
Dia 8 de junho de 2011. Às 22h, na parte de trás do prédio que abriga o plenário do Supremo Tribunal Federal, o advogado Luís Roberto Barroso sacode vagarosamente uma cópia do alvará de soltura de Cesare Battisti que lhe chegou às mãos, com um sorriso que não lhe cabia no rosto, e pergunta, para si mesmo, e para os advogados de sua equipe que o cercam: "E agora? Como se tira uma pessoa da cadeia?". Certamente, um problema bem menos angustiante do que a equipe enfrentou nos últimos meses.
A vida do advogado às vezes parece uma montanha russa. O trabalho de equipe é fundamental, mas as principais decisões são solitárias. Todo profissional é familiarizado com frustrações e os mais experientes sabem o quanto é importante dosar a emoção na hora da vitória. O caso que Barroso acaba de enfrentar, contudo, permite a exceção.
Seis horas antes, Barroso ocupara a tribuna do Supremo em defesa da liberdade do italiano, ex-integrante de grupos de extrema esquerda nos anos 1970 na Itália, preso há quatro anos no Brasil por conta de pedido de extradição feito pelo governo daquele país. Pela primeira vez, tinha subido nervoso à tribuna que ocupa com frequência.
"Raramente me exalto e dificilmente fico nervoso. Este foi um dos poucos dias da minha vida que me senti como um corredor de Fórmula 1, que chega à última volta com chances de ganhar, mas morrendo de medo de bater. Era essa a sensação", afirmou o advogado à revista Consultor Jurídico. Barroso ganhou a corrida, sem cobrar um centavo pelo trabalho. Foi a estrela do processo. Sem seu empenho, provavelmente Battisti estaria, a esta altura, num avião com destino à Itália.
A defesa do caso Battisti foi um ponto fora da curva na carreira de Luís Roberto Barroso. O advogado nunca havia trabalhado em um processo que envolve questões criminais e não deve voltar a fazê-lo. "Embora tenha sido uma experiência pessoal, humana e profissional extraordinária, eu acho que este caso basta", afirmou. Daí sua dúvida sobre o procedimento diante do alvará de soltura.
Habituado a lidar com teses judiciais abstratas, em que não é necessário olhar nos olhos dos milhares de pessoas que são afetadas pelas decisões, o advogado teve de mudar sua rotina e se preparar para a batalha em um terreno ainda desconhecido por ele. Não era o primeiro caso polêmico que assumia no Supremo, mas era uma novidade sob todos os ângulos.
O advogado atuou no processo que se transformou na Súmula Vinculante que vedou o nepotismo nos três poderes da República, participou como amicus curiae da ação que legitimou as pesquisas com células-tronco embrionárias e liderou a ação na qual o tribunal equiparou a união homoafetiva à união estável entre casais convencionais. Saiu vitorioso em todos os casos. Está à frente, também, da ação que pede que as gestantes possam interromper a gravidez em casos de fetos anencéfalos.
Nada foi tão avassalador em termos pessoais quanto a defesa de Battisti: "A intensidade das paixões que ele mobilizou eu não sou capaz de identificar a origem. Nem a discussão da anencefalia ou do nepotismo, em que muita gente foi afetada, causou tamanha reação. Esse foi o único caso em que eu recebi muitos insultos, e-mails e mensagens de pessoas dizendo coisas horrorosas".
O que não quer dizer que se arrependa. "Não tive qualquer dúvida. Tive alguns sofrimentos pessoais, porque, muitas vezes, as pessoas se convencem tanto de suas próprias razões que acham que não precisam se comportar bem. Mas faria tudo novamente", garante.
Luís Roberto Barroso nunca havia colocado os pés em um presídio, mas passou a ir ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, com regularidade. "Nas primeiras vezes, não sabia nem como me comportar. Visitava o Cesare pelo menos uma vez por mês. Às vezes, duas." Para um advogado que vivia em um mundo mais de ideias do que de gente, foi um show de vida real.
Em 13 de abril de 2009, pouco mais de dois anos antes de conseguir a liberdade do italiano, o advogado assumiu sua defesa ao lado do colega Luiz Eduardo Greenhalgh. Na nota em que anunciou a entrada no processo de extradição que tramitou no Supremo, Barroso afirmou que "viola as tradições jurídicas e humanitárias brasileiras o encarceramento perpétuo de uma pessoa não perigosa e de longa data ressocializada, tendo se passado mais de 30 anos dos episódios que deram causa à condenação criminal".
Começava aí seu trabalho, que terminou na madrugada de quinta-feira (9/6) quando entregou a Cesare Battisti, na Papuda, seu alvará de soltura. Agora, o caso de Battisti está de volta às mãos de Greenhalgh.
Causa bonita
Barroso assumiu a defesa de Cesare Battisti a pedido da escritora francesa Fred Vargas. No começo de 2009, o advogado recebeu uma ligação da escritora que lhe contou o caso e pediu sua intervenção. O pedido foi feito pouco depois de o então ministro da Justiça, Tarso Genro, ter concedido refúgio ao italiano, em janeiro daquele ano. Na ocasião, se vislumbrava um longo caminho a ser percorrido. O ministro Cezar Peluso, relator da ação, já havia sinalizado não ser simpático à causa de Battisti.
A primeira condição de Barroso foi que sua entrada no processo tivesse a concordância de Greenhalgh, o colega que, até ali, cuidava sozinho da ação. Tratava-se de uma questão ética. "Um advogado não entra na causa de outro, salvo por pedido ou convite do próprio advogado. Ou quando ele é destituído, o que não era o caso."
Depois da ligação de Greenhalgh o convidando para atuar, recebeu o substabelecimento e foi estudar os 18 volumes da ação, que continha todos os detalhes dos processos em que Battisti foi condenado por quatro homicídios entre os anos de 1977 e 1979.
