STF coloca sob segredo de Justiça investigações envolvendo Lula

A parte da investigação da operação “lava jato” em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é citado foi colocada em segredo de Justiça nesta quinta-feira (7/4) pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi tomada depois que a corte recebeu do juiz federal Sergio Moro os áudios envolvendo a presidente Dilma Rousseff e ministros do governo.

No material, Dilma aparece em conversas com Lula, que estava sendo monitorado pela Polícia Federal. No mês passado, o STF decidiu que as investigações da “lava jato” sobre o ex-presidente devem permanecer na corte porque capturaram uma conversa envolvendo a presidente.

Os diálogos foram divulgados depois que Sergio Moro retirou o sigilo das investigações. Antes do julgamento, o juiz federal reconheceu que seu entendimento sobre a questão foi incorreto. Também alegou que que não determinou a quebra de sigilo telefônico de nenhuma pessoa com prerrogativa de foro e que os diálogos envolvendo a presidente e os ministros Jaques Wagner e Nelson Barbosa, além de parlamentares, foram capturados de forma fortuita.

A questão dos grampos foi muito debatida depois da divulgação dos áudios, pois, além de pessoas com prerrogativa de foro, Moro mandou grampear o escritório de Roberto Teixeira, advogado do ex-presidente desde os anos 1980. O juiz federal diz que não sabia que o número era de Teixeira, mesmo tendo sido avisado duas vezes pela empresa de telefonia que executou a ordem judicial, e que só descobriu o fato depois de notícia publicada pela ConJur.

Já o Ministério Público, autor do pedido do grampo, primeiramente disse que o número pertencia ao Instituto Lula e que o número foi alterado para confundir as investigações. A decisão já foi derrubada pelo Supremo, que entendeu ser injustificável usar o interesse público para divulgar conversas telefônicas entre pessoas públicas, como se as autoridades ou seus interlocutores estivessem desprotegidos em sua intimidade e privacidade.

A atitude motivou um pedido de investigação contra Moro. Os advogados do escritório Teixeira, Martins e Advogados querem que o Ministério Público Federal investigue se o juiz Sergio Moro cometeu crime ao determinar as interceptações do telefone central da banca e do celular de seu sócio, Roberto Teixeira.

O escritório pediu também ao Supremo Tribunal Federal, nessa quarta-feira (6/4), que o Conselho Nacional de Justiça e a Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 4ª Região analisem possíveis infrações administrativas e disciplinares cometidas por Moro. Com informações da Agência Brasil.

Gabriel da Silva Merlin disse:
07 de abril de 2016 às 21:14

Cadê aquele Governo que enchia a boca para pregar a transparência, publicidade, moralidade e eficiência dos agentes públicos?

Porque querem esconder da população brasileira os áudios que demonstram inequivocamente que a Louca do Planalto (Dilma) agiu em conluio juntamente com o procurado pela justiça que responde pelo apelido de Brahma para obstruir a justiça. Porque quando vazaram os grampos do Demóstenes Torres não houve toda essa preocupação do STF em blindar os investigados? Aliás, grampos esses que foram considerados plenamente válidos pelo advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo.

Mas pelo visto os "eventos" no Palácio do Planalto, que mais parecem piquetes em porta de fábrica, em que a Louca do Planalto tenta constranger publicamente as instituições estão funcionando.

Pek Cop disse:
08 de abril de 2016 às 07:02

Esse golpe baixo que o ministro deferiu na nação que tem o direito de saber ate para definir em quem vai votar, foi uma blindagem traidora e parcial!!!!

Marino T. Neto disse:
08 de abril de 2016 às 11:47

Há tempos já se fala das decisões tendenciosas do Ministro Teori Zavascki, assim como dos Ministros Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Marco Aurélio e Roberto Barroso, em benefício de Lula e demais integrantes ligados ao PT.
Nesse contexto, causa espécie a manutenção do sigilo do grampo telefônico do Lula, que não possui foro privilegiado, em vista do interesse público dos fatos.

Citoyen disse:
09 de abril de 2016 às 22:32

O magistrado pergunta ao oficial do cartório: "oficial, oficial, cadê o processo que tava aqui????? \"____ aí, o oficial responde: "o tempo comeu!!!!\" ____ aí o magistrado pergunta: oficial, oficial, cada o tempo que comeu o processo???? \" ___ aí o oficial responde: "sua excelência, a prescrição acabou!!!!!\" ____ aí o povo comenta....... Ah, já sabíamos, o acusado do tal processo tinha foro prilegiado e ele dizia que o homem é sempre reconhecido... Quando recebe uma oferenda de "papai do céu"!!!
Aí, o tal acusado vai andando por uma rua deserta e, de repente, ouve uma expressão: "valha-me deus!\" ___ aí, o acusado para e fica aguardando e explorando a direção do som..... ___ e a expressão se repete: "valha-me deus! \" ___ aí o acusado entende que ele tem que entrar em ação.... Porque ele é o tal "deus"!
Aí, ele atendeu ao apelo, e continuou a caminhar, caminhar.... E passou junto à parede de um presídio, tendo ouvido o eduardo cunha -- que ele reconheceu pelo voz, reclamar! -- "mas eu não tenho culpa, não tenho, eu jamais soube que "deus" era tão vingativo......

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