Há décadas, Dworkin disse, em Uma Questão de Princípio: Nenhum algoritmo pode decidir se determinada interpretação ajusta-se satisfatoriamente a uma situação.
Retorno ao tema das startups jurídicas, algoritmos, inteligência artificial, medições jurídicas, etc. Não sou jurássico e não quero voltar à máquina de escrever. Uso a melhor tecnologia. Adoro tecnologia no carro. No Iphone. Porém, o fato de me colocar contra a bomba atômica não quer dizer que defendo uma guerra de espadas e de botoques…! Não quero voltar ao telefone de discagem, mas também não aceito minha vida devassada por robôs e e-commerce. Não sou contra o processo eletrônico, mas não acho que um robô possa examinar meu recurso (dizem que agora os alunos já nem leem resumos e resuminhos; preferem vídeo aulas; e, como não querem perder tempo, aceleram a rotação do vídeo e pulam a introdução! — é a pós-modernidade tecnológica também substituindo o saber). Devo ser um retrógrado por preferir essa velha coisa chamada “livro”.

Por tudo isso, atento, venho denunciando o perigo da substituição do Direito pelos algoritmos. Venho apontando dois níveis de problemas: primeiro, o nível da mera substituição do exame de recursos e petições por robôs, o que significa, nos tribunais, a perda de efetividades qualitativas, trocadas por efetividades quantitativas, prejudicando milhões de pessoas em seus direitos fundamentais. Robô não fundamenta. Logo, ocorre a violação do artigo 93, IX, da Constituição.
Ainda nesse primeiro nível, há o desemprego. A precarização. Não basta que escritórios promovam demissões de 50% de advogados, trocados por produção forditistico-algoritmica? Isso é bom para quem? Claro que é bom para quem vende a tecnologia. É como comprar pela internet. Bom para quem? Ruim para os lojistas, que fecham e despedem pessoas. Ah, pessoas… Isso existe?
O segundo nível é o da teoria do Direito, do Direito visto como fenômeno complexo e não como mero instrumento feito machado ou picareta a disposição de quem o usa. Denunciei aqui que a IA, no modo como está sendo aplicada, não passa de um realismo retrô. Explico, de novo:
Com ares tecnológicos, os adeptos da startupização (e o que está ao redor) repetem nada mais que o velho realismo jurídico norte-americano, que dizia que Direito era tão somente uma questão de previsão das decisões judiciais. Lá já se dizia que o Direito é aquilo que o tribunal disser que é. Bem, na medida em que é o tribunal que diz o que é o Direito (e não o Direito que diz o que o tribunal deve dizer), o tribunal pode dizer qualquer coisa, sob a influência de qualquer fator, jurídico ou extrajurídico. Saibamos, então, prever as sentenças e acórdãos, a partir de análises empíricas, e eis tudo. Lembrando que o realismo jurídico é a justificação moral do deciosionismo!
O problema é o óbvio paradoxo: se a decisão é algo que se dá sem qualquer constrangimento, sem qualquer critério estabelecido com segurança a priori, como prever qualquer coisa?
Minha crítica causou irritação em determinados setores jurimétricos (não havia nem me referido a eles — aliás, jamais usei a palavra “jurimetria” até hoje), chegando às raias da ofensa pessoal. Grosseiras ofensas pequeno gnosiológicas. Raivosas. Gratuitas. Caeli fortis indicia cubito dolor. Ocorre que não adianta me ofender, atacar-me pessoalmente (prática barata, feia e serôdia) e brigar com os fatos. Não briguem com o mensageiro. Graças à IA e à startupização é que surgiram os grupos de extermínio de processos, que crescem dia a dia. O que é isto – a jurisprudência defensiva robotizada? Também os robôs substituem causídicos, que cada dia ganham próximo a um salário mínimo e trabalham dez horas por dia. E trabalham no Uber Jurídico. Ganham mixórdia por tarefa. Aviltamento da profissão. Isso se espalha feito epidemia. Consequência: desaparecimento da teoria do Direito. Não adianta me xingarem e dizerem que escrevo de forma complexa e que sou difícil de entender. A solução é: Há que estudar mais. Quanto mais se estuda, mais se aprende. Textos difíceis só o são difíceis no inicinho. Depois passa…!
O juiz Flávio Antonio da Cruz veio em meu socorro e postou no Facebook um texto curto e grosso, na veia. Vejam o que disse o magistrado paulista sobre jurimetria (que, insisto, não estava no horizonte dos meus metafóricos dois textos):
Você pode tentar descrever como os juízes decidem.
Você pode criar um algoritmo para prever o percentual de cláusulas contratuais que serão descumpridas.
Você pode calcular, aplicando métodos estocásticos, quanto tempo as pessoas permanecerão casadas.
Enfim… você pode criar modelos para descrever o real e tentar prever como as pessoas atuarão. Perfeito! Mas Direito não cuida da forma com as pessoas se comportam. Cuida da forma como as pessoas devem se comportar. É um discurso contra fático.
Nada mais equivocado do que tentar resumir o fenômeno jurídico aos fatos ou do que tentar criar teorias para justificar o que ocorre.
Até porque, a vingar isso, o Direito restaria engolfado pela sociologia e pela economia. E seria melhor então não perder muito tempo com debates sobre legalidade, validade, legitimidade e tantas outras questões etéreas e metafísicas.
Obrigado, Flávio. Disse tudo.
Que venham, logo, então, os intelectuais e recuperem essa bagunça que sedizentes práticos e proto-pragmatistas estão fazendo no direito brasileiro, em que se vibra com um robô que decide, em um click, 700 apelações em Minas Gerais.
Se isso — ou esse tipo de coisa — é para vibrar, então por que não fechamos, de vez, os cursos de Direito que buscam, de forma aprofundada, estudar essa coisa velha chamada “Direito”? Para que existem mestrados e doutorados em Direito, se o Direito é produto de meras previsões e cálculos de probabilidades? E de previsões sobre o número de sanduíches devorados? (Afinal, se o café da manhã é fator a influenciar decisões dos magistrados, talvez devamos substituir os professores por coachings — o que já está acontecendo, lamentavelmente).
Não dá para tratar o Direito como se fosse um filme de faroeste, do tipo “o mais esperto e o que atira primeiro, leva”. Direito é reflexão e não mera estratégia e cálculo estatístico. Nesse sentido, em vez de Tarantino, há que se cuidar para não virar Mazzaropi, com sua paródia “Uma pistola para Djeca”. Ou “Django (ou Janjão) não dispara, foge”.
