Ministros do STF esperam definição sobre saúde de Joaquim Barbosa

Carlos Humberto/SCO/STF

Ministro Joaquim Barbosa na sessão da 2ª Turma. (10/08/2010) - Carlos Humberto/SCO/STF

Os ministros do Supremo Tribunal Federal esperam uma definição sobre a situação do colega Joaquim Barbosa, que está em licença médica desde abril. A recente reportagem publicada pelo jornal do Estado de S.Paulo, com fotos em que o ministro aparece em uma festa e em um bar em Brasília, causou mal estar na Corte. Mas a renovação da licença médica não é o principal problema do ministro no tribunal. Seu afastamento apenas fez aflorar um latente desconforto interno.

Até há pouco tempo, nos círculos de ministros do Supremo e de outros tribunais superiores, comentava-se com discrição o estranhamento entre o ministro Joaquim Barbosa e parte de seus pares. A situação mudou: “Hoje, o pessoal se sente mais solto para criticar o Joaquim”, afirma um ministro. O motivo, segundo ele, são as contradições em que o ministro se meteu ao, de um lado, cobrar coerência de seus colegas em público e, de outro, se afastar das atividades profissionais por motivo de saúde sem sacrificar a agenda pessoal.

Seria ingenuidade tentar esconder que os ministros competem entre si. Uma competição saudável: quem traz a melhor doutrina, os precedentes mais adequados, a crítica mais eficiente, o paradigma mais contemporâneo para reformular um entendimento antigo. Cada qual à sua maneira, dentro do seu campo de competência, luta para introduzir na doutrina e na jurisprudência da Casa a sua contribuição.

O limite da competição sempre foi o respeito público que os ministros cultivam uns pelos outros. O ministro Joaquim Barbosa acabou isolado no tribunal por ultrapassar esse limite. Barbosa questiona a honestidade de seus colegas porque acha indecoroso receber advogados. Afirma que ele, diferentemente dos demais, preocupa-se com o efeito de seus votos. Ofendeu colegas interna e externamente por discordar de suas decisões (veja abaixo a lista de desentendimentos entre Joaquim Barbosa e outros ministros).

Apesar da solidariedade que muitos de seus colegas demonstraram em relação às últimas notícias sobre o ministro, a avaliação é a de que a imagem do Supremo saiu, mais uma vez, arranhada. “Há um desgaste para a instituição. Sou solidário ao problema do ministro Joaquim, mas é preciso haver uma definição. O caso pode ser submetido à análise de uma junta médica, que dirá se o ministro tem a possibilidade de se recuperar”, opina um de seus colegas.

Até os mais comedidos que, em público, o defendem, em caráter privado criticam as seguidas licenças que deixam prostrados em seu gabinete mais de 13 mil processos. O presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso, cogitou a possibilidade de avaliação por uma junta médica. Diante da repercussão de sua decisão na imprensa, telefonou para Joaquim Barbosa e pediu que o ministro aparecesse para julgar os casos urgentes. O pedido foi ouvido e Barbosa estará no STF ao menos na próxima semana.

Apesar disso, a opinião comum é a de que é preciso que se defina a situação para que os colegas não fiquem sobrecarregados e os processos no gabinete do ministro voltem a tramitar. Os ministros esperam mais do que soluções momentâneas.

Mas há os que saem em defesa do ministro Joaquim Barbosa. “Não se trata de corpo mole. Ele dá sinais de que está sofrendo com o tratamento. Já o vi subir e descer escadas com dificuldade. Ele não renunciaria à presidência do Tribunal Superior Eleitoral e, consequentemente, à direção das eleições de 2010 se não tivesse um problema de saúde. Não abriria mão disso”, afirma outro colega de tribunal.

Na volta temporária à Corte, Barbosa e Peluso conversarão sobre a situação e a repercussão da licença não apenas para a imagem do tribunal, mas sobretudo para o andamento dos processos que estão parados neste período. Nesta terça-feira (10/8), Joaquim Barbosa já participou dos julgamentos da 2ª Turma do Supremo.

Outra preocupação dos ministros é com a possível redistribuição dos 13 mil processos sob relatoria do ministro Joaquim Barbosa, defendida pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante Júnior. “Cada um de nós receberia quase dois mil novos processos. Já é difícil dar conta dos nossos, imagine partilhar os processos de colegas”, protesta um ministro.

