia 16 de março, à noite, as suas informações bancárias disponíveis na CAIXA e, caso confirmadas, movimentações financeiras atípicas, enviá-las às autoridades competentes, de acordo com as normas correntes.
3. Considerando as informações obtidas de forma legal e a constatação da existência de movimentações financeiras atípicas naquela conta (como alterações no perfil de movimentação, incompatibilidade entre a renda declarada e os valores movimentados e presença de recorrentes movimentações realizadas em espécie), considerei, tendo em vista salvaguardar os interesses da CAIXA, que deveria informar ao BACEN (visando à necessária comunicação ao COAF), e também a meu superior hierárquico, o Ministro da Fazenda, dado a relevância daquelas informações.
4. Entreguei, portanto, ao Ministro da Fazenda na mesma noite do dia 16 de março os extratos da conta-poupança do sr. Francenildo Costa, quando o notifiquei que estaria cumprindo as determinações legais, informando ao BACEN.
5. Portanto, também solicitei à área técnica da CAIXA — que, de acordo com aos normativos vigentes, confirmou a atipicidade das movimentações — fossem enviadas essas informações à autoridade competente (Bacen, órgão encarregado de noticiar ocorrências da espécie ao Coaf), fato esse realizado no final da tarde do dia seguinte 17 de março através de meio eletrônico.
6. Em nenhum momento me passou pela cabeça a possibilidade de — pessoalmente ou através de algum funcionário da CAIXA — romper indevidamente o sigilo bancário do cliente, vazando informações e tornando-as públicas, seja através da imprensa ou de qualquer outro meio. Tampouco considerei a hipótese de que outra pessoa pudesse vir a fazê-lo. Tanto assim que não houve qualquer tentativa de descaracterização dos documentos, o que permitiu a posterior localização do terminal e constatação da autoria da impressão do extrato.
7. Como outros brasileiros, tomei conhecimento da matéria publicada pela Revista Época como vazamento das informações sobre as movimentações financeiras do sr. Francenildo Costa no fim de semana (dias 18 e 19 de março).
8. No primeiro dia útil subseqüente à publicação (dia 20 de março) determinei a instauração de comissão de sindicância interna (Portaria n. 186/2006) para avaliar o cumprimento das normas internas e a eventual ocorrência da divulgação indevida referentes aos dados e movimentação bancária do sr. Francenildo Costa, no âmbito interno da CAIXA.
9. Considerando a ampla repercussão e exploração políticas do vazamento das informações realizado através da Revista Época — alheio à minha responsabilidade e da CAIXA — na manhã do dia 27 entreguei no Palácio do Planalto carta dirigida ao sr. Presidente da República, colocando meu cargo à disposição. Na mesma tarde, prestei declarações em depoimento no inquérito da Polícia Federal. Ao final da tarde, estive com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que decidiu acolher meu pedido de exoneração, conforme publicado no Diário Oficial no dia seguinte.
10. O término da sindicância interna deu-se após minha saída da Presidência da CAIXA. Assegurado o respeito à sua autonomia e independência, a comissão inocentou os empregados envolvidos no episódio, concluindo pela inexistência, em seus comportamentos, de infiltração à lei e às normas internas da CAIXA e considerou que “os empregados agiram no cumprimento de determinação hierárquica superior, não considerada ilegal”.
11. Mais recentemente (dia 29 de maio) voltei a ser inquirido na Polícia Federal, quando novamente prestei depoimento, reafirmando as declarações anteriormente dadas.
Estou seguro de que a minha ação e da CAIXA foram norteadas pela legalidade e que ficará patente que não tivemos nenhuma responsabilidade no vazamento das informações financeiras do senhor Francenildo Costa. Lamento, contudo, que as providências levadas a afeito no âmbito da CAIXA, objetivando o cumprimento do dever de comunicar ao BACEN a ocorrência de movimentação atípica em conta de poupança — procedimento, portanto, legítimo e legalmente previsto — possam ter aberto a possibilidade, ainda que involuntária, de vazamento dessas informações por outrem.
No devido tempo, caberá à Justiça julgar o episódio, com a isenção que lhe é própria. Estou tranqüilo e confiante no seu julgamento, embora já saibamos que, no futuro, a repercussão pública de decisões favoráveis será mínima, como tem ocorrido sistematicamente. Muitos de vocês devem lembrar-se das denúncias do caso Gtech, BMG, Vila Pan-americana, etc. NO caso Gtech, depois de quase três anos e múltiplas investigações da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e Comissão Parlamentar de Inquérito, não se comprovou nenhum procedimento da administração lesivo à CAIXA ou de qualquer favorecimento àquela empresa. Pelo contrário, se reconhece que –finalmente—a CAIXA implementou um novo e complexo modelo lotérico, estando por libertar-se de um contrato por longo tempo questionado pelos órgãos controladores. Sobre os casos BMG e Vila Pan-americana, recentes decisões do TCU foram definitivas: nenhuma irregularidade foi cometida pela CAIXA. Mas quantos de vocês puderam ver na mídia essas informações?