Junto com a ofensa barata, veio o grito: Que venham os especialistas, para terminar com a bagunça (faltou a palavra “balbúrdia”) no Direito. Acusou-se também, aos intelectuais de serem responsáveis por essa bagunça, igualzinho à distopia denunciada por A. MacIntyre, prelúdio do Know Nothing (Oakes explica isso aqui, e eu falei aqui e aqui — aviso que é um pouco complexo, mas lendo várias vezes, dá para entender), o Saber Nenhum que triunfa. O Know Nothing é o triunfo do anti intelectualismo.
Ora, será que a “bagunça” [sic] não foi causada exatamente pela especialização? Especialistas… temos aos montes. Sempre tivemos. No Direito existe até especialista em delação premiada. E especialistas em ética jurídica. E especialistas em…bom, deixa prá lá.
Todavia, exatamente o que não temos é um histórico doutrinário que se preocupe com a decisão judicial. Vejam o paradoxo: estamos em uma bagunça, diz-se; sempre tivemos especialistas, nunca tivemos uma tradição filosófica autêntica no Direito. E berra-se por mais especialistas e menos filosofia. Para corrigir a bagunça. Construída sob a égide do império dos especialistas. Pois é.
Que venham os especialistas? Que venham os algoritmos? Assim como os alquimistas, estariam chegando os algoritmos? Pois bem. Em 1930, Ortega y Gasset já alertava para os riscos da sociedade dos especialistas: aqueles que sabem tudo sobre seu canto de universo, mas ignoram a raiz de todo o resto. A civilização especializou o homem, dizia Ortega, tornando-o hermético e satisfeito dentro da própria limitação.
Mas vamos lá, melhor eu não citar filosofia. Não é prático. E o que “se quer” (diz-se) são soluções efetivas (para quê? Para quem?). Mas retorno ao meu ponto: e quando a solução efetiva é exatamente o problema?
Há que se cuidar para, desprezando a teoria do Direito, não se cair exatamente em uma anti-teoria e em um anti-intelectualismo, um ódio aos intelectuais, como na distopia de MacIntyre. Senti, na acusação de bagunça (sic), um certo ódio aos intelectuais jurídicos.
Por isso mesmo não se escapa do paradoxo fundamental de que falei antes: como o algoritmo vai ser capaz de prever qualquer coisa sem que haja antes uma teoria da decisão? Num vácuo teórico, as decisões judiciais não têm qualquer critério ou limite; como se pode prever aquilo que não tem critério nem limite? O magistrado Flávio Antonio da Cruz tem razão.
Sem teoria, os algoritmos serão números sobre o nada. Farão muitas e muitas vítimas. Todos os dias. Charlatanismo pode ser escondido sob o peso de equações, já disse um certo autor.
Mas enfim, fico por aqui. A tecnologia tem de estar a serviço do jurista. E não o substituir. E nem tirar seu emprego. E não dar folga para quem deveria examinar distinguishings e overrulings que os pobres causídicos alegam em seus recursos. Repito: Juízes e tribunais são pagos para examinar recursos e julgar, e não para delegar esse trabalho para algoritmos e robôs. Bom, se a petição inicial já é feita por robô…
Como diria o Dr. Schultz, o do filme Django (não do Mazzaropi, ou de Derly Martines ou Leopoldis Filmes), auf Wiedersehen.
Post scriptum: E Warat se negava a jogar xadrez… com pombos!
Fui aluno de Warat. Um homem da teoria. Um intelectual. Certa vez ele foi criticado e ofendido, porque o confundiram com um adepto do direito alternativo. Perguntamos a ele se não responderia. Ele disse: Mira, pibe, no se juega ajedrez con palomas. Ellos estropean el tablero… y luego salen con el pecho inflado.
Katchanga real, gringo!

Atirar pedras no coitado do Hermes não basta pra tornar sem sentido as palavras dos deuses.
Temos sido especialistas em atacar os mensageiros já há muito tempo. As mensagens...
Talvez Lenio não saiba, mas ele pratica o direito como um algoritmo, da mesma forma que um programador instrui um computador. Se cada questão no direito possui uma resposta única, e cabe ao julgador encontrar esta resposta, isto não é nada mais que um algoritmo.
Fundamentar tudo isto, para um programador, é a parte mais fácil. Ele consegue fazer isto de olhos vendados, tal qual Ivstitia.
Prezado Professor,
Acompanho de perto este cenário por trabalhar em Tribunal e a crítica é extremamente acertada. Comparo com a seguinte situação: Os engenheiros projetam aviões que no futuro serão pilotados por....computadores, obviamente isto já ocorre hoje com uma diferença crucial, hoje há dois pilotos na cabine, o que se projeta são aviões sem pilotos, ou seja, voo 100% automatizado.
Ocorre que no meio do trajeto podem ocorrer situações não previstas em nenhum algoritmo e só a mente humana teria a capacidade de raciocinar e tomar uma ação fora do previsto para evitar a catástrofe. Em outras palavras se a situação estiver fora do escopo previsto é queda na certa e nada se poderá fazer a não ser chorar os mortos.
Excelente! Em “A Alma da Marionete”, John Gray afirma que o progresso técnico se presta muito bem para as ciências “físicas” e para a tecnologia propriamente dita; mas esse mesmo progresso técnico é muito nocivo quando transferido para para política, para a ética e ( por que nao?) para o direito. Creio ser uma das justificativas que infelizmente se fizeram necessárias no início da coluna de hoje.
sempre irônico, sempre arrogante intelectualmente, fala de cima, como o fazendeiro, observando as formigas atônitas, depois de jogar água nelas (Pra não dizer outra coisa).
Streck virou uma espécie de "Márcia" jurídica, ávido por polemizar e diminuir os que discordam dele.
Até com video-aula ele implica, pois nada pode funcionar se não for pela leitura de papel embolorado.
Anseia por exames meticulosos e ponderados de milhões de recursos idênticos.
Sim, mestre! Esta é a nossa realidade, distante dos grandes salões dos caros pareceristas como v. Sa, que se pronuncia do alto da serra com uma gostosa taça de vinho.
Milhões de recursos absolutamente idênticos sobre questões que não tem a mínima chance de prosperar, entulhando e atrapalhando o andamento das demandas.