Sua equipe fez a leitura de todas as peças e uma seleção do que achava relevante que o próprio Barroso estudasse. "Quando acabei de ler o processo, já não tinha nenhuma dúvida de que lado eu queria estar nessa briga. Teria de defender o Cesare", disse. Barroso se convenceu que as ações contra Battisti não seguiram o devido processo legal e que seu direito à ampla defesa fora desrespeitado.
O primeiro obstáculo foi vencer a desconfiança dos próprios familiares. Ouviu do pai, da sogra, da mulher e dos amigos próximos a mesma pergunta: "Por que você aceitou esse caso?". Não foi diferente com seus clientes: "Barroso, um velho comunista?". As explicações iniciais foram uma preparação singela perto do que viria mais à frente.
"O senso comum é todo o contra o Cesare porque é pragmático. O senso comum questiona por que o Brasil tem de se indispor com a Itália para defender um sujeito não tem nada a ver com o país. Não quer saber se é um cidadão que teve direitos fundamentais desrespeitados. Como disse, é pragmático", opina Barroso.
Por que, então, embarcar nessa aventura? "A causa era bonita", justifica. O advogado viu beleza no fato de defender "um velho comunista, que faz parte do lado derrotado da história, e que a Itália, 30 anos depois, veio perseguir no Brasil". Acima de tudo, Barroso acreditou em Battisti. "O Cesare me olha nos olhos e diz: ‘Não participei de nenhum desses homicídios’. Eu acredito no que ele me diz. Mas, independentemente da minha certeza subjetiva, a leitura do processo traz muitas dúvidas objetivas", explica.
Para abraçar a causa, Barroso somou a crença nas palavras do italiano às falhas dos processos que geraram sua condenação na Itália. De acordo com o advogado, não havia provas suficientes para embasar as condenações pelos homicídios.
"Não havia armas apreendidas, perícias, nada. Apenas testemunhos que se contradiziam. Cesare foi levado a julgamento junto com outros membros dos PAC (Proletários Armados pelo Comunismo) e não foi sequer acusado de cometer os assassinatos. Foi condenado por subversão. Depois, quando ele já estava na França, um dos líderes do grupo, Pietro Mutti, acusado pelos homicídios, colocou a culpa em Cesare e foi beneficiado pela delação premiada", conta Barroso.
E completa: "Julgado pela segunda vez à revelia, dez anos depois, com a defesa feita por um advogado que nunca falou com ele e que foi constituído pelos membros do grupo que estavam se livrando graças à delação, foi condenado”, afirma Barroso. O advogado cita as mesmas contradições nos processos italianos que o próprio Battisti apontou em entrevista exclusiva concedida à ConJur antes do julgamento pelo Supremo. Esses foram os fatos que o convenceram, aliados à palavra de seu mais famoso cliente.
Como todo bom advogado sabe, quando o juiz começa seu voto elogiando a sustentação oral, é porque votará contra os interesses do advogado. Ao falar da Itália, Barroso usa do mesmo expediente. Frisa que respeita o país e suas instituições, para, então, fazer as ressalvas. Como crer que na Itália, uma pujante democracia já naquela época, não foi respeitado o devido processo legal? "Provavelmente, a democracia italiana era mais truculenta do que a ditadura brasileira", justifica.
Estratégia de defesa
Convencido de que a causa era justa e valia à pena, Barroso passou a estudar sua estratégia, bolar as teses e se debruçar sobre a jurisprudência do STF que dizia respeito ao tema. Foram vários brainstorms e conference calls com suas equipes dos escritórios do Rio de Janeiro e de Brasília.
A primeira tese, que inicialmente aparentava ser a mais segura, estava à mão: quando o governo concede refúgio a um preso, o processo de extradição contra ele é arquivado pelo Supremo. Três anos antes de o advogado assumir a causa, a Corte tinha decidido exatamente isso no processo do colombiano Padre Medina, integrante das Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
O advogado iniciou o périplo pelos gabinetes dos ministros do Supremo, como é praxe. Foi recebido pessoalmente por sete dos nove ministros que votaram no caso — nos gabinetes de Ellen Gracie e Gilmar Mendes foi atendido por assessores. "Muito bem atendido", ressaltou. Entregou memoriais e defendeu suas razões.
Nos encontros, percebeu, mesmo antes do julgamento, que a tese de que o refúgio faz arquivar o processo de extradição corria riscos. "Não faço prognósticos. Mas, evidentemente, faço uma contabilidade íntima. Como os ministros não dão pistas, você passar a fazer leitura corporal, facial, e com base no que conhece da Corte, faz suas apostas."
Barroso tinha para si que o placar, contrário ou favorável, seria apertado. Isso fez com que lançasse mão de outros argumentos técnicos que, na sua avaliação, davam conforto jurídico à defesa. O prazo de prescrição dos crimes, a anistia brasileira e as razões ponderáveis do refúgio eram três deles.
O advogado tinha ciência de que a discussão sobre o caráter político dos crimes seria polêmica. "Não é uma questão banal a qualificação do que seja um crime político, mas a qualificação do que seja devido processo legal é razoavelmente simples", sustenta. E este foi outro ponto técnico que usou em sua defesa. Consistia em demonstrar que seu cliente foi julgado uma segunda vez, com base em delação premiada dos membros do PAC e defendido por um advogado indicado pela organização. "Em qualquer lugar do mundo se acenderia uma luz amarela, de que ali não houve devido processo legal."
O receio de Barroso se confirmou e sua primeira tese foi derrubada pelo Supremo em novembro de 2009. Por cinco votos a quatro, os ministros decidiram que o ato de refúgio do ministro da Justiça é sujeito ao controle judicial. Em consequência, acolheram o pedido de extradição do governo italiano. O advogado insistia — e ainda insiste — que se trata de um ato político, discricionário: "Com o respeito devido e merecido, o Supremo errou".
