Primeiro, grampearam mais de 16 mil telefones, sem auxílio da polícia, sem regras.
Mas não foram repreendidos: "Quem não deve não teme".
Depois, infiltraram em manifestações populares o "não" à PEC 37, que regrava a investigação.
Mas ninguém reclamou: quanto mais gente investigar, melhor.
Então, grampearam e divulgaram ilegalmente a presidente da República conversando ao telefone.
Mas continuaram com apoio popular: estava mesmo na hora de o governo cair.
Depois, interceptaram ilegalmente o telefone central do escritório de advocacia que defende um ex-presidente.
Mas o apoio continuou firme: quem defende também deve ser culpado.
Logo, "sequestraram" um jornalista para descobrir suas fontes de informação.
Mas blogueiro que apoia um partido não deveria ter a mesma segurança constitucional dada a jornalistas, justificaram.
Agora, divulgaram ilegalmente a conversa grampeada entre um jornalista famoso e sua fonte, na qual falavam mal de Deus e o mundo — e nada tinha com as investigações.
Mas ele merecia, dizem. Andou atacando os mocinhos da história.
Já que vale tudo no “combate à corrupção”, quem enxerga excessos é tratado como exceção.
Logo mais teremos comentários de pessoas que aplaudiram situações passadas e criticaram esta última agora! Lendo e poema abaixo temos mudar algumas palavras de: calar para aplaudir, pois é o que literalmente acontece.
“Primeiro levaram os comunistas,
Mas não falei, por não ser comunista.
Depois, perseguiram os judeus,
Nada disse então, por não ser judeu,
Em seguida, castigaram os sindicalistas
Decidi não falar, porque não sou sindicalista.
Mais tarde, foi a vez dos católicos,
Também me calei, por ser protestante.
Então, um dia, vieram buscar-me.
Nessa altura, já não restava nenhuma voz,
Que, em meu nome, se fizesse ouvir.”
(Martin Niemoller)
O próprio Reinaldo Azevedo faz adaptação dos aplausos nesta poesia:
“Dilma não foi grampeada. Grampeados foram outros entes e pessoas que estão sob investigação. O problema é que eles todos estavam em linha direta com a presidente da República.”
Logo, quando era petistas ele aplaudiu,
Quando foi contra ele?? reclamou!
Temos como exemplo o Pastor Silas Malafaia também!
"Quem enxerga excessos tem mumunha com o partido tal e por isso apoia a corrupção e a impunidade".
Assim, do modo acima, é que são vistos aqueles que se opõem ao "heroísmo costumeiro" de uns e outros por aí. Inculcaram a ideia pueril de que, "se discorda de um ponto é porque odeia tudo".
Realmente entristece ver que, em pleno século 21, ainda exista algo tão patético. Igual ou mais patético que as próprias corrupção e impunidade.
Não estou acreditando que esse sujeito acha que a PEC 37 era uma coisa positiva. O objetivo era tirar o poder do Ministério Público de fazer investigações. Ora, se até outros órgão podem investigar, por que motivo o MP não pode? Isso é de um despropósito sem tamanho. Aliás, tinha um propósito, manietar o MP! Agora entendi o conteúdo de muitos artigos publicados aqui na Conjur: era autorizado por esse cidadão.
Acertou? Aplausos. Errou? Críticas e reprovação. Condenar inocentes sem provas é que não dá para aplaudir ou perseguições infindáveis.
Acertou? Aplausos. Errou? Críticas e reprovação. Condenar inocentes sem provas é que não dá para aplaudir ou perseguições infindáveis.
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