Em nota à imprensa divulgada nesta segunda-feira (9/8), o ministro Joaquim Barbosa afirma que os dados médicos que amparam sua licença estão fartamente documentados no serviço médico do Supremo. Também diz que seus “poucos momentos de lazer” são permitidos e até aconselhados pelos médicos que o assistem.

Voz das ruas

A preocupação dos ministros com a situação tem a exata medida da repercussão que a licença médica e as saídas de Joaquim Barbosa por Brasília tiveram na sociedade. O assunto tomou conta da comunidade jurídica. Não há roda de tribunal em que não se fale sobre o tema.

O presidente da OAB enviou ofício ao presidente da República nesta terça-feira (10/8) pedindo que Lula acelere a nomeação do substituto de Eros Grau, que se aposentou na semana passada, por conta da licença médica de Joaquim Barbosa.

Em e-mail enviado à ConJur, uma advogada reclamava da ausência do ministro no tribunal: “As prolongadas ausências prejudicam os jurisdicionados e advogados, com processos distribuídos para a 2ª Turma e ao ministro reiteradamente ausente, que aguardam seus despachos, julgamentos e publicações”, escreveu.

No microblog Twitter, a expressão Joaquim Barbosa figurou entre as dez mais digitadas durante boa parte da segunda-feira. O conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público, Bruno Dantas, apontou uma das reações dos internautas: “Notícias sobre as licenças médicas do ministro Joaquim Barbosa do STF já fizeram surgir no Twitter o movimento #AposentaJoaquim”.

Apesar de a maior parte das manifestações atacar o ministro e revelar inconformismo com o fato de ele ir a um bar durante o período de licença médica, há muitos que o defendem. “De licença médica, um paciente qualquer está necessariamente impedido de ir a uma festa ou a um bar? A mim não me parece”, escreveu o procurador da República Wellington Saraiva.

Choque supremo

O fato é que o episódio engrossa a nada modesta lista de estranhamentos do ministro Joaquim Barbosa com seus colegas de tribunal. Por conta dos embates, o ministro já não mais frequentava com assiduidade o café no intervalo entre as sessões do STF. Em regra, subia para o gabinete e voltava no reinício da sessão.

Até chegar ao Supremo Tribunal Federal, a atuação de Joaquim Barbosa era pouco conhecida. Seu destaque sempre foi na área acadêmica. Dos 20 anos em que foi membro da procuradoria da República no Rio de Janeiro — dez como procurador e outros dez como procurador regional — passou quatro na França, de onde trouxe três diplomas de pós-graduação.

De acordo com seu currículo disponível do site do Supremo, o ministro passou outros períodos no exterior. Foi visiting scholar (1999-2000) no Human Rights Institute da Columbia University School of Law, em Nova York, e na University of California Los Angeles School of Law (2002-2003). Seus estudos no exterior foram proporcionados por bolsas do CNPq, da Ford Foundation e da Fundação Fullbright.

Juízes de tribunais superiores oriundos do Rio de Janeiro e da segunda região da Justiça Federal não se lembram do trabalho de Barbosa como procurador. A maior parte deles se lembra do ministro em debates e palestras, especialmente sobre ações afirmativas — Barbosa é autor da obra Ação Afirmativa & Princípio Constitucional da Igualdade. O Direito como Instrumento de Transformação Social. A Experiência dos EUA.

Muitos creditam a esse fato a dificuldade do ministro de discutir em colegiado sem perder a linha e sua pouca tolerância com advogados e com o princípio do contraditório. O ministro é conhecido, por exemplo, por não receber advogados em seu gabinete, apesar da determinação expressa no Estatuto da Advocacia.

Ministros comentam que Joaquim Barbosa tem uma agenda própria, que não coincide com a do tribunal. Um projeto pessoal que não se subordina aos objetivos do STF. A imagem é a de que ele não se preocupa com os embaraços que cria para a instituição, como com as notícias publicadas na esteira de sua licença. Isso somado às brigas que já teve na Corte o deixou isolado.

Lista de desavenças

A última discussão foi também a mais polêmica, que travou com o ministro Gilmar Mendes, então presidente do Supremo. Na ocasião, Barbosa acusou Mendes de destruir a credibilidade do Judiciário e o mandou sair às ruas. Dois dias após, numa sexta-feira, depois de almoçar no tradicional Bar Luiz, no Rio de Janeiro, e receber aplausos e cumprimentos efusivos das mesas ao seu redor, o ministro Joaquim Barbosa saiu a pé pelas ruas do centro da capital fluminense.

