Logo após a concessão da primeira liminar no caso da Operação Navalha, ainda no ano passado, o atual presidente do Supremo Tribunal Federal foi alvo de um covarde e sórdido ataque: um vazamento dava-o como envolvido no caso. Custa a acreditar que até agora, como denunciou o ministro, não se tenha feito nada para apurar a responsabilidade pelo ocorrido.
Na linha do absurdo, o titular da pasta da Justiça, Tarso Genro, afirmou que “os advogados” eram responsáveis pelo vazamento. Sim, descontentes com a concessão da medida pleiteada, puseram-se a detratar seu prolator…
O ministro Gilmar Mendes, com a autoridade que o cargo de presidente do STF lhe confere, veio a público à época e disse que a exibição de pessoas algemadas como troféus em uma ação simbolicamente punitiva contra meros suspeitos; que os vazamentos de material incriminatório cobertos pelo sigilo, mas que legitimam as operações da Polícia Federal; que o escracho público e as prisões temporárias decretadas a granel para o fim de ouvir o suspeito; que tudo isso representa um desrespeito ao Estado de Direito, cuja nota característica é exatamente a observância dos direitos e das garantias fundamentais. Indo além, disse que o procedimento da Polícia Federal é coisa de gângster.
No recente caso da prisão de Daniel Dantas, Celso Pitta e, entre muitos outros, Naji Nahas, repetiram-se as fórmulas de escracho. Um dos detidos foi filmado de pijamas, e as prisões temporárias foram decretadas apenas para que os sujeitos fossem ouvidos. Não havia, como manda a lei, nenhuma imprescindibilidade na prisão para as investigações. A despeito da censura da Suprema Corte, a imposição de prisões temporárias tem sido uma constante nas operações da Polícia Federal.
Mas, agora, como revelou a Folha na última sexta-feira, o próprio STF foi monitorado pela PF. O juiz nega que tenha determinado a investigação contra quem tenha foro por prerrogativa de função. Isso, obviamente, não exclui os funcionários do gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal e os advogados, que não têm o foro privilegiado.
A Polícia Federal, por meio de seu diretor, nega o fato. Mas teria a desembargadora federal mentido ao informar a ocorrência? E o vídeo em mãos da PF? É gravíssima a notícia de que o gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal foi monitorado pela Polícia Federal em razão de uma ordem expedida por um juiz federal.
Não são apenas valores ligados à hierarquia jurisdicional que se rompem, mas fica vulnerada a própria independência da mais alta magistratura nacional. E tudo porque o ministro, a despeito do juízo que se faça sobre o acerto ou não de sua decisão, de forma independente e corajosa, determinou a soltura de alguém que calha ser banqueiro e execrado pela opinião pública.
O emparedamento do Poder Judiciário por causa de decisões que possam desagradar à opinião pública nos coloca na inaceitável condição de reféns de algo que se presta a aniquilar a própria razão de ser do Judiciário numa sociedade democrática. Se o juiz, seja ele de que grau for, tiver que decidir atendendo ao clamor público, teremos não a aplicação do direito com seus princípios, mas um linchamento.
Para os que imaginam ser esse um modo democrático de realização da Justiça, isso, não custa lembrar, realiza o ideal nazista, segundo o qual “direito é aquilo que é útil aos interesses do povo” (Gilmar Mendes, Folha, 24 de outubro de 1993). Não por acaso se tem insistido que o combate à criminalidade deve ser feito dentro dos marcos da legislação e com a rigorosa observância do devido processo legal. Do contrário, campeará o autoritarismo de quem se julga intérprete dos “interesses do povo”.
Também merece profundo desprezo a justificativa dada para a insólita bisbilhotice: ver e ouvir as conversas dos advogados com os assessores do ministro. Querem criminalizar o que há de mais corriqueiro no trabalho do advogado, isto é, a visita a gabinetes de juízes para a entrega de memoriais e/ou exposição de razões.
O patrulhamento da atividade do advogado remete-nos à ditadura, qualificando-se todo o episódio como uma inadmissível prática própria de Estados de Polícia. Enfim, um grave atentado ao Estado de Direito.
Por fim, a vontade política de reprimir a criminalidade econômica, os que usam black-tie, não se compadece com abusos de qualquer espécie. O que ontem se combateu como opressão dirigida aos segmentos desfavorecidos, porque afrontoso aos direitos humanos, não pode, perversamente, vir validado e aplaudido hoje como se fosse a “democratização do direito penal”. Cria-se um inaceitável caldo de cultura da violência estatal.
