89% dos brasileiros são favoráveis ao Exame de Ordem, diz Datafolha

Pesquisa do instituto Datafolha aponta que 89% dos brasileiros são favoráveis ao Exame de Ordem para habilitação profissional como advogado. No levantamento contratado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, 2.125 pessoas responderam à seguinte pergunta: “Para que um formado em direito possa ser advogado, é preciso que ele passe por uma prova. Somente se aprovado ele pode exercer a profissão. Você é a favor ou contra este tipo de exame?”. A pesquisa aconteceu em junho.

Do total de entrevistados, 9% disse não concordar com a medida, e 3% declarou não ter opinião sobre o assunto. A região Sudeste é a que mais aprova o exame (90%). Já no Sul, 83% aprovam o exame. Mulheres têm um percentual de aprovação ligeiramente maior do que homens: 90% a 88%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Além de apoiar o Exame de Ordem, os entrevistados também são favoráveis (94%) a adoção de exames para que médicos e engenheiros possam exercer suas profissões.

Entre os que declararam ter alguma preferência partidária, os simpatizantes do PMDB são os que mais defendem o Exame da OAB: 93% deles apoiam a prova. Em seguida, vêm os partidários do PSDB (92% de aprovação) e do PT (88% de aprovação). A opinião dos 6% de pessoas que declararam preferência ao PMDB contraria a de um dos principais líderes da agremiação, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em 2013, ele apensou um jabuti à Medida Provisória 621/2013 (que criou o Mais Médicos) prevendo a extinção do Exame de Ordem. Mas a emenda foi rejeitada com 308 votos contrários.

O presidente do Conselho Federal da OAB Marcus Vinicius Furtado Coêlho comemorou o resultado da pesquisa. De acordo com ele, ao exigir um exame para o exercício da advocacia, a entidade segue uma prática aplicada pela Administração Pública para garantir a qualidade dos profissionais.

“A constituição da República, ao assegurar a liberdade de exercício profissional, é taxativa ao prever que a lei pode exigir a demonstração de qualificação técnica mínima. Busca-se evitar que profissionais possam gerar prejuízo irreparável a terceiros. Os bens, os direitos e a liberdade das pessoas devem ser defendidos por quem tem um mínimo de conhecimento jurídico. O juiz, o delegado de polícia e o membro do ministério público são concursados. O estado está representado por pessoas que demonstraram qualificação. Com mais razão, o representante do cidadão perante tais autoridades também deve ser preparado, para que se garanta um equilíbrio entre cidadão e estado”, argumentou Furtado Coêlho.

Clique aqui para ler a íntegra da pesquisa.

Sérgio Rodas

é editor da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Espartano disse:
27 de julho de 2015 às 18:05

Aqui precisamos cobrar coerência de todos, não somente do Cunha, mas da esquerda, da direita, do centro ou de qualquer um que se ache no direito de avocar a representação do povo brasileiro:
Quando interessa, ninguém se sente constrangido em invocar o chamado apoio popular para justificar uma medida.
Porém, quando a vontade popular contraria o interesse particular ou mesmo o ego de alguém, aí tal apoio, por mais amplo que seja, não vale nada, pois "o povo é iludido" e os "especialistas" são os que devem ser ouvidos, e a "opinião pública não foi corretamente formada".
Sou favorável ao Exame da Ordem, por diversos motivos, alguns dos quais nem são tão jurídicos como se pode esperar.
Então que a OAB não caia na mesma tentação que o Sr. Cunha, de tentar justificar a posição pelo apoio nas pesquisas.
Porque, se for assim, a redução da maioridade penal tem mais apoio que o Exame da OAB. E tal apoio também não tem nenhum embasamento jurídico. Não adianta vir com o argumento de que a redução "não vai diminuir a criminalidade". Pode até ser verdade. Mas a sociedade, pragmática, não quer saber de redução da criminalidade ou da recuperação do menor. O que ela quer é a segregação do mal juntamente com uma legítima vingança. E isso os especialistas se negam a entender.