Seus colegas enxergaram no ato uma clara provocação e uma tentativa de demonstrar que os oito ministros que, na ocasião, assinaram uma nota de apoio à atuação de Gilmar Mendes à frente do STF, estavam errados e não encontravam guarida na sociedade. O comportamento foi apontado como um exemplo dos motivos que levam os colegas a se distanciar dele.

Desde que chegou ao Supremo, Barbosa colidiu com colegas em diversas ocasiões. Sua primeira contenda foi com o ministro Marco Aurélio, a quem acusou de fraudar distribuição de processos. Marco entrou com representação contra o colega na presidência da Corte. Depois de o presidente à época, Nelson Jobim, atestar que não houve fraude, mas apenas a redistribuição de um processo cujo relator, Joaquim Barbosa, não estava em Brasília na sexta-feira à noite, Barbosa retratou-se e Marco Aurélio abriu mão da representação.

Pouco tempo depois, o ministro Joaquim Barbosa acusou o ex-ministro Maurício Corrêa, em plena sessão plenária, de fazer tráfico de influência. Corrêa telefonara ao ministro pedindo preferência no julgamento de uma causa, mas não compareceu ao plenário para fazer sustentação oral no dia do julgamento. Para se defender, o ex-ministro foi até o Supremo e exibiu, da tribuna, a procuração que tinha nos autos daquela ação. Corrêa representou contra o ex-colega, que foi obrigado a se retratar judicialmente.

O alvo seguinte foi o ministro Eros Grau, acusado de conceder Habeas Corpus a “um cidadão que apareceu no Jornal Nacional oferecendo suborno”. Barbosa fez uso do clamor que a imagem televisiva provoca para atacar Eros. O cidadão em questão era Humberto Braz, investigado na Operação Satiagraha. Neste caso, o bate-boca por pouco não se transformou em pugilato quando Eros Grau lembrou que ele próprio havia concedido um HC ao banqueiro Daniel Dantas para garantir seus direitos na CPI das Escutas Clandestinas. Barbosa passou uns dias sem aparecer no tribunal.

Outra rusga do ministro ocorreu no TSE, onde ele classificou de “absurdo” um voto do ministro Arnaldo Versiani. Indignado, Versiani pediu que o ministro retirasse o qualificativo que considerou injurioso. Barbosa fez pouco do pedido. “Vossa Excelência pode dizer que meus votos são absurdos que eu não me importo.”

Noutra ocasião, o ministro voltou a trombar com Marco Aurélio, que cobrou explicações sobre uma entrevista que Barbosa tinha concedido dias antes ao jornal Folha de S.Paulo. Na entrevista, o ministro disse que seus desentendimentos com colegas acontecem porque ele combate a corrupção.

“A imprensa se esquece de dizer quais foram as razões pelas quais eu tive certos desentendimentos. Quase sempre foram desentendimentos nos quais eu estava defendendo princípios caros à sociedade brasileira, como o combate à corrupção no próprio Poder Judiciário. Sem aquela briga com o ministro Marco Aurélio, o caso Anaconda não teria condenação e cumprimento de penas pelos réus”, declarou ao jornal. Marco pediu que o ministro retificasse sua declaração. A discussão ficou acalorada e o tom só não subiu mais porque o decano do tribunal, ministro Celso de Mello, a interrompeu.

Ao contestar a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo sobre sua presença em uma festa e em um bar durante o período de licença médica, o ministro Joaquim Barbosa afirmou que se trata de um complô de grupos que querem tirá-lo do Supremo, mas que ele resistirá. Segundo um de seus colegas, não existe qualquer intenção de afastá-lo do tribunal. A briga, hoje, é para que ele se recupere e volte o mais rápido possível.

[Foto: Carlos Humberto/SCO/STF]