Para coibir esse nefasto processo, a ação do ministro Gilmar Mendes, mais do que justa, foi providencial.
[Artigo originalmente publicado no jornal Folha de S. Paulo deste domingo (13/7)].

O Judiciário deve ser pressionado sim porque os níveis de impunidade estão chegando ao paroxismo.
Vide outra notícia de hoje: o preso quer progredir de regime estando foragido. O próximo passo seria pretender cumprir a pena de prisão em liberdade. Parafraseando Otávio Mangabeira: "Pense num absurdo. No Brasil tem precedente."
Realmente, o Judiciário não pode ser emparedado por contrariar clamor. Deve ser emparedado,sim, quando acatar o clamor, como no caso da família Nardoni. Como explicar um caso em que os personagens nem foram julgados ainda e´praticamente já estão condenados em todas as instâncias e noutro caso, como o Pimenta Neves, réu confesso e condenado, que está livre leve e soltinho da silva.... Eta "judissiário" safado.
Perguntas de marinheiros de 1ª Viagem: ao onvés de telefonar ao Ministro a Desembargadora, como Presidente do TRF, não deveria ter agido de ofício? O TRF não tem corregedoria? Me parece uma intriga a proteger, nas palavras do dr. Toron aqueles que usam black tie. O Ministro terá a mesma performance com os camêlos presos por corrupção? Aliás também foram filmados e algemados! Existirá para eles um HC Platinium?
Muito bom observar que o Brasil amadurece o debate sobre os seus procedimentos em casos semelhantes. Acabamos de sair de um Estado ditatorial. Assistimos o fortalecimento do MP como fiscal da Lei. Chega a ora de olharmos melhor para os outros atores e suas garantias.
Parabéns ao Gilmar Mendes!
O Estado Democrático de Direito agradece.
Tenho o maior apreço pelo Dr. Toron. Todavia, tanto ele como todos nós sabemos que esses fatos não têm absolutamente nada a ver com direitos e garantias individuais.A história se repete: meia dúzia de Dom Quixotes apanham desbragadamente do sistema venal que as vezes muda, sempre para pior. Esperamos que os nossos jovens sonhadores tenham a necessária coragem para suportar os açoites que certamente virão.
Quem é que está transformando o Brasil num país de tolos, ou país de todos tolos? Sei lá!
Ou será que o certo é afirmar: Brasil de quase todos tolos? Bem quem sabe... Ainda bem que sobram alguns que não são tolos.
A grande verdade de tudo que estamos vendo é o seguinte:
CHEGA DE INDICAÇÕES POLÍTICAS PARA O CARGO DE MINISTRO DO STF!!!!!!!!!
O STF É LUGAR PARA JUIZ com formação e carreira na magistratura.
CHEGA DE AVENTUREIROS METIDOS A DEUSES!
IMPEACHMENT JÁ!
E porque a Desembargadora não pode ter mentido? Afinal, fizeram uma varredura no STF e não encontraram nada. A quem acusa,cabe o ônus da prova. Então, advogados e funcionários do STF_ como insinuou Toron_ que provem que foram monitorados. A Desembargadora já se arrependeu do que disse, afirmando: " não me envolvam nisso". Curiosamente, a mesma desembargadora que estava ansiosa por saber do Juiz De Sanctis se havia ação contra Daniel Dantas. Gostaria que o autor do texto tecesse comentários sobre a fita em que assessores de Dantas tentam subornar um delegado de Polícia Federal e sobre a incompetência do STF de julgar o habeas-corpus generosamente concedido por G.M., que no mesmo dia negou um outro pedido a alguém preso pela Lei Seca, pasmem. O Estado Democrático somente vale para grandes clientes?
Aliás, caso Ellen Gracie opte realmente por deixar o STF ( o que era fonte de notícias há pouco tempo), sugiro que o Presidente da República pense com carinho no nome do Juiz De Sanctis para o Excelso Pretório. Já demonstrou embasamento jurídico, coragem e uma honestidade a toda prova. Será uma garantia para a sociedade de que os habeas-corpus serão concedidos nas situações corretas.