Barroso ressalva que mesmo o ato político tem de ser plausível. Ou seja, se o ministro da Justiça concede refúgio a um estrangeiro com o argumento de que seres de Marte invadiram o Brasil e tentaram abduzi-lo, o ato pode ser anulado. Por motivos óbvios. "Mas o ato embasado no fato de que, no clima que vivia a Itália no início da década de 1980, não era possível assegurar as garantias de um acusado de extrema esquerda ao devido processo legal, é bastante plausível", diz o advogado ao defender o ato do atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.
A virada
A possibilidade, que veio a se confirmar, de perder na discussão sobre a tese de que o refúgio não poderia ser anulado pelo Supremo, fez com que Luís Roberto Barroso, antes do julgamento, se dedicasse a uma nova frente de batalha. O advogado trabalhou para manter a jurisprudência da Corte de que a última palavra em extradição é do presidente da República.
Havia o receio de que o tribunal mudaria sua posição tradicional também nesse quesito. Assim, no julgamento de 2009, eram duas as preocupações da defesa. Não perder por um placar muito elástico na extradição e resguardar a competência do presidente da República para que ele pudesse ratificar, com base em outros fundamentos, a posição do ministro Tarso Genro.
Nesse ponto, Barroso venceu. Pelo mesmo placar de cinco a quatro, o STF manteve a competência presidencial e abriu o caminho para a vitória final do advogado na última quarta-feira (8/6). Um placar elástico pela nulidade do refúgio e em favor da extradição colocaria o presidente em uma situação politicamente difícil para negar a entrega de Battisti diante do Supremo.
Efetivamente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou seus fundamentos ao decidir não entregar Battisti para a Itália. Tarso fundou sua decisão do refúgio na falta de devido processo legal na Justiça italiana. Lula se baseou na animosidade demonstrada pelos italianos em relação a Battisti.
O êxito se deveu também à mudança de foco da defesa no curso do processo. Quando Barroso sentiu que não seria capaz de mudar a percepção pública sobre Battisti, partiu para a batalha em torno da autonomia do chefe de Estado para conduzir suas relações internacionais. Nesta autonomia, incluem-se decisões sobre extradição.
"As pessoas já tinham a sua opinião formada e nós não tínhamos espaço na imprensa para reconstruir a imagem do Cesare. A tal ponto que quando saiu o parecer do procurador-geral da República da época, Antonio Fernando de Souza, segundo o qual a concessão de refúgio extinguia o processo de extradição, nós não conseguimos que isso fosse noticiado em nenhum órgão da grande imprensa", lembra Barroso.
Mais do que isso. O advogado explicou para mais de um jornalista importante que tratar Battisti como terrorista era incorreto pelo fato de que ele nunca havia sido acusado ou condenado por terrorismo nos processos italianos. Ouvia como resposta que o termo seria usado por conta da linha editorial do órgão. Barroso lamenta: "Desculpe-me, mas isso não é uma questão de linha editorial. Isso é um fato. É ou não é. No caso, não é".
De qualquer forma, depois de ganhar no quesito competência do presidente da República, o advogado foi a campo. Sem muitos contatos políticos, marcou audiências com autoridades do Planalto pelos meios convencionais e, exatamente como fez com os ministros do Supremo, defendeu suas convicções e entregou memoriais com sua versão e defesa do caso. Falou com o então chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, com o ministro da Justiça Luís Paulo Barreto e com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.
A tarefa não foi simples. Barroso teve como adversário Nabor Bulhões, um dos mais respeitados advogados do país, em defesa da Itália, além de dois ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal: Carlos Velloso, que emitiu parecer em favor da extradição, e Francisco Rezek, que deu declarações públicas em apoio ao pleito italiano.
Depois da passagem pelos gabinetes, a defesa de Battisti, e o próprio, tiveram um longo período para exercitar a virtude da paciência. O trabalho estava feito e era necessário apenas esperar. Mais de um ano depois da primeira decisão do STF sobre o caso, no último dia de seu segundo mandato, em 31 de dezembro de 2010, o presidente Lula decidiu não entregar Battisti à Itália.
Luís Roberto Barroso logo entrou com pedido de liberdade no Supremo. Com o ato de Lula e a decisão da Corte que mantinha sua competência, a defesa alegou que restava apenas libertar Cesare Battisti. Não foi o que entendeu o presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso. A Corte ainda analisaria se o presidente havia cumprido os limites do tratado de extradição firmado entre Brasil e Itália.
O governo italiano também recorreu pedindo que Battisti não fosse solto até nova manifestação do STF e alegou que Lula havia descumprido a decisão do tribunal. Ganhou a primeira e perdeu a segunda.
Battisti ficou preso até o novo julgamento, na última quarta-feira, cinco meses depois do ato de Lula. Mas os ministros decidiram, por seis votos a três, que é legal o ato do ex-presidente, que negou a extradição de Battisti pedida pelo governo da Itália. Mais: que o governo italiano sequer poderia ter contestado o ato, por uma questão de soberania nacional. Ou seja, um Estado estrangeiro não pode contestar, no Supremo, um ato do chefe do Poder Executivo brasileiro na condução da política internacional.
O Supremo também fixou que, depois que a Corte determina a extradição, a decisão de entregar ou não o cidadão que o Estado estrangeiro pede ao Brasil é discricionária. Ou seja, cabe apenas ao presidente da República decidir e o Judiciário não pode rever a decisão. Exatamente a tese que Barroso abraçou logo após perder o debate sobre o refúgio.