Rodrigo Haidar

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

VITAE-SPECTRUM disse:
10 de agosto de 2010 às 18:01

A celeuma tem sido levada às últimas consequências jornalísticas, mediante indevida exploração de um questão particular, embora, evidentemente, o afastamento implique reais problemas no Gabinete. Por que razão se noticiou a presença do Ministro em BARES e em FESTAS, quando ele esteve em UMA FESTA e em UM BAR?! Só a maneira de trazer à baila as ocorrências tem si uma intenção perversa. Aliás, a sociedade brasileira habituou-se aos paradoxos de opinião, impondo aos outros regramentos a que, não raro, ela própria se há furtado. Houve quem abordasse incompatibilidade ntre remédio e álcool, como se alguém daqui e de algures houvesse flagrado bêbado o Ministro Joaquim Barbosa. Não há, nas fotografias, nenhum indício de que o Ministro estivesse às voltas com a embriaguez. Não se viu, nas tão propaladas fotografias, um só momento em que o Ministro estivesse escorropichando um copo de cerveja. Mesmo as declarações do Presidente da OAB não primaram o equilíbrio necessário ao exame do problema, uma vez que insinuaram, de pronto, "má-fé", "desprestígio" e "simulação". Ademais, pelo Regimento do STF, todas as licenças de até 120 dias são concedidas ao Ministro pelo Presidente da Casa, não se podendo, assim, impor o argumento da fraude a ninguém, de modo tão leviano. A palavra é esta: LEVIANDADE. As infirmações da licença médica levam à imediata conclusão de que os atestados e laudos foram concedidos graciosamente, o que, enfim, demanda uma premissa absurda. No Brasil, há de ter-se cuidado, ante quem quer que seja, cidadão comum, dignitários e autoridades, na divulgação de notícias e de "juízos de valor" que não tenham lastro real e que não passem de apreensão de coisas aparentes. Não vi o núcleo de tantos problemas na presença dele em bar e em festa.

VITAE-SPECTRUM disse:
10 de agosto de 2010 às 18:15

Quando se presenciou o Presidente da República em momentos privados a bebericar "cachaça", gerou-se uma imensa balbúrdia, havendo-se, pois, achincalhado a mais não poder o Mandatário do Brasil. Vale recordar que embates entre ministros sempre ocorreram e sempre ocorrerão, ainda que, por vezes, o conflito extrapole os lindes da urbanidade. Depois da TV JUSTIÇA, a qual, sem dúvida, representa grande avanço social e político, os debates mais acalorados passaram a ser observados e apreciados por muita gente que não desconfiava sequer de como funcionava uma Suprema Corte. Ante de reforçar argumentos com alusões a conflitos internos entre JB e pares, não se podem ignorar os também acalorados debates, a que assistimos e continuaremos a assistir, entre outros ministros do STF. Celso de Mello e Cézar Peluso (degravação de fitas da PF), Marco Aurélio e Cézar Peluso (contribuição dos aposentados e pensionistas de Regimes Próprios), Carlos Britto e Marco Aurélio (ADIN sobre a Reserva Indígena Raposa-Serra-do-Sol), Carlos Britto e Nélson Jobim (HC de Siegfried Ellwanger Cástan acerca do conceito de "racismo"), Sepúlveda Pertence e Marco Aurélio (teses jurídicas díspares), Carlos Velloso e Sepúlveda Pertence (em razão de um "chiste" do último) etc, todos eles já debateram fortemente. Lembro-me de que, ainda novel, o Ministro Carlos Britto acabou até maltratado por Jobim, a ponto de o primeiro apontar uma certa "ignorância" do último. Então, trata-se de coisa ramerraneira quando se explora um fato, perfeitamente contornável, a ponto de colocar-se a "opinião pública" ou tentar-se colocá-la em desfavor de uma pessoa. Isto só demonstra o fato de se valorizarem no Brasil algumas aparências que somente servem a desfocar verdadeiros problemas. É como penso.

A.G. Moreira disse:
10 de agosto de 2010 às 18:20

"leviandade" é funcionário público receber do "povo", "polpudos" salários, para não fazer nada ! ! !

olhovivo disse:
10 de agosto de 2010 às 18:25

É verdade. Pensando bem, por que tanto estardalhaço por alguém tomar umas enquanto está de licença médica? Afinal, ninguém é de ferro!