Roland Freisler (Advogado Autônomo 13/07/2008 - 12:27
Realmente, o Judiciário não pode ser emparedado por contrariar clamor. Deve ser emparedado,sim, quando acatar o clamor, como no caso da família Nardoni.
O colega De Sanctis deveria ir para o STF numa das próximas vagas.
A coragem de quem mandou ABADIA para a cadeia e capacidade intelectual credenciam o magistrado a ocupar uma vaga no STF.
Assim, os penalistas romanticos ou mal intencionados DEIXARIAM DE TER VOZ DOMINANTE NA MAIS ALTA CORTE DO PAÍS.
A impunidade certamente diminuiria.
OREIA SECA, juiz federal
Perdoai-os, eles, os fãs da "Brigada dos Tigres", não sabem o que falam. O dia em que a PF algemar os das cuecas imundas talvez seja o caso de algum elogio.
"NÃO HOUVE surpresa. O corruptor pau-mandado disse com todas as letras, gravadas pela Polícia Federal, que o chefe se preocupava "apenas com o processo em primeira instância, uma vez que no STJ e no STF ele resolve tudo".
Frei Beto
As prisões dos pobre e desprovidos são discretas, tão discretas que ninguém fica sabendo, nem a família. Tal e qual na época da ditadura quando as famílias tinham de correr os necrotérios e delegacias atrás de seus entes, tudo porque as prisões eram discretas.
Algemas? Por que a gritaria só aparece quando usada nos pulsos de poderosos? Vamos apoiar mudanças para que ninguém mais as use, isso seria honesto.
... não se trata de partidarizar uma luta contra a gatunagem. A PF pediu a prisão de Greenhalgd, isso é fato. Portanto, não há questão partidária. O que há é falta de hombridade de vir a público, os que combatem as prisões de poderosos, e defender abertamente quadrilheiros. Isso v. não têm coragem. Não perdem por esperar.
Ué, ninguém quis comentar o Estado Democrático de Direito na decisão de Gilmar na mesma sexta-feira negando habeas corpus em simples caso de prisão por lei seca, alegando que o pedido deveria passar antes pelas outras instâncias? Enviei a decisão com tanto carinho... mas parece que a democracia foi criada apenas para Daniel Dantas, hein? A hipocrisia desmente-se a si própria. A justificativa que ele deu no caso é exatamente a que deveria ter sido alegada para eximir-se de julgar o HC concedido com tanta ânsia. Agora, vai ficar sem dormir um bom tempo, já que o processo continua, o recesso acaba e as provas estão incólumes.
ELIANE CANTANHÊDE
Dois homens, uma sentença
BRASÍLIA - Desde o regime militar não se ouvia falar tanto no "Estado democrático de Direito". Antes, clamando a sua volta. Hoje, usando seu santo nome em vão.
Ao conceder habeas corpus para o banqueiro Salvatore Cacciola, em 2000, o ministro do Supremo Marco Aurélio Mello disse que decidia "tecnicamente". Cacciola voou pela janela e foi curtir a vida na Itália. Se não fosse passear em Mônaco, estaria livre, leve e solto até hoje.
Agora,(...)
Nos dois casos, Mello-Cacciola e Mendes-Dantas, suas excelências sacaram erudição e conhecimento jurídico. O problema é que o povão está cansado de lero-lero e de ver os céus coalhados de gaviões e as gaiolas entupidas de pardais.
Daniel Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas foram colocados atrás das grades sob euforia pública, mas três dias depois o foco já tinha se desviado deles, ou do que eles significam, para a guerra de guerrilhas entre Judiciário e Executivo, Supremo e Polícia Federal.
O curioso é que Marco Aurélio e Gilmar Mendes, ex e atual presidente do Supremo, são adversários viscerais há anos. Mas dão a mesma sentença e libertam personagens de currículos controversos, milionários e inimigos da opinião pública com a mesma justificativa: o fundamental é cumprir a lei. Se a lei não é boa, dizem, mude-se a lei.
Então, mude-se a lei! Porque há uma distância monumental entre as alegações jurídicas e o desejo sufocante da sociedade por justiça real,
Continua ->
... que está na iminência de ser demitido. Menos por ter afrontado o Ministro Gilmar Mendes do que por ter contrariado a cúpula da PF. No desespero, atira para todos os lados. O estratagema usado por ele é empregado desde os idos da república grega (há mais de 2.000 anos), e seus efeitos fazem-se sentir sobre a massa ignara, os ingênuos e os falsos intelectuais, que não possuem faro para as manipulações nem acuidade nas análises que fazem. A julgar pelas decisões do Juiz Federal Fausto Martin De Sanctis e pelas manifestações de apoio que recebeu da associações de juízes federais, procuradores da república, delegados federais e juízes do trabalho, concluo que a justiça brasileira de primeira instância está em péssimas mãos.