Espartano disse:
27 de julho de 2015 às 18:05

Aqui precisamos cobrar coerência de todos, não somente do Cunha, mas da esquerda, da direita, do centro ou de qualquer um que se ache no direito de avocar a representação do povo brasileiro:
Quando interessa, ninguém se sente constrangido em invocar o chamado apoio popular para justificar uma medida.
Porém, quando a vontade popular contraria o interesse particular ou mesmo o ego de alguém, aí tal apoio, por mais amplo que seja, não vale nada, pois "o povo é iludido" e os "especialistas" são os que devem ser ouvidos, e a "opinião pública não foi corretamente formada".
Sou favorável ao Exame da Ordem, por diversos motivos, alguns dos quais nem são tão jurídicos como se pode esperar.
Então que a OAB não caia na mesma tentação que o Sr. Cunha, de tentar justificar a posição pelo apoio nas pesquisas.
Porque, se for assim, a redução da maioridade penal tem mais apoio que o Exame da OAB. E tal apoio também não tem nenhum embasamento jurídico. Não adianta vir com o argumento de que a redução "não vai diminuir a criminalidade". Pode até ser verdade. Mas a sociedade, pragmática, não quer saber de redução da criminalidade ou da recuperação do menor. O que ela quer é a segregação do mal juntamente com uma legítima vingança. E isso os especialistas se negam a entender.

Marcos Alves Pintar disse:
27 de julho de 2015 às 18:07

Nenhuma novidade nos números.

Gabriel Cabral Parente Bezerra disse:
27 de julho de 2015 às 18:22

Sou 100% a favor do exame de ordem da OAB. Mas tomemos cuidado com a qualidade das pesquisas feitas pela OAB ultimamente. Elas são notoriamente controversas umas com as outras.

-http://www.conjur.com.br/2015-jul-08/oab-segunda-entidade-confiavel-pais-congresso-penultima

-http://www.conjur.com.br/2015-jun-18/populacao-aponta-mp-terceira-instituicao-confiavel

Henrique DomFagundes disse:
27 de julho de 2015 às 20:05

CHEGA A DAR NOJO DESTE SINDICATO OAB. ISTO E UM PANTANO EU NÃO FUI CONSULTADO NESTA PESQUISA E MUITO MENOS OS BACHARÉIS. PESQUISA FRAUDULENTA SEM CREDIBILIDADE COMO A OAB. UM EXAME INCONSTITUCIONAL QUE FERE A CARTA MAGNA EM VÁRIOS ARTIGOS. UM EXAME DE 5 HORAS COM QUESTÕES PASSIVEIS DE ANULAÇÃO MAL ELABORADAS CHEIA DE PEGADINHAS DEPOIS UMA 2ª FASE QUE NÃO SE PODE CONSULTAR UMA DOUTRINA DA ÁREA QUE VC ESCOLHEU SÓ A LEI SECA. UMA BANCA EXAMINADORA QUE GANHA PARA REPROVAR JÁ FICOU COMPROVADO ATRAVÉS DE ESCÂNDALO DO ANO DE 2009. A ONDE A OAB NÃO ANULA QUESTÕES MAL ELABORADAS E O EXAMINANDO NÃO TEM SUCESSO NO SEU RECURSO PARA ANULAR AS QUESTÕES. E AINDA ESTES ACÉFALOS ADVOGADOS FALAM QUE E PARA PROTEGER A SOCIEDADE DOS MAUS PROFISSIONAIS QUE RECAI NOS OMBROS DOS BACHARÉIS. NUNCA FIQUE SABENDO QUE UM BACHAREL EMBOLSOU HONORÁRIOS INDEVIDOS COMO O PRESIDENTE DA OAB FEDERAL MARCUS VINICIUS. E CADA ABERRAÇÕES NO MUNDO JURÍDICO QUE VOCÊ ENCONTRA DE ADVOGADOS BANDIDOS CREDENCIADOS COM A CARTEIRA DA OAB.Daniela Brito - 18/03/2014
Advogado acusado de tomar quase R$ 2 milhões de casal de idosos.Ação de cobrança com danos morais foi ajuizada por dois idosos contra o advogado André Luís Estevam de Oliveira e a esposa, a também advogada Taciana Beatriz de Oliveira. Segundo os autos, o casal teria se apropriado indevidamente de dinheiro obtido após acordo feito em três ações judiciais para o pagamento de seguro, que tramitaram em 2006, em favor dos idosos. Os valores superam R$2 milhões, levando em conta os lucros cessantes e a indenização por dano moral.Na ação que tramita na 4ª Vara Cível, os autores querem a restituição de todo o valor recebido das seguradoras, que, corrigido monetariamente, contabiliza R$1.033.160,51 e outros R$680 mil a título de lucro cessante e