Advocacia temerária, oportunista, que cobra para ingressar com uma demanda natimorta que, ao final, cairá na conta do "Judiciário corrupto e vendido", ou dos "poderosos", pois é o que escuto de gente que entra com ações para revisar FGTS, obter equivalência em salários mínimos para benefícios previdenciários, ou substituição dos índices de reajuste oficial das aposentadorias.
Todas demandas de faz de conta, cujos advogados não respeitam os arts. 77 do CPC e 32 do Estatuto da Ordem, cobram pequenos valores e ingressam com milhares de ações.
É para este tipo de demanda que precisamos de robôs.
Não se preocupe, as demandas milionárias para as quais v.Sa emite pareceres continuarão a ter tratamento particular e humano.
Fica muito fácil perceber quem se sentiu incomodado com o texto do Lênio pelo seguinte ditado popular:
"O chapéu serviu..."
O sujeito se acha 'tecnológico' porque usa o Wase e tem um IPhone . Que dó.
Será engolido pela tecnologia. Vai apanhar tanto, que não vai nem ver quem o atropelou.
Caro Professor, por mais que palavras vãs tentem desmerecer suas idéias, estas felizmente prevalecem. Tudo se justifica perante essa "balbúrdia" em que o mundo jurídico se meteu. Parabéns!!!!!
Não consegui ler o artigo no Jota, porque devemos pagar, nem dez artigos por mês, como era, podemos ler gratuitamente. Ponto para o Conjur, do qual, normalmente, só tiro pontos.
No mérito, estamos diante do velho novo, que é o Dr. Lenio defendendo a tradição, o velho, com renovação da hermenêutica filosófica, o novo; contra a inovação tecnológica, o novo, com critérios meramente formais de decisão, o velho.
As pessoas não entendem o significado verdadeiro da expressão "só Jesus salva", em seus aspectos jurídico-filosóficos, interpretação humana e finalista (sentido) da Lei, e políticos (jurídico-filosóficos), notadamente quanto à sua Igreja, ou Ekklesia, governada por reis sacerdotes.
O rei tem o poder final de decisão e o sacerdote é o conhecedor da Ciência e da tecnologia, do funcionamento mais profundo das coisas.
No estado de Direito, o rei e sacerdote é o juiz, que decide segundo a teoria do Direito, incluída a tecnologia, por uma interpretação humana e finalista da Lei.
As pessoas importam, importa o que as pessoas fazem, as ideias que representam importam, incluídas as ideias econômicas e morais.
É preciso acabar com a ingenuidade ou hipocrisia, dependendo do caso, de separar direito de moral, economia, sociologia, filosofia, religião, teologia, ou seja, como as pessoas se comportam e como devem se comportar e, principalmente, por quê?
No final das contas, a pergunta que prevalece é: quem manda no juiz? qual é o Deus do juiz? o que ele vai colocar, em último caso, acima da Lei e da Constituição posta, em uma interpretação moderna ou velha? o velho novo ou o novo velho?
Isso é o Cristianismo. Só Jesus salva, o que não se restringe ao carpinteiro morto na cruz por dizer a verdade, mas a ideia (teoria) que ainda representa.
www.holonomia.com
Há algo mais que pode dizer sobre esse assunto.
No século IV antes de Cristo, o sofista Trasimaco definiu a Justiça como aquilo que convém ao mais forte.
A parte que tiver um computador com maior capacidade de processamento e um algoritmo mais sofisticado terá sempre mais razão?
Ter ou não razão é algo irrelevante para a solução de qualquer conflito. Mesmo num conflito aparentemente simples cada uma das partes pode apresentar suas razões. Pode até mesmo tentar fazer a prova de sua versão dos fatos.
O ato de julgar transcende as razões e as provas apresentadas pelas partes, mas não pode ignorá-las. Ao decidir uma disputa o Juiz também não é livre para ignorar a Lei (ou, pelo menos, a melhor interpretação que ele mesmo pode fazer dela).
Interpretar a Lei, as razões e as provas apresentadas pelas partes parece ser um ato que pode ser reduzido à uma equação. As equações mais sofisticadas, entretanto, não são capazes de perceber os problemas criados pela linguagem e/ou pelo seu uso no "campo jurídico".
Quando a Lei diz "matar é crime" um algoritmo pode perfeitamente concluir que todas as pessoas que participaram da cadeia causal que resultou na morte da vítima deveriam ser consideradas responsáveis pelo crime. Do dono da empresa que perfurou a terra em busca do minério de ferro até o autor do disparo milhares de pessoas ajudaram a produzir, transportar, embalar, etiquetar e distribuir e entregar a arma de fogo e o projétil que foi usado (bem como a pólvora que serviu de propelente e o artefato de chumbo que foi projetado no ar com uma grande velocidade). O legislador que autorizou a compra e venda de armas é responsável pelas mortes que elas irão causar? Um algoritmo pode dizer que sim. A Lei, entretanto, não admite esse tipo de redução ao infinito.
Caro,
Advogado/a não age em nome próprio. Representa o interesse de alguém. Veja:
"Advocacia temerária, oportunista, que cobra para ingressar com uma demanda natimorta que, ao final, cairá na conta do 'Judiciário corrupto e vendido', ou dos 'poderosos', pois é o que escuto de gente que entra com ações para revisar FGTS, obter equivalência em salários mínimos para benefícios previdenciários, ou substituição dos índices de reajuste oficial das aposentadorias.'".
Te digo que sobre estes assuntos, já fui consultado por várias pessoas. Às vezes, uma mesma desejando informações sobre todos eles.
Nunca entrei com tais ações. Recuso todas! Recuso demandas "aventureiras". Demandas de massa têm chances enquanto são isoladas. Quando as causas se massificam, a chance diminui.
Me olham torto e acabam não voltando com uma outra demanda séria.
Mas tais consulentes vão atrás de outros, que cobram pelo trabalho inútil que alguém deseja que se realize. Tempo é dinheiro!
Da mesma forma que o Judiciário cobra custas por sentenças porcamente redigidas por algum assistente.
Eu não entro com tais ações. Mas alguém acha que tem o direito. Eu não entro com ação revisional de contrato bancário, e nem o Judiciário está acatando a revisão de grande parte de contratos bancários. Mas políticos, o "Tribunal da Cidadania", os órgãos públicos de defesa do consumidor, a impressa faz programas televisivos "esclarecendo a população sobre os seus direitos"; a Defensoria conclama os cidadãos a comparecerem aos núcleos de superendividados...
Advocacia é o "lobo mau"?! Não! Advogado fala em nome de alguém...
