Para MPF, Protógenes não deve sair de investigação

O procurador Rodrigo de Grandis lamentou a saída do delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, da Operação Satiagraha, que investiga o banqueiro Daniel Dantas. Gandris, que é o responsável no Ministério Público Federal pelo inquérito, enviou oficio ao diretor-geral da PF Luís Fernando Correa pedindo a volta do delegado. O delegado que saiu do caso foi o responsável pelas prisões do banqueiro.

A procuradora Anamara Osório Silva também assina o ofício. “Na qualidade de autoridades ministeriais responsáveis pelo eficiente andamento e final conclusão das investigações em torno da Operação Satiagraha, entendem os signatários que o afastamento dos senhores delegados, compromete, inquestionavelmente, a eficiência administrativa nas investigações”, afirmam os procuradores.

Além de Protógenes, também deixaram a investigação outros dois delegados de seu grupo: Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pellegrini Magro. “O delegado e sua equipe fizeram um trabalho excelente e deveriam permanecer a frente das investigações. A saída da equipe do caso é prejudicial uma vez que a PF e o MPF estão na fase de análise de documentos”, afirma de Grandis.

Segundo a assessoria de imprensa da PF, Protógenes deixa o inquérito para concluir o Curso Superior de Polícia, que é obrigatório para todos os agentes que já têm dez anos de serviço. A Polícia negou que o afastamento tenha algo a ver com as críticas à condução da operação que investiga Dantas. Seria apenas uma decisão pessoal de Protógenes.

O delegado afirma a pessoas próximas que era boicotado por seus superiores. Nos bastidores da PF, Protógenes é criticado por não ter informado os superiores sobre os detalhes da investigação. Também é acusado de usar a Abin no caso e de ser individualista. Respondendo a sindicância administrativa e a uma representação na Corregedoria da PF, poderá ser punido.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou que o afastamento do delegado tenha motivos políticos. Ele atribuiu o afastamento a “uma questão de rotina”. Negou também que o pedido de férias de Correia tenha relação com o afastamento do delegado.

Grandis discorda das afirmações de Tarso, que afirmou recentemente que 99% das investigações estão concluídas. “Como destinatário do inquérito policial posso afirmar que as investigações estão apenas no início”, disse.

O procurador lembra que cabe ao MPF definir o momento em que a investigação deve terminar, já que é ele quem oferece a denúncia à Justiça Federal.

Atento disse:
16 de julho de 2008 às 16:17

Para quem bradou que interporia pedido junto ao Senado da República contra o e Ministro Gilmar Mendes, para alça-lo da condição atual, esse oficiozinho até que cumpre bem o papel.

Atento disse:
16 de julho de 2008 às 16:28

Acordar o Pitta de madrugada, socar o vigilante na residência do Nahas, espancar e chamar de "viadinho" o Dentista Fábio Bibancos - Folha de São Paulo e Veja, algemando-o e destruíndo seu consultório, escalando com rapel (?) as "muralhas da Daslu", algemando Flávio Maluf assim que desce do helicóptero e depara com Cesár Tralli, algemando Juízes e/ou Desembargadores, qualquer um de nós faria essas heróicas e "nobres missões". Quero ver subir o morro do juramento, morro da mineira, morro dona marta em busca de fuzis, metralhadoras, granadas, morteiros. Quero ver enfrentar e extirpar o restante do grupo do Fernandinho Beira Mar e outros deliquentes dados ao tráfico internacional. É fácil agir no grampo indevido, na escuridão, no conluio, atrás de uma caneta num IPL., ou atrás de um AR 15 ou M 16, quero ver ter culhão de encarar o Ministro Gilmar Mendes e admitir que grampeou o Supremo ou procedeu escutas clandestinas ambientais.

Paulo Monteiro disse:
16 de julho de 2008 às 16:34

$abemos muito bem em que você concentra sua atenção, atento. Cadê teus comentário$ $obre a operação no morro do alemão, ou sobre o menino de 3 anos assassinado numa operação da PM no Rio? Sobre isso, nem um ai de nenhum desses gênio$ juri$ta$ que abundam por aqui.

PAULO FRANCIS disse:
16 de julho de 2008 às 17:07

O delegado de polícia não tem qualquer garantia ainda que haja certo. É totalmente vulnerável do executivo de plantão. A determinação de de afasta-lo é o que chamamos hoje de "decisão republicana" estabelecida em "conversa republicana".

olhovivo disse:
16 de julho de 2008 às 17:17

E o abuso contra o dentista Fábio, chamado de "bichinha", vai ficar por isso mesmo? Os autores não serão denunciados por crime de abuso de autoridade? Ação privada para esses crimes JÁ!

Spartacus disse:
16 de julho de 2008 às 18:17

Agora esses procuradores querem interferir na gestão da PF?! Daqui a pouco vão querer presidir o País, a Câmara dos Deputados, o Senado Federal... Onde vamos parar?

Leila disse:
16 de julho de 2008 às 19:23

É que agora os "Cavaleiros do Zodíaco", digo, a "Brigada dos Tigres" ficará desfalcada.

MUDABRASIL disse:
16 de julho de 2008 às 23:22

Só os amigos do Dantas, os arautos da impunidade, acreditaram que o delegado saiu da investigação por questão de rotina, para fazer curso... E gostaram... Mesmo sabendo que é uma truculência do partido do governo. Só o grande poder econômico teria a força de destituir um delegado contra toda a opinião da sociedade. E ainda há quem defenda o indefensável. Quem vive neste mundinho da crítica às instituições repressoras do Estado não sabe o que a sociedade brasileira verdadeiramente pensa. Vários blogs hoje ostentam a cara da impunidade: adivinha de quem é a cara? De um ministro do STF adorado pelo Conjur....

Robespierre disse:
17 de julho de 2008 às 00:39

...os amigos de gângsters e quadrilheiros, deveriam agradecer a oportunidade de serem alcançados pela justiça, pois do jeito que as coisa vão, logo, logo, o povo começará a fazer justiça com as próprias mãos, e aí, faltarão alvos pescoços para finas cordas. Não desafiem a história!

Comentarista disse:
17 de julho de 2008 às 09:21

Onde está o destemido e valente "operador do direito" que iria - ou vai - propor o pedido de impeachment de Gilmar Mendes?!?

O que antes era a "revolta das notinhas de apoio" parece ter-se reduzido à "revolta dos ofícios"...rsrs.

Vamos lá pessoal, coragem!

Hehehe.

gilberto disse:
17 de julho de 2008 às 09:57

Até pouco tempo atrás, chamávamos os promotores e procuradores de membros do parquet ou do MP. Agora, se auto denominam "autoridades ministeriais", termo esse que não se ver em nenhum código ou doutrina, pois, pelo que eu sei autoridade é juiz ou delegado. Poxa, que ego esse pessoal do parquet tem, hein? Trabalhar que é bom...

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