VITAE-SPECTRUM disse:
10 de agosto de 2010 às 19:32

Não estou a defender os meus, mas a ser justo. Quantas vezes o "concultor" necessitou de ser contemplado por um "auxílio-doença", previdenciário ou acidentário?! Se ainda não, talvez um dia careça do benefício. Em todo caso, eu também custearei o seu afastamento, graças à contingência de saúde. Quantos beneficiários, por este País em fora, estão a usufruir benefícios de risco e a comparecer a um "barzinho" de fim de semana?! Quantos?! Nenhum?! Será que nenhum deles vai a uma festinha ou a uma "happy-hour", mesmo auferindo um benefício de risco?! Nenhum?! Será?! A diferença está em que Joaquim Barbosa integra a Suprema Corte brasileira e teve o azar de ter sido visto em uma festa e em um bar. Só. Quanta gente com "telhado de vidro"!!! O que o impede, pois, de tomar uma cerveja, um uísque, um conhaque em casa, à distância da indiscrição sensacionalista de alguns?! O problema, em verdade, deveu-se à publicidade da coisa, fato a não demonstrar nenhum receio do Ministro e a sinalizar boa-fé. Não se fez o mesmo com Lula, de quem até hoje o "Casseta-e-Planeta" faz piada?! Como disse, em tom jocoso, o comentarista anterior, por que o estardalhaço. Um coisa era ter-se visto o Ministro trôpego por aí, a cambalear. Outra - bem distinta - foi ter-se visto o Ministro conversando ou mesmo bebericando em um bar do Mercado Municipal. Onde está o problema?! A licença médica?! Isto autoriza o sumo desrespeito de chamá-lo VADIO ou VAGABUNDO como alguns escreveram por aí?! O problema, em suma, está sendo desviado para questões periféricas, pois tudo se resume ao trabalho possivelmente acumulado no Gabinete. Nada de "bar" ou de "festa". Alguns chegam a ter olhos de "raios X" (Advogado-Becquerel) a ponto de não ENXERGAR as dores crônicas do Ministro... Tenha-se dó!!!

A.G. Moreira disse:
10 de agosto de 2010 às 20:00

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A "CATEGORIA" defende a sua "privilegiada classe" ! ! !
.
"Leviandade", EXECRÁVEL, é funcionário público receber do "povo", "polpudos" salários, para não fazer nada ! ! !
.
Vivem numa "mamata" "ad aeternum" e ainda se acham no direto de nos dar SERMÕES ! ! !
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A.G. Moreira disse:
10 de agosto de 2010 às 20:02

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A "CATEGORIA" defende a sua "privilegiada classe" ! ! !
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"Leviandade", EXECRÁVEL, é funcionário público receber do "povo", "polpudos" salários, para não fazer nada ! ! !
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Vivem numa "mamata" "ad aeternum" e ainda se acham no direito de nos dar "SERMÕES" ! ! !

VITAE-SPECTRUM disse:
10 de agosto de 2010 às 20:27

"Consultor" está furibundo e irritado. A ideia não era agredi-lo, mas explicitar argumentos válidos e não afirmativas apodíctivas. Quem não tem argumentos fica assim espolinhando entre frases. kkk

A.G. Moreira disse:
10 de agosto de 2010 às 21:01

..... em PROVOCAR o cidadão que lhe paga, COMPULSORIAMENTGE, apesar de nada fazerem ! ! !
.
A "CATEGORIA" defende a sua "privilegiada classe" ! ! !
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"Leviandade", EXECRÁVEL, é funcionário público receber do "povo", "polpudos" salários, para não fazer nada ! ! !
.
Vivem numa "mamata" "ad aeternum" e ainda se acham no direito de nos "GOZAR" e dar "SERMÕES" ! ! !
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A.G. Moreira disse:
10 de agosto de 2010 às 21:03

..... em PROVOCAR o cidadão que lhe paga, COMPULSORIAMENTGE, apesar de nada fazerem ! ! !
.
A "CATEGORIA" defende a sua "privilegiada classe" ! ! !
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"Leviandade", EXECRÁVEL, é funcionário público receber do "povo", "polpudos" salários, para não fazer nada ! ! !
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Vivem numa "mamata" "ad aeternum" e ainda se acham no direito de nos "GOZAR" e nos dar "SERMÕES" ! ! !

A.G. Moreira disse:
10 de agosto de 2010 às 21:04

..... em PROVOCAR o cidadão que lhe paga, COMPULSORIAMENTE, apesar de nada fazerem ! ! !
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A "CATEGORIA" defende a sua "privilegiada classe" ! ! !
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"Leviandade", EXECRÁVEL, é funcionário público receber do "povo", "polpudos" salários, para não fazer nada ! ! !
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Vivem numa "mamata" "ad aeternum" e ainda se acham no direito de nos "GOZAR" e nos dar "SERMÕES" ! ! !

Rossi Vieira disse:
10 de agosto de 2010 às 21:09

...a depender de alguma dor nas minhas costas, alguma doença crônica na minha coluna, dos médicos peritos da Previdência Social, ou Privada....bem,se fosse comigo, humilde advogado criminal, na lide diária...morreria de fome....enfim, ainda me orgulho se Ser um Normal, nobre mortal...trabalhador brasileiro...Viva a República ! Viva !!!!
Otávio Augusto Rossi Vieira, 43
Advogado Criminal em São Paulo.