E vá saber se o STF não vira a casaca e repentinamente começa a deferir direitos?! Os advogados sérios que recusaram ações "natimortas" ficarão com cara de trouxa...
Caro,
Advogado/a não age em nome próprio. Representa o interesse de alguém. Veja:
"Advocacia temerária, oportunista, que cobra para ingressar com uma demanda natimorta que, ao final, cairá na conta do 'Judiciário corrupto e vendido', ou dos 'poderosos', pois é o que escuto de gente que entra com ações para revisar FGTS, obter equivalência em salários mínimos para benefícios previdenciários, ou substituição dos índices de reajuste oficial das aposentadorias.'".
Te digo que sobre estes assuntos, já fui consultado por várias pessoas. Às vezes, uma mesma desejando informações sobre todos eles.
Nunca entrei com tais ações. Recuso todas! Recuso demandas "aventureiras". Demandas de massa têm chances enquanto são isoladas. Quando as causas se massificam, a chance diminui.
Me olham torto e acabam não voltando com uma outra demanda séria.
Mas tais consulentes vão atrás de outros, que cobram pelo trabalho inútil que alguém deseja que se realize. Tempo é dinheiro!
Da mesma forma que o Judiciário cobra custas por sentenças porcamente redigidas por algum assistente.
Eu não entro com tais ações. Mas alguém acha que tem o direito. Eu não entro com ação revisional de contrato bancário, e nem o Judiciário está acatando a revisão de grande parte de contratos bancários. Mas políticos, o "Tribunal da Cidadania", os órgãos públicos de defesa do consumidor, a impressa faz programas televisivos "esclarecendo a população sobre os seus direitos"; a Defensoria conclama os cidadãos a comparecerem aos núcleos de superendividados...
Advocacia é o "lobo mau"?! Não! Advogado fala em nome de alguém...
E vá saber se o STF não vira a casaca e repentinamente começa a deferir direitos?! Os advogados sérios que recusaram ações "natimortas" ficarão com cara de trouxa...
Fala-se tanto de inteligência artificial, de uso de softwares de IA, algoritmo para isso e para aquilo.
Agora quem quer vender, diferente dos núcleos de pesquisa avançada em informática das universidades públicas, omite o Teorema da Incompletude de Kurt Gödel.
O bacharel madrugou no site apertando F5 para mais uma vez mostrar a que veio: nada.
Caro Dr. Streck. Não sou jurista nem advogado. Mas procuro ler e estudar todos os seus artigos para aprender. A tentativa de substituição da razão humana pelo computador é uma tendência desastrosa em todas as pares. Eminentemente na área de Ciência da Informação, à qual pertenço. Não seriam esses "juizes eletrônicos" os mesmos que o ex-juiz Sergio Fernando Moro, em seu artigo "Considerações sobre a Operação Mani Pulite (mãos limpas)", elogia como os "giudici ragazzini" ("jovens juízes) da "Mani Pulite", mas que, em bom italiano, poderia dizer-se melhor como "juízes moleques", pois brincam com a honra dos reus? Dá-lhes, Dr. Streck.
Cabrini:
"Especialista: Sabe mais de menos, sabe tudo de nada."
Fica a reflexão...
Atenciosamente,<br/ >
Rodrigo Zampoli Pereira
OAB-MT 7198
OAB-SP 302569
Falando em intelectuais, invocados à salvar a humanidade, por que os intelectuais sistematicamente são marxistas, ou melhor, anticapitalistas? =1487
"Foi essa pergunta que Bertrand de Jouvenel (1903-1987) fez a si próprio em seu artigo Os intelectuais europeus e o capitalismo.
Eis as três razões básicas fornecidas por de Jouvenel.
PRIMEIRA, o desconhecimento. Mais especificamente, o desconhecimento teórico de como funcionam os processos de mercado.
A SEGUNDA razão, a soberba. Mais especificamente, a soberba do falso racionalista.
E a TERCEIRA e extremamente importante razão, o ressentimento e a inveja. O intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida. O intelectual se encontra em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno.”
Extraído de: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id
Temos que diferenciar duas coisas: inovação e tecnologia. Steve Jobs propôs que os computadores (e depois celulares e dispositivos portáteis de música) fossem utilizados de um modo inovador - e aí a tecnologia foi o instrumento para isso. Ele estava falando de pensar diferente, como "colocar computadores na mão de pessoas comuns".
Hoje, a ânsia pela inovação no direito é tão grande (normalmente pelos entusiastas do "jeito Steve Jobs de ser"), que se confunde inovação com o emprego de meios tecnológicos e, mais uma vez, uma coisa não tem nada ver com a outra. São dois "institutos". A inovação diz respeito mais ao modo de pensar (Martin Luther King e Gandhi são bons exemplos); tecnologia com o modo de empregar o pensamento, ideias... Se quisermos pensar Inovação e Direito temos que abandonar os dispositivos tecnológicos e talvez mudar a cabeça. Texto inspirador, professor!
Temos que diferenciar duas coisas: inovação e tecnologia. Steve Jobs propôs que os computadores (e depois celulares e dispositivos portáteis de música) fossem utilizados de um modo inovador - e aí a tecnologia foi o instrumento para isso. Ele estava falando de pensar diferente, como "colocar computadores na mão de pessoas comuns".
Hoje, a ânsia pela inovação no direito é tão grande (normalmente pelos entusiastas do "jeito Steve Jobs de ser"), que se confunde inovação com o emprego de meios tecnológicos e, mais uma vez, uma coisa não tem nada ver com a outra. São dois "institutos". A inovação diz respeito mais ao modo de pensar (Martin Luther King e Gandhi são bons exemplos); tecnologia com o modo de empregar o pensamento, ideias... Se quisermos pensar Inovação e Direito temos que abandonar os dispositivos tecnológicos e talvez mudar a cabeça. Texto inspirador, professor!
Em tempos de massificação vejo "advogados(as)" cobrando com base na ignorância alheia as maiores miudezas (mero exercício da cidadania ou da prática vida comum de qualquer pessoa). Quer um exemplo real? Uma mera obtenção de segunda via de fatura perante uma concessionária de energia elétrica.
Feita essa introdução, volto a pergunta do título.
Maslow criou um pirâmide simples(resumirei): primeiro degrau comida, depois sexo/reprodução, após poder, seguidos dos não atrativos auto-conhecimento e espiritualidade. 95% da população do mundo vive nos degraus 1 e 2.