Ao longo dos cerca de 39 meses tive a honra de servir ao governo do Presidente Luís Inácio Lula da Silva, como presidente da Caixa Econômica Federal. Esse período foi intenso e consolidou minhas concepções como administrador, economista e homem público. Como o corpo funcional da CAIXA conseguimos atingir resultados que, em todas as áreas, foram superiores às expectativas do governo e do mercado. Foram tempos de desempenho econômico-financeiro histórico e de vitórias no campo operacional, na ampliação dos serviços (inclusive internacional), na inclusão bancária e na internalização do novo modelo lotérico.
Apesar do difícil momento vivido recentemente –como em outros de minha vida—mantenho a confiança no futuro. Confiança no futuro do Brasil, porque independentemente da recente crise o país tem mostrado vitalidade e maturidade, seguindo o seu curso democrático; no futuro do governo do Presidente Lula, por tudo que representa e pelo que tem feito e fará pelo nosso país e seu povo e no futuro da CAIXA, por sua trajetória de apoio à melhoria da qualidade de vida dos brasileiros e por seu belo desempenho recente, que a consolida como instituição financeira pública e social, eficiente e competitiva.
Recebam um forte abraço, que eu gostaria de dar pessoalmente,
Jorge Mattoso

É, como dizem no nordeste:
"Cába safado!"
E bota safado nisso...
"Que país é este, minha gente? Este o Brasil, do LULA. "UM BANDO" de criminosos. Pior, eles confessam o crime.
Interessante a maneira que a policia e o delegado tem tratado o assunto. Porque nao apresentar o resultado da quebra de sigilo telefonico? será que esta havendo uma certa parcialidade com cunho politico? O sr. Palocci, tantas vezes atacado pela oposicao, que se irritava com os acertos de sua politica economica, inclusive extençao da do governo anterior, com suas explicacoes antologicas no congresso, de onde sempre saia aplaudido.
Ao ser pego numa situacao inusitada, de um pai que paga pro filhinho dizer que filhinho nao é filhinho e papai nao é papai, com R$30.000,00, e ninguem quer saber se essa historia nao foi ardilosamente montada, acabaram por matar um personagem que garantiu sim (Antonio Ermirio, Delfim Netto, e outras sumidades) garantiu a estabilidade economica e a certeza de que o pais nao estava entrando em aventuras.
Esse homem foi crucificado, e agora nao querem dar espaco para sua defesa? A que ponto se leva o pais pro brejo em nome da "politica eleitoral"!!!
Os nobres patronos podem entrar em contato com o Delegado para retirar suas dúvidas, sem nenhum constrangimento. O escritório que promove a defesa tem os numeros dos telefones fixos e celular e pode requerer cópia da via do inquérito e cautelar que fica à disposição dos interessados. O tratamento entre PF-defesa sempre foi cordial, respeitando a imprescindibilidade da figura do causídico na prestação da Justiça.
O Inquérito foi entregue à JF simplesmente porque vencido o prazo de 30 dias para conclusão das diligências, como determina o artigo 10 do Código de Processo Penal. Ademais não há novas provas a serem produzidas que dependam da iniciativa do DPF, em quase 3000 páginas de apuração e quase 80 depoimentos em 90 dias que o inquérito permaneceu na PF e outros 90 dias que foi processado perante a JF-MPF. Como se sabe, perícias e documentos que dependem de encaminhamento por outro órgão/empresa podem ser remetidos ao Juízo posteriormente, no curso da instrução criminal, assegurados a ampla defesa e o contraditório.
Infelizmente, a partir da privatização das empresas de telefonia, as Polícias não têm acesso sequer a dados cadastrais telefônicos, o que impede uma ação eficaz numa ocorrência de "sequestro-relâmpago" ou ameaça de morte, em que haja comunicação do envolvido com familiares da vítima, por exemplo.
Na presente investigação, há um outro empecilho: a grande maioria dos assinantes são órgãos públicos ou empresas, o que acarreta o desdobramento da análise em fornecimento de dados tanto por empresas de telefonia como pelas órgãos/empresas em cujos nomes as linhas estão registradas.
A empresa de telefonia não forneceu os extratos, possivelmente porque comunicada judicialmente só em 01.09.06. A defesa pode requerê-los junto ao Ministério da Fazenda e encaminhá-los ao Juiz Federal ou o MPF pode reiterar o ofício à empresa de telefonia. Além do Ofício Judicial, o DPF expediu um outro ofício com cópia do ofício judicial, enviou fax, e-mail e fez contato telefônico com o setor responsável da empresa de telefonia.