Para o bem da verdade, Barroso teve um bom reforço em seu trabalho. Os dois pareceres da Procuradoria-Geral da República que vieram ao encontro de sua tese e os quatro advogados de sua equipe que se dedicaram com afinco ao caso, principalmente no último semestre, por conta de sua estadia na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, como professor visitante. Em seu blog, o advogado faz referência aos profissionais: Eduardo Mendonça, Renata Saraiva e Carmen Tiburcio, que trabalharam sob a coordenação de Ana Paula de Barcellos.
Contato pessoal
Paralelamente à batalha jurídica, coube a Barroso também o papel de conselheiro de Cesare Battisti. Depois de conversar com o italiano pela primeira vez e aceitar defendê-lo, sua orientação inicial foi que ele parasse de escrever cartas para as mais variadas pessoas, como sempre fazia. Também pediu que não concedesse entrevistas.
A ideia era fazer uma defesa técnica e evitar discussões pela imprensa. A parte das entrevistas foi simples de cumprir. O difícil para Battisti, preso, era parar de escrever as cartas. Barroso sugeriu: "Continue a escrever, mas mande as cartas para mim". Foi o que ele fez. Com isso, o advogado guarda uma rica e histórica correspondência.
No final de 2009, quando Battisti decidiu fazer greve de fome, Luís Roberto Barroso foi até a Papuda tentar demovê-lo da ideia. Foi franco. "Não posso viver sua vida e tenho de respeitar suas decisões, mas se você tivesse me perguntado, teria dito que não deveria fazer isso", disse-lhe o advogado.
Dias depois, o presidente Lula declarou que não se sentia pressionado pela greve de fome. Barroso voltou ao presídio. "Cesare, a única pessoa que pode decidir seu destino não se comoverá com essa greve de fome. Pense bem antes de continuar com isso", aconselhou.
O advogado recebeu, depois, a notícia de que Battisti havia encerrado seu protesto. Para se certificar, foi até a Papuda com uma caixa de biscoitos caseiros, feitos por sua sogra. Perguntou se ele tinha, de fato, encerrado a greve de fome. Ao receber a resposta afirmativa, Barroso emendou, para se certificar da decisão: "Então, prove um desses biscoitos." Battisti provou.
Os dois últimos conselhos de Barroso a Battisti foram dados já na madrugada de quinta-feira (9/6), pouco antes de o italiano deixar o presídio de carro junto com Luiz Eduardo Greenhalgh. Primeiro, pediu que ele espere um pouco antes de dar entrevistas, que se recomponha, retome sua vida, reveja sua família e, só então, fale. Segundo, que não critique qualquer das decisões do Supremo Tribunal Federal sobre o seu caso. "Olhe para frente e não cultive ressentimentos."
Barroso faz questão de destacar que nutre grande respeito e admiração por todos os ministros do Supremo, inclusive por Cezar Peluso, Ellen Gracie e Gilmar Mendes, que votaram contra suas teses. "Mesmo quando me vi no dever de criticar o presidente do Supremo porque ele decidiu não libertar o Cesare, fiz a contragosto, porque achei que ele acabou por fazer prevalecer sua posição, que era vencida no julgamento. Mas, às vezes, as pessoas estão em lados opostos", disse.
Apesar da obsessão por procurar limitar seus argumentos ao campo técnico-jurídico em suas ações, Barroso confessa que escolhe as boas causas também com o coração: "Hoje, mais do que quando eu era mais jovem e a vida mais difícil, posso escolher com algum conforto de que lado eu quero estar".
Para ele, o advogado não deve fazer juízos morais. Se o profissional se comporta eticamente e dentro da lei, não importa qual é a acusação contra o seu cliente. Mas, como qualquer pessoa, pode fazer juízos políticos internos para escolher seu campo de batalha.
Se no lugar de Cesare Battisti estivesse um agente das ditaduras latino-americanas acusado de tortura, nas mesmas condições, com o argumento de que foi condenado sem o devido processo legal, o advogado Luís Roberto Barroso o defenderia? "Acho que meu coração não bateria por ele. O que não significa que o direito dele não fosse necessariamente um bom direito. Mas gosto muito de uma frase do Julio Cortázar: ‘Eu sei onde tenho o coração e por quem ele bate’."

Talvez o mais importante advogado do Brasil.... por todas causas defendidas. Mesmo que não concordamos com alguns bons resultados obtidos por ele.
Barroso fez um excelente trabalho, e sem querer desmerecê-lo foi premiado com uma boa dose de sorte. O vento soprou a seu favor.
Falta lançar o livro em português e em italiano.
Dr. Barroso, constitucionalista de escol. Indubitavelmente, um dos bastiões da advocacia, cuja atuação dignifica e enobrece a classe dos advogados. Parabéns pelo magnífico e prodigioso trabalho, realizado contra a opinião quase que unânime em sentido contrário.
Muito me orgulho de ter estudado seus livros e, a partir de agora, mais ainda me orgulharei.
Novamente, parabéns ao Senhor.
Quero parabenizar também o site CONJUR pela oportunidade dada à defesa, evidenciado o seu caráter democrático.
A próxima vaga será preenchida por ele, junto ao STF.
Anotem isto.
É um brilhante advogado.
Mas que pedigree o do causídico em tla, hein? Aonde há uma "luta" PeTralha lá está o cujo!
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E quer dizer que trabalhou "pro bono"?! Hum, sei... E o greenhalg, por quê estava todo faceiro e pimpão ontem à noite?
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Será que as indenizações do "bolsa ditadura" já embutem um "fee" para o patrocínio de causas de "cumpanheiros revolucionários" como o tetra-homicida?
Mesmo eu discordando do posicionamento do STF, e, conseguentemente do posicionamento na causa do Dr. Luís Roberto Barroso, este merece os parabéns pelo trabalho realizado.