Tentaram linchar publicamente o Daniel Dantas. Embora o linchamento tenha começado, foram impedidos de levá-lo a cabo. Aí, passaram ao linchamento moral do herói, ou mártir, que impediu a atrocidade. Esses detratores do Ministro Gilmar Mendes são míopes, não enxergam o que está escancarado nos fatos. Basta ler a Folha de São Paulo. O Ministro Tarso Genro (da Justiça) afirma que acha difícil o Daniel Dantas provar sua inocência. 1º) Como pode achar alguma coisa se o processo tramita em segredo de justiça? Quer dizer, segredo só para os advogados dos acusados, já que a imprensa e o Ministro do PT têm pleno acesso aos autos. 2º) Segundo a Folha de SP, a cúpula da PF está descontente com o delegado Protógenes Queiroz por sua insubordinação e por ocultar os rumos da investigação que presidiu. O estratagema usado por ele para justificar essa atitude é que se revelasse não conseguiria concluí-la, sugerindo que a cúpula da PF também está infestada de corruptos. O curioso é que essa foi a mesma estratégia usada por ele quando fez inserir no IPL que alguém havia dito, numa interceptação gravada, que a preocupação do banqueiro era com a primeira instância, pois no STJ e no STF ele resolveria tudo, sugerindo que nesses dois Tribunais de instância extraordinária ele seria beneficiado porque já teria “comprado” os Ministros, e que ele teria mandado subornar um DPF. Ninguém disse isso no IPL, trata-se de pura especulação do Dr. Protógenes, ...
-> Segue
Mais comentários amadores.Como é que o delegado Protégenes está em vias de ser demitido se é preciso para isso um processo administrativo completo, com direito a ampla defesa, e nem se cogita isso? Ao contrário, as notícias são de que o Governo anda descontente com o grupo do Superintendente da Polícia Federal, o qual_ este sim_ pode perder o cargo a qualquer momento. Outro ponto. Se, como um próprio comentarista disse, o inquérito é sigiloso, com base em que afirmou que a frase de que " no STF e no STJ a gente resolve" não consta do mesmo? Aqui não se escreve baseado em processo, baseado em provas ou baseado em Direito material. Escreve-se baseado em preferências ideológicas ou de classe. Pior, pessoas que sofrem todos os dias com a corrupção desenfreada e vem até a internet defender exatamente os corruptos. Bom, eu realmente tenho trabalho jurídico a fazer. Fiquem à vontade nessa brincadeira de suposições lunáticas.
Como jornalista especializada na cobretura do Poder Judiciário em BSB há 10 anos, garanto: advogado é a principal fonte da imprensa, principalmente nos casos sob segredo de justiça. Isso é fato indiscutível. A primeira coisa que fazemos quando explode uma operação, é descobrir o nome dos advogados e seus respectivos celulares. Não sei a quem o Dr. Toron, com quem já conversei muitas vezes, quer enganar. (Destaco que ele sempre foi muito austero nas entrevistas deu, pelo menos pra mim). Qto à espionagem no STF, cada um acredita no que quiser. Se o DR. Toron "preferiu" acreditar que o Ministro da Justiça, o Diretor da PF, o delegado e juiz mentiram e somente a desembargadora falou a verdade, problema é dele. Agora, considerar que um montanha de um milhão de reais para subornar delegado é clamour popular... Faça-me o favor! Defendo a exposição pública dessa gente sim!!! Essa é a única punição para essa gente que vem saqueando os crofres públicos há anos. Como disseram os emissários de Daniel Dantas, no STJ e no STF eles se garantem fácil. Que o diga Gilmar Mendes!
Quero ver o fim desta movimentação. Os Procuradores da República e Juízes podem levar no meio da lata uma reação do Congresso, gênero regulamentação por Lei Complementar do §4º do art. 37 da CF/88 e então a mania de não apurar abusos de autoridade e afins, e fatos que hoje são impunes, passem a ser regulamentados por lei como delito de improbidade.
