Paulo Henrique Amorim se retrata em ação de Toron e caso é encerrado

O apresentador de televisão Paulo Henrique Amorim se retratou na queixa-crime apresentada contra ele pelo advogado criminalista Alberto Zacharias Toron. O advogado considerou falso e ofensivo um comentário publicado no blog de Amorim. E, por isso, pediu ao Juizado Especial Criminal de São Paulo a condenação dele pelo crime de difamação.

Em setembro, Amorim mais uma vez criticou o Supremo Tribunal Federal por ter concedido Habeas Corpus ao empresário russo Boris Berezowski, acusado de lavagem de dinheiro. O empresário é defendido por Toron. Amorim escreveu em seu blog: “O gangster russo Boris Berezovsky valeu-se aqui dos préstimos de notório advogado de Dantas, o Dr. Toron — aquele que organiza homenagens ao Supremo Presidente Gilmar Mendes e disse que bom era quando algema só se colocava em pobre, preto e p..”.

Na queixa-crime, ele voltou atrás. Preferiu se retratar. "Acredito que a minha interpretação da frase atribuída ao advogado Alberto Zacharias Toron ficou prejudicada ao tomar conhecimento de uma declaração posterior sua, na qual seu raciocínio se revelou mais completo. Retratando-me, nas mesmas modestas páginas de meu portal ‘Conversa Afiada’, declaro que cometi um equívoco ao atribuir ao referido advogado a afirmação segundo a qual ‘bom era quando algema só se colocava em pobre, preto e p…’. O mesmo ocorreu quando, em outra oportunidade, ao comentar um julgado do Supremo Tribunal Federal, afirmei em nota que ‘prevaleceu a Jurisprudência Toron: algema é para ‘preto, pobre e p…’ Ainda retratando-me, declaro que cometi outro equívoco ao afirmar que o advogado Alberto Zacharias Toron ‘organiza homenagens ao Supremo Presidente Gilmar Mendes’. Na verdade isto nunca ocorreu.”

Por conta da retratação, Toron pediu que a ação seja arquivada. As partes arcarão com os honorários dos advogados que contrataram. A audiência designada para esta quarta-feira (18/2) foi cancelada.

 

Clique aqui para ler o pedido de arquivamento da queixa-crime.

Priscyla Costa

é repórter da revista Consultor Jurídico

olhovivo disse:
18 de fevereiro de 2009 às 22:43

Será importante ver se ele aprendeu. Senão....

Mário de Oliveira Filho disse:
19 de fevereiro de 2009 às 16:15

Tem muita gente metendo os pés pelas mãos, sempre "achando" que que pode tudo.
O bem maior do advogado é a credibilidade incondicional do seu nome.
Daí acertou, e em cheio, o Toron em não aceitar as ofensas do repórter.
Que sirva de lição a tantos outros ...

Último Papa disse:
19 de fevereiro de 2009 às 16:20

Que feio! Falou e depois se "equivocou"!!!

Paulo Karatê disse:
20 de fevereiro de 2009 às 08:46

Aí está uma demostração de sabedoria, de ambas as partes.

acdinamarco disse:
20 de fevereiro de 2009 às 09:18

Tudo muito bem, mas gostaria de saber quando o Toron vai se retratar das ofensas aos Advogados de São Paulo quando foi co-autor da desobediência ao Provimento 102/2004 do Conselho Federal da OAB, e que violou Prerrogativas de Advogados inscritos à vaga do 5o. Constitucional no Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. E, aproveitando o ensejo, aguarda-se a retratação de Mário de Oliveira Filho, também e pelo mesmo motivo.
acdinamarco@aasp.org.br

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