Ou seja, essa carnificina "do/no direito", como em outras facetas do mundo social (Brasil e Mundo) está apenas nos primeiros degraus da pirâmide de Maslow.
A discussão se a IA irá suplantar a razão de decidir, ou a razão de propor demandas, esbarrará na concepção existencial do Ser Humano. Afinal, o robô da IA decidirá o "case" em qual pilar da pirâmide? Do direito de se alimentar? Do direito de se reproduzir? Do acesso ao Poder? E a possibilidade de um individuo estar sendo julgado em pilar errado do seu motivo existencial/espiritual?
Oras, com as devidas semelhanças, podemos antever nesse movimento IA um sistema de castas em seu aspecto perverso: imobilidade intelectual dos seres humanos.
Ressalto, quem faz os algoritmos? E essa pessoa (creio que não será um robô a fazê-lo) possuirá pré-conceitos/ignorância traduzidos no algoritmo que julgará (existem inúmeras matérias sobre isso, basta pesquisar)? E depois: se as pessoas que "pensam" forem minorias ou extintas (das cavernas/jurássicas) qual será a definição do que é Ser Humano? O robô definirá?
Existem várias indagações e tudo perpassa na qualificação do que é Ser Humano.
Afinal, a ferramenta é que definirá o ferramenteiro?
Comentário de Osvaldir
É inegável que a inteligência artificial produz tanto benefícios quanto malefícios. Mas, é leviano afirmar que ela é responsável pela demissão e pela má remuneração de advogados, considerando que vivemos em um país que possui mais cursos de direito do que o resto do mundo. E conheço vários advogados que não conseguem escrever uma frase sem erros de português. É a lei da oferta e da procura, meu caro. Enquanto países desenvolvidos se voltam para a formação nas áreas biológicas e exatas, o Brasil se preocupou, nas últimas décadas, em investir na formação de "intelectuais" das áreas de humanas, que dão pouquíssima ou nenhuma contribuição ao país.
Seria ótimo se criassem um software que detectasse de imediato chicanas jurídicas praticadas por "juristas" e imediatamente aplicasse a pena cabível por litigância de ma- fé.
Quando se trata de educação ou intelectuais, logo saltam os adeptos da morte, aqueles que dizem sentir vontade de sacar a pistola quando ouvem a palavra cultura, educação, etc.
Tempos tenebrosos. Continuaremos lutando contra os que têm o grito "viva a morte" preso na garganta. Não passarão!
O nobre professor Lênio ou se alter ego Johannes poderiam se olhar um pouco no espelho.
Não faz muito tempo, debochou dos advogados com a chave de um Audi pendurado... Eis agora a pérola: "Adoro tecnologia no carro. No Iphone". Iphone? Que eu saiba ele é um aparelho de telefonia celular ou, também dizendo, um smartphone.
Critica o Audi e fala de iPhone?
Sem nexo algum...
OS ALGORITMOS ESTÃO CHEGANDO
(Parodiando Jorge Ben Jor)
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!...
Os Algoritmos
Estão chegando
Estão chegando
Os Algoritmos...
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Êh! Êh! Êh! Êh!...
Eles são discretos
E silenciosos
Moram bem longe dos autos
Escolhem com carinho
A hora e o tempo
Do seu precioso trabalho...
São reincidentes, assíduos
E jurimetrantes
Executam
Segundo as regras herméticas
Desde a autuação, a argumentação
A decisão e a eliminação...
Trazem metas e gráficos
Direitos de vidro
Recursos de louça
Todos bem parametrizados
Evitam qualquer relação
Com juristas
De temperamento dialético
E fundamentação em códigos
De temperamento dialético
E fundamentação em códigos
Êh! Êh! Êh! Êh!
Êh! Êh! Êh! Êh!...
Os algoritmos
Estão chegando
Estão chegando
Os algoritmos...
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!...
Diz, parte, do texto: "Por tudo isso, atento, venho denunciando o perigo da substituição do Direito pelos algoritmos. Venho apontando dois níveis de problemas: primeiro, o nível da mera substituição do exame de recursos e petições por robôs, o que significa, nos tribunais, a perda de efetividades qualitativas, trocadas por efetividades quantitativas, prejudicando milhões de pessoas em seus direitos fundamentais. Robô não fundamenta. Logo, ocorre a violação do artigo 93, IX, da Constituição. etica).
Ainda nesse primeiro nível, há o desemprego. A precarização. Não basta que escritórios promovam demissões de 50% de advogados, trocados por produção forditistico-algoritmica? Isso é bom para quem? Claro que é bom para quem vende a tecnologia. É como comprar pela internet. Bom para quem? Ruim para os lojistas, que fecham e despedem pessoas. Ah, pessoas... Isso existe?
O segundo nível é o da teoria do Direito, do Direito visto como fenômeno complexo e não como mero instrumento feito machado ou picareta a disposição de quem o usa".
"Cibernética é uma tentativa de compreender a comunicação e o controle de máquinas, seres vivos e grupos sociais através de analogias com as máquinas eletrônicas. Estas analogias tornam-se possíveis, na Cibernética, por esta estudar o tratamento da informação no interior destes processos como codificação e descodificação, retroação ou realimentação, aprendizagem (https://educalingo.com/pt/dic-pt/cibern
Diz, parte, do texto: "Por tudo isso, atento, venho denunciando o perigo da substituição do Direito pelos algoritmos. Venho apontando dois níveis de problemas: primeiro, o nível da mera substituição do exame de recursos e petições por robôs, o que significa, nos tribunais, a perda de efetividades qualitativas, trocadas por efetividades quantitativas, prejudicando milhões de pessoas em seus direitos fundamentais. Robô não fundamenta. Logo, ocorre a violação do artigo 93, IX, da Constituição. etica).
Ainda nesse primeiro nível, há o desemprego. A precarização. Não basta que escritórios promovam demissões de 50% de advogados, trocados por produção forditistico-algoritmica? Isso é bom para quem? Claro que é bom para quem vende a tecnologia. É como comprar pela internet. Bom para quem? Ruim para os lojistas, que fecham e despedem pessoas. Ah, pessoas... Isso existe?
O segundo nível é o da teoria do Direito, do Direito visto como fenômeno complexo e não como mero instrumento feito machado ou picareta a disposição de quem o usa".