Estou esperando qual será o corajoso membro do MPF ou Juiz Federal que irá por seu nome num pedido de impeachment do Ministro Gilmar Mendes.
Enquanto uns estão estasiados pelos holofotes da mídia, e confiam no "clamor popular", outros se articulam. O Congressso foi açodado, acuado, tentam ditar regras até de quem pode se candidatar ou não a serem determinadas pelos MPs e Judiciário. Podem levar uma reação do Congresso.
Aposto que o Senado não entrega a cabeça do Ministro Gilmar Mendes, pelo contrário, pode passar a foice em outros "estamentos togados".
http://www.conjur.com.br/static/text/68050,1
Não precisa buscar longe, é bonito tentar emparedar o Congresso. Acontece que quem Legisla é o Congresso. E nenhuma garantia do "estamento togado" está protegida pelo §4º do art. 60 da CF/88.
A sensação de "poder sem controle algum", como se o poder durasse para sempre, na História o para sempre nunca passou de algum período de tempo.
A Ministra Elenn tem mais punho, tem mais caráter e coragem que os demais Ministros.Fosse ela, pau nos bandidos, na certa!
Fico imaginando o que o Gringo, o Nicanor e o "Nego Sinhô", pacientes do HC 90.891/PB, presos preventivamente acusados de receptação de peças de caminhonete D 20 (no valor de R$ 3.000,00 cada), devem pensar da competência dos advogados deles, que não conseguiram uma ordem de soltura do Min. Gilmar, que alegou risco à segurança pública e à instrução criminal para negar o pedido. Pelo menos na cadeia o Gringo vai cantar de galo e bradar que é mais perigoso que o Daniel Dantas!!!
Quanta hipocrisia !!! Quer dizer que pro casal Nardoni, tudo bem, o judiciário pode recepcionar o clamor popular. Dois pesos, duas medidas !
Em matéria penal, não só pode como deve ser emparedado.
A justiça só funciona se houver crença. Quando não se prende um potencial culpado (nada de trânsito em julgado, basta ter o perfil de um), toda sociedade fica descrente e então as instituições começam a naufragar.
Nossa constituição foi feita em um momento histórico errado. Os abusos da ditadura ainda doiam em 88 quando resolveram se vingar da figura do Estado, lhe restringindo a possibilidade de atuação, mesmo quando justa e necessária.
Se esqueceram quem nem todo preso é preso político, nem todo foragido é perseguido pelo regime, nem todo delinquente o é por ideal.
Criaram um Estado frouxo para uma sociedade cada vez mais corrompida.
Se existe a presunção de inocência, também deve-se levar em conta a presunção de legitimidade dos atos do Poder Público.
Repito: só gosta de HC quem vive disso...
Ao que parece, as opiniões de advogados, pessoas que são cientistas da área jurídica, estão um pouco obnubiladas com a ilusão de que, se prendermos e arrebentarmos com qualquer pessoa, seja rica ou seja pobre, estaremos aliviando a nossa indignacão. Mas indignacão, crenca, vontade de punir, e outros remédios emocioniais poderão ser bons num primeiro momento, para atender o desejo irracional de vinganca do povo. Nós, juristas, somos técnicos em direito. Desse modo, por mais indignados que possamos estar, devemos ter o cuidado de entender que essa atuacão da polícia federal e de promotores deslumbrados não aconteceria se quem estivesse sendo processado fosse o "Zé Nunguém", por que esse tipo de pessoa não dá ibope para os delegados e promotores.
Por outro lado, as prisões de pessoas envolvidas em crimes financeiros não surte efeito prático algum, é ilusão de quem defende essa prática, porque o correto é bloquear seus bens - o que mais se vê é a falta de inteligência dessas operacões -, afinal, após vários anos de processo, de que adiantou realizar prisões espetaculares, se o mais importante - o dinheiro do povo - já foi transferido para contas fantasmas nas Ilhas Caymã... O custo do espetáculo é bastante alto, como se vê.