Rodrigo Zampoli Pereira
OAB-MT 7198
OAB-SP 302569
o senhor Barroso é, sem dúvida, brilhante, mas, neste caso, sua atuação foi ofuscada pela atuação de bastidores perpetrada por LULA, ele sim, o verdadeiro Advogado do "escritor", sem seu empenho pessoal a competência de Barroso de nada adiantaria.
Não se pode conjecturar se Cesare Battisti foi ou não autor ou co-autor de quatro assassinatos, mas apenas que ele foi condenado por tal fato tipificado pela Justiça Italiana, com cujo país o Brasil tem tratado de extradição. Se o Brasil fez tal tratado com a Itália é porque confia no regime daquele país. Poderia não ter feito. Mas como fez de espontânea vontade, tem que cumprir. A acusação de não cumprimento de tratados internacionais é de suma gravidade porque tira a credibilidade do país para tratados sociais, econômicos e políticos futuros, com prejuízos para toda a população.
Há gente ainda alentando a tese de descumprimento do TRATADO, como se, de fato, isto haja ocorrido. NÃO OCORREU... O TRATADO não condicionava o Presidente da República a entregar o extraditando em qualquer situação. Por que razão a Itália celebrou um tratado em que se leem exceções ou normas restritivas do ato extradicional. Ah! O Brasil celebrou tratado com a Itália e descumpriu-o. Coisa nenhuma!!! De idêntico modo, pode-se afirmar que a Itália celebrou o documento convencional com o Brasil e não aceitou a possibilidade efetiva de não entrega.
Há gente ainda alentando a tese de descumprimento do TRATADO, como se, de fato, isto haja ocorrido. NÃO OCORREU... O TRATADO não condicionava o Presidente da República a entregar o extraditando em qualquer situação. Por que razão a Itália celebrou um tratado em que se leem exceções ou normas restritivas do ato extradicional? Ah! O Brasil celebrou tratado com a Itália e descumpriu-o. Coisa nenhuma!!! De idêntico modo, pode-se afirmar que a Itália celebrou o documento convencional com o Brasil e não aceitou a possibilidade efetiva de não entrega. O país europeu admitiu a hipótese ao subscrever cláusula sobre as RAZÕES PONDERÁVEIS, não se podendo agora discutir o porquê de não se haver realizado o ato.
1. Não entendi bem - todos criticavam a decisão do STF mas hoje elogiam o belo trabalho do Dr. Barroso.
2. Não creio que se trate de discutir se o Lula poderia ou não poderia deixar de atender ao pedido de extradição. Acho que o ponto é que o cara matou quatro pessoas na Itália e foi condenado por sentença transitada em julgado, proferida pela única instituição competente para fazê-lo - que é o Poder Judiciário daquele país. E aqui os nossos Excelsos Dr. Lula e o STF resolveram REJULGAR (existe isso ?) o rapaz, entrando no mérito dos assassinatos que ele cometeu. E disseram não ao pedido. O moço é gente boa e deve ficar aqui no Brasil, onde só tem gente boa e ele irá se dar muito bem. Claro que ele brevemente irá optar pela nacionalidade brasileira e se filiar ao PT, mas isso é secundário.
Não se pode negar a competência do Dr. Luís Roberto Barroso, mas o fato é que o governo sempre esteve empenhado em "livrar a cara" do Battisti, começando pelo Tarso Genro e encerrando com o Lula.
Quanto aos que advogam que o tratado foi obedecido, a coisa funcionou assim: primeiro o Tarso concedeu o refúgio político alegando causas que, obviamente, feriram a dignidade da sociedade italiana (como, por exemplo, que o Battisti seria perseguido, corria risco de vida, que a Itália não era uma democracia à época da condenação, que o processo de condenação era viciado, etc). Então, por consequência, alguns setores da sociedade reagiram indignados, em diversas manifestações. Por fim, a AGU e Lula utilizaram essas manifestações para alegar que o Battisti corria riscos de ver sua situação piorada e negaram a extradição. Entenderam o método?
Não houve descumprimento do tratado.
Battisti não matou ninguém.
Tarso Genro é um exemplo de humanista.
Lula é o protetor dos perseguidos políticos.
Barroso nunca sustentou o contrário da tese que hoje defende.
As Justiças da Itália e da França e a Corte Européia dos Direito Humanos, em conluio com o Peluso, o Gilmar Mendes e a Ellen Gracie estão perseguindo o Battisti por motivos ocultos.
Dilma é a presidente do Brasil.
Palloci não ganhou nem um centavo sequer de forma suspeita.
De Sanctis é um fascista que perseguiu o pobre Daniel Dantas.
É TUDO, ANTES, AGORA E SEMPRE, INTRIGA DA OPOSIÇÃO!
Brasil, o país dos corruptos e dos assassinos impunes...E DOS AMORAIS QUE OS ELEGEM E DEFENDEM.
Que fique claro: O único que só estava fazendo o seu papel de advogado, e bom advogado (reconheça-se), é o Dr. Barroso. Amorais, por outro lado, são todos aqueles que não vêem nada de errado com as atitudes do governo federal, o grande responsável por toda essa sandice.
O Dr. Barroso foi um mero bobo da corte - o que fez de melhor foi guspir em sua biografia. Sua alegação de que a Itália não garantiria a segurança do assassino beirou o rídiculo. 20110610/not_imp730348,0.php:
Mas ele ainda foi superado pelo min. "Quim" que conseguiu comparar o assassino em série, Ratko com esse.
Ainda mais triste foram os argumentos do competente min. Fux, que deixou a toga de lado e partiu para a mais bruta política. Deu pena!