"Cibernética é uma tentativa de compreender a comunicação e o controle de máquinas, seres vivos e grupos sociais através de analogias com as máquinas eletrônicas. Estas analogias tornam-se possíveis, na Cibernética, por esta estudar o tratamento da informação no interior destes processos como codificação e descodificação, retroação ou realimentação, aprendizagem (https://educalingo.com/pt/dic-pt/cibern
O pensador Vittorio Frosini, em 1968, no seu livro Cibernética, Direito e Sociedade, propõe a expressão italiana “giuritécnica” para designar a tecnologia jurídica, ou seja, a utilização dos recursos tecnológicos computacionais no âmbito jurídico. sser/mono_diss/2012/196.pdf).
A juritécnica é defendida como uma tecnologia e não como uma técnica. Para o pensador a juristécnica não deve ser confundida com a "técnica do jurista preocupado com o método de formulação normativa de interpretação e de aplicação da norma ao caso concreto, pois esta espécie de técnica consiste em uma habilidade de previsão jurisprudencial, legislativa e de análise dos dispositivos legais, direcionando o trabalho revolucionário do jurista para um fim prático de solução do problema jurídico ("https://www.usjt.br/biblioteca/mono_di
Hoje, um computador é capaz de estabelecer pontos de identidade entre crimes praticados por uma pessoa, facilitando a investigação policial.
O jurista italiano Mário Losano concede importância à pesquisa realizada por meios cibernéticos, que atinge a "Lógica Formal aplicada ao direito, Linguagem jurídica e Teoria Geral do Direito.
A passagem de normas jurídicas do meio tradicional ao computador converte problemas teóricos em problemas mais práticos. O jurista fica imune à perda de sua importância social.
O pensador Vittorio Frosini, em 1968, no seu livro Cibernética, Direito e Sociedade, propõe a expressão italiana “giuritécnica” para designar a tecnologia jurídica, ou seja, a utilização dos recursos tecnológicos computacionais no âmbito jurídico. sser/mono_diss/2012/196.pdf).
A juritécnica é defendida como uma tecnologia e não como uma técnica. Para o pensador a juristécnica não deve ser confundida com a "técnica do jurista preocupado com o método de formulação normativa de interpretação e de aplicação da norma ao caso concreto, pois esta espécie de técnica consiste em uma habilidade de previsão jurisprudencial, legislativa e de análise dos dispositivos legais, direcionando o trabalho revolucionário do jurista para um fim prático de solução do problema jurídico ("https://www.usjt.br/biblioteca/mono_di
Hoje, um computador é capaz de estabelecer pontos de identidade entre crimes praticados por uma pessoa, facilitando a investigação policial.
O jurista italiano Mário Losano concede importância à pesquisa realizada por meios cibernéticos, que atinge a "Lógica Formal aplicada ao direito, Linguagem jurídica e Teoria Geral do Direito.
A passagem de normas jurídicas do meio tradicional ao computador converte problemas teóricos em problemas mais práticos. O jurista fica imune à perda de sua importância social.
Muito bom, eu sou um engenheiro e curioso do Direito. Aprecio muito seus textos.
Prezado professor,
Com todo respeito, parece-me que é necessário separar seus argumentos. Identifiquei os seguintes no seu texto:
- startupização da economia e uberização das relações de trabalho;
- fim da liberdade e da economia de microtransações na Internet em favor de um modelo invasivo de captura de dados para geração de marketing dirigido com auxílio de algoritmos que alteram o comportamento do usuário, por um oligopólio de 4 empresas de tecnologia estadunidenses;
- Deterioração do ensino e da prática jurídica no Brasil em desfavor da população, da democracia e em favor dos detentores de poder econômico;
- Baixos índices de leitura na população brasileira;
- Livro x Kindle;
- Cultura de anti-intelectualismo do governo;
- Desenvolvimento de Inteligência Artifical (IA) e Machine Learning;
- Futuro das relações de trabalho com previsões de robotização em massa.
Acredito que o Sr. tenha misturado alguns assuntos e colocado alguns como premissas ou consequências de outros, sem que a relação esteja muito clara ou sem que exista uma relação. Diria que o sr. empregou, mesmo que sem intenção, a falácia da bola de neve.
Peço toda a vênia do mundo, em respeito à sua posição e intelecto, para discordar de alguns pontos: o igualmente respeitável e memorável Dworking errou nesse caso - um (conjunto de) algoritmo(s) pode decidir, melhor que um humano ou um juiz brasileiro, se determinada interpretação ajusta-se satisfatoriamente a uma situação.
O emprego de IA não impede que possamos continuar a refinar a Teoria do Direito e da decisão - talvez tenhamos até mais tempo para isso com a robotização...
E alguns outros pontos. Coloco-me à disposição para trocar correspondências com o Sr. a respeito. Devemos trocar e-mails?
Saudações cordiais.
Lênio, sendo o Lênio dos últimos tempos.
Apegado a arrogância, às falácias, aos argumentos patéticos e românticos.
Distorce os argumentos de seus opositores, usa premissas falsas e encerra com outras falácias e falas de efeito. Soma-se isso com a pecha de, indiretamente, se autoproclamar o sábio, o intelectual, o moralmente superior e....
BINGO!!!!!
Mais um texto falacioso, repleto de devaneios, arrogância e do comportamento de pavão, contaminado de ideologia.
A rejeição a tecnologia é tão imbecil quanto a rejeição ao tempo. A ferramenta está posta e será usada. Se o argumento de quem acha que ela acabará com os empregos e papéis do Direito é utópica, a cabecinha doutrinadora e arrogante de 'intelectuais' é patética.
Lênio acha um absurdo que alunos sejam acomodados e foquem em resuminhos e videoaulas e culpa as tecnologias, mas jamais os aluninhos que usam a tecnologia dessa maneira.
Não é culpa do Iphone se quem o usa não se dedique a atividade intelectual. Há esse defeito na sociedade moderna de forma geral, mas a culpa não é de quem avançou (a tecnologia) e sim de quem retornou ao comportamento primitivo e pouco articulado (a espécie).
A única coisa pior que o inglês do Lênio ("despise ou scarn", indeed! Janjão approves!) é o latim do Lênio (o latim declina, Lênio! É que nem o alemão! Tem gente que estuda isso por toda a vida! Respeito para com essas pessoas!).
Olha, se eu fosse o senhor, não daria muita confiança ao Instituto Mises, não. Primeiro, porque os textos do referido site são traduzidos de modo errado ou até mesmo editados, sob o desígnio de induzir ao erro. Segundo, tanto os administradores quanto os leitores odeiam tudo inerente ao Estado, inclusive os servidores, que é o caso do senhor.