VITAE-SPECTRUM disse:
10 de agosto de 2010 às 21:42

Só expus a minha opinião sobre o assunto e não pretendi agredir o consultor, mas, desse modo, não me torno membro de caterva, de súcia ou de matula por argumento de um papalvo.

JA Advogado disse:
10 de agosto de 2010 às 23:01

Ministro Joaquim: está ficando notório que o sr. tem incontida saudade do Rio de Janeiro e que anda aborrecido com o trabalho e com os atritos com alguns colegas de tribunal. O problema, Ministro, é que nós cidadãos e contribuintes estamos ficando com dor de cabeça dessa história sem fim, que vai acabar em dor na coluna também. Decida ministro. Ou opera essa coluna, como tantos fazem (eu inclusive), ou volta a trabalhar, ou deixa o Tribunal. O sr. nos transmite a impressão de que está cansado do STF. Decida ministro Joaquim. Muitos contribuintes que os juízes chamam de sonegadores estão presos ou cumprindo penas alternativas por ordem de V.Excia. e de tantos outros juízes. Então nós, que pagamos a conta COMPULSORIAMENTE, não estamos satisfeitos com esse impasse. Isso nos custa muito caro - a dor é imensa.

Neli disse:
11 de agosto de 2010 às 00:45

Solidarizo-me com o Ministro Joaquim Barbosa.
É uma invasão de privacidade,um acinte e um absurdo o que todos estão fazendo.
O servidor público( ministro o é!) em licença médica não morreu,por isso pode almoçar,jantar,ir à festas e até respirar.
O que o servidor público em licença médica não pode é exercer atividade remunerada(inclusive lecionar) e fazer atividades que possam agravar a doença objeto de licença.
Ao ministro externo a minha solidariedade.
O servidor público(ou o segurado previdenciário) em licença médica pode respirar e não morreu,portanto.
É fácil atirar pedradas...

wagner-cam disse:
11 de agosto de 2010 às 01:03

Interessante que ninguém duvida que o Ministro Joaquim Barbosa realmente tenha fortíssimas dores nas costas, nem se questiona sua honestidade, nem sua correção de procedimento...Se questiona o fato de encontrar-se em um momento de lazer com alguns amigos, como se uma pessoa de licença tivesse de ficar reclusa em casa, sem vida social!! Que inversão ridícula de valores esta, a quem será que serve este tipo de sensacionalismo?? O lazer também é um direito constitucional e não é vedado que alguém em tratamento tenha um momento de divertimento! Será o famoso "estado policialesco" que tanto brada o Ministro Gilmar Mendes??....cuidado Ministro Joaquim Barbosa, sua coragem e postura honesta e sem privilégios a quem quer que seja INCOMODAM MUITA GENTE, quem sabe até pessoas próximas estão servindo de "fontes" para alguns jornalistas...

Marcos de Moraes disse:
11 de agosto de 2010 às 08:14

Sensacionalismo barato é useiro e vezeiro na mídia. Um jornaleco planta e todos os demais correm para aproveitar o momento de curiosidade para fazer sua reportagem sobre o assunto. Ao que parece o ministro agora estaria sendo mais uma das tantas vítimas, pior, até o STF se curva a condição de ter de responder a estas tolices.

Observador.. disse:
11 de agosto de 2010 às 16:57

Muitos aqui prestam solidariedade ao Ministro.Mas ninguem comenta sobre o exemplo que determinados cargos nos impõe a dar.
Será que queremos uma sociedade do "sou o que sou, faço o que faço e pronto, ponto?!"
Nao ficou bem o Ministro se divertindo enquanto existem tantos processos parados em sua mesa.

Habib Tamer Badião disse:
11 de agosto de 2010 às 20:19

No fundo toda a celeuma que envolve a licença do Ministro Joaquim Barbosa vem da doutrina caolha imposta a nossa Suprema Corte quando se efetiva a escolha de um novo membro: a ingerência politica do governo numa questão de Estado. Ministro é ministro e nunca deveria passar pelo crivo político, onde a "arte de mentir é voga" segundo o filosofo Socrates. Como pode alguem que prima pela verdade nascer de um berço onde a mentira é sua principal arte! Política não combina com a Justiça! Óleo não se mistura com água!

Joel Geraldo Coimbra disse:
11 de agosto de 2010 às 21:08

O Ministro Joaquim Barbosa merece respeito, mas precisa respeitar o jurisdicionado e a constituição. Como? Trabalhando.

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