Veja-se o editorial do Estadão sobre o caso - http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/
"A decisão do Supremo causou perplexidade por dois motivos. O primeiro é de caráter político. Os advogados de Battisti alegaram que ele sofreria risco de "discriminação e perseguição política", caso fosse extraditado. Seis ministros da Corte acolheram o argumento, esquecendo-se de que a Itália vive há mais de seis décadas em plena normalidade política e constitucional. O segundo motivo é de caráter jurídico. Os mesmos ministros alegaram que a extradição é "ato de soberania nacional e de política externa, conduzida pelo chefe do Executivo". Com isso, eles consagraram o desrespeito flagrante ao tratado de extradição que o Brasil firmou, soberanamente, com a Itália, há 22 anos.
Em vez de agir como Corte constitucional, como é seu papel, o Supremo infelizmente se deixou levar por pressões políticas. Elas foram tão fortes que um dos ministros que votaram a favor da extradição de Battisti, em 2009, mudou de opinião, no julgamento da quarta-feira. Ao longo de sua história, o Supremo deu importantes contribuições para o prevalecimento do Estado de Direito e para a segurança jurídica. Infelizmente, a Corte não se inspirou nessas contribuições, no julgamento de Cesare Battisti"
Como sempre, de regra, só escreve sandice o magistrado 2008. A questão não está em haver-se matado ou não se haver matado. Trata-se de uma decisão acerca de uma ato de um Presidente da República. De mais a mais, QUANTOS AMORAIS SÃO JUÍZES?! QUANTOS APOSENTADOS COMPULSORIAMENTE? Ora! Um balofo desse me vem falar de MORALIDADE!!! Argumento tatamba o desse togado, como sempre.
Não se pode negar a competência do Dr. Luís Roberto Barroso, mas o fato é que o governo sempre esteve empenhado em "livrar a cara" do Battisti, começando pelo Tarso Genro e encerrando com o Lula.
Quanto aos que advogam que o tratado foi obedecido, a coisa funcionou assim: primeiro o Tarso concedeu o refúgio político alegando causas que, obviamente, feriram a dignidade da sociedade italiana (como, por exemplo, que o Battisti seria perseguido, corria risco de vida, que a Itália não era uma democracia à época da condenação, que o processo de condenação era viciado, etc). Então, por consequência, alguns setores da sociedade reagiram indignados, em diversas manifestações. Por fim, a AGU e Lula utilizaram essas manifestações para alegar que o Battisti corria riscos de ver sua situação piorada e negaram a extradição. Entenderam o método?
Lamento a atuação do nobre professor Barroso, em sua atuação o refugio do facínora foi impugnado, logo a seguir lhe fora determinado a extradição e continuidade da privação da liberdade, como corresponde.
Na pseudo defesa que tentou realizar na segunda assentada do triste STF, quem nós poderiamos dizer que obteve sucesso foi a PGR, pois do bucéfalo Luiz da Silva não se pode esperar muita coisa.
No final o STF quis reverter a sua tíbia decisão é foi tomado pelo calor dos amantes de assassinos, e sobre a irresponsável decisão do Luiz da Silva, que se o Estado italiano enviou à Suprema Corte, pedido para decidir acerca da extradição, e no caso positivo, tinha sim que cumprir o tratado de cooperação de extradição, se imiscuir como o fez.
O apoio da AGU nada mais foi do que um grande erro ideológico que colocou o Brasil muito abaixo do ranking de quem enseja um lugar no Conselho de Segurança, agora é que não gozará do respeito que antes havia auferido diante da comunidade mundial.
Mais uma vez nos deparamos com o resultado do que vem a ser esse modo de indicação dos ministros do STF, da forma como vem se efetivando, aquele tribunal passa a ser de conotação ideológica e demonstra cristalinamente o ressarcimento pelas generosas indicações.
Uma vergonha para o âmbito jurídico e para a sociedade que arca com os subsídios de seus membros.
CONTINUA ....
CONTINUAÇÃO ....
O professor Barroso, SMJ, não se empenhou como parece, esse processo é de simples procedimento, é só seguir a Constituição, Lei e o Tratado, nada mais, o imbróglio se deu justamente pelo viés ideológico que quiseram embasar sua fluidez. Há que se observar que não só o executivo exerce a soberania, o judiciário também é soberano em suas decisões e a extradição é afeta ao Estado e não na pessoa do PR como bem deu entender o Lula, quando disse que a AGU tem todo o tempo para preparar sua assessoria e ele o lula vai se pronunciar quando ele quiser, esqueceu que o Estado não é ele, por isso é que se deu essa trambicagem toda, pois como analfabeto confesso, que é o Lula, não se deu conta da magnitude do ato entre Estados, se colocando como líder sindicalista incompetente que pensa que ainda é.
Como professor e autor de ótimas obras rendo meu respeito e apreço ao nobre Luiz Barroso, no mais e esperar o STF rever esse absurdo assim que o Tribunal de Haia for cutucado.
Abracos.
Lula, você que gastou vários milhões indenizando os chamados perseguidos políticos, mesmo aqueles que tomaram apenas uma chicotada de algum general, inclusive os que foram presos apenas porque assaltavam bancos - coitados - a pergunta: você acha que as famílias das pessoas que foram mortas pelo Battisti na Itália tambem devem ser indenizadas com dinheiro público do povo italiano ? Agradeço pela resposta, pois sei que vez por outra alguém lê a Conjur para você.
Por ser o Direito uma ciência inexata, à lei caber interpretação, o STF um tribunal político, um terrorista pode ficar livre e gozar da liberdade pelas mãos de um analfabeto em lei, tratado no meio. Em breve o homem estará com uma linda brasileirinha, de preferência bem garotinha, e terá filhos, não sem a nacionalidade brasileira, para que possa, brevemente, ganhar em média 250 mil/mês como deputado.