Bom texto. Uma impressão, da pouca leitura ainda realizada: a "fusão de horizontes' - Gadamer, aliada às noções de Interpretação Construtiva - Dworkin, joga por terra a indigitada interpretação histórica, que perscruta uma vontade primeira do legislador de uma lei.
Depreende-se isso do "Dicionário de Hermenêutica".
Mas concordo que principiantes geralmente são pombos ainda.
Para de criticar quem você acha ser contra o capitalismo, larga a bolsa "boa família" (folha de pagamento do Estado) e pratique o que você prega.
Tem muito retirante mais capitalista e realmente empreendedor do que você e o seu discurso.
E empreendor nato, não só de "bico" com salário garantido.
Para de criticar quem você acha ser contra o capitalismo, larga a bolsa "boa família" (folha de pagamento do Estado) e pratique o que você prega.
Tem muito retirante mais capitalista e realmente empreendedor do que você e o seu discurso.
E empreendor nato, não só de "bico" com salário garantido.
Eu sou jurássico e elitista, sim sou estúpido e me vanglorio da minha idiotice, combato severamente essa minoria intelectual. Os intelectualóides precisam entender, vocês são apenas mais uma opinião e nós somos maioria.
Obvio que Inteligência Artificial é mil vezes melhor que inteligência humana, até porque procurar qualquer sinal de inteligência nesta espécie primata é mero sonho utópico de quem ignora a força pujante da humanidade. A ignorância.
Por tanto estamos mais propensos a acreditar na Inteligência que jamais deveria ser chamada de artificial, inteligência ou a única inteligência que o ser humano vai admirar e respeitar.
A humanidade precisa de Deuses e os deuses precisam de oráculos e os oráculos precisam de sacerdotes que por sua vez precisa de nós, serviçais subservientes.
Aquele Deus e deuses invisíveis a muito foram substituídos pela mitologia do contrato. Assim o Deus Liberal de primeira geração, o Contrato, reinou por séculos, o Deus Liberal garantia que o contrato escolhia o déspota hobbesiano ou o povo soberano de Rosseau.
Isso não era o suficiente a visão estática do governante e governados era dinâmica, movida pela produção e regulada pela economia. O Deus Economia, os sistemas de workfare state capitalistas, socialistas, nazistas, fascistas, liberais tinham como mola propulsora o trabalho. A economia era Deus e as bolsas de valores, este grande oráculo que anuncia presságio até hoje, tem como sarcedotes um bando de economistas medíocres de wall street.
Ah, mas não há dúvidas, eles nos deram o plástico, que delícia, o plástico, o nosso verdadeiro sonho de consumo, o nosso primeiro contato com o virtual, se deu através do plástico, nossas fake plastic tree, nossas joias, nosso couro, nosso metal, nosso vidro, sim, o Alquimista.
O plástico, este material que faz o nosso kitsch pinguim de geladeira e embeleza nossas mulheres, tão moldável, preenche nossos corações. O plástico é o nosso Deus Plástico, garantiu nossa cultura, moldou nossos comportamentos, criou esteriótipos, supriu nossas necessidades, ampliou todas nossas sociedades. Canetas, impressoras, ventiladores o propulsor de nossos sonhos delirantes de consumo, trocamos o ser pelo ter, nos tornamos homens de plástico. "She looks like the real thing
She tastes like the real thing, My fake plastic love."
O Deus plástico tem como oráculo mercado financeiro do petróleo, o preço do barril do petróleo, este oráculo é capaz de alterar democracias, tem como sacerdote a imprensa livre mas patrocinada. É a imprensa que garante a aceitação das guerras assassinas pelo petróleo, e não serão africanos, árabes ou venezuelanos que vão nos atrapalhar nesse desejo de ter plástico. O plástico era nosso fake, nosso falso, nosso parecer ser, nos vestiu, nos blindou, nos aqueceu, diamantes de plástico se tornaram melhores amigos de plástico das mulheres de plástico. A beleza da bijouteria trouxe um pret a porter a economia. Uma inversão de valores aos humanos que buscavam joias e metais e monetizavam ouro.
E o que isso tem haver com inteligência artificial? É simplesmente lamentável, que se o Deus metafísico colaborava com nosso comportamento, o comportamento do homem bom e temente. Se o Deus Contrato contava com nossa volitividade, nossa aceitação até aos nossos ilusões diárias, o império da vontade. A Deusa economia exigia produção como dízimo aos submissos em sistemas de workfare, economia esta de produção que nos deu o Plástico (esse Deus menor). Plástico este que digito agora e que vejo ruir, neste intangível sistema "zero e um".
Eu sou da geração Tuppeware, aquelas garrafas sujas de vidro, agora em PET, sapatos de PU, camisas de poliamida, gravatas de poliéster e objetos de poliuretano e óculos de acetato. Tactel e nylon e são símbolos de minha vida saudável. Então o Deus Mercado tem que funcionar, qualquer variação cambial e fuga de capitais significam para mim uma tempestade, um mal presságio, precisamos derrubar o governo que não reza a cartilha dos sacerdotes.
Mas agora que a era de plástico chega ao fim, um novo Deus se anuncia, a Nasdaq um oráculo, o plástico é o fake do passado. O grande oráculo foram as anárquicas, atéias, tendências de internet, uma espécie de Rousseau contratualista, os plenos poderes do iluminismo, o conhecimento em todos os lugares, os zeros e uns, trouxeram a necessidade de imagem, o Deus Imagem, o Espetáculo, a grande capacidade de calcular inferências, megadatas, análise probabilística, o " Eu robô" de Asimov, anuncia a IA e sua incrível capacidade de analisar leis, a partir de três leis. ( eu disse três leis).
A humanidade precisa de um novo Deus, o Deus da Imagem da Inteligência Artificial, capaz de dizer sabiamente, assim como os Deuses Gregos, o que nós, humanidade, não conseguimos prever, aceitar ou compreender.
O nosso grande skynet, o Big Brother, a teletela, o olho que nos acompanha 24 horas por dia, a onipresença presente, não mais metafísica. Nosso minority repport, nosso pan-panoptismo. A IA nos dará, um admirável mundo novo, um sistema jurídico individual, traçado através de meta análises, algorítimos e conhecimento, seremos julgado por uma mistura de Marx, Kant, Nietzsche, Schopenhauer.. e outros grandes filósofos como Lucas do evangelho, Olavo de Carvalho e Mises para equilibrar.