Espero ter esclarecido as dúvidas remanescentes.
Atenciosamente,
Os advogados de Palocci estão fazendo o que em direito se chama “ampla defesa”: o desprezo ao pudor para favorecimento do cliente.
Salta aos olhos que a carta é uma peça encomendada. É extemporânea, enfadonha — e alinhava detalhes inúteis à simples conversa entre amigos.
Reconheça-se, porém, a legitimidade da estratégia. Fazer o quê? Cabe ao Ministério Público impugnar, argüir, contradizer. E ao julgador, perscrutar fatos e intenções para formar sua opinião.
Por mim, Palocci seria absolvido e eleito. O que mudaria — se for o caso — ter mais um corrupto no Congresso?
Ô meu amigo Tyba:
Não diga isso. De se pensar assim é que temos "algumas centenas" lá.
Um abraço.
Ô seu Dinarte:
Quer dizer que o homem foi "crucificado"?
Oh, deveremos então substituir o Senhor Morto na procissão de Sexta-Feira Santa pela efígie do "martor" Palocci?
Que tal, de quebra, malharmos o "mero caseiro" Francenildo como Judas, que causou o "martirio" do doce Palocci?
A cara de pau dos PeTelhos não tem limites mesmo!!!!
Não ficaria surpreso se a culpa recaisse sobre o sistema da CEF...eta processinho demorado...
Essa petralhada não tem vergonha mesmo.
Senhor Richard,
Se O Congresso já não consegue mais se nivelar por cima, que as “excelências” se abaixem juntas para mergulhar nas próprias fezes.
Abraços.
O Palocci é apenas mais um entre tantos outros de diversos partidos politicos e também de diversos governos que tiveram o seu momento de "CAÇA ÀS BRUXAS".
O que difere um momento do outro são os interesses principalmente em época de eleição para desmoralizar o LULA na reta final das campanhas.
Penso que todos nós já fomos prejudicados com algum governante ou membro deste em face de algum pacote ou medida desfaforável à este ou aquele.
Daí, tudo bem que o cara errou.
Mas fazem disto uma coisa que parece o fim do mundo e que no fundo querem dizer que nem ele é o culpado e sim que quem o se duziu à fazer tudo isto foi o Lula paz e amor que agora tá virando o Lula faz sentir dor.
Acho tudo perda de tempo, pois tenho minhas dúvidas até prova em contrário, que ninguém mais forte do lado da oposição não esteja articulando algo juntamente com o casei..........quer dizer com o chefe do casei...... quer dizer com alguém que conhece o casei...... ou melhor com alguém que quis conhecer o caseiro para persuadi-lo e conseguir todas estas.............................................
Ah! Quando o Ex-Presidente FHC chamou todos os aposentados com menos de 60 anos de Vagabundo não foi mais GRAVE???????????????????????????????????????????????????????????????????????
Mais uma vez os culpados se inocentam dos erros que cometeram contram alguem, enviando cartas e mais cartas que trabalharam bem e fez isso aquilo.
Tubo bem.
Mais invadir a privacidade de outros ninguem tem o direito.
A Doutra Justiça deferiu o pedido?
Houve movimentação financeira conforme a legislação?
Se houve deve ser informada e não divulgada a IMPRENSA.
Agora, querem ser o Pilatos, lavando as mãos. DA INOCENCIA.
CUMPRA-SE A LEI.
TEM CULPA.
PAGUE PELO CRIME COMETIDO.
É INOCENTE, QUE FIQUE LIVRE.
Mais, agora não vamos sair em defesa: (MENSALEIROS, MENSALINHO, CABIDE DE EMPREGO NA CAMARA FEDERAL, E OUTROS).
Parem com o CORPORATIVISMO.
ATENÇÃO NAÇÃO O DIA PRIMEIRO DE OUTUBRO, ESTA CHEGANDO.
PAU NELES.
Com certeza meu amigo Tyba!
Todavia, cabe a nós "puxar a descarga" para que todos esses "janjões" escorram pelo esgôto.
Existem homens honestos. Cabe a nós privilegiá-los com o nosso voto.
Agora, o nêgo catar santinho e filipeta na porta da seção eleitoral e uma semana depois não lembrar o nome de quem votou, é o fim da picada.
Depois ele acha que "não tem nada a ver com isso" quando aquele Congresso, enchido de "janjões" começa a feder.
Devemos votar com a cabeça e nunca com os intestinos.
Um novo abraço.