O dr. Barroso é gênio, e também se daria bem como ator. Haja vista seu desempenho na ação sobre a união homossexual. Mas, o que estava em discussão no STF era a sindicabilidade ou não da última palavra dada pelo Presidente, em matéria de extradição. Os TuCanalhas queriam ver o STF cassá-la e humilhar o ex-Presidente Lula, a quem sonham apagar o nome da história. É óbvio que a decisão de Lula também estava impregnada de sentido ideológico, mas foi o próprio STF quem lhe devolveu a primazia da última palavra. Também é possível notar em alguns ministros do STF, revolta e indignação pela forma como o Governo Italiano tem tratado as instituições brasileiras neste episódio: com chacotas de mal-gosto e menosprezo. Também repudiaram a descortezia italiana ao tentar pressionar e humilhar os próprios ministros do STF, o que não fizeram quando a negativa veio da França ou da Inglaterra. Contra a pressão externa, a reposta é "SOBERANIA!!!". Eles abusaram e pressionaram demais. Agora, colhem os frutos, numa decisão não só jurídica, mas também política, à ingerência indevida e ao complexo de superioridade macarrônico. Quanto ao Berlusconi, ele perdeu um grande trofeu eleitoral... Mas o milionário ninfomaníaco tem como se consolar.
VITAE, deixe de ser burro e vá estudar Direito Constitucional e Internacional Público.
Aproveite e leia os votos do Gilmar Mendes e da Ellen Gracie. Quem sabe você possa aprender alguma coisa, mesmo sendo um néscio de primeira grandeza.
De resto, como eu já disse, você não é o tipo de gente que sabe o que é moral, quanto mais o que é "amoral", categoria na qual se insere.
Sua falta de moral é TAMANHA que você não se importa com o fato de ele ser um assassino.
Sua falta de conhecimento é TAMANHA que você não sabe quando o julgamento do STF é vinculante ou não em tema de extradição.
E sua falta de inteligência é TAMANHA que você não sabe nem interpretar um tratado corretamente.
Por isso, lave a boca antes de falar da carreira que não aceitou e jamais aceitaria um boçal como você.
Se esse tema, como já o afirmei antes, seguir em tela - seja na mídia ou em sites de debate -, ganhará todos os prêmios de popularidade "nunca antes, neste país..." vistos. Em termos práticos, o que se está a fazer é manter viva a lembrança de petralhas, a começar pelo ex-presidente ególatra, seguido de perto por seu fiel escudeiro, Tarso Genro, e o restante da trupe.
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O indivíduo ora solto (dá-me ânsias de vômito seu nome) deve estar dando boas gargalhadas, enquanto alguns intelectuais, outros nem tanto e ainda outros totalmente nada, se digladiam neste espaço, na vã tentativa de analisar aspectos jurídicos que nada têm a ver com o imbróglio.
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Tudo parece ter sido carta marcada desde seu início, mas, seguramente, alcançou seu intento maior: a promoção gratuita dos envolvidos e sua mantença nas manchetes de primeira página durante longos meses. Servimos de palhaços para alimentar o ego de indivíduos caricatos que, lamentavelmente, ainda ocupam o poder - direta ou indiretamente.
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Hoje, mais que nunca, a razão fundamenta a célebre frase de De Gaulle: não somos um país sério e nossas instituições também não o são; se movem ao ritmo dos interesses personalíssimos escusos, seguindo a trágica e deprimente máxima "cada um por si e o resto que se dane".
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No que toca a mim, esse bandido assassino italiano já nasceu morto e é sua obscura alma que persiste em alimentar uma celeuma desnaturada e sem propósito.
Parabenizo o brilhante trabalho do colega Barroso e espero ler mais sobre seus trabalhos...tenho orgulho de ser seu colega!!!
O assíduo leitor da REVISTA CONJUR,sempre que pode usar deste precioso ESPAÇO,O faz com palavras que o sensibilizam.Jamais de outra espécie desumana ou contrária a prevalência de direitos humanos...
BARROSO,encheu o tanque de sua sabedoria de combustível gerador da arte de imprimir valor ao símbolo de nossa Bandeira Brasileira e em respeito ao ser humano aqui aprisionado.
Se foi libertado e aqui agora vai viver italiano que é, alcançou o que devia e podia ter alcançado...
Seu sábio defensor,aos que conhecem a TOGA QUE USA,nem sempre se inspiram na lição trazida à baila por ele, de autoria de JULIO CORTÁZAR:
"Eu sei onde tenho o coração e por quem ele bate"
De cuja sublime frase,a encaixo com aquele dita na CRUZ por JESUS CRISTO,antes de render o espírito:
"PAI, perdoa-lhes porque não sabem o que faz"...
ADVOGAR
é ciência oculta que penaliza e absolve...
final da frase:
ADVOGAR
É ciência oculta que penaliza e absolve...
SE
Absolve sem o devido processo legal é ato contrário a verdade e justiça
Penaliza
contra o direito adquirido e a coisa julgada em lei é considerado “tratamento desumano e degradante”
JRPADILHA
78 anos de idade
OAB SP 40385
110611 sábado às 09h14
Com todo o respeito e admiração que sempre nutri pelo Min. Marco Aurélio, não esperava que assumisse a defesa do assassino...
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Somente me conforto, ainda, na esperança que Sua Excelência tenha julgado como julgou, contra sua consciência, para que a comunidade internacional tome conhecimento que estamos vivendo na ditadura lulista, e nos acuda de alguma forma.
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Estava na hora de o brasil (por ora, minúsculo mesmo) ser chamado a responsabilidade internacionalmente...
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Sendo este o caso, temos mesmo é que agradecer o terrorista que comerá nossa comida de ora em diante.