Concordo com sr. Ricardo Cubas, pois no caso lamentável do casal nardoni, foi vantajoso para o Supremo Tribunal pois gerou muitas Luzes nos Holofortes dos Magistrados Certo? Foi o mesmo sensacionalismo daquele caso do assassino O. J. Simpson que matou a mulher em Hollywood lembram-se? ´Varios procuradores americanos foram afastados daquele Caso Absurdo e a absolvição do REU foi garantida pelo poder Hollywoodiano e todos que ficaram sairam bem nas fotos e nas cenas tb? Imaginam quantos milhoes de dolares renderam a todas as emissoras americanas que fizeram a cobertura? IGUALZINHO AQUI, SÓ QUE OS MILHÕIES DE REAIS SÃO A REALIDADE. PORQUE O SR.GILMAR MENDES QUE SÓ ELE SE ACHA JUSTO E DEUS ABSOLUTO NÃO MANDA SOLTAR AQUELA PAUPERRIMA COITADA QUE PEGOU UM TUBO DE SHAMPOO PRA LAVAR PROPRIOS CABELOS E OS DA SUA FILHINHA? LEMBRAM-SE DESSE TRISTE CASO. A COITSDA PARECE QUE PERDEU UMA VISTA DE TANTO APANHAR DAS OUTRAS DETENTAS CRIMINOSAS REALMENTE FALANDO, APOSTO QUE A COITADA AINDA ESTÁ PRESA, POIS PASSOU NA TV GLOBO, SBT E BAND QUE OS HABEAS CORPUS PEDIDOS POR ADVOGADO GRATIS DO ESTADO NÃO SURTIRAM NENHUM EFEITO DE PENINHA NOS CORAÇÕES DE AÇO DOS MAGISTRADOS DEUSES DO UNIVERSO.
AH, AQUELA DITADURA MILITAR QUE DUROU VARIAS DECADAS SÓ MUDOU DE RAZÃO SOCIAL, ERAM OS MILITARES E CIA E AGORA SÃO OS MAGISTRADOS & DEUSES & SUPREMOS SOCIEDADE ANONIMA E ILIMITADA. É COMO DISSE AQUELA GRANDE MINISTRA PENSADORA ZELIA CARDOSO DE MELLO: O POVO BRASILEIRO ESTEVE E ESTARÁ SEMPRE SÓZINHO POIS É SÓ UM DETALHE., ELA TEM TODA RAZÃO..O QUE A OPINIÃO PUBLICA DO ZÉ POVINHO QUE VOLTOU A COMER MENOS POR CAUSA DA VOLTA DA INFLAÇÃO VAI FAZER CONTRA AS INJUSTIÇAS? RE: NADA!POIS UM DETALHE NÃO PODE NADA NÃO, NUNKINHA..QUE ESPERANÇA SEU ZÉ POVINHO.
Quanta demagogia!
Cada qual defende o que lhe interessa, não é mesmo?
O Judiciário não está emparedado coisa nenhuma.
As autoridades estão fazendo o que bem entendem, e nos chamando de idiotas na cara dura.
Certamente o Dr. Toron, com sua grande experiência, sabe muito bem o poder que possuem essas pessoas que estão sendo contestadas publicamente.
Colocaram escutas no STF??? Bom, primeiro é preciso que provem isso. A PF não pode ser motivo de reportagens tendenciosas, como vem promovendo o CONJUR, sistematicamente.
Segundo, o que têm para esconder os nossos excelentíssimos ministros???
OS “DONOS” DA LEI .
ENTÃO O JUDICIÁRIO NÃO PODE SER EMPAREDADO PELO CLMOR PÚBLICO, MAS PODE SER MANIPULADO PELOS INTERESSES PARTICULARES ???
O grande problema dos"donos" da lei - a classe dominante e a mídia capitalista PIC/PIG - é que ficam com muito tró-ló-ló para justificarem o injustificável - bem baixinho..., querendo proteger os seus e os que estão a serviço dela.-
Na realidade, o que incomoda aos que têm consciência crítica é a atitude farisáica de dois pesos e duas medidas utilizada pelos velhacos travestidos de senhores de bem e que determinam o que pode e o que não pode.
Senão, vejamos o exemplo abaixo que fala por si só ...
" Jovem que tentou roubar Gilmar Mendes tem pedido de liberdade provisória negado ...
(...) pelo juiz Eduardo de Castro Neto, ...- alegando que a liberdade de Jéfferson poderia representar um risco para a sociedade." 17/07/2008 - 19h20 fonte : http://noticias.uol.com.br
OBSERVEM A DESFAÇATEZ : o pobre rapaz (na verdade, os pobres) representa um risco para a sociedade. Agora, os da tiiuurrma de ll es, não né ?!?!?!
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