A IA poderá acumular física quântica, engenharia e ciências naturais. Só reclama da IA para o judiciário aquele que acredita que judiciário já não é um IA ou menos só A. Ora, poucos ministros acumulam com 100 milhões de ações, Não são estagiários e assessores que permitem lucro para agências de viagens durante o período forense.
De fato até admiro vê um professor com uma bandeira criticando a inteligência artificial que virá para substituir os caros estagiários e assessores. Quem sabe se com a IA não virá a I.
De toda forma meu polímero professor, apegado aos polímeros de conhecimento que mancham a celulose dos seus livros. É triste, vê, alguém preocupado com a queima do bezerro de plástico, o novo Deus se anuncia.
O mineradores de bitcoin já garimpamo novo petróleo. A humanidade precisa de um Deus, de oráculos, de sacerdotes para venerar.
A IA em sua infalível sabedoria, seu panoptismo, seu levantamento de dados, seu cruzamento de dados, seus algorítimos estará cada vez mais metafísica divina. E quem será este Intelectual herege que brada contra a IA, um humano, ora, um único humano só será uma única voz, só mais um voto no meio de milhões de perseguidores do pensamento unívoco, da mesma religião, do mesmo costume, das mesmas causas, do mesmo doutrinamento e somente a IA poderá disciplinar esta casta. Porque a IA é nosso Deus mais presente. Este Deus não exige uma vida de bondade para chegarmos ao paraíso, ou de concordância ou trabalho sem fim.
Na metafísica da Imagem, do espetáculo, do parecer ser, do fake news e seus atores -Roland Freisler -Moro e milícia da Lava Jato, as milícias do rio se anunciam, a IA já está a todos pulmões, par garantir clarividência a "voz das ruas" do ilusionista nada iluminista ministro Barrão. Oráculo.
Não há amparo jurídico para que a informatização seja um fim em si mesmo. A informatização deve ser utilizada para que o Estado alcance os seus fins. No entanto, para cumprir estes fins com instrumentos tecnológicos, não poderá desnaturar a atividade jurídica. A atividade mecanizada é útil, sem dúvida. Mas não substitui a atitude hermenêutica do ser humano de mergulho na facticidade para encontrar a norma frente as peculiaridades do caso concreto. Aliás, é sintomático que a Constituição proteja os trabalhadores da automação: art. 7º, XXVII, proteção em face da automação, na forma da lei.
Pensar e refletir é inerente à condição humana. De igual modo, pensar e refletir sobre a teoria do direito é inerente ao bem estar da sociedade, notadamente sobre aplicação das normas, seus reflexos e repercussões.
Não se trata de fazer leituras aqui ou acolá de linhas de pensamentos político, social e econômico, mas, sim, de destacar a imprescindível prestação jurisdicional qualitativa, principalmente em respeito à Constituição Federal de 1988, às leis vigentes e aos métodos de interpretação exaustivamente debatido pela doutrina.
Com devido respeito àqueles que pensam de forma divergente, entendo que exaltar o produtivismo em prol da tecnologia, sem estabelecer critérios teóricos e hermenêuticos, bem como parâmetros e limites legais, é o mesmo que precarizar o direito.
Não sou contra o avanço tecnológico, pois, é inevitável a evolução da humanidade. De fato a ciência e a tecnologia trouxe avanços importantes. Não sou medíocre ao ponto de não reconhecer os benefícios contemporâneos com a evolução dos meios de comunicação, inclusive dos sistemas de informação.
Contudo, não dá para tratar o direito como uma ferramenta social de produção mecanizada e de resultados quantitativos.
A dor, as expectativas, os anseios, as emoções, os sentimentos e os direitos alheios, quando submetidos à apreciação do poder judiciário, não devem ter resultados baseados em análises quantitativas, com a simples combinação das pesquisas efetuadas no sistema de dados.
Não é raro encontrar petições (iniciais, defesas e recursos) e decisões (sentenças e acórdãos) com quase 80% de conteúdo de reprodução de jurisprudências.
Parece uma guerra de quem consegue apontar a melhor jurisprudência, para atingir a procedência ou improcedência, provimento ou improvimento!
Tive discordâncias nos textos anteriores, mas acho que posso apontar a intersecção daquilo que acreditamos.
A tecnologia vai sim substituir muita gente, inclusive na área jurídica. O problema não é esse, ainda. Mas o quem e o por quê.
Infelizmente ainda existe muito trabalho puramente burocrático, seja nos cartórios cíveis, criminais, família e de todas as varas possíveis, quanto para advogados, promotores etc. Toda função que não demandar nada, absolutamente nada, de criativo ou discricionário pode (e deve) ser substituída pela informática.
Naquilo que os critérios são objetivos mas com possibilidade de algum tipo de mudança discricionária, a IA pode (e deve) auxiliar. mas aqui que está o pulo do gato, a IA não decide, mas auxilia, podendo apontar para o humano que analisará onde os critérios objetivos estão cumpridos e onde não estão. O melhor exemplo talvez seja a questão dos recursos. Se um recurso tem um prazo de 15 dias úteis para ser interposto, ao ser analisado, a IA já apontará que se passaram mais ou menos dias. se foi mais, caberá ao humano verificar se há alguma justificativa e se ela é plausível. porque contar dias não é um trabalho criativo/discricionário, mas analisar se o contexto descrito pelo advogado que atrasou é plausível ou não é. então, aqui só pode ser feito por um humano.
para advogados, realmente pode ser útil se uma IA responder questões como quanto um juiz costuma a pagar de indenização para uma ação tal, e sob quais circunstâncias. E para um juiz pode ser útil se uma IA der um relatório dizendo quais dos critérios previdenciários estão cumpridos para determinada ação de concessão de algum benefício e quais não estão. salva tempo e saúde mental.
A Literatura comenta acerca do título: "Joaquim Gomes de Souza, o genial brasileiro, que aos trinta anos, resumia todo o saber de seu tempo, era profudíssimo em tudo, principalmente em matemática. Na Câmara, discutia todas as matérias. Certo dia, ao apartear um deputado que discursava sobre finanças, o orador retrucou veementemente:
- O assunto em discussão não é da especialidade de de V. Exa.!
E Gomes de Sousa, logo, de pé, com todo o fogo do seu orgulho:
- É por isso mesmo que eu discuto com V. Ex. Se se tratasse de assunto da minha especialidade, eu não admitiria V. Ex. à discussão."
(Humberto de Campos, Conto "Orgulho de um gênio").
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