PAULO MARCHINI disse:
28 de julho de 2015 às 00:45

- 2.125 pessoas? num país de mais de 200 milhões? ?!!! 89 % dos "brasileiros"????
Que pesquisa séria, hein???!!!!!!

paulão disse:
28 de julho de 2015 às 09:48

Está em andamento um projeto para extinguir o exame de ordem. Num universo muito maior, são favoráveis à sua supressão quase 70% dos entrevistados. Tenho dúvidas quanto ao resultado do Datafolha. Além disso, a pergunta é genérica e não questiona porque esse exame pertence à OAB (que não é entidade do governo federal mas de afiliação obrigatória, onde é obrigatório votar nas eleições, o que é fascista, entre outros aspectos a considerar). Porque não é um conselho federal, como os de medicina ou engenharia? Será que o povo entrevistado sabe que a maioria dos advogados reclama das anuidades caras - e diferentes no país todo - e da falta de retorno dessa taxação? onde a transparência das administrações, dois grupos que se alternam no poder desde o início da era cristã? O debate é sadio.

M Vinhas disse:
28 de julho de 2015 às 09:50

Acredito na necessidade do Exame para melhorar, quiça, garantir a atuação do profissional de maneira ética, com qualidade e transparência nas suas ações. Mas, urge uma reformulação na melhoria do ensino pois não é concebível após estudar no minimo 5 anos, ainda seja necessário fazer "cursinho" para se submeter ao Exame de Ordem. Afinal, se há bons cursos haverá bons aproveitamentos, bons profissionais e os "cursinhos" serão sempre para aperfeiçoamento do nicho que escolher para atuar.
Entendo, também, que esse tipo de Exame deveria ser realizado em outras profissões, a exemplo de medicina, arquitetura, engenharia.

Fernando José Gonçalves disse:
28 de julho de 2015 às 10:30

Advocacia, Engenharia, Medicina, etc. etc. Sabemos que no Brasil, salvo raríssimas exceções, o ensino é uma catástrofe em todos os níveis, inclusive o superior, dai a necessidade do carimbo de "CONFERE". Questões outras como valor da anuidade, falta de representatividade do órgão, politicagem interna e que tais, devem ser tratadas de forma pontual e isolada, sem nenhuma interferência com a prova de habilitação em debate.

Fernando José Gonçalves disse:
28 de julho de 2015 às 10:30

Advocacia, Engenharia, Medicina, etc. etc. Sabemos que no Brasil, salvo raríssimas exceções, o ensino é uma catástrofe em todos os níveis, inclusive o superior, dai a necessidade do carimbo de "CONFERE". Questões outras como valor da anuidade, falta de representatividade do órgão, politicagem interna e que tais, devem ser tratadas de forma pontual e isolada, sem nenhuma interferência com a prova de habilitação em debate.

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA disse:
28 de julho de 2015 às 11:20