Epígrafe genial para o texto em comento sobre a decisão soberana do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL entender pela mantença do prisioneiro político Cesare Battisti em terriotório nacional, como asilado político. Polêmica? Injusta? Aberração jurídica? Violação de Tratados entre os dois países? Bem, não interessa aqui discutir se a CORTE SUPREMA errou ou não. O que interessa aqui é que ela decidiu e sua decisão é SOBERANA e tem de ser respeitada e cumprida definitivamente. Porque, do contrário, estaríamos permitindo a ingerância de outros países na nossa SOBERANIA. E soberania é sagrada, e ponto final. Quelquer crítica, favorável ou não que vier a posteriori, não vai influenciar em nada a decisão do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, serve apenas para reflexões doutrinárias pró-futuro.
1. Quantos de nos seríamos recebidos por sete ministros e muito bem atendidos por dois assessores, como o foi o ilustre advogado?
2. Ao que me consta, o Dr. Barroso também é procurador do Estado do Rio de Janeiro. Será que a defesa do italiano foi toda feita fora do horário do expediente?
Ok. Não é nada, não é nada. Não é nada!
Concordo com os comentaristas que disseram que o trabalho do Dr. Barroso, apesar de sua inegável competência, não teria tido esse êxito se não houvesse outros atores - politicamente muito mais fortes do que ele - interessados nessa pantomima.
O fato é que, ao jogar todo o peso da sua biografia nessa causa, o famoso advogado se desgastou com o senso comum da esmagadora maioria da população brasileira, se desgastou com os editoriais da imprensa e, sobretudo, se desgastou com boa parte da classe política, já que bancar o homicida (tecnicamente ele não é terrorista, pois nem sequer existe esse crime no Brasil, mas sim homicida) é coisa de meia-dúzia de ideólogos, embora politicamente poderosos, e que conseguiram envolver mundos e fundos nessa empreitada.
Em suma, se havia alguma esperança do Doutor em ir para o STF, pode esquecer!
Coisa difícil é sabermos, de que lado estamos quando fazemos nossos próprios julgamentos...
Mais difícil é, ainda, externar, publicamente, isso...
Cabe ao Cesare BATTISTI tornar-se pleno merecedor da liberdade que o Brasil, através do trabalho honroso e árduo do Doutor Barroso, akcançou. //////////////só ele pode demonstrar, doravante, se os atos do Dr. Barroso valeram à pena. Eu sei o que pensei e o que disse em vários comentários. Estou com o Doutor Barroso nesta espera de que tudo haja sido para melhor, para todos.
Indiscutivelmente a capacidade tecnica do Dr.Barroso não esta em discussão porem convenhamos em nome da coerencia e uma pequena "molecula" de honestidade que , com a ajuda em massa da poderosa maquina petralha por tras , ate Adolf Hitler teria saido pela porta da frente do tribunal se fosse o caso.
Humildemente gostaria de avaliar o taco ( no bom sentido é claro) do Dr.Barroso vendo o seu desempenho profissional defendendo coisas digamos , peludas como por exemplo a calhordice que fizeram com os ex-Funcionarios da Varig e outras bandalheiras juridicas com o carimbo de aprovação do STF como vimos ate os dias atuais. Outro "excelente" cliente para o Digno Advogado seria o Fernandinho Beira Mar, bandidinho de quinta categoria em comparação com as atuais ratazanas que pululam livremente em Brasilia.
Agora convenhamos , aquele julgamente me deu NOJO para sermos economicos com as palavras , vimos ali ( com 3 honrosas excessões) a mais alta corte do Brasil se curvar da maneira mais CALHORDA possivel frente aos ditames da maquina PETRALHA que transformou a nossa "pseudo democracia" numa cada vez mais mal disfarçada ditadura de esquerda , quem se informa percebe isto com clareza.
O Dr.Barroso tambem "poderia" ter se interessado em ajudar aqueles 2 Boxeadores cubanos que foram SEQUESTRADOS pela Gestapo do tarso genro, na epoca "ministru" da In-Justiça num dos mais espetaculares e pouco explorados episodios da calhordacracia petralha que teve ate como atores coadjuvantes hugo chavez e fidel castro , alias nem a "Grobu" imaginaria enredo mais rocambolesco. Parabens dr.Barroso , e PESAMES para o estado de direito no Brasil torpedeado pela pseudo-mais alta corte de nosso paiszinho nojento.
Muito bonitas as palavras de Barroso, mas antes de digeri-las assista "crime em primeiro grau".Também, só tira conclusão, quando ouvir a família das vítimas do terrorista.Com certeza, a distância entre as versões tem um ano-luz, pelo menos.
Pedro Cassimiro - Brasília -DF.
Não está em discussão a capacidade de ninguém. O que discuto é o grave equívoco cometido pelo articulista. As teses apresentadas pela defesa foram todas refutadas pela Corte que autorizou a extradição do italiano. Depois disso, o poder executivo não extraditou pelas razões que apresentou, não ao STF, mas à nação brasileira e em resposta ao pedido do estado italiano. Não houve mais nenhuma decisão de mérito, ou seja, não se discutiu tese alguma. Sobre a matéria, o STF não conheceu de reclamação (é questão de cabimento, matéria processual interna da corte. Depois disso a prisão do italiano refugiado no Brasil por determinação do Governo Brasileiro, era ilegal. A corte só determinou a expedição de alvará de soltura. É o que competia fazer. O resto que se viu, foi jogo de sena para a plateia e para a televisão, especialmente o Ministro Fux que mais parecia um advogado, não um Juiz. Repita-se, a decisão anterior da corte que aceitou o pedido de extradição foi contrária às teses da defesa. A matéria bajulatória não confere com a decisão da suprema orte.
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