Sr.Richard Smith, consultor:
Já que citou meu nome, quero esclarecer melhor o texto que v.sa. não conseguiu alcançar. Se por pratica usual de deformação intelectual, ou por oportunismo politiqueiro, típico de quem já tem candidato desde que nasceu, por estar inserido em uma determinada classe social, o sr. deve tomar conhecimento de que ainda não escolhi meu candidato. Só que a hipocrisia que parece lhe ser peculiar, é típica da elite brasileira. Com esse seu nome, nem sei se é brasileiro, mas vamos partir do principio que seja. Neste caso, acusar sem o devido processo legal, com julgamento antecipado, típico de ditaduras, é um desserviço à democracia. E negar o valor do Sr. Palloci, que não se envolveu em superfaturamento de rodoanel, em compra de votos para reeleição, em inventar o esquema do Marcos Valério para eleição do Senador Azeredo em Minas, (será que ninguém via nada disso, no PSDB- PFL?) Só o Lula que não via nada? E quem alimentou a pão-de-lo o engavetador mor da republica (ou o sr. também é dos que não vê nada?)
Portanto, chamar-me de PeTelho, de sua lavra, passa a me parecer elogio. O PT cometeu erros desastrosos, e esta pagando por isso, ao ter sua bancada visivelmente reduzida, e isso é solução via democracia. Assim como o FHC, também cometeu graves erros tais como estatização e sumiço do dinheiro, por incompetência, (já procurou dados da privatização da Vale do Rio Doce), ou o senhor é favorável à privatização da Petrobras?
E também esta pagando por isso, a ponto de ser escondido da campanha pelos correligionários. Portanto, caro Mr. Smith, o senhor esta me parecendo muito mais próximo de Judas do que gostaríamos.
Dinarte Bonetti
Meu caro Sr. Dinarte Bonetti, empresarial:
O senhor menciona que o citei. E está correto. Este é um espaço público de opinião e não só as matérias podem ser comentadas, mas também os comentários.
Na sua resposta aos meus singelos, o senhor imputa a mim uma certa "deformação intelectual", alternativa a um simples "oportunismo politiqueiro".
Que seria, aquele último, típico de quem "já tem candidato desde que nasceu".
Declara ainda não ter escolhido candidato.
Hum.
Não é o que parece. O seu cínico comentário desdenhoso acerca da "histórinha" do caseiro e mais, a sua surpreendente (para quem não tem deformações intelectuais, é claro)declaração de que o sr. palocci estaria sendo crucificado, o apontam como cultor extremado da "quase-lógica", "quase-verdade", "quase-moral" e "quase-ética" do nosso (seu) "Amado Líder".
Permita-me desacreditar então, desta sua declaração.
Quanto aos erros e crimes do governo Fernando Henrique Cardoso, a história e a justiça (senão esta a Divina) haverão de julgar.
Nem porisso, eles se traduzem em salvo-condutos para os outros, ENORMES, "deste governo que aí está"
Quanto a mim e ao meu nome, já que o senhor se permitiu, novamente, diversas opinões acerca (mr.Smith, que engraçado! O senhor não resistiu a essa, não?)permita-me esclarecer algumas coisas:
Sou descendente de irlandeses, porém brasileiro, paulista, paulistano.
Sou casado, tenho 46 anos de idade e forneço, modesta, porém considerada consultoria a empresas e escritórios de advocacia.
Sou filho de um humilde funcionário público estadual, hoje aposentado e de uma dona-de-casa. Estudei sempre em escolas estaduais e vivo, como diz o vulgo, "da mão para a boca".
Trabalho sozinho, não tenho férias + 1/3, FGTS, 13º. salário e, muito menos, 14º. licença prêmio, estabilidade e outras benesses comuns a uma certa faixa do eleitorado do Indigno.
Também ao contrário de muitos e muitos PeTelhos (não o estou incluindo nesta categoria, desta vez), sei ler e escrever e costumo comer no prato, com garfo e faca.
E tenho, como riqueza, a vergonha na cara que meu pai me deu.
Atenciosamente.
Richard Smith.
VOCÊS DOIS QUEREM PARAR DE BRIGAR?????????
Ambos tem suas razões, porém estão perdendo o Foco do assunto em questao.
Jáficouclaro pela maioria dos comentários, que o Palocci está absolvido.
No mais, vamos nos concentrar no proximo tema e depois voltamos ao novo debate.
Meu caro Josimar:
Embora eu seja um pentelho, não creio mesmo, que estejamos saindo do foco.
Veja bem: segundo as "rigorosas" pesquisas que se leêm por aí, o Nefasto estaria reeleito no primeiro turnoainda, com 53% dos votos.
Você acredita mesmo nisso? Você acredita que mais da metade do povo brasileiro, da noite para o dia tenha virado uma cambada de safados? Que se lixam para a honradez, para a ética básica, para as lições de moral aprendidas em casa?
Eu não acredito!
Daí o porque discutir e esmiuçar certas opiniões, acredito ser da maior importância neste triste período no qual estamos vivendo.
Mas calma, que eu sou da maior boa paz. Não mordo ninguém (muito, pelo menos!).
Um grande abraço.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login