ASSIM COMO AS PIZZAS, AS PESQUISAS QUANDO ENCOMENDADAS VÊM FATIADAS SEMPRE AO GOSTO DO FREGUÊS.
PELO FIM DA ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA DA OAB (CAÇA-NÍQUEIS EXAME DA OAB).
Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista .
Durante o lançamento do livro ‘Ilegalidade e inconstitucionalidade do Exame de Ordem do corregedor do TRF da 5º Região, Desembargador Vladimir Souza Carvalho, afirmou que EXAME DA OAB É UM MONSTRO CRIADO PELA OAB. Disse que nem mesmo a OAB sabe do que ele se trata e que as provas, hoje, têm nível semelhante às realizadas em concursos públicos para procuradores e juízes. “É uma mentira que a aprovação de 10% dos estudantes mensure que o ensino jurídico do país está ruim. Não é possível falar em didática com decoreba”, completou Vladimir Carvalho.
Omite para população as verdades. Assegura o art. 5º inciso XIII da Constituição diz: "É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. E o que diz a lei sobre qualificações profissionais? A resposta censurada pela imprensa marrom, está no art. 29 § 1º do Código de Ética Disciplina da OAB (Das regras deontológicas fundamentais) "Títulos ou qualificações profissionais são os relativos à profissão de advogado conferidos por universidades ou instituições de ensino superior, reconhecidas.
OAB e FGV além de usurparem papel do Estado (MEC) ainda se negam a corrigir com seriedade as provas da segunda fase do X caça-níqueis Exame da OAB. Uma excrescência tão grande que de acordo com o Blog Bocão News, levou o ex- Presidente da OAB/BA, Saul Quadros Filho em seu Facebook, a fazer duras críticas à empresa que organiza atualmente o exame da OAB inclusive pediu para aposentar tal Exame..

MAFB disse:
28 de julho de 2015 às 12:18

Não é possível... exame é a ofensa a todo sistema legal existente no campo da Educação (matéria Constitucional) no caminho do exercício da cidadania pelo ofício/trabalho - que se conclui com o Ensino Superior*não no sindicato. A qualidade está ruim? PODE SER, mas a competência é exclusiva do Estado na avaliação da qualidade... Entendo prezados senhores, que no lugar de insistir no certame POS-ENSINO-SUPERIOR-SINDICAL, a contribuição na qualidade do Ensino deve ser durante o Ensino, OU pelo crescimento das áreas especializadas (como na Medicina), não barrando o exercício profissional - sem amparo no sistema legal vigente: criando BESTAS de Exame sindical, limitado as alternativas de pegadinhas elaboradas pelos mesmos professores da faculdade, que depois do Curso Superior, ganham fortunas vendendo aprovação - a quem não pode trabalhar para pagar. Certo da compreensão, espero ter contribuído para o avanço no respeito das Leis pela entidade de classe que deveria ser o exemplo, não um ditador impondo a todos seus prazeres sem amparo legal.

MAFB disse:
28 de julho de 2015 às 12:20

Não sei sobre a a fonte $?
No site do Congresso tem uma pesquisa totalmente oposta.
Sabemos que existe patrocínio para direcionar os resultados, resta saber quem financiou? será de quem o interesse?

Fernando Lima disse:
28 de julho de 2015 às 13:06

O ILUSTRE Presidente do Conselho Federal da OAB fez o exame de ordem??? Se o fizesse, seria aprovado????

Antonio Vilela disse:
29 de julho de 2015 às 11:28

Óbvio. Se fizerem uma pesquisa (por exemplo) exigindo curso superior para políticos, 100% seriam a favor, claro, desde que tal pesquisa não fosse entre os políticos. Da mesma maneira, se fizer uma pesquisa em presídios, se são a favor de terem mais regalias, 100% seriam a favor. O RESULTADO DE PESQUISAS, DEPENDEM SEMPRE A QUEM É DIRECIONADO E FEITA A PESQUISA. Claro.

Antonio Vilela disse:
29 de julho de 2015 às 11:28

Óbvio. Se fizerem uma pesquisa (por exemplo) exigindo curso superior para políticos, 100% seriam a favor, claro, desde que tal pesquisa não fosse entre os políticos. Da mesma maneira, se fizer uma pesquisa em presídios, se são a favor de terem mais regalias, 100% seriam a favor. O RESULTADO DE PESQUISAS, DEPENDEM SEMPRE A QUEM É DIRECIONADO E FEITA A PESQUISA. Claro.

Macedo disse:
29 de julho de 2015 às 16:50

O que me convence da necessidade do exame é a leitura de comentários ininteligíveis postados aqui nesse artigo.

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